Nov 182011
Há uns anos a Teresa Cascudo teve a gentileza de me enviar uma pérola – a interpretação de Ivan Moravec da Mazurka em lá menor Op. 17 No. 4 de Chopin.
Até hoje não conheci outra com que tanto me identificasse mas, tendo a mania de procurar entender influências nas interpretações, não conseguia também encontrar nenhuma que pudesse sentir onde teria Moravec bebido inspiração, até que surgiu, no Youtube, a de Henryk Sztompka de 1959! Não sou musicólogo nem conhecimentos tenho para tal pretensão, mas é o que sinto.
Deixo-vos as duas para verem se sentem ou não que a interpretação de Sztompka poderá ter sido inspiradora para Moravec.
Bom fim de semana.
8 Responses to “Chopin – Mazurka Op 17 No 4 – Sztompka e Moravec”
Comments (8)

Caro Carlos, pronto, cá estou. Mudei-me para o Ideias Soltas, agora que decidiste limitar a tua presença no FB. Falta-me o botão do I Like, mas acho que me habituo. Um abraço.
Obrigado, Teresa, pela tua presença amiga. Limitarei sim, mais a atitude do que a presença, no facebook pelos motivos que lá adiantei e aproveitarei para regressar aqui a casa com mais assiduidade.
Obrigado pelo comentário.
Sim, verdade. Não sei, pela tua resposta, se me fiz entender… O que quis dizer é que tens ajudado a divulgar e a conhecer melhor vários autores e intérpretes. Isso é bom e agradecia-te por isso.
Gosto de ouvir música, Joana e vou pondo aqui algumas que vou ouvindo, mas ensinar não é comigo.
Obrigado pelo comentário.
Lindíssimo!!
Estive a ouvir as duas interpretações com a máxima atenção, e senti, de facto que parece existir essa inspiração de que falas… interpretações muito semelhantes e belíssimas… E concordo contigo, a arte é para ser vivida e fazer-nos sentir bem, elevar-nos a alma. Já pensava assim, mas tu tens-me ensinado muito mais ainda e estou-te grata por isso, Carlos!
Obrigada e Bom fim-de-semana.
Felizmente, Joana, que ninguém precisa de aprender a ser sensibilizado pela música. Se assim fora a música não existiria.
Obrigado pelo comentário.
Obrigada, Carlos.
Isto hoje, particularmente faz-me bem ouvir (ambas)
Impressiona não só o frasear, e o respirar.. mas também a forma como exploram e nos fazem “sentir” as linhas melódicas e contraponto do que foi escrito por Chopin, com uma “leitura” provinda de uma sensibilidade semelhante, sim, sente-se isso muito.
E a peça não só passa a ser deles, ao absorverem desta forma a obra, do autor e intérprete, mas nossa.
É um acto de dar ao Outro (nós), e assim esta peça, lindíssima que é, brilha mais, e alimenta-nos a alma.
Hoje deste-me um bálsamo.. Obrigada.
Bálsamo deste, felizmente, é fácil de encontrar, Guida. A arte não é para entreter, não, mas para ser vivida e, ao sê-lo, dar-nos vida.
Obrigado pelo comentário.