Dez 232011
 

O Natal foi-se transformando em mais uma freima de prazer obtido através dos excessos de consumo, mas permaneceu a necessidade de reunião, convívio e (re)abraçar laços familiares, mesmo para quem não celebra o nascimento de Jesus. E ficou, sendo até reforçado pelo referido consumismo, uma esbatida noção de solidariedade para com quem mais precisa, símbolo de uma caridade aprazada e perene, é certo, mas inspiradora a recordarmos que a maioria de nós tem, por Natal, o aconchego dos seus sem possibilidade de mais lhes dar que seu amor sem recursos extra para o celebrar.
Desejo a todos um Feliz Natal, juntos dos seus e que o momento sirva não para ser apenas solidário com quem mais precisa nesta quadra, mas para nos recordar de como é importante e necessário sê-lo sempre, porque sem os outros não somos.
Deixo-vos com palavras de José Augusto Mourão:

Jose Augusto MouraoO amor transforma o medo do outro em medo pelo outro, pela segurança a ponto de nos tornarmos inteiramente responsáveis pelo outro. É o amor que sustenta a esperança. O amor é o desejo que nos remete para a fonte de onde os rios correm e, como um corpo a caminho, nos reúne.

José Augusto Mourão, Quem vigia o vento não semeia, 2011, Lx, Pedra Angular

Feliz Natal