Assapou-se. Pronto. O Francisco Nunes mudou a sua Planície Heróica para o ’sapo’.
Eu sigo e o link já está actualizado.
Poder-se-á pensar que as referências à música do Ricardo Serrano são já abusivas ou até indiciadoras de publicidade amigável. Burrifo-me.
A 9 de Maio passado o Ricardo disponibilizou o seu mais recente tema, ‘a José Afonso‘, no Peremela. Aqui fica, não pelo facto assumido de sermos amigos de longa data (mas também), mas porque sinto o Zeca, uma homenagem à sua música sem condescender com paternalismos ou colagens de suas canções. Sinto o Zeca Afonso, a sua música, a guitarra (mesmo em piano solo) e uma força… Da terra…, viva e vivida.
Obrigado, Ricardo.
Atingimos a fase de já não sermos ouvidos. Significa que as pessoas nos perderam o respeito, afirmou Manuela Ferreira Leite relativamente ao PSD (via Público)
Fala verdade, Manuela Ferreira Leite, de forma clara e inequívoca, embora sem enxergar a causa…
A pouca vergonha do enxovalho pessoal diário, ordinariamente baixo, com que os ‘barões’ e ‘notáveis’ do PSD fustigaram Luís Filipe Menezes desde que anunciou a sua candidatura à liderança, não deixa muita margem para se pedir respeito seja a quem for.
Para se ser respeitado é preciso dar-se ao respeito!
A Direcção-Geral dos Impostos (DGCI) penhorou e colocou à venda dois imóveis, cujo valor patrimonial é superior a 38 mil euros, a um contribuinte com uma dívida de 235,88 euros. (via Público)
Se as pessoas andam aflitas para ganhar a vida, não conseguindo vender património imobiliário para cumprir as suas obrigações fiscais, uma medida destas, para além de absolutamente desproporcionada, arrasta para a falência pessoal e familiar a esganada classe média deste país. Isto é abominável!
Este procedimento até pode estar dentro do cumprimento da lei, mas não deixa de ser, moralmente, um crime do Estado contra os cidadãos.
(…) são crimes como os da noite do Porto que geram insegurança nos cidadãos. (Pinto Monteiro via Público)
Eloquente no sentido figurativo, é claro, de .. expressivo, de… persuasivo…
Justiça, sim, justiça para todos…, de noite…, no Porto…
Agitaram-se ontem as águas com o anúncio de uma fusão do 1º e 2º ciclos do ensino básico, a propósito de um estudo coordenado não pelo Conselho Nacional de Educação, mas por Isabel Alarcão e que está em fase de apreciação, onde se fala de transições por vezes traumáticas na passagem do pré-escolar para o 1.º ciclo e deste para o 2.º ciclo. (via Público)
Desde cedo surgiram as mais diversas reacções:
1 - Valter Lemos a dizer que As bases já estão criadas, o perfil dos professores já foi alterado de modo a que, se for preciso, estejam preparados para a mudança; (via Portugal Diário)
2 - a ‘confap’ do Dr. Albino a dizer que pretende 3 professores desde 0 1º ciclo e não o Professor Único que há muito advoga Valter Lemos; (via Público)
3 - um pediatra que aparece não sei de onde a dizer que Não se pode fazer uma transição tão brusca. Do 1º para o 2º ciclo muda-se de espaço, de colegas, de matérias e também de um professor para uma data deles. (via Público)
4 - Maria de Lurdes Rodrigues, apesar do que disse Valter Lemos, afirma que Não é o meu objectivo e isso não estava no programa do Governo, não estava no nosso programa. (via RTP)
Desde que Valter Lemos profetizou sobre o ‘Professor Único’ (ver atrás) e que a Ministra da Educação anunciou o alargamento da ‘Escola a Tempo Inteiro’ que se adivinhava uma série de alterações no que concerne ao ensino básico. Aliás as Escolas Superiores de Educação já estam a licenciar professores generalistas e a graduar mestres, com as facilidades de Bolonha, em educadores de infância, professores do 1º ciclo e professores do 2º ciclo. Tudo se conjuga para haver alterações no ensino básico até ao 6º ano, para já, e até ao 9º em breve.
Convém, no entanto, ler, ler atentamente o estudo em causa que me aprece bastante completo e bem feito e não nos limitarmos às suas conclusões, ainda que ricas e não só assentes no que vem sendo propagado. (pode fazer o download directo do pdf daqui)
Para já ficam algumas notas que saliento:
1 - alguma desarticulação entre Maria de Lurdes Rodrigues e Valter Lemos;
2 - a irrelevância da observação da Ministra sobre o facto de não constar no programa de governo! A alteração dos regimes de frequência do ensino artístico especializado também não constavam e nem tal facto demoveu a Ministra nos seus intentos e tudo poderá ir avante sem utilizar a expressão ‘fusão’.
3 - sempre que o Ministério da Educação pretende alterar profundamente algo no sistema educativo surgem sempre conferências e estudos elaborados por académicos reputados.
Apesar destas constantes, leia-se o estudo porque vale a pena e tem matéria para reflectir.
Volto só a referir que nos exemplos de outros países falta, como vem sendo já habitual em estudos sobre educação, o caso alemão que, por sinal, no que ao assunto diz respeito, opta pela diversidade de professores em detrimento da mono-docência desde o 1 º ano do 1º ciclo para evitar o tal ‘choque’ ou ‘trauma’ na referida transição.
Manuela Ferreira Leite afirma que o problema prioritário de Portugal é de natureza social e “não de contas públicas”, alertando para o aumento do desemprego e o surgimento de “novos pobres”. (via Público)
Esta campanha para as eleições do PSD estão a ficar muito divertidas. A Senhora que só via défice público que levou à falência milhares de micro-empresas, colocando na penúria as famílias que delas viviam, nomeadamente, no comércio tradicional, através do ‘pagamento especial por conta’ e, logo de seguido, do primeiro aumento do IVA, de 17 para 19 por cento, diz-se agora preocupada com os ‘novos pobres’, os tais que ela própria criou!
A gente tem de ouvir cada uma!!!
Está ‘online’ uma petição dirigida ao Parlamento Europeu para que este decida pela recomendação aos países membros da inclusão do rastreio do cancro do colo do útero à generalidade das cidadãs. Em Portugal, por exemplo, só existe na região centro.
ASSINE a petição.
1 - Parabéns ao Sporting por ter sido a melhor equipa em campo. Muito se poderá dizer (e direi, adiante) sobre circunstâncias criadas por Olegário Benquerença, mas ao entrar em jogo sem Bosingwa, com João Paulo, sem Tarik Sektioui nem Marek Chec, foi entregar o ‘ouro ao bandido’ desde o início. Ganhou quem foi mais equipa, mais consistente, sendo sempre agradável chegarmos ao fim de um jogo e vermos que o empenho e a competência se aliam ao resultado, pese embora o facto da justiça ser um conceito alheio ao jogo - lembremo-nos mais recentemente que se a justiça fizesse parte do jogo, mais concretamente do futebol, nem o F C Porto teria sido eliminado pelo Schalke 04 nem o Sporting pelo Glasgow Rangers.
2 - Dados os parabéns ao vencedor sem qualquer cinismo, a verdade é que desde que Olegário Benquerença exibiu o amarelo ao Paulo Assunção na primeira falta que cometeu, depois de 3 bem durinhas de Grimmy, senti o caminho que o árbitro traçara para a sua actuação naquele jogo. Consequências do ‘apito dourado’ ou do ‘apito final’? Não saberemos nunca a causa, mas a motivação desde cedo ficou à vista.
3 - Há anos que muitos falam da existência de corrupção no futebol, de um sistema montado de batota nos resultados corporizado nas pessoas de Valentim Loureiro e Pinto da Costa e que levaram o Ministério Público a montar uma perseguição, dir-se-ia, não à corrupção nem à batota, mas a essas duas pessoas, em particular a Pinto da Costa, que viria a consubstanciar-se nos processos ‘apito dourado’ e no ‘apito final’ protagonizado pela Liga de Clubes.
Desenganem-se, se é que alguém andava ao desengano, os que pensam que alguém está interessado em combater, generalizadamente, a corrupção no futebol! Não há interessados em acabar com a batota, mas sim em ser donos dela. Se assim não fora, os arautos anti-corrupção estariam mais uma vez a clamar por ela no fim do jogo de ontem e não a festejar. O que vi (para além do F C Porto nada jogar) foi o regresso àquela outra batota, a que assisti durante 19 anos, ou seja, desde que nasci até 1977.
Nem o ‘apito dourado’ nem o ‘apito final’ têm a ver com o fim da batota no futebol, mas tão-só com a passagem de mãos de quem detém poder para a fazer, sendo a satisfação patenteada no rosto do Procurador-Geral da República, Pinto Monteiro, no fim do jogo de ontem um verdadeiro atentado à honestidade intelectual depois da arbitragem a que assistiu.
Desengane-se quem pensa que existe apenas um ataque pessoal a Pinto da Costa; o que existe é um ataque soez contra a superioridade desportiva do F C Porto nos últimos 30 anos, que terá de ser creditada ao seu presidente.
4 - Uma palavra de solidariedade para António Costa, Presidente da Câmara de Lisboa, que recebeu com dignidade e elegância o vencedor da Taça de Portugal, o Sporting, pois será, muito certamente, apontado como mais um que cedeu à promiscuidade entre o futebol e a política pelos comentadores dos media que elaboram e gerem campanhas de interesses pessoais, partidários e políticos, mas que não são promíscuos…
Promiscuidade entre futebol e política só tem a ver, ao que parece, com quem abrir a porta ao F C Porto ou a Pinto da Costa…
Jorge Coelho afirmou hoje, no âmbito da apresentação do programa da Conferência Internacional de Transporte Aéreo, o qual presidirá, que Portugal “precisa urgentemente de infra-estruturas que suportem o crescimento do país”, referindo-se especificamente à construção do novo aeroporto em Alcochete. (via Público)
Ora eu penso de que, sim e mais diria que me parece muito importante que esta conferência conte com a presença de políticos e académicos.
Um dia destes um gajo pega num dicionário e lerá:
académico - sing. masc. - político estagiário; político reformado; professor temporariamante do quadro aguardando futuras eleições legislativas ou nomeação para cargo político; cientista de educação que elabora centenas de estudos anualmente para o Ministério da Educação e outros.
político - sing., masc. - ex-académico; futuro académico; estagiário em gestão de empresas privadas de obras públicas; fobia acometida, em geral, durante a adolescência.
230 mil alunos do 4º e 6º anos realizarão amanhã e terça-feira uma coisa que deveriam ser exames para avaliar a sua aprendizagem e o ensino dos professores, mas não, serão só, como ora se diz, provas de aferição, uma vez que os resultados não contarão para as notas finais dos alunos!!!
E para que serve isso…, essa tal de aferição?
Eu não sabia, mas o Ministério da Educação, desta vez, esclareceu-nos cabalmente, afirmando que possibilitam, e cito:
uma reflexão colectiva e individual sobre a adequação das práticas lectivas. (via Público)
Quanto custará ao Estado esta multi e, quiçá, meta-reflexão de contornos psicanalíticos?
Façam-se exames como deve ser ou não esbanjem o dinheiro dos contribuintes! Haja decência e bom-senso!
“O Benfica vai pedir a certidão da decisão à Comissão Disciplinar da Liga e solicitar à Federação que a envie para a UEFA”, afirmou o porta-voz dos ‘encarnados’, Ricardo Maia, depois do jornal “A Bola” de hoje noticiar um possível afastamento dos ‘dragões’ da Liga dos Campeões em 2008/09. (via Expresso)
Ora assim é que é! Afinal não foi a pressa da Comissão Disciplinar da Liga, mas de quem espreita oportunidades pela secretaria.
Ou se calhar poderá não ser bem assim?
“Qualquer critério de admissão só será ponderado pela UEFA depois de recebida a lista de clubes da federação portuguesa. Cumprido esse requisito, poderemos então avaliar se o FC Porto tem ou não condições para se inscrever na Liga dos Campeões”. (via Público)
A 4ª edição do ‘INJAZZ - Jazz em Português’, festival de jazz itinerante de projectos originais de músicos portugueses, organizado pela ‘Lado B - Produções Artísticas’, traz Maria João e Bernardo Sassetti ao Pax Julia - Teatro Municipal de Beja no próximo fim-de-semana.
Dos quatro projectos em cartaz no INJAZZ de 2008, ‘Zé Eduardo Unit’, LUME Big Band’, ‘Maria João 4tet’ e ‘Bernardo Sassetti piano solo’ saudamos a escolha destes dois últimos por parte de quem teve de escolher apenas dois para apresentar no Pax Julia.
Assim como na edição do ano passado lamentei não se ter optado por João Paulo Esteves da Silva e pelo Sexteto de Mário Barreiros em vez de Carlos Martins e Marta Hugon, não poderia deixar de manifestar a minha satisfação pela escolha deste ano.
No dia 16, sexta-feira, teremos então Maria João em quarteto, num projecto que será novidade, com uma formação que já há algum tempo não experimentava e.., sim, sem Mário Laginha.
Estou muito curioso.
A 17, Sábado, Bernardo Sassetti apresenta-se a solo com uma projecção multimedia associada de fotografias da autoria do músico.
Sassetti é Sassetti mas, ainda assim, estou com receio do piano que lhe colocarão à disposição numa sala com a volumetria do Pax Julia. Espero que seja um piano de concerto (cauda inteira), que nos ilumine acusticamente a alma sem amplificações absolutamente desnecessárias que desvirtuam, sem remissão, a sonoridade de um piano acústico por melhor que sejam as intenções e a competência de um técnico de som.
A ver vamos.
O Grupo dos Amigos do Museu Nacional de Arte Antiga abriu um blogue, presume-se, para ajudar a dinamizar a jóia dos museus portugueses. Aguardamos textos que possam servir para ajudar professores e escolas no que ao seu espólio diz respeito.
Felicidades.
Esta porra é notícia? (via Público)
O que é que nós temos a ver se Sócrates, Pinho e sei lá quem mais fumaram num avião?
Não há forma de nos livrarmos das virgens rameiras!
Remetemos certidões de tudo processado, arquivado e acusado, para a Comissão Disciplinar (CD), como é evidente, e como era nossa obrigação. Aliás, sempre defendi isso (…)
O MP enviou, inclusive, os processos que decidira arquivar. “Os pressupostos da acção disciplinar são distintos dos pressupostos do exercício da acção penal”, explicou. Ou seja, uma infracção disciplinar pode não corresponder a uma infracção criminal. (via Diário de Notícias)
Enviar certidões de processos arquivados e de matéria que não vai a julgamento, senhora juíza?
Entendi! Entendi, perfeitamente! Na minha terra, quando queremos tramar um gajo é mesmo assim - quem não tem cão, caça com gato! E nunca ninguém por aqui se lembrou de chamar a isso tráfico de influências nem perseguição! É assim mesmo… Quando tem de ser tem muita força!
A ideia de que se tem um canudo estilo engenheiro Sócrates, que dá para tudo, já não serve (…). (Manuela Ferreira Leite via Diário Digital)
Tem a senhora razão em defender um sistema educativo que ensine e promova o desenvolvimento pessoal de cada aluno, mas esta analogia compromete tudo o que possa ter aduzido: é que com ou sem canudo, com mais ou menos estilo, José Sócrates conseguiu cumprir o único objectivo que Manuela Ferreira Leite tinha e falhou redondamente no governo de Durão Barroso - diminuir o défice público!
Falhou muitos outros, Sócrates, muitos e bem mais gravosos, mas esse, esse único a que Manuela Ferreira Leite se comprometeu, não falhou.
Coisas da vida, hélas… e do populismo.., e, ah sim, da elegância.
Ao escolher este dia para promulgar o Tratado de Lisboa (link), Cavaco Silva faz coincidir, para memória futura, a coincidência de duas efemérides relativas à União Europeia a 9 de Maio - o Dia da Europa e o fim da Europa dos cidadãos.
A ausência de plebiscito ao Tratado de Lisboa coloca um ponto final na ideia original de uma Europa dos Cidadãos. Inicia-se um novo ciclo assente no princípio de que há uns iluminados, uma meia-dúzia de elitistas, que impõe aos cidadãos o que considera ser melhor para eles sem os consultar nem sequer querer ouvir.

Volta-se a página, sabendo de antemão uma coisa - a (re)construção da União Europeia passará a ser tarefa dos poderes estabelecidos a cada momento.
Espero que sejam decididas com rapidez, com eficácia, de maneira a que interfiram o menos possível na vida do desporto. O desporto tem de ter regras que têm de ser cumpridas. Quando não são, têm de ter os seus efeitos correspondentes. (Laurentino Dias via Portugal Diário)
Estou certo de que ao proferir estas palavras teria em mente (também) a aplicação das punições previstas para clubes que não pagam salários atempadamente. É que ainda agora, via Público, soubemos que apenas o Porto e o Benfica este dever cumprido!
Onde está o motivo de notícia para isto no Portugal Diário? Não percebo. Afinal o gajo é polícia ou não? Se calhar correu-lhe bem o dia e apreendeu aquilo tudo!
A ministra da Saúde lamentou hoje a decisão da Direcção Geral de Protecção Social aos Funcionários e Agentes da Administração Pública (ADSE) celebrar um protocolo com o Hospital da Luz, uma unidade de saúde privada, para prestação de serviços aos funcionários públicos. (via Público)
A honestidade intelectual, por um lado, e a convicção de que o investimento do Estado na área da saúde deve privilegiar o Serviço Nacional de Saúde (SNS), por outro, aliados à equidade de acesso de todos os contribuintes, obrigou Ana Jorge a lamentar a “incursão” do Ministério das Finanças em matéria da sua competência.
Não estou certo de que, a curto prazo, o SNS consiga responder a todas as solicitações dos contribuintes, mas a igualdade de acesso dos cidadãos parece-me uma evidência e o lamento público de Ana Jorge uma demonstração de carácter de quem coloca a ética acima dos jogos de interesses, assumidos como modus faciendi da política.
Ana Jorge não deverá ter tempo para aquecer o lugar…
Jorge Pedreira, defendeu esta quarta-feira que é preciso erradicar a ideia instalada em Portugal de que os maus resultados a matemática são normais (…).
Da constatação “lapaliciana” ao diagnóstico foi um tirinho:
(…) a qualificação dos professores que ensinam matemática continua a ser um dos problemas, mas recordou que o Plano de Acção para a Matemática procura suprir essa falha com acções de formação para os docentes. «Há problemas do ponto de vista curricular, há problemas do ponto de vista da formação de professores. (via Portugal Diário)
Se os professores do ensino público não são qualificados por que razão é que o Ministério da Educação os contrata? Das duas uma, ou se acaba com este discurso de que os problemas do ensino (e do país) está na falta de qualificação, ou deixe o Estado de contratar pessoas que, no dia seguinte, publicamente e sem parcimónia, desqualifica!
Via Público o “Jornal de Angola” atira-se a Bob Geldof chamando-lhe “comediante de quinta categoria” .
Mais adiante, seguindo a mesma fonte, o mesmo jornal afirma, disparando também em direcção do BES:
Se um dia alguém o contratar para uma conferência no Hotel Alvalade, em Luanda, o músico vai chamar criminosos aos seus próprios governantes, descendentes de piratas e negreiros e que ainda hoje vivem na opulência à custa dos povos de África ou da Ásia. É tudo uma questão de dinheiro. Mas em Angola ninguém compra farsantes.
Nada de especial, tudo dentro da normalidade, ontem José Eduardo Agualusa, hoje Bob Geldof.
Se a conferência fosse em Angola e convidassem Kofi Anan, se calhar, ouviriam o mesmo, mas mais cortesmente, sim, mais adamado.
Segundo José Alberto de Carvalho, “sempre que encontrarmos comentadores ao mesmo tempo excelentes comunicadores e com características semelhantes [a Marcelo Rebelo de Sousa e a António Vitorino], não hesitaremos em propor-lhes programas do mesmo género”. (José Alberto Carvalho na Assembleia da República via Público)
Desculpa esfarrapada? Sim, mas ser o José Alberto Carvalho a proferi-la é que me embrulha o estômago! Habituei-me a gostar dele!
“Angola é gerida por criminosos” - afirmou Bob Geldof, KBE, hoje na Conferência sobre Desenvolvimento Sustentável. (via Expresso)
“O Grupo Banco Espírito Santo [organizador da Conferência] (…) não se identifica com as afirmações injuriosas que Bob Geldof proferiu esta tarde (…).”
(via Expresso)
E ficamos assim. Somos polidos. Vivemos num mundo cortês. Sim, cortês de cortesãos. Quanto à ética, à moral, à verdade, também a relação é cortesã - queremos que se foda. E se não houver ninguém disponível trataremos nós disso!
A verdade, nua e crua, é injuriosa? Ora foda-se, cortês e mui polidamente, é claro!
O líder madeirense defende que para derrotar José Sócrates “é necessário um líder que ganhe o apoio da maioria dos portugueses com sede de esperança, e não apenas se satisfaça em ganhar o PSD, sabendo-se que não ganha as eleições nacionais”. Acrescenta ser também importante “refundar a Aliança Democrática, mobilizando e unindo todos os portugueses que não são militantes socialistas nem comunistas” (Alberto João Jardim via Público)
Ora, que me lembre, Manuela Ferreira Leite já falou em “unir o PSD”, em relembrar os princípios e valores que estão na base da criação do PSD , em escolher um protagonista que ganhe eleições mas…, sendo certa a sua candidatura a presidente do PSD, ainda não a ouvi afirmar, cabalmente, que será candidata a Primeiro-Ministro nas eleições de 2009, para mais sabendo que, tanto ela (ver link) como os seus mais chegados apoiantes, os “barões”, “notáveis” e “opinion makers”, acalentam, há anos, a sebastiânica esperança de ver Rui Rio nessas funções. Parece ser adequado pensar que o presidente da Câmara do Porto reserva-se para depois de 2009, a não ser…, sim, a não ser que o PSD até às vésperas das próximas eleições se aproxime, nas sondagens, do PS.
A rápida desistência de Aguiar Branco e o recente envolvimento recente de Rui Rio na campanha da candidata dá que pensar…, pelo menos para aguardar se Manuela Ferreira Leite define ou não, inequivocamente, os seus propósitos neste domínio.
ps: imagem de Rui Rio retirada do site da Câmara do Porto sem autoria identificada.
É interessante a veemência com que Manuela Ferreira Leite se insurge contra os epítetos de “barões” e de “notáveis” do PSD, classificando esses termos como “divisionistas”. O PSD é um partido interclassista, clama via Público.
Em tese, a tese é interessante, dando até ideia de que Manuela Ferreira Leite pretende posicionar-se numa candidatura que una todos os militantes, mas não foi a própria candidata que, aludindo à presidência de Luís Filipe Menezes, afirmou que o partido não é respeitado, da forma como foi em 34 anos de história? E que dizer de todos os seus “notáveis” e “barões” apoiantes que durante sete meses zurziram, sem dó nem intermitência, em todos os órgãos de comunicação social que dominam e minam, numa recém apelidada falange “populista” que tinha tomado conta do partido?
Não haverá “classes”, até poderá ser, mas uma casta que domina os órgãos de comunicação social, que raramente se expôs a votos e que está habituada a pôr e dispor no PSD, isso parece-me por demais evidente.
Manuela Ferreira Leite está no gozo do seu pleno direito de fazer campanha eleitoral embora, quando questionada sobre o que a distinguia de José Sócrates, só lhe tenha ocorrido dizer que não mentia. Acredito piamente que não minta - hoje ninguém mente, dizem-se “inverdades” - mas também não será através de míngua de linguagem demagógica que se distinguirá do actual Primeiro-Ministro.
Depois de muitas voltas por linguagens estranhas saiu esta apresentação que por ora fica. Por cansaço.
O wordpress 2.5.1 está já a correr.
Agradecimento ao Paulo Querido que me ajudou em horas, e foram algumas, até fora de horas,, em horas, dizia, em parecia que tudo tinha desaparecido.
Assim fica, para já, com um ou outro arranjo de pormenor.
Este blog encontra-se em actualização para o wordpress 2.5.1 e adaptação de template.
Até muito breve.
Alice Valente (link) expõe traço:verde-oliva, a sétima cor do projecto CORPOtraçoCORPO - a poesia e a pintura, composta por 9 Obras em díptico, no Museu de Lanífícios da Universidade da Beira Interior, na Covilhã, a convite do Núcleo de Estudantes de Filosofia da UBI (Universidade da Beira Interior).
A inauguração ocorrerá a 30 de Abril, pelas 18:30h, contando com a presença do reitor da respectiva Universidade, de Guilherme d’ Oliveira Martins, presidente do Centro Nacional de Cultura, entidade patrocinadora da artista e do evento, da directora do Museu de Lanifícios, responsáveis pelo Núcleo de Filosofia da universidade e pelo director do curso de Filosofia.
A exposição estará patente até 29 de Julho com inúmeras actividades programadas aolonga da sua duração: conferências, exposições, encontros, concertos, workshops, visitas-guiadas, visitas acompanhadas para escolas e ateliês. (ver programa)
Deixo um pequeno excerto sobre a exposição:
(…) porque assentes na concepção de um pensamento artístico-filosófico e desenvolvidos através de projectos no âmbito da criação artística, a autora escolheu fazer a apresentação do «traço:verde-oliva», a 7ª cor das nove cores do seu projecto «CORPOtraçoCORPO – a poesia e a pintura», em que para além das características da cor e em seu projecto, enquanto precisa em inteireza e Verdade, Alice Valente irá relacioná-la neste espaço exposicional com a importância do azeite na lã, em para amaciar e alisar a lã, esta era colocada ou ensopada, durante dias, em talhas ou potes de barro com azeite.
ps: ver projecto “CORPOtraçoCORPO - a poesia e a pintura” no e-cultura.
Remetemos certidões de tudo processado, arquivado e acusado, para a Comissão Disciplinar (CD), como é evidente, e como era nossa obrigação. Aliás, sempre defendi isso (…)






