Seis meses depois do maior incêndio de sempre no Parque Nacional da Peneda-Gerês ainda não há quaisquer sinais de reflorestação.
A15 de Agosto do ano passado, depois de dez dias de inferno nas serras do Soajo e da Peneda e já com as chamas apagadas, foram muitas as promessas, de ministros e deputados, de rápida reflorestação dos mais de cinco mil hectares ardidos em plena área de paisagem protegida.
Só que, mais de seis meses depois, ainda não há um sinal sequer de qualquer iniciativa de reflorestação. Aliás, ainda está por tirar metade da madeira queimada, o que está a causar ainda mais revolta nas populações, já que quanto mais tarde for tirada, mais baixo é o preço pago pelos madeireiros.
No entanto, tratando-se do maior incêndio de sempre na mais importante reserva ecológica nacional e que reduziu a cinzas a Mata do Ramiscal, que era uma das três áreas de reserva integral do Parque Nacional, criou-se a expectativa nas populações e nos autarcas locais de que, desta vez, iria ser mesmo elaborado e concretizado, com urgência, um plano de reflorestação, respeitando a diversidade arbórea, mas tentando apostar mais em folhosas do que em resinosas, já que são mais resistentes aos incêndios. Além disso, a área ardida foi visitada por deputados, ministros e até pelo Presidente da República.
Fonte do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG) disse ao Correio da Manhã que “o problema é que o Instituto de Conservação da Natureza (ICN) não tem dinheiro e o orçamento do parque, em 2007, para a reflorestação, não chega aos dez mil euros e já está comprometido em dois projectos em curso na Serra Amarela�. (ver fonte, Correio da Manhã de 21/02/2007)
Arquivo de: ‘Ambiente’
«(…) gravitam em redor e adoração da trampa»
Não percebi nada disto! Pela certa o Dragão passou-se…! Vão ver e ajudem-me a perceber onde se espraiarão os tais vagalhões.
Veio cá uma senhora, de seu nome Catarina, gozar com este incauto por gostar de usar cuecas com berguilha (à moda do Porto) e, mais adianto agora, com botões!
Ora aqui eis elas:

O mais engraçado nisto tudo é que, apesar de sempre ter usado o que a Mãe e depois a Patroa e a Sogra pelo Natal me ofertaram, comecei a usar este modelo depois de devidamente aconselhado por quem do assunto sabe: a Lily, lembram-se dela?
Aqui fica o link para quem de mim duvidar.
Portanto, de braguilha e com botões à maneira, que vem de bragas, quer dizer com abertura do cós até entre pernas!
Em Julho passado escrevi sobre a poluição das águas do Alqueva sob o tÃtulo Banhos de Merda - nova estância termal do Alqueva, sendo muito criticado, via email e jornais locais, pelo facto de entenderem que estava a exagerar e a prejudicar o Alentejo.
Eu utilizei a ironia para, mansamente, alertar para o facto, mas agora é o Greenpeace (link) que, após meses de análise da situação vem declarar o Guadiana como um dos mais poluÃdos rios da Europa, podendo pôr em causa os interesses turÃsticos já instalados no Alqueva!
«Los vertidos urbanos, la eutrofización de los embalsos y la contaminación de los acuÃferos hacen que el agua que corre por el tramo extremeño no se pueda usar para abastecimiento, baño, riego e incluso para usos industriales.»
«La Junta de Extremadura y la Confederación Hidrográfica del Guadiana no pueden seguir no sólo incumpliendo la ley, sino permitiendo que empresas, ayuntamientos y particulares la vulneren impunemente. La contaminación del Guadiana extremeño es tan grave que de no tomar medidas urgentes podrÃa convertir el rÃo definitivamente en una cloaca.» Julio Barea.
Talvez a cloaca castelhana choque menos os responsáveis do que a portuguesa expressão banhos de merda, mas o que é certo é que a merda é a mesma e está lá!
está a fazer-se, fazendo-se de cada vez com mais de Alice!
Excertos de “SER-SE empacotado“:
«E já todos tão “mal alimentados” quando se cansarão destes pacotes pré-concebidos de um amontoado de fabricações para um qualquer vazio que não os felicitará ao FUTURO por tão insustentável?… No «planear o território» a se riscarem todas as terras numa feroz «nova era das descobertas» neste global turismo de formatados similares pacotes das sempre e mesmas receitas gastronómicas nas mesmas decorativas ambiências arquitectónicas, construÃdos assim para mutilar tudo o que é crescer.
(…)
E “bem alimentados” pressupõe múltiplos e benéficos contributos com a CULTURA, o CIENTÃ?FICO e o HUMANITÃ?RIO, numa autenticidade da verdadeira sustentabilidade e preservação tão natural como inerente do SER em sua NATUREZA.»
«A superfÃcie cultivada em Espanha com variedades transgénicas (milho) registou um aumento de 136,9 por cento entre 1998 e 2005 (…) passando de 22.467 hectares em 1998 para 53.225 em 2005 (…)» (Público)
Ó Zé Manel, diz lá a esses moços aà da União para mandar mais uns subsidiozitos para a agricultura!
Ora atão investir em 15.000 camas (pr’ aà ou mais), uns quantos campos de golpe (ou mais ainda), 4 infra-estruturas de albergue de entretenimento para os turistas banharem-se numa enorme albufeira cuja água, depois de analisada, apresenta “elevados valores de coliformes fecais, salmonelas e toxinas de cianobactérias” (Expresso), os tais que, num ápice, esgotarão a capacidade do futuro aeroporto de Beja!
(via Francisco Nunes)

deixo um link para uma transcrição de um texto da OMS feita pelo Zed Tee que vem confirmar o cuidado que se deve ter na leitura dos resultados das análises que são efectuadas e ainda mais nasua ingénua divulgação.
Ver notÃcia aqui que aborda sucintamente os prós e os contras dos OGM’s. Já aqui tinha reproduzido um texto do movimento “Transgénicos Fora do Prato“.
A incerteza é muito, mas “eu vou a jogo”, avança-se no escuro!
Está definitivamento dado como certo que o Conservatório de Música do Porto não ficará anexado à Casa da Música conforme pretensão inicial do projecto, pois a «Câmara do Porto anulou a cedência do terreno à Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) para poder cedê-lo à imobiliária Adicais, proprietária de parcelas contÃguas», exactamente a empresa que construirá a sede do BPN nas ventas da Casa da Música!
Entretanto a Ministra da Cultura aventa a hipótese de considerar o imóvel de interesse público inviabilizando assim a construção contÃgua, mas não parece ser esse o entendimento da Câmara, preferindo um entendimento com o empreiteiro!
Uma das coisas que mais que me custa a compreender neste Alentejo não será tanto a mÃngua de eventos, mas a total falta de concertação entre os diversos promotores para, no mÃnimo, evitar a divisão do já de si parco público.
No próximo dia 23, dia em que se comemora o Dia Mundial do Livro, dia em que as bibliotecas fazem incidir programações mais ricas, nomeadamente a Biblioteca de Beja - José Saramago onde, por fortuna, se dará este ano um passo muito decisivo no reconhecimento de uma nova forma literária de edição e de comunicação - a publicação de textos em blogues, ocorre outro evento interessantÃssimo, incluÃdo na BioMértola - 1ª Mostra de Produtos Biológicos, um colóquio subordinado ao tema “Plantas Medicinais: uma alternativa para o Alentejo“, organizado pela AgroBio!
Já tomei a minha decisão, mas lamento e é com imensa pena que não estarei presente neste colóquio agendado, não se compreende porquê, para o Dia Mundial do Livro!
Será caso para dizer: organizem-se, organizem-se!
Reporduzo, na Ãntegra, um e-mail que recebi assinado por Margarida Silva do movimento “Transgénicos Fora do Prato” sobre a regulamentação que o governo estará a preparar sobre o cultivo de organismos geneticamente modificados (OGM’s).
«O governo português propõe-se adoptar um decreto-lei sobre coexistência (isto é, com as regras que hão-de impedir que o cultivo de OGM vá contaminar as culturas não OGM) em que prevê duzentos metros de distância de segurança em relação aos campos vizinhos.
Para percebermos o que é que isto significa basta fazer uma conta simples: imaginem um campo agrÃcola circular (o cÃrculo é a figura geométrica que tem menor superfÃcie de contacto com o exterior, portanto é a que mais facilita a coexistência) com a área de um hectare onde o Ti Manel vai plantar milho transgénico. O Ti Manel também tem de reservar os tais 200 m à volta do campo redondo. Só que essa faixa redonda tem… 19 hectares de área. Ou seja, em cada terreno com 20 hectares, só o hectare central pode levar milho GM (num campo rectangular as proporções são ainda piores). O resto… é fortificação (e vale a pena lembrar que 200 m nem sequer são suficientes para impedir a contaminação).
Se alguém acha que os agricultores vão cumprir esta regra de coexistência cá em Portugal, levante o braço.»
Denunciei em devido tempo a aprovação da U.E. do cultivo de alimentos geneticamente modificadas muito a reboque dos EEUU e do elevado custo de produção de cereais na Europa face ao seu principal concorrente e a criação de um movimento, “Transgénicos fora do Prato“, que luta e nos propõe aderir a acções concretas para evitar que nos alimentemos de produtos sobre os quais a ciência desconhece que malefícios poderão infligir ao Ser Humano o seu consumo a médio e longo prazo e conhece e evita divulgar as graves consequências ambientais de tais culturas.
Certo, certo, é que agricultores portugueses propoem-se levar a cabo sementeiras já em Abril e, se nada fizermos, a tal mão invisível da auto-regulação do mercado, irá desregularmos a saúde e o ambiente.
A coisa está tão bem engendrada que, por coincidência certamente, Ann Veneman, ex-ministra da agricultura dos EEUU, acérrima defensora da cultura de organismos geneticamente modificados, OGM’s, foi nomeada para Directora Executiva da UNICEF, tomando posse em Maio próximo! Estas mãos invisíveis é são um primor de auto-regulação…!
O Bioterra divulga, com propriedade do que aqui se escreve, incluindo um link para o Público onde se notocia que cientistas ingleses comprovam os malefícios ambientais do cultivo de transgénicos.
ps: links úteis:
- Transgénicos fora do Prato;
- Bioterra;
- notícia do Público;
- Campanha Transgénicos fora do Prato;
- Notícia da noeação da tal senhora;
- local para sobrescrever CARTA dirigida à UNICEF, à Organização Mundial de Saúde e à ONU, manifestando a preocupação sobre a nomeação da referida senhora.
Obrigado à Ana por me alertar via e-mail para estas coisas.
Divulgação:
O colectivo Alfarroba com o apoio da “Plataforma Transgénicos Fora do Prato“, convida todas as associações e organizações de protecção da Natureza, de agricultura e consumo ecológico, a divulgarem e a participarem na - Parada anti-OGM - a realizar-se no dia 5 de Fevereiro em Beja.
A ideia é o contacto directo e pessoal com a população/consumidores e agricultores de forma a sensibilizar para a questão dos Organismos Geneticamente Modificados e para a nova lei, já aprovada, de comercialização livre de milho transgénico já a partir de Março.
Para tal, vamos falar e dar informação às pessoas, no mercado municipal de Beja e em seguida saimos para as ruas, como é Carnaval, aproveitamos e fazemos a festa, esperamos que tragam animação e criatividade convosco,
instrumentos musicais e máscaras e claro muita informação anti-OGM!!
À hora do almoço faremos um pic-nic ecológico no jardim da cidade, com muita animação e mais uma óptima oportunidade para se falar dos transgénicos e conhecermo-nos melhor:)
A partir das 16h, no auditório da Biblioteca de Beja, Sandra França da Plataforma Transgénicos Fora do Prato, vai dar uma palestra sobre os OGM com espaço para debate (esperemos que sim!!)
Às 17.30h - José Miguel Fonseca e José Pedro Raposo, irão falar sobre o valor das sementes autóctones e a importância da sua conservação.
Para acabar em beleza, mesmo pertinho de Beja, em Entradas (perto de Castro Verde) estará a decorrer o Entrudanças, baile organizado pela Pé de Xumbo!
40 mentiras sobre Ambiente que gostávamos fossem verdades
Desenvolvimento sustentável e participação dos cidadãos
1.. O desenvolvimento sustentável tornou-se numa preocupação transversal a todos os Ministérios e amplamente integrada nas polÃticas sectoriais.
2.. O desenvolvimento sustentável é hoje uma matéria transversal a todo o percurso escolar, desde o 1º ciclo até à universidade.
3.. Finalmente foi divulgada a estratégia que será seguida para preparar o Plano de Implementação da Estratégia Nacional de Desenvolvimento Sustentável, a data para a sua finalização e a forma como será organizada a participação da sociedade civil.
4.. A eficiência energética e do uso da água tornaram-se objectivos nacionais, estando a ser iniciadas campanhas de sensibilização e incentivo junto dos cidadãos e das entidades privadas e públicas para estas temáticas.
5.. Os Estudos de Impacte Ambiental podem, finalmente, ser considerados credÃveis e um excelente instrumento para a tomada de decisão.
6.. As audiências públicas no âmbito dos Estudos de Impacte Ambiental tornaram-se de novo obrigatórias.
7.. Os pedidos de informação aos organismos estatais são respondidos no prazo máximo de 10 dias e deixaram de existir mecanismos de obstrução no acesso à informação por parte dos cidadãos.
8.. Instrumentos fiscais estão na prioridade do Governo para promover um desenvolvimento mais sustentável.
RuÃdo, ordenamento do território e conservação da natureza
9.. Autarquias elegem cumprimento de todos os requisitos do Regulamento Geral do RuÃdo como prioridade a bem da saúde pública dos portugueses.
10.. No perÃodo nocturno entre a meia-noite e as seis da manhã não haverá quaisquer movimentos de aviões nos aeroportos, excepto verdadeiras situações de utilidade pública.
Read the rest of this entry »
POSTS















