Ideias Soltas

se aqui não fora em mim só seria

Arquivo de ‘anti-portismo’

1 - Parabéns ao Sporting por ter sido a melhor equipa em campo. Muito se poderá dizer (e direi, adiante) sobre circunstâncias criadas por Olegário Benquerença, mas ao entrar em jogo sem Bosingwa, com João Paulo, sem Tarik Sektioui nem Marek Chec, foi entregar o ‘ouro ao bandido’ desde o início. Ganhou quem foi mais equipa, mais consistente, sendo sempre agradável chegarmos ao fim de um jogo e vermos que o empenho e a competência se aliam ao resultado, pese embora o facto da justiça ser um conceito alheio ao jogo - lembremo-nos mais recentemente que se a justiça fizesse parte do jogo, mais concretamente do futebol, nem o F C Porto teria sido eliminado pelo Schalke 04 nem o Sporting pelo Glasgow Rangers.

2 - Dados os parabéns ao vencedor sem qualquer cinismo, a verdade é que desde que Olegário Benquerença exibiu o amarelo ao Paulo Assunção na primeira falta que cometeu, depois de 3 bem durinhas de Grimmy, senti o caminho que o árbitro traçara para a sua actuação naquele jogo. Consequências do ‘apito dourado’ ou do ‘apito final’? Não saberemos nunca a causa, mas a motivação desde cedo ficou à vista.

3 - Há anos que muitos falam da existência de corrupção no futebol, de um sistema montado de batota nos resultados corporizado nas pessoas de Valentim Loureiro e Pinto da Costa e que levaram o Ministério Público a montar uma perseguição, dir-se-ia, não à corrupção nem à batota, mas a essas duas pessoas, em particular a Pinto da Costa, que viria a consubstanciar-se nos processos ‘apito dourado’ e no ‘apito final’ protagonizado pela Liga de Clubes.
Desenganem-se, se é que alguém andava ao desengano, os que pensam que alguém está interessado em combater, generalizadamente, a corrupção no futebol! Não há interessados em acabar com a batota, mas sim em ser donos dela. Se assim não fora, os arautos anti-corrupção estariam mais uma vez a clamar por ela no fim do jogo de ontem e não a festejar. O que vi (para além do F C Porto nada jogar) foi o regresso àquela outra batota, a que assisti durante 19 anos, ou seja, desde que nasci até 1977.
Nem o ‘apito dourado’ nem o ‘apito final’ têm a ver com o fim da batota no futebol, mas tão-só com a passagem de mãos de quem detém poder para a fazer, sendo a satisfação patenteada no rosto do Procurador-Geral da República, Pinto Monteiro, no fim do jogo de ontem um verdadeiro atentado à honestidade intelectual depois da arbitragem a que assistiu.
Desengane-se quem pensa que existe apenas um ataque pessoal a Pinto da Costa; o que existe é um ataque soez contra a superioridade desportiva do F C Porto nos últimos 30 anos, que terá de ser creditada ao seu presidente.

4 - Uma palavra de solidariedade para António Costa, Presidente da Câmara de Lisboa, que recebeu com dignidade e elegância o vencedor da Taça de Portugal, o Sporting, pois será, muito certamente, apontado como mais um que cedeu à promiscuidade entre o futebol e a política pelos comentadores dos media que elaboram e gerem campanhas de interesses pessoais, partidários e políticos, mas que não são promíscuos…
Promiscuidade entre futebol e política só tem a ver, ao que parece, com quem abrir a porta ao F C Porto ou a Pinto da Costa…

Maria José Morgado e Pinto MonteiroRemetemos certidões de tudo processado, arquivado e acusado, para a Comissão Disciplinar (CD), como é evidente, e como era nossa obrigação. Aliás, sempre defendi isso (…)
O MP enviou, inclusive, os processos que decidira arquivar. “Os pressupostos da acção disciplinar são distintos dos pressupostos do exercício da acção penal”, explicou. Ou seja, uma infracção disciplinar pode não corresponder a uma infracção criminal. (via Diário de Notícias)

Enviar certidões de processos arquivados e de matéria que não vai a julgamento, senhora juíza?
Entendi! Entendi, perfeitamente! Na minha terra, quando queremos tramar um gajo é mesmo assim - quem não tem cão, caça com gato! E nunca ninguém por aqui se lembrou de chamar a isso tráfico de influências nem perseguição! É assim mesmo… Quando tem de ser tem muita força!

Demol foi um dos que bateu
BELGA FOI CAMPEÃO NO FC PORTO EM 1989/90

Stéphane Demol, ex-defesa central de qualidade (38 internacionalizações), ajudou o FC Porto a conquistar o título nacional na temporada 1989/90. Na altura, o agora adjunto da formação do seu país foi peça fulcral no conjunto azul e branco, participando em 31 jogos, nos quais assinou 11 golos, sendo de destacar os 2 conseguidos (na marcação de penáltis, uma especialidade), a 4 de Março, nas Antas, num clássico com o Sporting (3-2). (notícia do Record)

Este senhor, lamentavelmente, agrediu ontem um jornalista do Record, mas não sei, perante as notícias, se o terá feito na qualidade de representante da selecção belga, se na de energúmeno ou, pior ainda, na de ex-jogador do F. C. do Porto!