Ideias Soltas

se aqui não fora em mim só seria

Arquivo de ‘António Rosado’

A propósito dos 30 anos de carreira de António Rosado, Teresa Cascudo edita no seu blogue, Contemporá/âneas, uma das mais intimistas entrevistas que li ou ouvi do entrevistado.
A ler e reler, em especial, a referência, sem tibiezas, a Gilberta Paiva, mais um dos nossos génios que os sucessivos ‘geniais’ grupos que dominam as artes pretenderam (e pretendem) safar da história.

O Serviço de Música da Gulbenkian fez uma belíssima aposta ao integrar na sua programação um ciclo chamado Nova Música Portuguesa que inicia já esta 5ª feira, dia 25, no Grande Auditório e se repete no dia seguinte.
Serão estreadas duas obras de compositores portugueses encomendadas pela Gulbenkian com a Orquestra residente dirigida por Pascal Rophé (link):
- Paradeisoi de Isabel Soveral
- Concerto para dois Pianos e Orquestra de Sérgio Azevedo.
Gulbenkian - pormenor programa Saliento, ainda, o bom gosto de convidar dois pianistas portugueses para interpretar o concerto: António Rosado e Miguel Borges Coelho.
Apesar de ser estreia em Portugal, o Concerto para dois Pianos e Orquestra de Sérgio Azevedo foi já estreado e difundido radiofonicamente em Espanha, interpretado, na altura, por Artur Pizarro e António Rosado.
Os dois compositores portugueses farão um comentário pré-concerto uma hora antes do início do concerto.
Parabéns ao Serviço de Música da Gulbenkian!

Dias da MusicaAnunciado o fim da Festa da Música por iniciativa de Mega Ferreira, uma parceria entre a Câmara de Lisboa e a UNICER permite os Dias da Música, dedicados ao piano, que decorrem este fim de semana.
Nesta iniciativa do Centro Cultural de Belém destaco a aposta em patrocínios privados e a programação que, se bem que à semelhança do que disse em relação à Casa da Música, sente-se, aqui e ali, uma tendência para a inclusão de amigos, traz alguns excelentes pianistas que, se pudesse, tentaria não perder:

portugueses:
Maria João Pires, Artur Pizarro, António Rosado, Miguel Henriques, Miguel Borges Coelho, Bernardo Sassetti.

estrangeiros:
Pascal Rogé, Piotr Anderszewski, Elena Rozanova, Valentina Igoshina, Ami Hakuno.

O Festival Internacional de Música do Algarve (FIMA 2007) elevou o nível organizacional deste tipo de eventos em Portugal. De facto, desde a programação, à conjugação de co-organizadores, apoios, media partners e patrocínios com uma forte aposta da respectiva Região de Turismo, passando pela divulgação, nos media e online, demonstram um profissionalismo difícil de igualar mesmo em regiões mais habituadas a estas andanças.
Destacar algo do programa não é fácil, mas arrisco a chamar a atenção para as presenças de António Rosado, da Orquestra Sinfónica do Conservatório de Viena e dos Virtuosos de São Petersburgo, em especial para a interpretação do Quarteto para Piano em Sol menor, Op. 25 de Brahms, da Suite Italiana de Stravinsky e do Trio para Piano No.2 em Mi menor, Op. 67 de Schostakovitch.
O Algarve está de parabéns e muito bom seria que outras regiões tivessem a humildade de, se é que não sabem, aprender a fazer, porque estas coisas antes de se chegar à fase da programação cultural tem por sustentáculo outro know how, a gestão cultural, imprescindível para que tudo funcione, desde a programação, à gestão de recursos, à formação de equipas, à angariação de patrocínios, ao envolvimento de co-organizadores, à divulgação, à recepção do público, enfim, a tudo o que à administração diz respeito, de modo a que a direcção artística ou programação possa dedicar-se, em plenitude, àquilo que sabe fazer.

Via Sérgio Azevedo do Tonalaotonal tomei conhecimento do lançamento de um Cd duplo com a integral das Suites progressivas in memoriam Béla Bartók de Lopes-Graça, por António Rosado, com a “chancela” da Câmara de Matosinhos.

Esta iniciatica da Câmara de Matosinhos surge após uma outra, há uns meses atrás, com a integral das Sonatas para Piano, pelo mesmo pianista.
Duas sugestões de prenda de Natal, esta, e a da entrada anterior anterior. Assim se homenageia!