Avatar - filmeNa edição deste ano dos Oscars AVATAR ganha nas categorias de ‘Efeitos Visuais’, ‘Melhor Cinematografia’ e ‘Direcção Artística’.
Justíssimo!

O ‘FANTASPORTO – Festival Internacional de Cinema do Porto‘ arranca a sério amanhã com a sua XXX edição e decorrerá até ao dia 7 de Março, nas duas salas do Teatro Rivoli.
FantasportoSerão exibidos 401 filmes, dos quais 40 nas secções oficiais competitivas – Cinema Fantástico, Semana dos Realizadores, Curtas de Cinema Fantástico e Orient Express – a par de outras inicativas que relacionem o cinema com demais manifestações artísticas, sempre sob a orientação de Mário Dorminsky.
Apesar de o ‘Fantas’ não necessitar de mais publicidade aqui fica o link para a programação – siga – e para aderir aos fãs no Facebook – pimba.

Alexandre BurmesterAlexandre Burmester apresentou no ‘A Baixa do Porto’ um ‘Mapa Sensorial do Porto’ concebido pelo próprio no sentido de melhor perceber a cidade no que ao seu planeamento urbanístico concerne. Texto de leitura integral obrigatória para quem pretender conhecer o pensamento do arquitecto, embora deixe aqui, atrevidamente, pela sua relevância criativa, um breve excerto:

Perceber é conhecer através dos sentidos. Perceber o espaço em que vivemos faz-nos compreender a melhor forma de nele intervir. Qualquer espaço contém uma percepção que é única para cada um de nós. Uma cidade, como espaço público, poderá ter uma percepção colectiva. O Mapa Sensorial que apresento corresponde à minha visão da cidade, mas sustenta-se numa leitura de comportamento colectivo espacial, que se traduz pela importância e valorização do comportamento da população, e de onde resulta a forma como a usamos e vivemos.

Um Homem Serio - irmaos CoenEstreia hoje e não perderei ‘Um Homem Sério’ dos irmãos Coen que, tal como o título indica, é uma comédia.



Criação Artística - encontro promovido por Alice Valente no Centro Nacional de CulturaEnquadrado na exposição do seu projecto ‘CORPOtraçoCORPO‘, a decorrer no Centro Nacional de Cultura até 11 de Dezembro, Alice Valente promove um encontro sob o tema “Criação Artística”, no próximo dia 27, às 15 horas.
De entre os seus convidados a participar estarão presentes:
- Guilherme D’ Oliveira Martins – Presidente do Centro Nacional de Cultura;

- Annabela Rita – Presidente do CLEPUL – Centro de Literaturas de Expressão Portuguesa das Universidades de Lisboa;

- José Pedro Fernandes – Professor de Estética e Cultura Visual;

- Alfredo Oliveira – Eng. e Investigador em Física e Cosmologia;

- José Rodrigues dos Santos – Antropólogo e Investigador no CIDEHUS – Centro Interdisciplinar de História, Culturas e Sociedades, Universidade de Évora;

- Amílcar Vasques-Dias – Compositor e Professor na Universidade de Évora;

- Alice Valente Alves – Autora de projectos da Imagem – Poesia, Pintura e Fotografia – no âmbito da Criação Artística;

e o autor deste blogue.

Para mais informações ver, por favor, o sítio da Alice Valente.

Alice Valente expõe, de 11 a 27 de Novembro, 13 a 18 das 63 obras já realizadas do projecto «CORPOtraçoCORPO – a poesia e a pintura» na Galeria Fernando Pessoa do Centro Nacional de Cultura, no Largo do Picadeiro, 10 – 1º, ao Chiado.
Deixo o texto de apresentação da autora:

CORPOtraçoCORPO é um projecto multidisciplinar, que teve início em 2003 e que articula poesia e pintura, assinadas pela mesma artista.

Alice Valente-CORPOtraçoCORPO no Centro Nacional de Cultura- A poesia surge na conceptual relação da importância da palavra com o pictórico, presente no título das obras e a corresponder a cada obra em seu título, um poema com o mesmo título.

- A pintura é compreendida com 9 obras em díptico para cada uma das 9 cores, com o formato de 81×130cm, apresentadas na verticalidade ou na horizontalidade.

Até ao momento foram já apresentadas 63 obras, nas 7 das 9 cores: 1ª Cor (traço) Vermelho; 2ª Cor (traço) Castanho-terra; 3ª e 4ª Cor (traço) Água-azul-céu; 5ª e 6ª Cor (traço) Laranja-lima e 7ª Cor (traço) Verde-oliva. Seguir-se-à a 8ª Cor (traço) Verde e a Cor-de-pele encerrará o ciclo das nove cores.

Após as séries de exposições, está previsto uma exposição final com a presença de todas as obras, aquando do lançamento do LIVRO com o mesmo nome do projecto, contendo 81 poemas e ilustrado com as 81 obras, em que a cada obra em seu título irá corresponder um poema com o mesmo título.

Mais informações sobre a exposição e a autora em:
Ali_se;
Alice Valente Alves;
Centro Nacional de Cultura no e-cultura;
Facebook.

Os diversos modos como a arte se manifesta e nos sensibiliza encerra dimensões, sensitivas, emocionais, compreensivas que o conhecimento científico, tal como é entendido hoje, dificilmente, per se, conseguirá conhecer e menos ainda explicar, por mais simples e naturais que sejam.
Reparem na estupefacção dos neuro-cientistas diante da simplicidade da natureza humana exibida na performance interactiva entre Bobby McFerrin e o público presente no “World Science Festival” sob o tema “Notes & Neurons: In Search of the Common Chorus”. Estupefacção que se estenderia, creio seguramente, à maioria dos teóricos das Ciências da Educação que nunca se dedicaram à criação artística nem ao seu ESPECÍFICO ensino.


Sobre o ensino artístico reproduzo outro comentário, desta vez de Alice Valente, colocado no post Ensino Superior de Artes em Portugal – estudo.

autor do texto que se segue: Alice Valente

Vivemos momentos insólitos, apesar de não muito diferentes do que sempre as artes se têm afirmado: resistentes em prol da vida e da arte de ser vida e vivida.

“Temos de aceitar!” “Temos de respeitar!” e “Temos de aceitar sempre!” o que nos ditam por quem manda, mesmo que estejam enganados! Sempre assim foi, mas agora um pouco pior!

Pois, mas nestas áreas do que é artístico, vai ser difícil impor uma ordem, uma escola, um discurso, um modelo… As artes respiram por elas próprias. Embora no caso da música e entre outras artes, haja uma necessidade de aprendizagem técnica que por sua vez se transforma por si mesmo em descoberta e estímulo ao importantíssimo desenvolvimento das capacidades intelectuais de quem as pratica. As artes na generalidade têm um espaço muito próprio (o que escrevi, aqui):
Ou seja agora e relativamente às Artes, aos Artistas e ao que é Artístico, querem usá-los e pô-los numa qualquer margem, atirando-os da borda-fora, é isso? Ou então querem vir roubar conceitos e estares a obrigarem que sejamos “coisas” ou objectos vendáveis e compráveis como se estas áreas, alguma vez se poderiam tornar mercantilizáveis ou convertidas em meras indústrias culturais, é isso? Talvez estejam enganados, é que este é um mar imenso e pode ficar bravo, assim como o mar verdadeiro que se agita em maré-alta, é imprevisível e pode ser muito perigoso, para os que pensam que tudo dominam sem respeito para com a Vida…

Não vejo que isso possa ser tido em consideração pelos responsáveis e técnicos de estudos e relatórios sobre o que possa ser a prática do Ensino das Artes.

Ainda bem que escolheram o talentoso maestro Borges Coelho e parece que aprenderam alguma coisa com o que se passou na Conferência de 2007.

(E sobre isso, escrevi isto):
(…) Não esqueçamos que a verdadeira Cultura e a verdadeira Educação são pois do domínio público…
E não esqueçamos também que para formar e desenvolver capacidades e talentos é preciso que os professores sejam talentosos!
E no dia do encerramento felizmente que foi convidado alguém ligado às Artes, o maestro José Luís Borges Coelho e que eloquentemente nas suas sublimes e sentidas palavras, fez questão de revelar relativamente à Conferência e de como tem sido tratada a Educação Artística, que o “rei vai nú”, desmascarando toda aquela palhaçada, fazendo que toda a plateia se levantasse mais do que uma vez a aplaudi-o e a mostrar que ainda é possível acreditar nas Artes e no que é Artístico, mas pelos que fazem Obra, no Saber-Fazer e não por todos aqueles que pensam que os talentos se fazem de invencionices, a dizer que basta de conversa, basta de teorizações de altíssimo gabarito, basta de declarações eloquentes destinadas a recomendar o que foi recomendado e de quererem mostrar que agora descobriram o tesouro ou a pólvora da Educação Artística, mas o Ensino do Artístico já existe e é ensinado nas Escolas de Música e não só, tem sido é muito negligenciado pelos ministérios e pelos governos. Agora temos que nos comprometer é com a erradicação da pobreza e é com essa realidade que a Educação se terá de confrontar e que ninguém deliberadamente seja posto de fora…

Mas não será que, estes nomes unicamente poderão estar a servir de isco para enganar e posteriormente, os “grandes” espertalhões das ciências da educação e os do económico-político e em seus ministérios de educação e cultura, fazerem como muito bem entenderem?

Alice Valente

Para os interessados em conhecer o estudo sobre o ensino superior de artes em Portugal, sob o título Reforming Arts and Culture – Higher Education in Portugal podem aceder ao sítio da MCTES – Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, mais precisamente neste link.

Reforming Arts and Culture - Higher Education in PortugalConvém também conhecer quem ontem deu a cara por este estudo porque é também por este meio que aferimos quem é quem e ao que vem. Podem ver neste link, embora eu faça questão de os deixar aqui:
Autores: Abrar Hasan (França, coordenador), Bruce Brown (Reino Unido), Peter Eversmann (Holanda), Francesco Zurlo (Itália) e Ulrike Blumenreich (Alemanha).
Participantes: Henrique Cayatte (design), Joana Vasconcelos (artes plásticas), Álvaro Barbosa (artes digitais), Rui Vieira Nery (música), Eugénia Vasques (teatro), João Mário Grilo (cinema), Né Barros (dança), João Mota (design), Leonel Moura (artes plásticas), José Luis Borges Coelho (música), Nuno Almeida (dança), Rudolfo Quintas (artes digitais), João Queiroz (pintura), Heitor Alvelos (design), Virgílio Folhadela (Fundação de Serralves) e
Nuno Azevedo (Casa da Música).
Saliento, desde já, com a melhor das expectativas, que os investigadores são todos eles personalidades ligadas às artes e seu ensino há muitos anos, em contraponto com o estudo encomendado a Domingos Fernandes pelo Ministério da Educação sobre os níveis básico e secundário.
Por último gostaria de vos endereçar para uma primeira opinião deixada pelo Pedro Sousa Silva. Ver aqui.

Arruinado o ensino básico e complementar especializado de música (ver texto anterior) vem já aí mais um estudo encomendado para o ensino superior – veja-se!
Reacções?

As conclusões, que no artigo são resumidas escapam a dizer o mais óbvio e, talvez, o mais importante: o nosso país tem uma classe política que, na sua generalidade, não consegue mais que ver nas artes um adorno (Carlos Semedo)

Estudos estes que se têm revelado apartados das verdadeiras práticas do que é a força da criação artística. Em ideias estas que (…) a permitirmos serem postas em prática, irão efectivamente destruir por completo toda a capacidade de se pensar, de se sentir, de se intuir e de se viver em valores de Ética e Estética. (Alice Valente)

Estudos e mais estudos de entendidos em estudos e não em artes.. de criar e de bem artes ensinar!