Pina Bausch, expoente máximo da criatividade na dança pós-moderna (com toda a controvérsia que esta etiqueta revele), é bem conhecida e reconhecida entre nós, em especial depois da EXPO 98, mas foi nos anos 70, depois de assumir a direcção artística da ‘Wuppertal Opera Ballet’, que iniciou um caminho particular, próprio, nomeadamente em 1975, através de uma coreografia da ‘Sagração da Primavera’ de Igor Stravinsky. Reparem no excerto…
O rumo que Pina Bausch procurou e seguiu resume-se na citação retirada Stanford Presidential Lectures in the Humanities and Arts:
For her the individual’s experience is the critical component and is expressed in bodily terms, thus creating a new type of body language. By doing this, the role of the body is redefined from one in which it disappears into the function of creation and is objectified, as is typical in ballet and most dance, to one in which it becomes the subject of the performance. Each dancer’s body tells its own story based on what it has experienced.
No excerto do vídeo coreografia da ‘Sagração da Primavera’ comprova já esse tendência, tendo Pina Bausch fundando a trama emocional em torno da própria experiência individual de cada bailarino. Partindo da celebração da fertilidade de Stravinsky, leva os bailarinos a dançar até à exaustão em acto de ’sacrifício de morte’ para que, tal como no reino animal, as fêmeas pudessem escolher qual o ‘escolhido’, ou melhor, qual o que ‘tem melhores genes para acasalar’.
É neste contexto, na expressão emocional individual de cada bailarino, que a sua afirmação de que as minhas peças desenvolvem-se de dentro para fora ganha todo o sentido.
Pina Bausch – Não estou interessada em como as pessoas se movem, mas o que as move.
Rui Horta (via DN)- Se hoje estamos com uma linguagem de dança emancipada, com um discurso de autor e uma teatralidade em perfeita unidade com o corpo devemos à Pina Bausch.
No Dia Mundial da Dança deste ano recordo Jacques Brel, ‘ne me quitte pas’, através de Maurice Béjart, interpretado por Elisabeth Ros, uma das cenas da coreografia Brel Barbara par Béjart, captada em 2001.
A Companhia do Chapitô apresenta no Porto, no Teatro Campo Alegre, Agora Eu Era, um espectáculo visual e musical destinado a escolas, famílias e crianças maiores de quatro anos, entre 29 de Janeiro e 01 de Fevereiro, dentro do seu programa de itinerância.
Encenada por Rui Rebelo (o nosso amigo do Anacruses), a representação contará com os actores Leonor Cabral e Patrícia Adão Marques e o músico de cena João Madeira.
As sessões destinadas a grupos escolares e ao público em geral, ocorrem às 10:30 e 15:00, nos dias 29 e 30, e às 16:00, nos dias 31 de Janeiro e 01 de Fevereiro.
A Companhia do Chapitô festeja hoje o seu 12.º aniversário comemorando a data com (via Anacruses) uma “versão especial” do seu espectáculo mais internacional – “O Grande Criador”, no Teatro da Trindade, às 22:00 horas, com José Carlos Garcia, Jorge Cruz e Rui Rebelo.
Parabéns por mais um ano de sucesso de bilheteira sem ceder na qualidade das produções nem no facilitismo da ‘cultura light’.
Arranca hoje, no Porto, e durará até 8 de Junho a XXXI edição do ‘FITEI – Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica‘.
Nascido em 1977 pela mão da ‘Companhia Seiva Trupe’, o FITEI tornou-se um festival de referência mundial do teatro de língua portuguesa e castelhana.
Este ano haverá 24 espectáculos produzidos por 15 companhias em vários espaços da cidade, desde o Teatro Nacional de São João, a Serralves, passando pela Casa da Música e pela Avenida dos Aliados, incluindo ao ar livre, com grupos oriundos de Portugal, Espanha e Brasil. (ver programa)
Saliente-se que a ‘Xunta de Galicia -Consellaría de Cultura e Deporte’ e o ‘Instituto Galego das Artes Escênicas e Musicais’, escolheram o FITEI para a apresentação em Portugal do Plano Galego das Artes Cénicas, um documento que visa promover a difusão social, reforçar a estabilidade das empresas, fomentar a criatividade e promover a protecção exterior do sector cultural na Galiza, cruzando as dimensões social, artística e económica das artes do espectáculo.
Bolero de Ravel, coreografado por Maurice Béjart e dançado por Jorge Donn (solista) e ‘The Art Of The 20th Century Ballet’.
(…) il exige de ses interprètes une parfaite maîtrise de la danse académique et une grande faculté d’adaptation aux courants néoclassiques. (via Wikipédia)
Coreografia de Béjart do ‘Adagietto’, 4º andamento da 5ª Sinfonia de Mahler, interpretada por John Donn.
As coisas passam-se em uma empresa – a Caronte & Filhos – fundada pelo velho Caronte, que começou com a barca a meter água mas acabou por investir bem as moedinhas que os mortos traziam. E quantos não chegavam às ilhas perdidas do além, navios a abarrotar (enviados daqui desta Terra por tantas causas em massa)!…
Foi lá que se encontraram personagens que vão assistir e participar em uma encenação de uma nova versão da história de Inês de Castro já não centrada em Inês mas polarizada entre D. Pedro, o seu Eunuco, D. Afonso Madeira, e Inês.
Este é o meu trailer da peça de Armando Nascimento Rosa em cena no Teatro Garcia Resende em Évora até ao próximo dia 9 de Fevereiro.
O eunuco!?? Ora essa!
Mas está lá em Fernão Lopes. Quem for ver a peça há-de ouvi-lo a ler a passagem. Mas quem não acreditar leia o passo na versão electrónica da Crónica de D. Pedro: link para Project Gutenberg.
Armando Senra Martins























