Ideias Soltas

se aqui não fora em mim só seria

Arquivo de ‘Audiovisual e Media’

A Apple apresentou ontem na Macworld o seu há muito esperado iPhone, um três em um: telemóvel, iPod e comunicação via internet juntos.

iPhone

O ritmo dos volte-faces tecnológicos é incomparavelmente superior à nossa capacidade de os assimilar. Mas que hei-de ter um iPhone, ai isso, só não acontecerá se a vaca cacarejar!

será o entrevistado de hoje do Grande Plano, entre as 18 e as 19 horas, na Rádio Voz da Planície com emissão online.
Pedro Vasconcelos é fundador e director artístico do Coro de Câmara de Beja, que comemora este ano os seus 25 anos de existência, e há 22 anos responsável pela Semana de Música para o Natal de Beja.
Uma aposta audaz da Ana Elias de Freitas a não perder.

Recentemente editado pela Campo das Letras (tem loja online), Rogério Santos aborda neste livro «as relações entre fontes de informação e jornalistas e tem como estudo empírico notícias produzidas nos anos de 1982 a 1994 acerca da saúde (mais propriamente VIH-sida).»

A partir do próximo dia 24, contaremos com mais um semanário da região, o “Correio Alentejo”, dirigido por António José Brito, humilhantemente afastado da direcção do “Diário do Alentejo” pela nova maioria do PCP na Associação de Municípios do Baixo Alentejo e Alentejo Litoral (AMBAAL), com contornos de vergonhoso saneamento político, depois de ter feito um belíssimo trabalho.
Aliás, já idêntico processo tinha ocorrido há 4 anos atrás com outro excelente profissional que muito tinha dado ao “Diário do Alentejo”, Carlos Pereira, na altura afastado da direcção pela anterior maioria PS/PSD na Associação de Munípios do Distrito de Beja (AMDB).
É com profunda tristeza que assistimos às contínuas movimentações dos poderezitos clientelares desta gente muito pequenina que vai dominando e minando o Alentejo, enquanto que os mais válidos partem ou, simplesmente, desistem por se recusarem banhar em tão poluídas águas.
Ao novo “Correio Alentejo” endereço votos de sucesso.

No passado dia 10 de Março a TVBeja iniciou a sua emissão online em regime experimental, pretendo, segundo as palavras de Miguel Correia da Campo dos Media, empresa responsável pelo projecto, divulgar e cobrir noticiosamente o que vai ocorrendo pelo distrito onde se sedia.
Votos de bom sucesso é o que endereço.

Sendo acérrimo defensor da liberdade de expressão, depois de muito reflectir sobre o que fazer quando pessoas que prezo me endereçaram o convite para aderir a uma petição, entendi por bem não o fazer. Não sei se entendi bem, entendi por bem…
É que não considero que as manifestações de muçulmanos, com mais ou menos ameaças, constituam atentados contra a liberdade de expressão no Ocidente e compreendo, perfeitamente, que se tenham sentido ofendidos com a publicação daqueles cartoons e que, consequentemente, fruam do direito à indignação, de forma não violenta, bem entendido.
Quem vai lendo o que por aqui vou escrevendo saberá que, apesar das muitas críticas ao nosso modo de vida, em especial, ao nosso alheamento sobre a miséria em que vive a esmagadora maioria da população mundial, prefiro viver e defender esta tal de democracia, apesar de todas as injustiças que ela promove, embora não tenha ilusões sobre o facto da sorte que tive em, nestes tempos, ter nascido deste lado. Não esqueço que, para viver como vivo, exploramos todo o mundo durante séculos, fizemos uma revolução industrial à custa de uma mão-de-obra miserável, inventamos a bolsa onde se enriquece sem nada se produzir, até nos atolarmos na depressão de 29. Daí para cá, aconteceu a 2ª Guerra que só não nos retirou a hegemonia mundial porque inventamos a bomba atómica.
Com efeito, nem há 3 séculos éramos muito mais incultos e miseráveis que os árabes e, de 45 até hoje, vivemos um período que vislumbro vir a chamar-se, daqui por um século ou mais, qualquer coisa como “a era da hegemonia atómica ocidental”, que permite que o sistema capitalista continue a explorar a mão-de-obra miserável (por isso não investe já nos países social-democratas, preferindo a Ásia e os países produtores de petróleo), já que sem ela a produção industrial primária ou a das novas tecnologias não seriam viáveis por inacessíveis aos nossos bolsos.
Se eu tivesse tido o azar de ter nascido, nestes mesmos tempos, do lado de lá, seria, certamente, mais um indignado com a arrogância com que os auto-proclamados senhores do mundo se governam, e o resto do mundo desgovernam, à força do capital e, quando tal não seja possível, à força da ameaça da bomba ou da concretização da guerra.
Os muçulmanos, pacíficos ou violentos, sabem que a nossa supremacia sobre eles não advém da cultura, da civilização, da democracia, dos benefícios sociais, das amplas liberdades (impossíveis sem a exploração alheia); eles sabem que o que faz a diferença é a tutela mundial, da qual não abdicamos (pela nossa própria sobrevivência), sobre quem pode ou não desenvolver industrialmente a cisão do átomo.
O resto, meus amigos, são cantigas de entreter, pois é evidente que existe uma fractura mundial entre quem dispõe e quem não dispõe, nem lhe é permitido dispor, da energia atómica. Não existe um choque civilizações nem de culturas ou, a existir, não são a essência do fundamento - são já consequências da indignação dos menos poderosos em relação aos detentores do poder, na nossa era, o poder sobre a energia nuclear.
Posto isto, regresso ao problema da liberdade de expressão, já que é um direito que não devemos alienar pois tem sido, nos últimos 40 anos, o mais eficaz poder de fiscalização da nossa democracia, para dizer que a publicação dos referidos cartoons foi um acto de uma agressividade gratuita e inconsequente, servindo apenas para ofender uns largos milhões de pessoas, cuja esmagadora maioria não merecia tal ignomínia, não servindo o argumento de que “por cá estamos habituados a isso”.
Acima da liberdade de expressão, e até para que ela se manifeste em todo o seu esplendor, está a ética, profissional e pessoal, ética essa que nunca deveria permitir a liberdade de agredir e vexar publicamente fosse quem fosse, a não ser em caso de razão transcendente ou, no mínimo, eticamente consequente. Não foi o caso do cartonista, nem do jornalista editor, nem do director da redacção do jornal em questão. Neste sentido, não consigo vislumbrar que aquelas publicações sejam representativas do exercício de uma liberdade, antes sim de uma agressão gratuita e feroz, a coberto do precioso direito de liberdade de expressão.
Não há margem para ingenuidades, aí estão as profanações dos túmulos muçulmanos na Dinamarca caso dúvidas acalentássemos.
No entanto, preocupou-me profundamente o pedido de desculpas dos governantes ocidentais, pois ao fazê-lo, esses sim, colocaram em causa a liberdade de expressão! Ou seja, enquanto a publicação dos cartoons poderia mais não ser que um “fais divers”, os sucessivos pedidos de desculpas implicam que quem os apresentou está em condições, futuramente, de tomar a iniciativa de inibir a liberdade de expressão - eles é que a estão a colocá-la em causa ao assumirem que, se dependesse deles, os cartoons não seriam publicados (hoje será o Alto Representante para a Política Externa da União Europeia (UE), Javier Solana, a reunir-se, em Djeddah, com o secretário-geral da Organização da Conferência Islâmica, para mais um pedidinho de desculpas!!!)
Isto é ridículo! A que propósito é que governantes de Estados ocidentais e da UE assumem responsabilidade sobre o que um jornalzeco da Dinamarca resolveu publicar? Será que qualquer dia teremos os nossos governantes a pedirem desculpas públicas a todas as pessoas que forem enxovalhadas no “24 horas”, no “Crime” ou em qualquer outra publicação?
Isto é que é deveras preocupante, estas atitudes é que puseram em causa a liberdade de expressão sendo, agora sim, razão bastante para um manifesto exigindo que os governantes se inibam de intervir sobre a liberdade de expressão nos órgãos de comunicação social, sejam eles públicos ou privados.

Ainda estão abertas as inscrições (link) para o melhor festival de cinema e vídeio realizado em Portugal, com uma programação bem calibrada e justamente adequada ao mercado-alvo (link).
Em Espinho…, pois…, ora Espinho, deixa ver…, census 2001, ora aí está, 32.177 habitantes, pois…
Beja? Census…, census, pois, 34.977 habitantes. Pois, mas as condições sócio-económico-antropo-ambiento-culturais são completamente diversas, não são?

É curioso como a nossa memória consegue reproduzir sensações vividas em determinados momentos particulares da nossa vida - não só conseguimos recordar como reviver estados de alma.
Vem isto a propósito dos 2 Quartetos com Piano de J. Brahms, gravados em 1989 e difundidos ontem pelo Mezzo, interpretados por Isaac Stern, Emmanuel Ax, Yo-Yo Ma e Jaime Laredo.
Um momento que, estou seguro, ficará sulcado nos meus mais gratificantes registos sensoriais.

Saúdo o novo sítio da Rádio Voz da Planície, com notícias actualizadas e emissão online, bem como o novo projecto TVAlentejo com emisões on-line, da responsabilidade de Luís Lança e Silva em parceria com a Rádio Voz da Planície e a Rádio Pax.
Assim vale a pena, trata-se de empreendimentos que simultaneamente prestam um serviço aos cidadãos e promovem o Alentejo.
Parabéns.

A diferença entre a regurgitação de novelas e concursos e reality merdas e o karaoquí das presidenciaisí não está no objecto - o entretenimento de tolos - mas no fim.., do último género, não dos tolos nem do seu entretem, antes do karaoquí, assim esperançados estamos.

O empenho de Augusto Santos Silva na preparação do centenário do nascimento de Lopes-Graça é bom pronúncio para a cultura portuguesa, para mais quando anuncia a edição de uma caixa com 8 CD’s, 7 dos quais com obras do homenageado.
É de saudar, por outro lado, que o Ministro da tutela do audiovisual anuncie que o trabalho agora efectuado é um passo importante para a constituição do Arquivo Fonográfico Português, uma vez que “a pesquisa efectuada nos arquivos da RDP revelou a existência de mais de 300 gravações de Lopes-Graça“.
Lamenta-se contudo o estado em que se deverá encontrar esse arquivo, por cuidar durante dezenas de anos, durante várias direcções, gravações desaparecidas nas mãos de particulares e em parte incerta, gravações apagadas, sem qualquer critério, por falta de verbas para fita, centenas de bobines atiradas para um armazém sem as mínimas condições de preservação daquele género de material, enfim, de tudo um pouco aconteceu…
Resta-nos a esperança de Santos Silva não se quedar pela boa intenção e empenhar-se, séria e zelosamente, na preservação, catalogação, digitalização e, sempre que apropriado, a edição do vastíssimo espólio da ex-Emissora Nacional!

Via correio electrónico recebi, de pessoa idendificada, uma mensagem donde retiro alguns excertos:

«Nos últimos 3 meses, em 14 emissões, 12 foram dedicadas a concelhos liderados pelo PSD. Apenas 2 visitaram autarquias lideradas pelo PS. As restantes forças políticas foram simplesmente ignoradas.»

O programa “Passeio Público” que vai para o ar aos Domingos, está transformado «num instrumento de propaganda de alegadas capacidades de gestão do poder local “laranja”.»

Umas vezes m’espanto, outras m’envergonho!” Sá de Miranda

PREMIOS JÚRI OFICIAL:

Melhor Longa Metragem - Categoria de Película – Noite Escura de João Canijo

Menção Honrosa - Longa Metragem Categoria de Película – Costa dos Murmúrios de Margarida Cardoso

Melhor Curta Metragem Categoria de Película – Pastoral de José Barahona

Menção Honrosa – Curta Metragem - Categoria de Película – Perto de Pedro Pinho

Melhor Curta Metragem - Categoria de Vídeo – Apneia de Fernando Amaral

Melhor Documentário Vídeo – Se Podes Olhar Vê. Se podes Ver Repara de Rui Simões

Menção Honrosa – Documentário Vídeo – A Utopia do Padre Himalaya de Jorge António

Melhor Animação Vídeo – Sem Respirar de Pedro Brito

Melhor Documentário Categoria TV –
Marrabentando, ou as Histórias que a minha Guitarra Canta de Karen Boswall

Prémio Revelação – Anna de Palma por Sem Ela

PREMIOS DE IMPRENSA:

Prémio de Imprensa – Noite Escura de João Canijo

Menção Honrosa – A Dama da Lapa de Joana Toste

PRÉMIO D. QUIJOTE – Júri da Federação Internacional de Cineclubes:

O Outro Lado do Arco-�ris de Gonçalo Galvão Teles

PRÉMIO DO PÚBLICO:

Melhor Filme - Categoria de Película – Prémio REN - Kiss Me de António da Cunha Telles

Melhor Filme - Categoria de Vídeo - Moli de Ricardo Blanco

Melhor Filme - Categoria de TV - Marrabentando, ou as Histórias que a minha Guitarra Canta de Karen Boswall

PRÉMIO ARDENTER IMAGINE:
António da Cunha Telles

ps: mais informação no sítio oficial.