Ideias Soltas

se aqui não fora em mim só seria

Arquivo de: ‘Blogosfera’

Deixei de endereçar parabéns por ocasião de aniversário de blogues - são muitos os que leio com prazer.
Dois há, no entanto, que reincido anualmente por terem sido responsáveis pela minha chegada à blogosfera: o 100nada e o Crítico.
Parabéns, ainda que atrasados, à Catarina Campos do 100nada e ao Henrique Silveira do Crítico pelos seus 5 anos de actividade.

Assapou-se. Pronto. O Francisco Nunes mudou a sua Planície Heróica para o ’sapo’.
Eu sigo e o link já está actualizado.

Decorrerá hoje no Museu da Electricidade em Lisboa, pelas 15:00, a 3ª edição de Conversas UNICER, que visão reflectir sobre a Comunicação Institucional e a Gestão Empresarial, sob o tema Blogosfera, um problema para as empresas ou um novo universo para as relações públicas?, sendo transmitido on-line neste link.
Esta tarde o orador principal será Bruno Giussani, contando com António Granado, Eduardo Correia, Maria João Nogueira e Paulo Querido (gestor da rede TubarãoEsquilo) como oradores e interlocutores numa discussão sobre blogues, relações públicas, Internet social e empresas.

Expressão na Rede - O Caso dos Blogues, livro de Luís Carmelo, será apresentado dia 6 de Março, às 18:30h, na Casa Fernando Pessoa, por Eduardo Pitta.
Depois da apresentação haverá lugar a um debate sob o tema “o modo como as linguagens seculares (que aprendemos sem ter em conta a rede) se moldam, hoje em dia, à rede e mais concretamente aos blogues” com Carla Hilário Quevedo, Isabela, Pedro Rolo Duarte e Vasco M. Barreto, moderado por Paulo Gorjão.

Agora em http://artimanha.org/ ! Toca a visitar e mudar links.

O Rui Dinis há anos que alimenta A Trompa, um blogue de referência sobre música portuguesa. Desta vez entendeu fazer um “quiz” entre os membros da rede editorial TubarãoEsquilo e hoje calhou-me a mim a edição.
Perguntas? Ei-las:
1. Artista preferido? 2. Grupo preferido? 3. Disco preferido? 4. Canção preferida? 5. Último disco que ouviu? 7. O melhor disco que ouviu em 2007? 8. Última descoberta? 9. Último concerto a que assistiu? Quando? 10. Artista ou Banda mais importante para a história da música em Portugal?
Respostas? Vão lá vê-las!

Premio Blogger del DiaÒ Gi (Pequenos Nadas), corremos sempre dois riscos: o de nos envaidecermos e o de, adormecidos no que já fizemos, esquecermo-nos do que há sempre para fazer.., até…, até um dia…
Bem, obrigado e segue para:
Anarca Constipado, Ali_se, Marretas, A Trompa, Aspirina B, Cocanha, Uma Cigarra na Paisagem e Art&manha.

A ler “Exclusão Social” por Alice Valente no Ali_se e seguir link no fim da imagem.
A origem de toda a exclusão e pobreza está no aceder a ser-se solidário com os que impõem ideias solitárias…

Ontem, Domingo, Leonel Vicente (autor de Memória Virtual, Carreira da Índia e Tomar) foi o convidado de Pedro Rolo Duarte no seu programa da Antena 1. O tema foi a blogosfera e convido a ouvir as suas opiniões assertivas e isentas de maniqueísmos axiológicos sobre estes quase 5 anos de blogosfera portuguesa. (clique para ouvir aqui)

A Catarina Campos mudou o seu 100nada para residência própria, desembaraçando-se do sufoco do blogger.
Parabéns pela mudança e, já agora, pelo bom gosto da decoração.

Assombrado post da Alice Valente (mais um…), no Ali_se, sob o título A inteligência e a “indústria cultural” onde aborda, com uma lógica irrepreensível, a redução da arte e da cultura ao entretenimento operada pelas indústrias culturais. Um dos melhores textos sobre o assunto que alguma vez li! Sem mais!
Excerto:
E sem mais contrários e já por tão doentiamente deformados, a ter sempre de cumprir-se deveres em que dever e até quando, aqui estamos nós, prontos para as tais de ditas «lutas» no «salve-se quem puder», só, obstinada e unicamente pelas vias de uma vontade cega de se esganarmos uns aos outros, já sem desejos, sem valores e sem aspirações futuras, por cada vez mais caoticamente apartados do que é a verdadeira Cultura.

Parabéns ao Miguel Caetano por ao fim do 1.º ano de existência do Remixtures ser já uma referência no objectivo a que se propôs:
um posto avançado de observação e reflexão sobre o que de mais recente e interessante ocorre no domínio da cultura livre emergente - netlabels, net-art, P2P, copyleft, Creative Commons, Mash-Ups, remixes - e dos entraves que se colocam ao seu pleno desenvolvimento, no sentido da partilha e reapropriação generalizada do conhecimento. Porque todo o criador não é senão um (re)apropriador das criações de muitos outros. (link)

Já hoje menos se fala de educar preferindo o objectivo de ensinar no que à escola diz respeito, mas para quê? Para saber? Sim, para saber mas, gostaria eu, que ensinar fosse antes do mais cultivar o gosto de aprender, de fazer da vida um caminho de aprendizagem que possa ser transmitido.
Não a este propósito, mas encaixando que nem luva de cetim, a Catarina escreveu no 100nada um texto deslumbrante sobre o caminho e a chegada a ler e sorver na íntegra.

Belo post, este da Alice Valente no Ali_se, sem palavras!

A Cristina Vieira no Contracapa pega no assunto do excerto do artigo de Pacheco Pereira (que atrás abordei) e abre portas ao que sinto que poderá estar por trás não só daquela passagem, como doutros ataques desferidos contra a blogosfera - uma campanha orquestrada e desesperada dos media tradicionais devido à drástica quebra de vendas e as virtualidades abertas pela Web 2.0 (vulgo Web Social), nomeadamente à criação de redes específicas e especializadas e seu inter-relacionamento digital.
O excerto em causa tem provocado alguma polémica, nomeadamente através do escritos de Fernando Venâncio, do José (aqui e aqui), da Zazie, do Paulo Querido e do Dragão, mas foram Paulo Querido e Fernando Câncio que me incitaram a procurar ler na íntegra o artigo de Pacheco Pereira.

Afinal, deduz-se, que o artigo tem por base a leitura de The Cult of the Amateur de Andrew Keen que não li mas, socorrendo-me da Wikipédia, dou conta de que este autor tenta alertar para os perigos da Web 2.0, identificado-a como um grande movimento utópico similar à sociedade comunista, pelo facto de todos, mesmo os que não receberam educação adequada, poderem usar a tecnologia digital para se tornarem realizadores cinematográficos, músicos e escritores autodidactas. No seu entender este processo empobrece a criatividade, democratiza os media e nivela por baixo tanto amadores como profissionais. Propõe ainda como solução que os media tradicionais elitistas se constituam como inimigos da Web 2.0.

Sendo sensível à preocupação que Pacheco Pereira tenta manifestar - o tal empobrecimento cultural - não me parece defensável a tese de Andrew Keen, muito menos num mundo que diz defender a liberdade individual e cujo poder se sustenta no sufrágio universal e no apelo a uma cidadania activa, seja de professores catedráticos, seja de analfabectos! Regular a liberdade para que a de cada qual não colida com a do próximo, parece-me evidente em lugares que prezam o Estado de Direito; agora limitar a liberdade de expressão (de opinião ou de criação) parece-me, isto sim, muito mais próprio de uma ditadura, comunista ou de qualquer outra adjectivação. ( leia-se a crítica sugeria por Paulo Querido de Lawrence Lessig no Lessig 2.0)
Se seguíssemos à letra a solução preconizada por estas profecias apocalípticas e pelo calar dos tais amadores autodidactas, nunca teríamos tido um Torga, um Eugénio de Andrade, um Fernando Namora, um Carlos Paredes, uma Amália…

Continuo, afinal, com a impressão primeira que formei, a de que está constituído um poderoso lobbie global que colocou em marcha uma campanha contra a rede da blogosfera, nomeadamente a proporcionada pela Web 2.0 (vulgo Social Web), por parte dos media tradicionais, desesperados que estão com a drástica redução das suas vendas, contando com o apoio dos comentadores contratados pelo facto de sentirem diluir o seu poder enquanto opinion makers, buscando sustentação teórica nas inusitadas opiniões escritas de Andrew Keen.

A apoiar o que defendo, vejo o que a Cristina adiantou sobre a campanha contra os blogues que o Estadão lançou há cerca de um mês, criada pela empresa Talent, onde se lê e passo a citar, todos os blogs, ou melhor, todo o conteúdo gerado por não profissionais, não presta. A tónica da campanha estava em duas ou três ideias: blogs limitam-se a copiar informação, blogs não são fidedignos (…).. A Resposta não tardou através de Cristiano Dias no blogue Brainstorm#9 onde se lê o óbvio: Obviamente, existe muito lixo na internet. Falando especificamente de blogs, dos milhares que aparecem todos os dias, poucos se aproveitam, é verdade. Mas a lei da sobrevivência é a mesma: apenas os com conteúdo relevante e/ou divertido permanecem. A tecnologia avança, mas isso não muda.

Assim sendo, para além do artigo do Dr. Pacheco Pereira não acrescentar novidade dentro deste estratagema, a sua motivação para o escrever deverá ter sido bem mais elaborada e alargada que a nobre defesa da cultura e de uma elite de qualidade que a lidere, como insinua, enquadrando-se, antes, num lobbie global que ataca os blogues por considerar ser a melhor defesa para travar a tendência de redução de vendas dos media tradicionais e a não diluição do poder de opinion makers dos comentadores lá instalados.

Via Zazie do Cocanha descubro este excerto de um artigo de José Pacheco Pereira no Público:

(…) múltiplos aspectos do nosso saber e da nossa cultura milenar estão a ser postos em causa pela potenciação que as novas tecnologias associadas à rede estão a dar à ignorância presumida de saber, ao “amador” que pensa que pode competir com o profissional (seja jornalista, seja crítico literário, seja cientista, seja especialista de qualquer área do saber), apenas porque pode livremente e sem edição colocar num blogue o que lhe vem à cabeça; pela erosão do direito de autor pela pirataria generalizada na rede, com o consequente desinvestimento em produtos culturais caros. (José Pacheco Pereira no Público de 8/09/2007)

Do alto da minha presumida ignorância, enquanto bloguista e amador, ciente de que não posso competir com o profissional, eu, Carlos Araújo Alves, sinto-me suficientemente especializado para avalizar que esta opinião do Sr. Dr. Pacheco Pereira revela uma qualidade, fineza, capacidade de observação e raciocínio e lisura consentâneas com muitas outras que este insigne e mediático autor e Professor Auxiliar Convidado do Departamento de Sociologia do ISCTE - Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, tem proferido e abundantemente escrito como profissional e como amador.

Menezes tem contra si ser um homem do Norte - o PSD de Lisboa continua a desconfiar da província (já vem do Eça), esquecendo-se, claro, que Sá Carneiro, seu pai fundador, vinha precisamente daí. Mas tem a seu favor uma carreira plebiscitada pelos votos e ter realizado como autarca uma obra que deixa o Porto (de Rui Rio) na mais completa sombra - e no mais completo ridículo. (excerto de post de Francisco José Viegas)

Nem mais, não conseguiria ser tão assertivo em tão poucas linhas!

Sem tirar nem pôr, Eduardo Pitta, o método está inquinado, e estando, mesmo que a desistência de outros candidatos pudesse ter outras razões bem mais comezinhas, não me parece que Marques Mendes esteja em posição de os considerar pusilânimes; nem ele nem o aparelho de caciques que o sustenta.

Sob o título Sinais dos Contratempos o Dragão, sempre com uma escrita irrepreensível, desfia sobre o despudor e arrogância dos políticos no rescaldo destas eleições de Lisboa. Deixo excerto:

Seja como for, quem se abstém apenas descomparece à urna, não deixa de existir. O não-votante, por muito que custe ao regime e os comensais deste teimem em tratá-lo como tal, não se transforma automaticamente num fantasma, num nada ostracizado para um limpo periódico. Fantasmagórica, efabulástica e espectral tem vindo a tornar-se, isso sim, ao longo das cleptodiceias, a paródia eleiçoeira. Com uma única e fatal constante: os espectros vão aparecendo cada vez mais gordos e as afluências cada vez mais magras. Já não falta tudo, se é que ainda falta alguma coisa, para que aqueles atinjam o ponto de balão e estas o nível mínimo de clientela.

Não, caro Daniel Oliveira, António Costa vence as eleições de Lisboa com apenas menos 17.115 votos expressos que Carrilho. O apenas até que está correcto…

A minha Pavra favorita
Pode ser engraçado se alguém quiser participar. Qualquer um pode, basta clicar na imagem e seguir os passos.

Segue Meme para a cadeia blogosférica, recebido da Catarina Campos. O que é? Transcrevo:
(*) Um “meme” é um ” gene cultural” que envolve algum conhecimento que passas a outros contemporâneos ou a teus descendentes. Os memes podem ser ideias ou partes de ideias, línguas, sons, desenhos, capacidades, valores estéticos e morais, ou qualquer outra coisa que possa ser aprendida facilmente e transmitida enquanto unidade autónoma”.

Bom, aí vai:
Você não nasceu Édipo, fez mas foi crescer o Édipo em si; e pensa que se há-de livrar dele com o fantasma, com a castração, que também são coisas que você fez crescer no Édipo, ou seja em si – horrível círculo. Merda para todo esse teatro mortífero, no imaginário ou simbólico.
DELEUSE, Gilles e GUATTARI, Félix, Anti-Édipo – Capitalismo e Esquizofrenia, trad. port. ed. Assírio & Alvim, 2000, excerto retirado deste post do ALI_SE.

Para seis? Impossível!!! Segue então, por ordem alfabectica para: a Alice, o André, o Animal, o António, a Catarina, a Cristina, o Dragão, o Francisco, a Gi, a Helena, o Henrique, a Hipatia, o HVA, a Isabel, a Jacky, a Lolita e o Besugo, a Luna, a Maria do Rosário, o Miguel, o Paulo, o Piotr Kropotkine, o Rui, a T - Regina, a Teresa, a Zazie e para todos os outros que injustamente não me lembrei neste repente.

Thinking Blogger AwardMais uma corrente das muitas que correm pela blogosfera para desenvolver a linkagem do pessoal.
No entanto, desta vez não posso deixar de me sentir honrado pela origem de semelhante aùórd - do Piotr Kropotkine e do Contradições.
Creiam-me sinceramente grato, mais pela amizade que nos liga e pela lembrança destas Ideias do que pelo aùórd.
Não ouso, no entanto, fazer a corrente pedida, endereça-lo a 5 blogues porque cometeria, seguramente, uma grande injustiça - leio muitos mais do que 5 e muitos considero os autores muito mais merecedores que eu. Limito-me, assim, a devolver aos autores Piotr Kropotkine e Contradições a honraria que me enviaram através dos seus blogues:
A Infelicidade ao Alcance de Todos;
Anarca Constipado;
Congeminações;
Conversational Realities - the Random Schizoid;
Insinuações.

pedida e respondida há tempos a Luís Carmelo foi editada hoje no Miniscente.

ler e reler este texto cruzado, separado apenas pelo Tejo, da Teresa Cascudo, que nos fala, como músico, como assistente e de como vê a falta de gestão cultural, gerência, nas suas palavras, no que às artes diz respeito.

Não contava, essa é a verdade, mas foi com alegria que encomendei a edição de autor em papel e belíssima encadernação do Dragão, sob o título À Queima-Roupa, autor assumidissimamente anónimo do Dragoscópio, um dos blogues que mais prazer de leitura me dá, tanto pela excepcional qualidade da escrita como pelo conteúdo.
Diz o autor assim, retirado daqui:

A Queima-Roupa - Dragão3. Estamos a falar efectivamente de um livro; não de um desses blocos de folhas mal amanhadas e pior coladas, embrulhados a cartolina estampada, que a indústria despeja -quando não bolsa - pelos escaparates. É, de facto, um livro na acepção genuína do termo: são folhas devidamente cosidas e encadernadas - encadernação a pele de réptil (sintética, naturalmente; não desejaríamos contribuir para a extinção dos meus parentes terrestres, nem, consequentemente, tornarmo-nos alvos da ira das boas gentes ecologistas). Era, aliás, importante que a excelência do veículo compensasse da humildade da carga.
4. Custa a módica (e vergonhosa! infame!) quantia de 25€ (mais os portes de envio pelo correio, aproximadamente 2€, para Portugal Continental). Aproveito para afiançar que não tenciono ficar rico. Grande parte da receita reverte para o encadernador aqui do bairro, velho artesão que bem precisa.
5. É uma edição não industrial e não destinada ao grande público, mas ao escol da humanidade que são os leitores deste famigerado blogue. Ou seja, na matéria e na forma, o artigo é produto integral de mãos humanas e destina-se a seres humanos. Os semideuses ainda vão ter que esperar.

TubaraoEsquiloO website da TubarãoEsquilo, primeira rede de blogues portuguesa, será oficialmente lançada no próximo dia 27, terça-feira.
A rede conta já com cerca de 25 projectos editoriais, estando outros em perspectiva de breve lançamento. De momento estão, por ordem alfabéctica:

Adufe 4.0
Atlântico Expresso
Carreira da ?ndia
Capital Intelectual
Dados Pessoais
Diário Universal
Direito & Economia
Economia & Finanças
Get a (second) Life
Geoscópio
Granosalis
Low Cost (Portugal)
Magia de Papel
Marketing de Busca
Memória Virtual
Modus Vivendi
Na Web 2
Oldies and Goldies
Ponto Sapo
Portugal Geração Starup
Remixtures
Teknológico
Tomar
VideosAver
e este Ideias Soltas.

A todos os companheiros e ao Paulo Querido, autor do projecto e suporte de toda a rede TubarãoEsquilo, votos de sucesso nesta nova etapa blogosférica.

Aborto em primeiro; IVG em segundo; não e sim e sim e não não se conseguiu apurar!
Quantos dias faltam para 12 de Fevereiro pra ivgetizar este assunto de vez?