Ideias Soltas

se aqui não fora em mim só seria

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Deixei de endereçar parabéns por ocasião de aniversário de blogues - são muitos os que leio com prazer.
Dois há, no entanto, que reincido anualmente por terem sido responsáveis pela minha chegada à blogosfera: o 100nada e o Crítico.
Parabéns, ainda que atrasados, à Catarina Campos do 100nada e ao Henrique Silveira do Crítico pelos seus 5 anos de actividade.

Assapou-se. Pronto. O Francisco Nunes mudou a sua Planície Heróica para o ’sapo’.
Eu sigo e o link já está actualizado.

Depois de muitas voltas por linguagens estranhas saiu esta apresentação que por ora fica. Por cansaço.
O wordpress 2.5.1 está já a correr.
Agradecimento ao Paulo Querido que me ajudou em horas, e foram algumas, até fora de horas,, em horas, dizia, em parecia que tudo tinha desaparecido.
Assim fica, para já, com um ou outro arranjo de pormenor.

29-04-08

Manutenção

Este blog encontra-se em actualização para o wordpress 2.5.1 e adaptação de template.
Até muito breve.

Decorrerá hoje no Museu da Electricidade em Lisboa, pelas 15:00, a 3ª edição de Conversas UNICER, que visão reflectir sobre a Comunicação Institucional e a Gestão Empresarial, sob o tema Blogosfera, um problema para as empresas ou um novo universo para as relações públicas?, sendo transmitido on-line neste link.
Esta tarde o orador principal será Bruno Giussani, contando com António Granado, Eduardo Correia, Maria João Nogueira e Paulo Querido (gestor da rede TubarãoEsquilo) como oradores e interlocutores numa discussão sobre blogues, relações públicas, Internet social e empresas.

Expressão na Rede - O Caso dos Blogues, livro de Luís Carmelo, será apresentado dia 6 de Março, às 18:30h, na Casa Fernando Pessoa, por Eduardo Pitta.
Depois da apresentação haverá lugar a um debate sob o tema “o modo como as linguagens seculares (que aprendemos sem ter em conta a rede) se moldam, hoje em dia, à rede e mais concretamente aos blogues” com Carla Hilário Quevedo, Isabela, Pedro Rolo Duarte e Vasco M. Barreto, moderado por Paulo Gorjão.

Agora em http://artimanha.org/ ! Toca a visitar e mudar links.

O Rui Dinis há anos que alimenta A Trompa, um blogue de referência sobre música portuguesa. Desta vez entendeu fazer um “quiz” entre os membros da rede editorial TubarãoEsquilo e hoje calhou-me a mim a edição.
Perguntas? Ei-las:
1. Artista preferido? 2. Grupo preferido? 3. Disco preferido? 4. Canção preferida? 5. Último disco que ouviu? 7. O melhor disco que ouviu em 2007? 8. Última descoberta? 9. Último concerto a que assistiu? Quando? 10. Artista ou Banda mais importante para a história da música em Portugal?
Respostas? Vão lá vê-las!

Premio Blogger del DiaÒ Gi (Pequenos Nadas), corremos sempre dois riscos: o de nos envaidecermos e o de, adormecidos no que já fizemos, esquecermo-nos do que há sempre para fazer.., até…, até um dia…
Bem, obrigado e segue para:
Anarca Constipado, Ali_se, Marretas, A Trompa, Aspirina B, Cocanha, Uma Cigarra na Paisagem e Art&manha.

A ler “Exclusão Social” por Alice Valente no Ali_se e seguir link no fim da imagem.
A origem de toda a exclusão e pobreza está no aceder a ser-se solidário com os que impõem ideias solitárias…

ou qualidade versus estatística da qualidade

Ler este post do Piotr Kropotkine no Infelicidade ao Alcance de Todos.

Por questões de ordem técnica foi necessário iniciar um processo de profunda renovação deste blogue, incluindo o Educação Artística FORUM, o qual contamos repor no ar já na próxima semana.
Pelo facto agradeço a compreensão e paciência de todos.

A ler e reter o que o José Manuel Fonseca escreveu no A Infelicidade ao Alcance de Todos onde aborda as consequências da substituição da avaliação do desempenho pela do potencial no mundo empresarial.
Breves excertos:

(…) nos últimos tempos o valor das pessoas não está associado ao seu passado.
(…) Reenquadrando tudo no “potencial”, fazemos depender do futuro, sempre deslizante, uma opinião sobre o valor de qualquer pessoa.
(…) Isto tem a vantagem de desgastar bastante as pessoas cujo património de vida, de experiência e de bom trabalho numa qualquer organização será sempre desvalorizado e sem relevo.
(…) Criam-se organizações sem memória, sem lealdades nem cumplicidades duradouras entre os seus habitantes, mas a quem será, necessariamente, exigida uma dedicação e comprometimento organizacional unilaterais.
José Manuel Fonseca, Então agora que o íamos promover é que se vai embora?

O pensamento actual traduzido nesta análise pode bem ser aplicada ao sitema educativo dos dias de hoje, onde muito se fala e investe na matemática e tecnologia, em detrimento dos pilares civilizacionais, as artes e as humanidades, que conferem e educam a gerir emoções, enquadrando-as na memória, na tradição, conferindo o essencial para construção da identidade, condição prima para se saber quem é nesta aldeia global.

Industrias-Culturais

É já amanhã, dia 25, que o livro do Rogério Santos, INDÚSTRIAS CULTURAIS - Imagens, Valores e Consumos, editado pela Edições 70, será lançado na livraria Almedina, ao Saldanha (Lisboa), pelas 19:00.

Prefaciado por Isabel Capeloa Gil, trata-se de um livro, seguindo as palavras do autor, que reflecte os textos que foi escrevendo no seu blogue - Indústrias Culturais.
Para o Rogério Santos, amigo e companheiro nesta caminhada blogosférica, segue daqui um abraço.

Não me apetecia escrever sobre a pública zanga de José Rodrigues dos Santos e da RTP, mas do que o Dragão se lembrou a propósito do tratamento da verdade nos media é de uma simplicidade notável:

«”Se vier a ser despedido por ter dito a verdade é injusto e mostra o ponto ao que a imoralidade chegou”, reagiu ao DN José Rodrigues dos Santos.»

Eles pagam-lhe - melhor dizendo, nós pagamos-lhe, já que é com o nosso dinheiro que eles lhe pagam - para dizer Telejornais, não é para dizer a verdade. Se desata a disfuncionar dessa maneira absurda, é mais do que motivo para despedimento. Aquilo é uma televisão, não é o Oráculo de Delfos.
DRAGÃO, César Augusto, dixit

A Catarina Campos mudou o seu 100nada para residência própria, desembaraçando-se do sufoco do blogger.
Parabéns pela mudança e, já agora, pelo bom gosto da decoração.

Assombrado post da Alice Valente (mais um…), no Ali_se, sob o título A inteligência e a “indústria cultural” onde aborda, com uma lógica irrepreensível, a redução da arte e da cultura ao entretenimento operada pelas indústrias culturais. Um dos melhores textos sobre o assunto que alguma vez li! Sem mais!
Excerto:
E sem mais contrários e já por tão doentiamente deformados, a ter sempre de cumprir-se deveres em que dever e até quando, aqui estamos nós, prontos para as tais de ditas «lutas» no «salve-se quem puder», só, obstinada e unicamente pelas vias de uma vontade cega de se esganarmos uns aos outros, já sem desejos, sem valores e sem aspirações futuras, por cada vez mais caoticamente apartados do que é a verdadeira Cultura.

Parabéns ao Miguel Caetano por ao fim do 1.º ano de existência do Remixtures ser já uma referência no objectivo a que se propôs:
um posto avançado de observação e reflexão sobre o que de mais recente e interessante ocorre no domínio da cultura livre emergente - netlabels, net-art, P2P, copyleft, Creative Commons, Mash-Ups, remixes - e dos entraves que se colocam ao seu pleno desenvolvimento, no sentido da partilha e reapropriação generalizada do conhecimento. Porque todo o criador não é senão um (re)apropriador das criações de muitos outros. (link)

Há limites para tudo - devia haver - nesta palhaçada desta democracia “mediática”. Mais “merdiática” que mediática em que políticos, jornalistas e comentadores estão muito bem uns para os outros.
João Gonçalves no Portugal dos Pequeninos.

Democracia merdiática? Ora, nem mais!!!

Já hoje menos se fala de educar preferindo o objectivo de ensinar no que à escola diz respeito, mas para quê? Para saber? Sim, para saber mas, gostaria eu, que ensinar fosse antes do mais cultivar o gosto de aprender, de fazer da vida um caminho de aprendizagem que possa ser transmitido.
Não a este propósito, mas encaixando que nem luva de cetim, a Catarina escreveu no 100nada um texto deslumbrante sobre o caminho e a chegada a ler e sorver na íntegra.

Belo post, este da Alice Valente no Ali_se, sem palavras!

A Cristina Vieira no Contracapa pega no assunto do excerto do artigo de Pacheco Pereira (que atrás abordei) e abre portas ao que sinto que poderá estar por trás não só daquela passagem, como doutros ataques desferidos contra a blogosfera - uma campanha orquestrada e desesperada dos media tradicionais devido à drástica quebra de vendas e as virtualidades abertas pela Web 2.0 (vulgo Web Social), nomeadamente à criação de redes específicas e especializadas e seu inter-relacionamento digital.
O excerto em causa tem provocado alguma polémica, nomeadamente através do escritos de Fernando Venâncio, do José (aqui e aqui), da Zazie, do Paulo Querido e do Dragão, mas foram Paulo Querido e Fernando Câncio que me incitaram a procurar ler na íntegra o artigo de Pacheco Pereira.

Afinal, deduz-se, que o artigo tem por base a leitura de The Cult of the Amateur de Andrew Keen que não li mas, socorrendo-me da Wikipédia, dou conta de que este autor tenta alertar para os perigos da Web 2.0, identificado-a como um grande movimento utópico similar à sociedade comunista, pelo facto de todos, mesmo os que não receberam educação adequada, poderem usar a tecnologia digital para se tornarem realizadores cinematográficos, músicos e escritores autodidactas. No seu entender este processo empobrece a criatividade, democratiza os media e nivela por baixo tanto amadores como profissionais. Propõe ainda como solução que os media tradicionais elitistas se constituam como inimigos da Web 2.0.

Sendo sensível à preocupação que Pacheco Pereira tenta manifestar - o tal empobrecimento cultural - não me parece defensável a tese de Andrew Keen, muito menos num mundo que diz defender a liberdade individual e cujo poder se sustenta no sufrágio universal e no apelo a uma cidadania activa, seja de professores catedráticos, seja de analfabectos! Regular a liberdade para que a de cada qual não colida com a do próximo, parece-me evidente em lugares que prezam o Estado de Direito; agora limitar a liberdade de expressão (de opinião ou de criação) parece-me, isto sim, muito mais próprio de uma ditadura, comunista ou de qualquer outra adjectivação. ( leia-se a crítica sugeria por Paulo Querido de Lawrence Lessig no Lessig 2.0)
Se seguíssemos à letra a solução preconizada por estas profecias apocalípticas e pelo calar dos tais amadores autodidactas, nunca teríamos tido um Torga, um Eugénio de Andrade, um Fernando Namora, um Carlos Paredes, uma Amália…

Continuo, afinal, com a impressão primeira que formei, a de que está constituído um poderoso lobbie global que colocou em marcha uma campanha contra a rede da blogosfera, nomeadamente a proporcionada pela Web 2.0 (vulgo Social Web), por parte dos media tradicionais, desesperados que estão com a drástica redução das suas vendas, contando com o apoio dos comentadores contratados pelo facto de sentirem diluir o seu poder enquanto opinion makers, buscando sustentação teórica nas inusitadas opiniões escritas de Andrew Keen.

A apoiar o que defendo, vejo o que a Cristina adiantou sobre a campanha contra os blogues que o Estadão lançou há cerca de um mês, criada pela empresa Talent, onde se lê e passo a citar, todos os blogs, ou melhor, todo o conteúdo gerado por não profissionais, não presta. A tónica da campanha estava em duas ou três ideias: blogs limitam-se a copiar informação, blogs não são fidedignos (…).. A Resposta não tardou através de Cristiano Dias no blogue Brainstorm#9 onde se lê o óbvio: Obviamente, existe muito lixo na internet. Falando especificamente de blogs, dos milhares que aparecem todos os dias, poucos se aproveitam, é verdade. Mas a lei da sobrevivência é a mesma: apenas os com conteúdo relevante e/ou divertido permanecem. A tecnologia avança, mas isso não muda.

Assim sendo, para além do artigo do Dr. Pacheco Pereira não acrescentar novidade dentro deste estratagema, a sua motivação para o escrever deverá ter sido bem mais elaborada e alargada que a nobre defesa da cultura e de uma elite de qualidade que a lidere, como insinua, enquadrando-se, antes, num lobbie global que ataca os blogues por considerar ser a melhor defesa para travar a tendência de redução de vendas dos media tradicionais e a não diluição do poder de opinion makers dos comentadores lá instalados.

Via Zazie do Cocanha descubro este excerto de um artigo de José Pacheco Pereira no Público:

(…) múltiplos aspectos do nosso saber e da nossa cultura milenar estão a ser postos em causa pela potenciação que as novas tecnologias associadas à rede estão a dar à ignorância presumida de saber, ao “amador” que pensa que pode competir com o profissional (seja jornalista, seja crítico literário, seja cientista, seja especialista de qualquer área do saber), apenas porque pode livremente e sem edição colocar num blogue o que lhe vem à cabeça; pela erosão do direito de autor pela pirataria generalizada na rede, com o consequente desinvestimento em produtos culturais caros. (José Pacheco Pereira no Público de 8/09/2007)

Do alto da minha presumida ignorância, enquanto bloguista e amador, ciente de que não posso competir com o profissional, eu, Carlos Araújo Alves, sinto-me suficientemente especializado para avalizar que esta opinião do Sr. Dr. Pacheco Pereira revela uma qualidade, fineza, capacidade de observação e raciocínio e lisura consentâneas com muitas outras que este insigne e mediático autor e Professor Auxiliar Convidado do Departamento de Sociologia do ISCTE - Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, tem proferido e abundantemente escrito como profissional e como amador.

Menezes tem contra si ser um homem do Norte - o PSD de Lisboa continua a desconfiar da província (já vem do Eça), esquecendo-se, claro, que Sá Carneiro, seu pai fundador, vinha precisamente daí. Mas tem a seu favor uma carreira plebiscitada pelos votos e ter realizado como autarca uma obra que deixa o Porto (de Rui Rio) na mais completa sombra - e no mais completo ridículo. (excerto de post de Francisco José Viegas)

Nem mais, não conseguiria ser tão assertivo em tão poucas linhas!

Sob o título Sinais dos Contratempos o Dragão, sempre com uma escrita irrepreensível, desfia sobre o despudor e arrogância dos políticos no rescaldo destas eleições de Lisboa. Deixo excerto:

Seja como for, quem se abstém apenas descomparece à urna, não deixa de existir. O não-votante, por muito que custe ao regime e os comensais deste teimem em tratá-lo como tal, não se transforma automaticamente num fantasma, num nada ostracizado para um limpo periódico. Fantasmagórica, efabulástica e espectral tem vindo a tornar-se, isso sim, ao longo das cleptodiceias, a paródia eleiçoeira. Com uma única e fatal constante: os espectros vão aparecendo cada vez mais gordos e as afluências cada vez mais magras. Já não falta tudo, se é que ainda falta alguma coisa, para que aqueles atinjam o ponto de balão e estas o nível mínimo de clientela.

Não, caro Daniel Oliveira, António Costa vence as eleições de Lisboa com apenas menos 17.115 votos expressos que Carrilho. O apenas até que está correcto…

O essencial está feito, a aparência, o mais visível; os pormenores, os detalhes vão-se fazendo com mais calma, mas assim já posso postar.
Eu gostava bastante da aparência anterior, mas a actualização do wordpress, por um lado e, principalmente, a adequação do template às necessidades da rede TubarãoEsquilo obrigou-me a remodelar. No entanto, porque o anterior tema foi descontinuado pelo seu autor e não permitia a inclusão de um segunda coluna, tive de escolher um outro e começar tudo de princípio, tentando não alterar muito a imagem associada ao Ideias Soltas.
O vosso feedback é-me muito importante para continuar a afinar a apresentação, nomeadamente se se sentem confortáveis com o visual e se aqueles que ainda navegam com o Internet Explorar e não conseguiam comentar já o conseguem fazer.
Obrigado pela vossa paciência.