Ideias Soltas

se aqui não fora em mim só seria

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Eurico Carrapatoso - foto de João TunaEstreia hoje, 18 de Março, às 21:00h, o STABAT MATER de Eurico Carrapatoso para Barítono, Coro de Câmara e Ensemble, uma encomenda do Centro Cultural de Belém, para ser apresentado em contraponto com a obra de Boccherini que será executada, no Grande Auditório, no mesmo parte do concerto.
Serão intérpretes Armando Possante (barítono), o Coro Olisipo e a OrchestrUtópica, dirigido por Cesário Costa.
Entrevistado por Maria Ana Freitas, entrevista cuja leitura integral recomendo, transcrevo algumas palavras de Eurico Carrapatoso sobre este seu STABAT MATER:

(…) o meu tratamento do texto “Stabat Mater” é fundamentalmente silábico e homofónico, para que não se perca uma única gota que seja da sua essência, e para que a sua mensagem não sofra qualquer distúrbio no seu percurso entre o intérprete e o ouvinte. Mais a mais, quando este texto plangente assume tamanha actualidade na época que vivemos. Lembremo-nos, por exemplo, das mães dolorosas das milhares de crianças iraquianas mortas desde o início da bárbara ocupação militar em Março de 2003: os infames “danos colaterais”. O Ocidente globalizado digere bem os seus crimes com estes doces epítetos: “danos colaterais”. Mas a verdade é que os “danos colaterais” são, no fundo, uma matança dos inocentes que faz corar Herodes. E é a estas mães dolorosas do país onde nasceu a civilização ocidental que eu dedico o meu “Stabat Mater”, sempre com o timbre de Messiaen em pano de fundo: “tout ceci reste essai e balbutiement, si l’on songe à la grandeur écrasante du sujet.”

Breves notas biográficas de Eurico Carrapatoso:

Eurico Carrapatoso nasceu em 1962 e é natural do distrito de Bragança.
É licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
Iniciou os seus estudos musicais em 1985, tendo sido sucessivamente aluno de composição de José Luís Borges Coelho, Fernando Lapa, Cândido Lima e Constança Capdeville. Concluiu em 1993 o Curso Superior de Composição no Conservatório Nacional de Lisboa com Jorge Peixinho.
Foi assistente de História Económica e Social na Universidade Portucalense.
Leccionou na área da composição em várias instituições, nomeadamente na Escola Superior de Música de Lisboa e na Academia Nacional Superior de Orquestra. É desde 1989 professor de Composição na Academia de Amadores de Música e no Conservatório Nacional, sendo professor do quadro desta última instituição. Recebe regularmente encomendas das principais instituições culturais portuguesas e a sua música tem vindo a ser executada, editada e difundida desde 1987 não apenas na Europa bem como nos restantes continentes.
Ganhou as primeiras edições do Prémio de Composição Lopes Graça da Cidade de Tomar e do Prémio Francisco de Lacerda.
A sua música representou três vezes Portugal na Tribuna Internacional de Compositores da UNESCO, realizadas em Paris em 1998, 1999 e 2006, com “Cinco melodias em forma de Montemel” (para soprano, trompa e piano), “Deploração sobre a morte de Jorge Peixinho” (para grande orquestra) e “O meu poemário infantil” (para tenor e orquestra)
Em Maio de 2001 foi distinguido pela Sociedade Histórica da Independência de Portugal com o Prémio da Identidade Nacional.
Foi condecorado pelo Presidente da República com a Comenda da Ordem do Infante Dom Henrique em 10 de Junho de 2004.

ps: fotografia de João Tuna

A OrchestrUtopica apresenta hoje, pelas 22:00 horas, no Centro Cultural de Belém Futuros 1.2, série de dois concertos de câmara dedicados em exclusivo à audição de obras da nova geração de compositores portugueses.
Será interpretado:

Bruno Soeiro | Prominent rising disillusionment | piano

Bruno Gabirro | Entre murmúrios e silêncios | quinteto de sopros

Hugo Ribeiro | Quatro personagens saídas de um conto | cl, pf, vl, vc

José Luís Ferreira | Existence 1.2 | fl, cl, pf, vc

Patrícia Sucena Almeida | Silens clamor | fl, cl, vl, vla, vc


LEIAM e se estiverem de acordo ASSINEM e DIVULGUEM!

A XVI edição do Concurso Internacional de Música Vianna da Motta decorre desde 18 de Julho até ao próximo dia 30 no Centro Cultural de Belém.
Este concurso celebra este ano o seu 50.º aniversário fundado e presidido por Sequeira Costa que acaba de anunciar a passagem de testemunho a Artur Pizarro. Ficará, com toda a certeza, bem entregue.
A edição deste ano conta com 52 concorrentes dos quais apenas um português e o júri é formado por: Sequeira Costa (Presidente), António Saiote, Elisso Virssaladze, Fernando Eldoro, Liana Isakadze, Luís Pereira Leal , Natália Gutman e Sergei Dorenski.

Nada mais sei a edição deste ano do mais conhecido evento pianístico português, uma vez que o Centro Cultural de Belém praticamente não fornece informação relevante e muito menos uma actualização diária como se imporia.
Não me quero alongar sobre esse pormenor, e muito menos associar o nome de Vianna da Motta e o Concurso a assuntos menos elevados e, por isso, aqui transcrevo tudo quando o Centro Cultural de Belém disponibiliza online:

XVI EDIÇÃO DO CONCURSO INTERNACIONAL DE MÚSICA VIANNA DA MOTTA
Calendário

Programa:
CALEND?RIO DA XVI EDIÇÃO DO CONCURSO INTERNACIONAL DE MÚSICA VIANNA DA MOTTA – 2007

18 Julho
Grande Auditório / 21H
CONCERTO INAUGURAL
Natália Gutman violoncelo / Elisso Virssaladze piano
SONATAS PARA VIOLONCELO E PIANO DE LUDWIG VAN BEETHOVEN E JOHANNES BRAHMS
Preços: De 5€ a 15€

19 Julho
1ª Eliminatória
Pequeno Auditório Entrada Livre
10h - 12h45 / 14h15 – 19h15 / 20h45 – 22h45

20 Julho
1ª Eliminatória
Pequeno Auditório Entrada Livre
10h00 – 12h45 / 14h15 – 19h15

21 Julho
1ª Eliminatória
Pequeno Auditório Entrada Livre
10h00 - 11h30
Anúncio dos resultados – 22H

22 Julho
2ª Eliminatória
Pequeno Auditório Entrada Livre
9H – 13H / 14H – 18H45 / 19H45 – 23H

23 Julho
2ª Eliminatória
Pequeno Auditório Entrada Livre
9H – 13H / 14H – 19H
Anúncio dos resultados – aprox. às 22H

24 e 25 Julho
Prova final a solo
Pequeno Auditório Entrada Livre
17H – 22H

26 e 27 Julho
Prova final com Orquestra
Orquestra Gulbenkian
Grande Auditório / 20H
Preço único 5€

28 e 29 Julho
Prova final com Orquestra
Sinfonia Varsóvia
Grande Auditório / 19H
Preço único 5€
Anúncio dos resultados finais – dia 29 Julho / aprox. às 23H – Pequeno Auditório

30 Julho
Cerimónia de entrega dos prémios
Grande Auditório Entrada Livre
19H
(Esta cerimónia contará ainda com a interpretação de uma obra ou excerto dela por cada um dos laureados, e por ordem decrescente).

Apesar de não defender nem a Festa da Música nem os Dias da Música por entender que o Estado não deveria dedicar grande parte do seu orçamento em eventos culturais pontuais em detrimento de uma programação continuada, diversificada, territorialmente abrangente e, sempre que possível, conjugada com a educação (entenda-se escolas regulares de ensino público e não serviços educativos de variadíssimas índoles e esquemas) e formação de novos públicos nas camadas mais jovens (quem se interessar ver arquivo Educação em Cultura), senti necessidade de regressar a este assunto pelo facto de me parecer que Mega Ferreira não estará a corresponder como gestor nem como programador do Centro Cultural de Belém (CCB) ao que é exigível a um gestor cultural público.
De facto, depois de Mega Ferreira ter vindo para os media anunciar que por culpa da Ministra da Cultura o CCB não poderia realizar a Festa da Música este ano e que se soubesse, quando chegou ao cargo, que o Governo iria instalar a colecção Berardo em todo o centro de exposições e que o Ministério da Cultura iria cortar os seus apoios anuais, “provavelmente não teria aceitado o convite” (excerto de notícia do Público de 10/02/2007), não é compreensível que, feitas as contas como o Raposa Velha as apresentou, a diferença se situe nuns parcos 88.000,00€, ou seja, 17.643 contos em moeda antiga!
Sobre a comparação entre a Festa da Música e os Dias da Música já o Henrique Silveira e a Teresa Cascudo escreveram bem para além do que eu conseguiria, mas o que me apoquenta é o que poderá estar por detrás de toda a encenação mediática que o presidente do CCB montou com o único objectivo (aparentemente, depois de feitas as contas) de atingir Isabel Pires de Lima. Note-se que Mega Ferreira não mostrou uma indignação bastante para apresentar a sua demissão por não concordar com as alterações introduzidas, limitando-se a afirmar que se, aquando da sua aceitação do cargo, soubesse do acordo com Joe Berardo e dos cortes orçamentais, não o teria aceite.
Isto é, no mínimo, muito estranho! Os cortes do Ministério da Cultura já tinham sido feitos no Orçamento de Estado de 2007 e o acordo com Joe Berardo transcendia já, como todos sabiam, Isabel Pires de Lima, uma vez que o dossier estava na mesa do Primeiro-Ministro!
Assim sendo, o show mediático de Mega Ferreira só poderá compreender-se se o seu objectivo (aquele que poderá estar por detrás da sua animosidade contra a Ministra) for o de alcançar a função de Ministro da Cultura com o apoio de um lobbie na comunicação social, o qual não deverá estar isento do circo mediático montado sobre o affaire Pinamonti / Mário Vieira de Carvalho, que envolveu jantar de homenagem e tudo com cerca de centena e meia de participantes a maior parte dos quais, estou plenamente convencido, estão totalmente alheios a estes meandros do poder!
Dito isto, é evidente que a Ministra da Cultura também não terá andado bem nestes assuntos muito especialmente ao dar dois tiros no pé, logo a a montante: ter convidado Mário Vieira de Carvalho para Secretário de Estado e Mega Ferreira para Presidente do Centro Cultural de Belém!
É caso para dizer que, se Isabel Pires de Lima soubesse o que sabe hoje não os teria convidado só que, se assim fosse, colocar-se-ia também na incómoda posição de ninguém perceber por que é que ainda não os demitiu!. Mas esta é outra questão…, daquelas que só mesmo os políticos poderão almejar entender!

Dias da MusicaAnunciado o fim da Festa da Música por iniciativa de Mega Ferreira, uma parceria entre a Câmara de Lisboa e a UNICER permite os Dias da Música, dedicados ao piano, que decorrem este fim de semana.
Nesta iniciativa do Centro Cultural de Belém destaco a aposta em patrocínios privados e a programação que, se bem que à semelhança do que disse em relação à Casa da Música, sente-se, aqui e ali, uma tendência para a inclusão de amigos, traz alguns excelentes pianistas que, se pudesse, tentaria não perder:

portugueses:
Maria João Pires, Artur Pizarro, António Rosado, Miguel Henriques, Miguel Borges Coelho, Bernardo Sassetti.

estrangeiros:
Pascal Rogé, Piotr Anderszewski, Elena Rozanova, Valentina Igoshina, Ami Hakuno.

ler e reler este texto cruzado, separado apenas pelo Tejo, da Teresa Cascudo, que nos fala, como músico, como assistente e de como vê a falta de gestão cultural, gerência, nas suas palavras, no que às artes diz respeito.

Sasha Waltz & Guests

Imperdível, mas só para quem já tem bilhete, Sasha Waltz & Guests apresenta hoje a sua coreografia de Dido & Aeneas.
Sacha Waltz apresenta uma coreografia baseada na conhecida ópera de Henry Purcell, partindo da sua linguagem natural, a dança, faz uma ponte, diria, uma simbiose com a palavra e o canto, numa atitude criativa bem contemporânea, mas respeitadora da tradição de exigência e técnica europeias.

«A moção, proposta pelo PSD, manifesta “profunda discordância com a decisão tomada pela Administração do CCB, com o apoio do Governo do PS, de acabar com a Festa da Música”, um evento apoiado pela autarquia lisboeta. O documento foi aprovado com os votos favoráveis do PSD, CDS-PP, PCP, PEV e Bloco de Esquerda, e os votos contra do PS.» (Público)

É então previsível que, a todo o momento, estes senhores vereadores anunciem, para além de patrocínios e mecenas, um generoso contributo pessoal para que o CCB possa queimar 1,2 milhões de euros, 1/3 do seu orçamento, em 3 dias, a bem do senhor Comendador René Martin!

É certo de que nunca fui grande adepto, mas o fim de algo que esteve sempre esgotado dá-nos que pensar…
A Festa da Música tornou-se no evento de música dita clássica mais mediático de Portugal – ele era um corrupio de comentadores, de candidatos a comentador, de críticos, de sociólogos da música, de músicos sociólogos, de antropólogos, de Cinhas, de Caras, caía lá tudo, todo este mundo e mais outro! Essa festança acabou!
Merecia o evento continuar? Sem dúvida, havia qualidade na programação, nos músicos, na montra que era para os músicos portugueses, no renascer da vivência da música clássica, mas o que era o CCB para além desses 3 dias? Nada será demasiado e algo muito! (ver tristeza da Teresa Cascudo)
A verdade é que não há dinheiro para pagar ao René Martin, mas também nada há a agradecer pois muito pouco fez para a internacionalização dos músicos portugueses que afinal convidava para as suas festas.
Fim do contrato. Ponto, parágrafo.., por uma questão orçamental, mas parágrafo!
E agora, finda a festança, poderemos continuar a ter música? Ou seja, será que o CCB poderá, como diz, ter uma programação mais regular, melhor, gastando menos?
Eu acho que pode, francamente, mas pelo que já vi não me parece que não o consiga. E o problema reside justamente neste ponto: será que não temos entre nós capacidade para programar com excelência. (ver o que escreveu o Tiago Bartolomeu Costa a propósito)
A resposta é demasiado óbvia – o fim da Festa da Música acaba com a festa, mas é a própria programação do CCB que arrasa com a música!

Hoje, dia 6, às 19 horas, os Cobras e Son, nova formação de música antiga dirigida pelo César Viana, apresenta-se no CCB.

Deixo um texto sobre o grupo, ficha técnica, programa e notas biográficas dos músicos.:Cobras e Son

COBRAS E SON é um grupo de música antiga sediado em Salamanca, composto por músicos oriundos de várias partes do mundo. A sua atenção centra-se especialmente na música ibérica anterior à perseguição e expulsão das comunidades judias e muçulmanas do território da Península.

Assim, o seu repertório é composto por música e poesia desses três povos que durante tantos séculos partilharam o espaço peninsular: cristãos, judeus e muçulmanos. É também dada uma atenção particular a alguma música tradicional de Espanha e Portugal que preserva vestígios e influências da música dessas três culturas medievais.
A expressão ‘COBRAS E SON’ era utilizada por Alfonso X, o Sábio, para designar a poesia e música das suas Cantigas de Santa Maria (cobras - versos; son - música).

COBRAS E SON:

Voz - Lucía Vázquez
Rabel - Carolina Casaseca
‘Oud - Pedro Ospina
Percussões - Pedro Gomez
Flautas, harpa e direcção - César Viana

PROGRAMA

Cantigas de Santa Maria de Alfonso X o Sábio e peças instrumentais das cortes europeias

Estrella do dia
Cantand’e en muitas guisas dev’om’ a Virgen loar
La quinte estampie royale
Razon é grand’ e dereito
Lamento di Tristano e La Rotta

O cativo (tradicional de Algezur - Algarve)

Três romances e uma canção sefarditas

Me cautivaron los moros
De Burgos partió ese rey de Salamanca
Paseábase el buen Cidi
A la Una io nací

Una estrella se perdió (tradicional de El Payo - Salamanca)

Moaxahas e outas peças da tradição árabe-Andalusa

Lamma Bada
Kadhia el Ochak
Man habbak
Adir Rahati
Musaddar Sika

Ai ó divina santa cruz (tradicional de Monsanto - Beira Baixa)

Mare de Vigo - Sete Cantigas de Amigo de Martim Codax

Ondas do mare de Vigo
Mandad’ei comigo
Mia irmana fremosa
Ai Deus, se sab’ora meu amigo
Quantas sabedes amare amigo
Eno sagrado en Vigo
Ai ondas que eu vin veere

BIOGRAFIAS

CÉSAR VIANA
Flautista, compositor e director de orquestra. Gravou numerosos CDs para editoras como EMI Classics, RCA, BMG, Philips, Strauss, etc. Composições e orquestrações suas fazem parte do repertório de instituições como Ballet Gulbenkian, Companhia Nacional de Bailado, Teatro da Trindade, etc. Foi fundador e director musical da Orquestra Sinfonia B e do grupo de música antiga Birundum. Como maestro convidado, trabalhou com orquestras como Hannover Philarmoniker, RIAS Big Band Berlin, Clássica da Madeira, Filarmonia das Beiras, Metropolitana de Lisboa, etc. Faz parte do grupo de música medieval Vozes Alfonsinas e, também na área da música antiga, tem colaborado com músicos como Nuno Torka Miranda, Mika Suikhonen, Cristiano Holtz, Annemieke Cantor, etc. Actualmente trabalha no doutoramento em musicologia na Universidade Nova de Lisboa. Além da flauta de bisel, dedica-se também à flauta dos índios americanos e ao shakuhachi (flauta japonesa)

LUCíA VÁZQUEZ
Nasce en Vigo, onde realiza estudos básicos de piano e violoncelo. Muda-se para Salamanca para estudar canto profissionalmente. O seu interesse pela música antiga leva-a a iniciar estudos de viola da gamba e a realizar diversos cursos na Academia de Música Antiga com profesores como Itziar Atutxa, Vittorio Ghielmi (Viola da gamba), Richard Levitt, D. Mason, Pepe Hernandez y Lambert Climent (Canto). Participa como solista na ópera Dido e Eneias de Purcell no papel de Second Witch e Second Woman (Teatro Liceo de Salamanca, 2003-2004). Colabora também com a Choralakademie de Mainz (Requiem de Berlioz - 2004) e é convidada como solista pelo Coro de Salamanca La Stigia (obras de Tomás Luís de Victoria para voz e alaúde). Participa na homenagem a Gabriel y Galán “Delanti usté mesmo” organizada pela Casa de Las Conchas, cantando música tradicional. Como gambista, acompaña o Coro La Stigia no Festival de Música Antigua “Eloy Zapico” (Asturias). Actualmente estuda Canto no Conservatorio Superior de Música de Salamanca e termina estudos de Magisterio na Facultad de Educación de Ávila.

CAROLINA CASASECA DORADO
Inicia os seus estudos musicais em Béhar, sendo natural de Salamanca, e continua a sua formação no Conservatório Profissional de Música desta cidade, na especialidade de violino.
Entre 1994 e 2001 estuda com Manuel Villvendas, Jennifer Moreau e Patricio Gutierrez. Recebe numerosos cursos de formação pedagógica na Universidade de Alcalá de Henares (Sheila Nelson, Mimi Zweig…), Vitoria, Santander e Londres (Colourstrings)
Além do violino, dedica-se também aos instrumentos de corda medievais, nomeadamente o rabel.
Desde 1998 desenvolve a sua actividade de professora na Escuela de Música Gombau e desde 2002 na Escuela Municipal de Música e Danza, ambas na sua cidade natal.

PEDRO ALEJANDRO OSPINA SANDOVAL
Nasceu en Tuluá, Colômbia. Foi aluno de bandola e composição do compositor e intérprete colombiano Héctor Cedeño.
Fez estudos de guitarra na Universidad del Cauca, Colômbia. Como compositor, inspira-se na música tradicional do seu país.
Possui uma grande experiência como concertista, arranjador, compositor e fez parte de vários grupos musicais.
Ultimamente, tem-se dedicado ao estudo do alaúde magrebino, interessando-se particularmente pelo repertório medieval ibérico.

PEDRO GOMEZ
É natural de Valladolid e diplomou-se no Real Conservatorio Superior de Atocha.
Durante quatro anos estudou guitarra flamenca com Oscar Herrero.
Dedicou-se também ao estudo das percussões, tendo dedicado especial atenção ao cajón, à darbuka e a diversos tipos de pandeiros,
É professor da Escola Municipal de Música de León, onde ensina Guitarra clássica e flamenca e é o responsável pelo Ateliê de Percussão.
Apresenta-se regularmente em concertos quer como percussionista quer como guitarrista.

Decorreu na semana passada, conforme aqui divulguei, a Conferência Mundial sobre Educação Artística no CCB, organizada pela UNESCO.
Foram 4 dias a ouvir especialistas oriundos de todo o mundo, com a possiblidade de todos participarem nos vários workshops que ocorreram sobre cada tema.
Curioso foi constatar que, apesar de muitos participantes, sobraram os dedos de uma mão para contar a presença de directores de Escolas de Ensino Artístico vocacional, públicas, privadas e cooperativas, de outra mão para directores pedagógicos das mesmas e professores, bem, professores não se conseguiu contabilizar!
E eu até acho que têm razão! Para quê irem perder 3 preciosos dias naquilo, logo num país que, apesar de sempre queixoso de falta de condições, consegue produzir Eusébios, Carlos Lopes, Rosas Motas, Fernandas Ribeiro, Figos, Marizas, Camanés, Mísias, Sisas Vieiras e Soutos Moura, Soutinhos e Távoras e etc., etc., etc.!
Nós sozinhos somos mais artistas que eles todos juntos e mais outros tantos…

No próximo mês de Março, entre os dias 6 e 9, realizar-se-á, em Lisboa, no CCB, a Conferência Mundial sobre Educação Artística, patrocinada pela UNESCO e pelo Governo de Portugal sob o tema “Desenvolver capacidades criativas para o sec. XXI“, com o apoio da International Society for Education throught Art, da International Society for Music Education, do Ministério da Educação e da International Education.

Este evento, para mais realizando-se em Portugal, é de extrema actualiade, fruto de várias conferências preparatórias realizadas nos 5 continentes, esperando que contribua para centrar a educação na busca de identidade(s) e técnicas que incentivem o desejo de participar activamente na construção da sociedade global que vivemos.
Deixo o texto de apresentação do programa cujo link podem seguir clicando na imagem:

«A Conferência reunirá unicamente representantes dos Ministérios da Educação e/ou da Cultura, assim como peritos, profissionais e investigadores, que serão convidados a participar a título pessoal. A Conferência será dedicada à Educação Artística e em especial ao ensino das práticas artísticas (artes plásticas, “performances”, dança, música, teatro, ateliers de escrita e de poesia) destinados a crianças e adolescentes em idade escolar. Entre os resultados esperados, prevê-se que a Conferência permita alcançar um entendimento geral sobre o que se pode definir como uma educação de qualidade e que nela se enfatize especialmente a importância da criatividade no ensino das artes, como mecanismo fundamental na melhora das capacidades de aprendizagem das crianças e dos adolescentes e em especial aqueles que vêm de meios desfavorecidos. Uma declaração final deverá sublinhar a importância da educação artística como sujeito de estudo, assim como a incidência das disciplinas artísticas podem ter sobre o desenvolvimento intelectual e pessoal da criança e do adolescente e sobre o seu comportamento social.»

como justificar a manutenção de um teatro nacional sem itinerância, com quase duas centenas de actores residentes com vencimento fixo, dos quais apenas 50 ou 60 se apresentam anualmente numa récita que seja, a soldo única e exclusivamente do Estado, absorvendo recursos avultadíssimos que poderiam ser canalizados para outros projectos, menos pesados, geograficamente mais abrangentes e não menos eficazes junto dos mais variados públicos.
No entanto, com tanta gente de Lisboa, de tantos quadrantes partidários a pedir a cabeça da Ministra, sustentados na indelével razão de que o S. João também funciona assim, quem sou eu para almejar alcançar tal discernimento?
Fica-me a sensação, no entanto, que quando se mexe em regalias, mordomias e demais “ias” que já não podem ir, as atitudes corporativas sobrepõem-se à normalidade das clientelas partidárias, dando azo a manifestações de tal forma exuberantes que quase nos fazem crer que se trata de crime.
Crime? Impensável foi a gestão do Teatro Nacional D. Maria não ter sabido superar os vícios que foi adquirindo durante os anos de ouro em que a “Portugal Telecom” a elegeu como única beneficiária dos milhões do seu mecenato.
Pois, mas como isso acabou, façam lá o favorzinho de angariarem financiadores privados que ajudem o Estado, olhem por falar em comparações com coisas do Porto, assim do tipo da Fundação de Serralves, por exemplo!
Vamos ter muitas dificuldades em aceitar que não é mais viável nós, o Estado, financiarmos tantos projectos e muito menos aqueles que têm um peso injustificável, como o CCB, o TNDM, o T. N. S. Carlos e, se calhar, o S. João e, em calhando, a Casa da Música e ainda os mais de 30 belos e renovadíssimos Teatros Municipais!