Jazz em Serpa - Conservatório Regional Baixo AlentejoO Conservatório Regional do Baixo Alentejo promove um curso de Jazz em Serpa orientado pelo António Branco.
À semelhança do que já acontece em Beja, António Branco promoverá um série de sessões englobadas num curso livre de iniciação à história do jazz, intitulado Jazz de A a Z – Uma Viagem à História do Jazz.
Este curso é composto por 8 sessões, que decorrerão entre 6 de Maio e 24 de Junho, às quartas-feiras, pelas 21h30, sendo as inscrições gratuitas.


Calendário:

1ª SESSÃO | 6 de Maio
“Da Pré-História do Jazz a Nova Orleães”

2ª SESSÃO | 13 de Maio
“Os Alvores do Jazz e os Loucos Anos 20”

3ª SESSÃO | 20 de Maio
“O Swing e o Apogeu das Big-Bands”

4ª SESSÃO | 27 de Maio
“A Revolução do Be-Bop”

5ª SESSÃO | 03 de Junho
“Novos Caminhos: o Cool, o Hard-Bop e a Third Stream”

6ª SESSÃO | 10 de Junho
“Os Anos 1960: o Free Jazz e o Jazz de Fusão”

7ª SESSÃO | 17 de Junho
“O que é o Jazz, Hoje? Breves Reflexões”

8ª SESSÃO | 24 de Junho
“Um Olhar sobre o Jazz em Portugal”

Ernestina Pinheiro, fundadora da Academia de Música do Centro Cultural de Beja que mais tarde, em 1993, estaria na origem do actual Conservatório Regional do Baixo Alentejo, do qual foi a primeira directora pedagógica, deixou-nos esta madrugada.
Beja, e o Alentejo em geral, ficam devedores à Senhora D. Ernestina e seu marido, Henriques Pinheiro, de um exemplo de vidas dedicadas à cultura e à educação artística em momentos bem mais áridos que os de hoje, à custa de grande labor, tenacidade, seriedade e integridade, sem nunca terem aceitado recorrer a expedientes de tráfico de influências, cujo preço é sempre incalculável, embora de pagamento obrigatório e prolongado.
Fecha-se, definitivamente com o seu desaparecimento, um ciclo para o Ensino da Música, nomeadamente para o Conservatório Regional do Baixo Alentejo, pelo que construiu e pelo que em legado nos deixou.
Bem haja Senhora D. Ernestina.

Via Improvisos ao Sul, tomei conhecimento que, finalmente, o Conservatório Regional do Baixo Alentejo, mais conhecido por Conservatório de Beja, aderiu a alargar o seu projecto educativo à área do Jazz, tendo assegurado António Branco como dinamizador do projecto.
De momento pouco mais sei do que está no Improvisos ao Sul e no site do Conservatório Regional do Baixo Alentejo, ou seja, a abertura de um curso de ‘Iniciação ao Jazz’ já a partir de Outubro.
É uma boa notícia para Beja, aproveitando para endereçar votos de sucesso ao António Branco, assim as condições que lhe proporcionarem permitam desenvolver o projecto que ele terá em mente.
Noto, contudo e com tristeza, que apesar de o Jazz entrar no projecto educativo do CRBA, o Cante Alentejano continua fora da única escola de ensino artístico especializado do Baixo Alentejo.

O Conservatório Regional do Baixo Alentejo inaugurou há pouco o seu sítio na internet. (clicar na imagem)

Conservatório Regional do Baixo Alentejo

A página está um pouco pesada no arranque (em flash com muitas imagens), mas depois de avançarmos encontramos uma informação vasta e precisa da instituição.
Parabéns ao CRBA e votos de que esta abertura corresponda a um novo ciclo onde novos patamares se impõe desbravar.

Pela primeira vez em palco? (Rádio Voz da Planície)
Não estou certo, mas dá-me ideia de que já os vi várias vezes, mas posso estar enganado.., a idade não perdoa!
Bom o que interessa é que os alunos do Conservatório Regional do Baixo Alentejo apresentam-se hoje em 2 espectáculos, pelas 18 e pelas 21:30h, no Cine-Teatro Pax Julia mas, esperem…, lá no sítio do Teatro também nada consta sobre esta programação.
Resumindo e concluindo, hoje não bebo mais…, mas vou lá, assim me ajudem as pernas!

é o espectáculo de final de ano lectivo das classes de Música do Conservatório Regional do Baixo Alentejo.
Decorrerá em plena Praça da República, em Beja, às 21:30h, prevendo-se a repetição do êxito alcançado nos anos anteriores.

É o espectáculo de fim de ano lectivo das classes de dança do Conservatório Regional do Baixo Alentejo.
Amanhã, Sábado, às 21:30h, no Teatro PAX JULIA, em Beja.

A pedido de Lumife e porque a data se aproxima divulgo, mais uma vez, o Encontro de Blogues em Alvito (link para inscrição), no próximo dia 22 de Abril, cujo programa, gentilmente cedido por Lumife na caixa de comentários, aqui transcrevo.

PROGRAMA

10h30 – POSTO DE TURISMO – Recepção aos Participantes

11h00 – AUDITÓRIO CENTRO CULTURAL – Homenagem a Raúl de Carvalho – poeta natural de Alvito.
Intervenção do Escritor Antonio Rebordão Navarro

- CONFERÊNCIA BLOGUISTA -Temas defendidos pelos seguintes oradores:
Luis Lança Silva – (TV Alentejo)
João Espinho – (Praça da República em Beja)

13h00 – QUINTA DOS PRAZERES – Almoço regional

15h30 – Passeio guiado pelo Concelho de Alvito

17h30 – Visita à Sede do Grupo Coral

18h00 – Concerto na Igreja Matriz (Alunos do Conservatório Regional do Baixo Alentejo)

Valor da refeição 18€ (Dezoito euros) (crianças até 4 anos não pagam, dos 4 aos 10 anos pagam 50%)

PAGAMENTO: Deverão efectuar o pagamento até ao dia 16 de Abril, através de transferência bancária para a conta com o NIB: 0035 0084 0000 3930 700 26 da Caixa Geral de Depósitos e indicar-nos os dados que lhe são solicitados no formulário que enviamos aquando da sua inscrição.

Ontem, no programa “Grande Plano” da Rádio Voz da Planície, fomos brindados com uma excelente entrevista de cerca de 1 hora a José Filipe Guerreiro, Director do Conselho Executivo do Conservatório Regional do Baixo Alentejo, conduzida por Ana de Freitas.
Tratou-se de uma entrevista pessoal embora tenha havido oportunidade para o ouvir sobre o que pensa sobre o futuro da instituição que gere, sobre o legado de Ernestina e Henriques Pinheiro, a semente e o motor do que hoje esta instituição representa no e para o Alentejo.
Do muito que foi dito gostaria de destacar alguns pontos que me parecem de capital importância:

1 – as qualidades que José Filipe Guerreiro enunciou de Henriques Pinheiro, as quais afirmou ser admirador e fiel seguidor: a integridade de carácter; a tenacidade na prossecução de objectivos; a teoria do acaso (que Henriques Pinheiro defendia como filosofia de vida) que aplicada à gestão traduz-se na aplicação do princípio do “avanço – erro – reformulação”; por último e talvez mais importante, a necessidade imperiosa de formar equipas de pessoas competentes, quiçá a característica que mais frutos rendeu na obra de Henriques Pinheiro.

De facto, uma das áreas onde os teóricos da gestão mais têm investido nos últimos anos é, precisamente, na constituição, dinâmica, animação, manutenção e renovação de equipas, onde os níveis de competência e desempenho individuais sejam sempre muito elevados, reconhecidos e premiados na prossecução de missões e objectivos comuns.
Longe vão os tempos em que se advogava a igualdade cega de tratamento dos elementos de cada equipa independentemente do seu desempenho, pois os resultados verificados indicaram sempre a desmotivação dos mais capazes e empenhados, nivelando o desempenho colectivo por padrões manifestamente medíocres em relação ao potencial do grupo em causa.
Se repararmos nas empresas inseridas em áreas mais competitivas como a química, a financeira e energética, por exemplo, facilmente constatamos que entre as melhores encontramos equipas formadas por especialistas altamente conceituados e premiados pelo seu mérito pessoal na prossecução, evidentemente, dos objectivos colectivos das empresas.
Talvez por ter sido médico hospitalar de profissão ou por dote nato, o Dr. Pinheiro soube chamar a Beja e constituir uma equipa vencedora, desde logo ao convidar, em 1996, José Filipe Guerreiro para integrar a direcção da então Academia de Música do Centro Cultural de Beja, seguindo-se-lhe outras pessoas de capital importância para se atingir, em apenas 10 anos, o que hoje é o Conservatório Regional do Baixo Alentejo.

2 – a forma como José Filipe Guerreiro posicionou o C.R.B.A., como uma Escola de Artes virada para o exterior e não mais tão-só um convencional Conservatório de música dita clássica, revela uma inteligência estratégica imprescindível para que a instituição consiga, por um lado, prestar serviços mais abrangentes e mais de acordo com as necessidades da população (redefine por completo o mercado alvo, obrigando a uma segmentação segura e a formas de distribuição distintas) e, por outro, aumentar, através da diversificação da oferta, a receita de modo a que o C.R.B.A. possa, cada vez mais, aproximar-se de um seu objectivo fundamental – a independência financeira – que o proteja de eventuais pressões partidárias ou meramente clientelares, muito vulgares e descaradas por estas e, se calhar, outras paragens.

Porque o texto já vai longo, apesar de muito mais ter dito de relevante José Filipe Guerreiro, permito-me destacar estes dois pontos, para mim de extrema relevância ou talvez por ser mais sensível à área de gestão em que navego, pontos estes que me fizeram renovar a esperança no futuro desta Escola de Artes, o Conservatório Regional do Baixo Alentejo.
Aguardamos, com expectativa justificada, que José Filipe Guerreiro tenha condições e consiga colocar em prática os tão lúcidos princípios que enunciou.

ps: link para breve súmula do currículo de José Filipe Guerreiro

Decorrerá hoje, pelas 17:00 horas, a mais que merecida homenagem a Ernestina Pinheiro, professora de piano em Beja durante mais de 40 anos, fundadora da Academia de Música de Beja, fundadora do Centro Cultural de Beja, fundadora do Conservatório Regional do Baixo Alentejo, enquadrada numa programção variada levada a cabo por esta última instituição.
O programa da homenagem desconhecemos quase por completo e, consultados o Diário do Alentejo e a Rádio Voz da Planície, o destaque é dado a uma performance institulada “Peças Soltas” a ocorrer no Pax Julia, à noite, sem desvendar de que se trata, quem toca, quem dança, o que será tocado e dançado, quem serão os coreógrafos (se é que os há), encenadores (em caso disso), de que consta, afinal.
Num dia em que homenageia a Sra. D. Ernestina Pinheiro, apenas e só como antiga Directora Pedagógica, experiência que ela própria afirma não ter sido muito gratificante, seria mais do que apropriado fazer desse momento o ponto alto do dia, senão mesmo, o único.
A Sra. D. Ernestina Pinheiro e seu marido, o Sr. Dr. Henriques Pinheiro, formaram uma dupla sem paralelo no panorama cultural da região, à custa de grande labor, tenacidade, seriedade e integridade, sem nunca terem aceitado recorrer a expedientes de tráfico de influências, cujo preço é sempre incalculável, embora de pagamento obrigatório e prolongado.
Bem hajam Sra. D. Ernestina e Dr. Pinheiro!