BANKSTERS, ópera de Nuno Côrte-Real, estreia esta sexta-feira, dia 18 de Março, no São Carlos com a Orquestra Sinfónica Portuguesa e o Coro do Teatro Nacional de São Carlos, uma tragicomédia Lírica em 3 actos, com libreto de Vasco Graça Moura inspirado na peça Jacob e o Anjo de José Régio.
Hoje, quarta-feira, às 18:05h, poder-se-á ouvir entrevista de Manuela Paraíso ao compositor no programa ‘Na Outra Margem‘, na Rádio Europa fm, em 90.4 fm ou www.radioeuropa.fm.
Ficha técnica:
Direcção Musical – Lawrence Renes | Encenador – João Botelho | Cenografia e Figurinos – Sílvia Grabowski | Video – Edgar Alberto | Desenho de Luz – Pedro Martins | Orquestra Sinfónica Portuguesa | Coro do Teatro Nacional de São Carlos.
Intérpretes:
Santiago Malpago – Jorge Vaz de Carvalho | Angelino Rigoletto – Musa Nkuna | Mimi Kitsch – Sara Braga Simões | Accionista – Diogo Oliveira | Porta Voz – Chelsey Schill | Presidente da AG – Nuno Dias | Magistrado – José Lourenço | Médico – Ana Ferro | Advogado – José Corvelo | Segurança do banco 1 – Bruno Almeida | Segurança do banco 2 – Christian Lujan-
Sinopse por Nuno Côrte-Real:
Burlesca, satírica e irónica, BANKSTERS é uma ópera tragicómica sobre a vida e a morte: morte de quem, em vida, se afastou fatalmente de si próprio, e vida de quem, na morte, encontra a luz de uma paz nunca sentida.
O herói, um banqueiro de nome Santiago Malpago, é visitado por uma estranha personagem, qual anjo ou demónio, cuja única missão é levar o grande senhor da finança à desgraça e desespero totais, abandonado, preso e humilhado por todos os que ainda antes lhe obedeciam e idolatravam. A estranha personagem, que surge disfarçada de jornalista conseguindo assim o acesso aos mais improváveis lugares e situações, responde pelo satírico nome de Angelino Rigoletto, e qual emissário de natureza divina, tudo sabe, tudo vê e tudo sente, de modo a que a queda do banqueiro seja a mais terrível e fatal, mas tão só porque deseja a mais bela e transcendente redenção para o herói deste burlesco engodo. Por último, uma breve menção à mulher do banqueiro, senhora da mais alta elegância, educação e hipocrisia, de nome Mimi Kitsch, fêmea de uma ambição desmedida e cruel, notável amante e grande orquestradora da queda do marido.
São estas três personagens centrais que dão vida e cor à trama desta ópera, cujo libreto é da autoria de Vasco Graça Moura inspirado na peça Jacob e o Anjo de José Régio. Transposto o estilo denso e hermético de Régio para um português vicentino e musical de Graça Moura, a música composta tenta seguir-lhe a deixa e assumir também esse espírito de sátira e acidez ligeira, sem, todavia, nunca abandonar a verdadeira força motriz da ópera: a redenção pela morte, o doce beijo da luz do outro lado, ou, se preferirmos, a morte como libertação da vida.
Nuno Côrte-Real
ps: mais informações seguir link.
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