Abr 242012
 

Na Outra MargemO saudoso programa radiofónico de Manuela Paraíso, Na Outra Margem, o único em Portugal inteiramente dedicado divulgação dos compositores e intérpretes portugueses de música erudita de tradição europeia, está de regresso já no dia amanhã, dia 25 de Abril, agora em formato de podcast, disponível para todos os que pretendam ouvir, com o conforto de o poderem fazer no dia e à hora mais conveniente para cada qual, contribuindo assim para a preservação das gravações que se venham a efectuar, tal como anteriormente.
Manuela ParaisoManuela Paraíso acaba de inaugurar um novo espaço na net exclusivamente dedicado ao programa, onde todos poderão interagir com a autora e, talvez mais importante, continuarem a contribuir, via email, com informações sobre eventos com a finalidade de retomar a mais completa agenda do que, neste arte, se vai fazendo por músicos portugueses.
O primeiro programa desta série estará disponível já a 25 de Abril, sendo inteiramente dedicado a Marcos Portugal, deixando um excerto da sua apresentação pela autora:

Foi o mais famoso compositor português de todos os tempos. As suas óperas foram apresentadas milhares de vezes, na Europa e no Brasil, a sua música sacra tocada nas igrejas portuguesas durante mais de um século. Sobre ele perduram, apesar disso, o desconhecimento e uma série de mitos infundados. Nos 250 anos do seu nascimento, Marcos Portugal é evocado numa série de iniciativas, algumas já decorridas
Manuela Paraíso em “Na Outra Margem”

Saudemos, portanto, o regresso do Na Outra Margem e endereçamos à autora sinceros parabéns por mais este acto desinteressado de coragem e militância activa em prol dos músicos e da música erudita de tradição europeia.

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Mar 142012
 

O projecto A Imagem na Arte [IMAGEM_NS] é um programa associado ao CLEPUL (Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias) da FLUL (Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa) que visa promover “… a reflexão, o diálogo, a criação …, O SENTIDO DA ARTE”.
A sua apresentação oficial ocorrerá no Centro Nacional de Cultura, na Galeria Fernando Pessoa, a 16 Março 2012 das 16h às 19:00 horas, num Encontro / Conferência com a presença da mentora do projecto, Alice Valente Alves e a presidente do CLEPUL, Annabela Rita.

A Imagem na Arte - [IMAGEM_NS] - Conferência / EncontroEsta Conferência / Encontro contará com a presença de:
* Guilherme D’ Oliveira Martins – Presidente do Centro Nacional de Cultura
* Annabela Rita – Presidente do CLEPUL (Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias) da FLUL (Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa).
* João Valente Aguiar – Investigador do Instituto de Sociologia da FLUP (Faculdade de Letras da Universidade do Porto) e Director da Revista «Arte e Sociedade»
* Manuela Paraíso – Jornalista/Divulgadora da música erudita portuguesa e autora do programa de rádio «Na Outra Margem».
* Alice Valente Alves – Autora de projectos da Imagem – Poesia, Pintura, Desenho e Fotografia – no âmbito da Criação Artística.


Reproduzimos texto de apresentação e programa:

Este ENCONTRO / Conferência, com a abertura às 16:00 horas por Guilherme D’ Oliveira Martins e com a Coordenação-mesa entregue a Manuela Paraíso e a Annabela Rita, pretende criar um diálogo aberto com todos os presentes, sendo dividido em duas partes com as seguintes intervenções (que poderá ou não ocorrer por esta ordem):
- Annabela Rita e Alice Valente Alves farão a apresentação do «[imagem_ns]», projecto associado ao CLEPUL centrado – na reflexão, no diálogo e na criação – da imagem (e imagens) e o sentido da arte;
- João Valente Aguiar irá pronunciar-se sobre “Poéticas da Imagem”;
- Alice Valente Alves, apresentará o projecto «CORPOtraçoCORPO – a poesia e a pintura» através da projecção das 72 obras, em díptico, das 8 das nove cores já realizadas e apresentadas até ao momento.

apoios:
Centro Nacional de Cultura;
CLEPUL (Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias);
DiFundART – divulgação de artistas e eventos

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Nov 292011
 

Amalia RodriguesA escolha do fado como ‘Património Imaterial da Humanidade’ pela UNESCO é motivo de orgulho para Portugal, seja pelo reconhecimento da sua qualidade artística intrínseca, ainda hoje muito devedora a Amália Rodrigues, seja pela inscrição inédita de uma manifestação artística portuguesa naquele lote de tão difícil acesso.
Uma palavra de reconhecimento também para o grupo de trabalho liderado por Rui Vieira Nery que, de forma tão consistente, elaborou e apresentou a concurso a proposta votada por unanimidade.
Dito isto, e com alegria, celebremos este momento de satisfação colectiva e que ele sirva para nos incentivar a apresentar outras candidaturas ao mesmo lote de eleitos de manifestações artísticas bem nossas, como por exemplo o Cante Alentejano, antes que ele se eclipse por completo das nossas salas de espectáculo.
Por último, desejo sinceramente que este triunfo para Portugal não desenvolva qualquer tentação centralista de conversão do fado em emblema de canção nacional, triste sina que já vivemos durante longos e obscuros 48 anos, como aconteceu com a calçada lisboeta, transformada na designação hoje corrente de calçada portuguesa, como se todo o Noroeste peninsular, da Beira Alta para cima, tivesse transfigurado o cinzento da sua granítica paisagem no alvo calcário do Sul da Península.

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Jun 222011
 

Francisco Jose Viegas - Dicionario de Coisas PraticasFrancisco José Viegas lança hoje, dia 22 de Junho, o seu último livro, ‘Dicionário de Coisas Práticas’, uma colecta das suas crónicas diárias no Correio da Manhã, na Bertrand do Chiado, às 18:30 horas. A apresentação estará a cargo de director daquela publicação, Octávio Ribeiro.

Como se compreende esta iniciativa estava já agendada antes do convite que o autor recebeu para Secretário de Estado da Cultura do actual governo.



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Jun 102011
 

PortugalDoces lembranças da passada glória,
Que me tirou fortuna roubadora,
Deixai-me descansar em paz uma hora,
Que comigo ganhais pouca vitória.

Impressa tenho na alma larga história
Deste passado bem, que nunca fora;
Ou fora, e não passara: mas já agora
Em mim não pode haver mais que a memória.

Vivo em lembranças, morro de esquecido
De quem sempre devera ser lembrado,
Se lhe lembrara estado tão contente.

Oh quem tornar pudera a ser nascido!
Soubera-me lograr do bem passado,
Se conhecer soubera o mal presente.

Luiz Vaz de Camões

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Mai 132011
 

Concertos à Conversa CCBConcertos à Conversa CCB
A edição deste ano dos CONCERTOS à CONVERSA no CCB – Centro Cultural de Belém iniciam já este Domingo, dia 15, e acontecerão, sempre aos Domingos, às 11:00 horas, até 5 de Junho, perfazendo um total de 4 concertos.
Miguel Henriques, director artístico da iniciativa e Manuela Paraíso, jornalista responsável pela condução das conversas, convidaram António Pinho Vargas para se lhes juntar, este ano, com o intuito de, por um lado, promover e debater as conclusões da sua tese de doutoramento, já editada em livro, “Música e Poder – Para uma Sociologia da Ausência da Música Portuguesa no Contexto Europeu” e, por outro, propiciar a audição de algumas obras do compositor, atribuindo o apropriado sub-título de “Música sem Fronteiras“.
A este propósito, leia-se:
Concertos à Conversa CCB

Concertos e respectivos programas:
15 de Maio – Sons de Vento, Ritmos de Tempestade (ver programa);
22 de Maio – Música de Veneza, Lisboa, Leipzig e Viena (ver programa);
29 de Maio – Sonatas para Violino e Piano… ou quasi (ver programa);
5 de Junho – Música de Câmara em Boa Companhia (ver programa).

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Mai 052011
 

José Augusto Mourão (1947 – 2011)

Jose Augusto Mourao
Nós existimos, nós preservamos no que somos a partir e do desejo do outro. Viver é articular-se, aprender a ser afectado pelos outros – não por si próprio. Um sujeito por si próprio não tem nada de interessante, profundo ou válido. Articular-se, porque um sujeito inarticulado é alguém que sente, faz e diz sempre o mesmo, independentemente do que os outros disserem. Tanta Dificuldade em definir o que um «homem» ou uma «mulher»! E se «homem» e «mulher» fossem seres capazes de solidarizar-se, não com o seu grupo identitário (isso já fazem as formigas e os andróides), mas exactamente com o estranho, esse «facto diferencial»: o outro, os outros?


José Augusto Mourão em “Quem vigia o vento não semeia” (no prelo)


- FCSH da Universidade Nova
- CECL – Centro de Estudos de Comunicação e Linguagem
- SEMAS
- Instituto S. Tomás de Aquino

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Mar 162011
 

Nuno Corte-Real - fotografia de Rui MergulhoBANKSTERS, ópera de Nuno Côrte-Real, estreia esta sexta-feira, dia 18 de Março, no São Carlos com a Orquestra Sinfónica Portuguesa e o Coro do Teatro Nacional de São Carlos, uma tragicomédia Lírica em 3 actos, com libreto de Vasco Graça Moura inspirado na peça Jacob e o Anjo de José Régio.

Hoje, quarta-feira, às 18:05h, poder-se-á ouvir entrevista de Manuela Paraíso ao compositor no programa ‘Na Outra Margem‘, na Rádio Europa fm, em 90.4 fm ou www.radioeuropa.fm.

Ficha técnica:

Direcção Musical – Lawrence Renes | Encenador – João Botelho | Cenografia e Figurinos – Sílvia Grabowski | Video – Edgar Alberto | Desenho de Luz – Pedro Martins | Orquestra Sinfónica Portuguesa | Coro do Teatro Nacional de São Carlos.

Intérpretes:

Santiago Malpago – Jorge Vaz de Carvalho | Angelino Rigoletto – Musa Nkuna | Mimi Kitsch – Sara Braga Simões | Accionista – Diogo Oliveira | Porta Voz – Chelsey Schill | Presidente da AG – Nuno Dias | Magistrado – José Lourenço | Médico – Ana Ferro | Advogado – José Corvelo | Segurança do banco 1 – Bruno Almeida | Segurança do banco 2 – Christian Lujan-

Sinopse por Nuno Côrte-Real:

Burlesca, satírica e irónica, BANKSTERS é uma ópera tragicómica sobre a vida e a morte: morte de quem, em vida, se afastou fatalmente de si próprio, e vida de quem, na morte, encontra a luz de uma paz nunca sentida.

O herói, um banqueiro de nome Santiago Malpago, é visitado por uma estranha personagem, qual anjo ou demónio, cuja única missão é levar o grande senhor da finança à desgraça e desespero totais, abandonado, preso e humilhado por todos os que ainda antes lhe obedeciam e idolatravam. A estranha personagem, que surge disfarçada de jornalista conseguindo assim o acesso aos mais improváveis lugares e situações, responde pelo satírico nome de Angelino Rigoletto, e qual emissário de natureza divina, tudo sabe, tudo vê e tudo sente, de modo a que a queda do banqueiro seja a mais terrível e fatal, mas tão só porque deseja a mais bela e transcendente redenção para o herói deste burlesco engodo. Por último, uma breve menção à mulher do banqueiro, senhora da mais alta elegância, educação e hipocrisia, de nome Mimi Kitsch, fêmea de uma ambição desmedida e cruel, notável amante e grande orquestradora da queda do marido.

São estas três personagens centrais que dão vida e cor à trama desta ópera, cujo libreto é da autoria de Vasco Graça Moura inspirado na peça Jacob e o Anjo de José Régio. Transposto o estilo denso e hermético de Régio para um português vicentino e musical de Graça Moura, a música composta tenta seguir-lhe a deixa e assumir também esse espírito de sátira e acidez ligeira, sem, todavia, nunca abandonar a verdadeira força motriz da ópera: a redenção pela morte, o doce beijo da luz do outro lado, ou, se preferirmos, a morte como libertação da vida.

Nuno Côrte-Real

ps: mais informações seguir link.

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Mar 042011
 

Alice Valente - Encontro CORPOtraçoCORPO no Clube Literário do PortoAlice Valente trará o seu projecto “CORPOtraçoCORPO – a poesia e a pintura” ao Clube Literário do Porto, Sábado, dia 5 de Março, às 17:00h, para, em formato de “Encontro”, apresentar o traço:verde que desvendou em exposição na Estação Biológica do Garducho. (ver)
Para este Encontro Alice Valente convidou Bernardino Guimarães que se pronunciará sobre o verde e a humanização.

Da autora:

O “traço:verde” – 8ª cor das nove cores do «CORPOtraçoCORPO – a poesia e a pintura» … firma-se na relação tão enérgica quanto intrínseca do Homem com o verde, ‘verde’ das plantas, vegetais e árvores, em verde esse que necessitamos de articular, de moldar, de cultivar, de cuidar, de preservar, de uma forma tão natural quanto imprescindível ao melodioso Equilíbrio do CORPO-Ser em seu CORPO-Natureza.

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Fev 112011
 

Gabriela CanavilhasA Senhora Ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, apresenta-se hoje na Comissão de Ética, Sociedade e Cultura da Assembleia da República para falar sobre o projecto de fusão do Teatro Nacional D. Maria II e o Teatro Nacional São João no OPART, E.P.E. que gere já o Teatro Nacional de São Carlos, a Orquestra Sinfónica Portuguesa e a Companhia Nacional de Bailado.

Tarefa hercúlia, esta da Ministra, que tentará convencer os deputados de que o projecto é possível com um só administrador, talvez em modo de ‘simplex’, uma vez que é com quem conta, de momento, o OPART, após a demissão dos restantes administradores.
Com a tenacidade que se lhe reconhece tudo pode ser possível…

Ou não. Pode a Senhora Ministra lembrar-se de centralizar apenas os processos administrativos através, por exemplo, de uma central de compras, mantendo a descentralização da decisão em administrações próprias para cada instituição, com o intuito de preservar a proximidade entre processos de decisão e gestão e a comunidade e públicos específicos.

A ver vamos…, entre a tenacidade e o bom-senso.

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