O que faço só importa
se traduz o que vou sendo
se assim não for tudo é nada
só finjo que estou fazendo.
Agostinho da Silva, Quadras Inéditas, Ulmeiro, 2.ª ed, 1997
35 anos após o 11 de Março de 1975, tempos do PREC, tensos, turbulentos, agitados, mas de combate pela democracia e pela liberdade, com o PCP a ganhar posição em muitos sectores chave do Estado, pelo facto de ser o único partido com uma estrutura montada há muitos anos e clandestinamente muito agilizada, consegue-se travar a mais perigosa investida contra-revolucionára liderada por António de Spínola, que foge para Espanha e depois para o Brasil, onde vem a liderar dois movimentos terroristas, o ELP, sediado em Espanha, e o MDLP, sediado no Brasil, cujos operacionais nunca forma colocados diante da justiça.
Em nome da memória colectiva e da justiça convém não continuar a branquear a existência de tentativas contra-revolucionárias contra a implementação de um regime democrático, nem a existência de movimentos terroristas de extrema direita, sem esquecer, simultaneamente, que o grande beneficiário desta vitória sobre a contra-revolução foi o PCP que conseguiu infiltrar-se, ainda mais profundamente, no poder, através de Vasco Gonçalves, Primeiro-Ministro de então, sob o ’slogan’ ‘aliança Povo-MFA’.
Feita, há muito tempo, a história dos excessos revolucionários do PREC, ´talvez seja tempo, volvidos 35 anos, de repor a verdade histórica no que concerne aos movimentos contra-revolucionários, uma vez que no próprio Museu da Presidência da República o 11 de Março ainda é apelidado de intentona, o MDLP é uma organização de ‘combate à ditadura marxista’ e não uma organização terrorista, para constatarmos a incompreensão diante da reintegração de Spínola nas forças armadas em 1978, bem como a sua promoção a marechal em 1981, e a perfídia que Mário Soares cometeu contra todos os que se bateram pela liberdade e pela democracia e contra aqueles que, mais tarde, as defendem intransigentemente, ao condecorá-lo, em 1987, com ‘Grã-Cruz da Ordem Millitar de Torre e Espada’.
Inicia este Domingo, pelas 11:30h, no CCB, o novo ciclo de ‘Concertos à Conversa‘, 5 ao todo, sob a direcção artística de Miguel Henriques, os quais ocorrerão até 11 de Abril.
Manuela Paraíso, jornalista, autora do excelente programa ‘A Outra Margem‘ na Europa.fm, e uma das mais profícuas divulgadoras da música portuguesa erudita de tradição europeia, acompanha estes Jogos Fantásticos e guia-nos por diferentes tipos de fruição musical, num desfilar de jogos de sons, ritmos e cores musicais.
A programação é temática deixando-vos o link para o CCB para lerem com mais acuidade:
- 7 de Março: Divertimentos e Imaginários da Idade e dom Tempo;
- 14 de Março: Chopin e Schumann – Piano Romântico;
- 21 de Março: O Poeta e o Compositor;
- 4 de Abril: Danças e Máscaras;
- 11 de Abril: Heróis e Heroínas em Concerto.
É ciência subir os Himalaias
e criar matemática sem fim
mas é cultura vê-la poesia
e ter os Himalaias dentro de mim.
Agostinho da Silva, Quadras Inéditas, Ulmeiro, 2.ª ed, 1997
O ‘FANTASPORTO – Festival Internacional de Cinema do Porto‘ arranca a sério amanhã com a sua XXX edição e decorrerá até ao dia 7 de Março, nas duas salas do Teatro Rivoli.
Serão exibidos 401 filmes, dos quais 40 nas secções oficiais competitivas – Cinema Fantástico, Semana dos Realizadores, Curtas de Cinema Fantástico e Orient Express – a par de outras inicativas que relacionem o cinema com demais manifestações artísticas, sempre sob a orientação de Mário Dorminsky.
Apesar de o ‘Fantas’ não necessitar de mais publicidade aqui fica o link para a programação – siga – e para aderir aos fãs no Facebook – pimba.
A 11.ª edição do Corrente D’Escritas, o maior encontro de escritores do País, inicia já amanhã, prolongando-se até dia 27 de Fevereiro, na Póvoa de Varzim, sendo a Ministra da Educação, Isabel Alçada, que profere a Conferência de Abertura, com o tema “Leitura, Escrita e Educação”.
Durante estes 4 dias estarão presentes cerca de 66 escritores provenientes do Brasil, de Moçambique, de Cabo Verde, do México, da Colômbia, de França, de Espanha, de Angola, do Uruguai, da Argentina e, claro, de Portugal, que se distribuirão por mesas de debate, sessões de poesia, lançamentos de livros, entrega de prémios, nomeadamente a divulgação dos premiados pela ‘Prémios de Edição LER/Booktailors‘, cinema, entre muitas outras actividades.
Consulte o programa e veja quem são os participantes neste outro sítio.
GLOSAS será uma revista semestral da responsabilidade do ‘MPMP – Movimento Patrimonial pela Música Portuguesa’, uma associação sem fins lucrativos, cujo objectivo primo é Dinamizar e Revitalizar o Património Musical Português. O lançamento da Glosas surge após o bem sucedido projecto ‘ATRIUM – Base de Dados de Compositores Portugueses’.
Aqui deixo a divulgação formal:
PARTICIPE NA glosas, UMA REVISTA PELA MÚSICA PORTUGUESA
O mpmp, movimento patrimonial pela música portuguesa, uma recém-fundada associação sem fins lucrativos em prol da defesa e revitalização do património musical português, tem o prazer e a honra de o convidar a participar no projecto de uma revista semestral cujo primeiro número será lançado durante o corrente ano de 2010.
Se é compositor, musicólogo, instrumentista, melómano ou cidadão interessado, não hesite em enviar-nos informações e notícias relativas a concertos, conferências, edições discográficas, publicações diversas e outras actividades que se relacionem com a causa defendida pela associação.
Teremos o maior gosto em fazê-las publicar na revista, sempre que possível, na secção dedicada à actualidade da música, dirigida por Manuela Paraíso, bem como na agenda em-linha disponível em www.mpmp.pt e na nossa página facebook associada. Contacte-nos através do e-mail geral@mpmp.pt.
Tento muita vezes segurar-me quando leio Francisco José Viegas no Origem das Espécies para não transformar este canto num rol de citações. Mas esta não resisto e aqui a deixo, não substituindo a leitura integral do texto:
O que é preciso discutir, realmente, é o que se vai ensinar na escola. E para isso é preciso questionar seriamente uma geração de burocratas das ciências pedagógicas que, durante os últimos trinta anos, torturaram professores e alunos com as suas ideias de «engenharia escolar e social», os seus manuais deficientes, as ideias feitas, as vulgaridades e erros nos manuais de Português, História ou — ah, sim — até Matemática.
Francisco José Viegas em A Origem das Espécies.
E, acrescento, eu, criar os mecanismos para que essa demanda se efective e controle.
Enquadrado na exposição do seu projecto ‘CORPOtraçoCORPO‘, a decorrer no Centro Nacional de Cultura até 11 de Dezembro, Alice Valente promove um encontro sob o tema “Criação Artística”, no próximo dia 27, às 15 horas.
De entre os seus convidados a participar estarão presentes:
- Guilherme D’ Oliveira Martins – Presidente do Centro Nacional de Cultura;
- Annabela Rita – Presidente do CLEPUL – Centro de Literaturas de Expressão Portuguesa das Universidades de Lisboa;
- José Pedro Fernandes – Professor de Estética e Cultura Visual;
- Alfredo Oliveira – Eng. e Investigador em Física e Cosmologia;
- José Rodrigues dos Santos – Antropólogo e Investigador no CIDEHUS – Centro Interdisciplinar de História, Culturas e Sociedades, Universidade de Évora;
- Amílcar Vasques-Dias – Compositor e Professor na Universidade de Évora;
- Alice Valente Alves – Autora de projectos da Imagem – Poesia, Pintura e Fotografia – no âmbito da Criação Artística;
e o autor deste blogue.
Para mais informações ver, por favor, o sítio da Alice Valente.
Alice Valente expõe, de 11 a 27 de Novembro, 13 a 18 das 63 obras já realizadas do projecto «CORPOtraçoCORPO – a poesia e a pintura» na Galeria Fernando Pessoa do Centro Nacional de Cultura, no Largo do Picadeiro, 10 – 1º, ao Chiado.
Deixo o texto de apresentação da autora:
CORPOtraçoCORPO é um projecto multidisciplinar, que teve início em 2003 e que articula poesia e pintura, assinadas pela mesma artista.
- A poesia surge na conceptual relação da importância da palavra com o pictórico, presente no título das obras e a corresponder a cada obra em seu título, um poema com o mesmo título.
- A pintura é compreendida com 9 obras em díptico para cada uma das 9 cores, com o formato de 81×130cm, apresentadas na verticalidade ou na horizontalidade.
Até ao momento foram já apresentadas 63 obras, nas 7 das 9 cores: 1ª Cor (traço) Vermelho; 2ª Cor (traço) Castanho-terra; 3ª e 4ª Cor (traço) Água-azul-céu; 5ª e 6ª Cor (traço) Laranja-lima e 7ª Cor (traço) Verde-oliva. Seguir-se-à a 8ª Cor (traço) Verde e a Cor-de-pele encerrará o ciclo das nove cores.
Após as séries de exposições, está previsto uma exposição final com a presença de todas as obras, aquando do lançamento do LIVRO com o mesmo nome do projecto, contendo 81 poemas e ilustrado com as 81 obras, em que a cada obra em seu título irá corresponder um poema com o mesmo título.
Mais informações sobre a exposição e a autora em:
Ali_se;
Alice Valente Alves;
Centro Nacional de Cultura no e-cultura;
Facebook.























