Enquadrado na exposição do seu projecto ‘CORPOtraçoCORPO‘, a decorrer no Centro Nacional de Cultura até 11 de Dezembro, Alice Valente promove um encontro sob o tema “Criação Artística”, no próximo dia 27, às 15 horas.
De entre os seus convidados a participar estarão presentes:
- Guilherme D’ Oliveira Martins – Presidente do Centro Nacional de Cultura;
- Annabela Rita – Presidente do CLEPUL – Centro de Literaturas de Expressão Portuguesa das Universidades de Lisboa;
- José Pedro Fernandes – Professor de Estética e Cultura Visual;
- Alfredo Oliveira – Eng. e Investigador em Física e Cosmologia;
- José Rodrigues dos Santos – Antropólogo e Investigador no CIDEHUS – Centro Interdisciplinar de História, Culturas e Sociedades, Universidade de Évora;
- Amílcar Vasques-Dias – Compositor e Professor na Universidade de Évora;
- Alice Valente Alves – Autora de projectos da Imagem – Poesia, Pintura e Fotografia – no âmbito da Criação Artística;
e o autor deste blogue.
Para mais informações ver, por favor, o sítio da Alice Valente.
Alice Valente expõe, de 11 a 27 de Novembro, 13 a 18 das 63 obras já realizadas do projecto «CORPOtraçoCORPO – a poesia e a pintura» na Galeria Fernando Pessoa do Centro Nacional de Cultura, no Largo do Picadeiro, 10 – 1º, ao Chiado.
Deixo o texto de apresentação da autora:
CORPOtraçoCORPO é um projecto multidisciplinar, que teve início em 2003 e que articula poesia e pintura, assinadas pela mesma artista.
- A poesia surge na conceptual relação da importância da palavra com o pictórico, presente no título das obras e a corresponder a cada obra em seu título, um poema com o mesmo título.
- A pintura é compreendida com 9 obras em díptico para cada uma das 9 cores, com o formato de 81×130cm, apresentadas na verticalidade ou na horizontalidade.
Até ao momento foram já apresentadas 63 obras, nas 7 das 9 cores: 1ª Cor (traço) Vermelho; 2ª Cor (traço) Castanho-terra; 3ª e 4ª Cor (traço) Água-azul-céu; 5ª e 6ª Cor (traço) Laranja-lima e 7ª Cor (traço) Verde-oliva. Seguir-se-à a 8ª Cor (traço) Verde e a Cor-de-pele encerrará o ciclo das nove cores.
Após as séries de exposições, está previsto uma exposição final com a presença de todas as obras, aquando do lançamento do LIVRO com o mesmo nome do projecto, contendo 81 poemas e ilustrado com as 81 obras, em que a cada obra em seu título irá corresponder um poema com o mesmo título.
Mais informações sobre a exposição e a autora em:
Ali_se;
Alice Valente Alves;
Centro Nacional de Cultura no e-cultura;
Facebook.
afirmou Guilherme d’Oliveira Martins, na qualidade de Presidente do Centro Nacional de Cultura, ontem, no seminário “Cultura, factor de criação de riqueza”, promovido pela Fundação Oriente, em Lisboa. (JN de hoje)
Concluiu, dizendo que «quando se fala da realidade cultural se deve ter em conta:
1 – A diversidade cultural é um factor central mas não pode ser confundido com excepções culturais.
2 – A política cultural não pode ser confundida com política de subsídios. Há que apostar em parcerias.
3 – O desenvolvimento económico e social tem que se basear na abertura, na aprendizagem, na responsabilidade e na avaliação.
4- A necessidade de cada vez mais articular um Estado regulador e incentivado com uma sociedade civil activa.
5- Ligar cada vez mais a articulação cultural ao forte investimento na educação e na formação.»
O problema está correctamente diagnosticado, mas subsídios e parcerias poderão não ser bastantes como receita. É na educação que tudo se joga, na escola! É lá que se deve ensinar (o termo educação tem-se prestado à prossecução dos mais variados dislates, entre os quais sobressai o de não ensinar) e ter à disposição recursos, curriculares e logísticos das mais variadas áreas, de forma a que os alunos acedam às mais diversas formas de manifestações culturais e ao desenvolvimento da análise crítica, como armas indispensáveis de descodificação do imenso arsenal de informação que lhes é continuamente despejado, com o objectivo de conseguirem formar a uma identidade própria capaz de compreender e interagir no mundo global em vivem.
A escola para o futuro não vingará sem a integração da educação artística e sem a presença constante do audiovisual, seja ele televisivo, radiofónico ou digital, como principal ferramenta de aprendizagem.






















