INJAZZ - jazz em portuguesA 4ª edição do ‘INJAZZ – Jazz em Português’, festival de jazz itinerante de projectos originais de músicos portugueses, organizado pela ‘Lado B – Produções Artísticas’, traz Maria João e Bernardo Sassetti ao Pax Julia – Teatro Municipal de Beja no próximo fim-de-semana.

Dos quatro projectos em cartaz no INJAZZ de 2008, ‘Zé Eduardo Unit’, LUME Big Band’, ‘Maria João 4tet’ e ‘Bernardo Sassetti piano solo’ saudamos a escolha destes dois últimos por parte de quem teve de escolher apenas dois para apresentar no Pax Julia.Maria João Assim como na edição do ano passado lamentei não se ter optado por João Paulo Esteves da Silva e pelo Sexteto de Mário Barreiros em vez de Carlos Martins e Marta Hugon, não poderia deixar de manifestar a minha satisfação pela escolha deste ano.

No dia 16, sexta-feira, teremos então Maria João em quarteto, num projecto que será novidade, com uma formação que já há algum tempo não experimentava e.., sim, sem Mário Laginha.
Estou muito curioso.

Bernardo SassettiA 17, Sábado, Bernardo Sassetti apresenta-se a solo com uma projecção multimedia associada de fotografias da autoria do músico.
Sassetti é Sassetti mas, ainda assim, estou com receio do piano que lhe colocarão à disposição numa sala com a volumetria do Pax Julia. Espero que seja um piano de concerto (cauda inteira), que nos ilumine acusticamente a alma sem amplificações absolutamente desnecessárias que desvirtuam, sem remissão, a sonoridade de um piano acústico por melhor que sejam as intenções e a competência de um técnico de som.
A ver vamos.

Hoje e amanhã o Jazz em Português, único festival de música itinerante em Portugal, passa por Beja, pelo Pax Julia, com Marta Hugon e Carlos Martins Quarteto, respectivamente, pelas 21:30 horas.

Jazz em portugues-in Jazz

Hoje:
Voz: Marta Hugon
Piano: Filipe Melo
Contrabaixo: Bernardo Moreira
Bateria: André Sousa Machado

Amanhã:
Saxofones: Carlos Martins
Guitarra: André Fernandes
Contrabaixo: Nelson Cascais
Bateria: Bruno Pedroso

Pax Julia - Jazz na Cefetaria

Amanhã, dia 3, pelas 22:00h, poderemos ouvir o Quarteto de Manuel Ferraz na cafetaria do Cine-Teatro Pax Julia, a propósito do lançamento do livro JAZZ em PORTUGAL (1920 – 1956) de Hélder Martins que contará com a presença do autor e do Zé Duarte.
Para mais detalhes ver o que o António Branco escreveu no Improvisos ao Sul.

O Arte Pública promove 2 acções de formação, em sonoplastia e luminotecnia, que decorreram no Cine Teatro Pax Julia a partir do dia 2 deste mês.
Para mais informações clique nas imagens e se estiver interessado em inscrever-se pode utilizar o email do Arte Pública – artepublica@gmail.com ou o telefone – 964781436.

Sonoplastia —— Luminotecnia

Pela primeira vez em palco? (Rádio Voz da Planície)
Não estou certo, mas dá-me ideia de que já os vi várias vezes, mas posso estar enganado.., a idade não perdoa!
Bom o que interessa é que os alunos do Conservatório Regional do Baixo Alentejo apresentam-se hoje em 2 espectáculos, pelas 18 e pelas 21:30h, no Cine-Teatro Pax Julia mas, esperem…, lá no sítio do Teatro também nada consta sobre esta programação.
Resumindo e concluindo, hoje não bebo mais…, mas vou lá, assim me ajudem as pernas!

Nos Todos Tres

Nós Todos Três, um musical para crianças e jovens produzido pelo Arte Pública – Artes Performativas de Beja, foi estreado em 1999 no Centro Cultural de Belém como peça teatral e simultaneamente em livro com cd da música.
O sucesso não foi mais esquecido (talvez ainda hoje seja a produção mais conhecida do Arte Pública, juntamente com Camões é um poeta Rap) sendo a sua reposição destinada a escolas e ao público em geral, no Pax Julia, natural e desejada.
Sei que as músicas e as letras mantêm-se (da autoria da Gisela), mas que os arranjos, do Luís Beco, e as gravações foram refeitos, pelo que estou muito curioso em conhecer o que poderá haver de novo.Nos Todos Tres
É que, o tal livro com o CD foi a prenda que mais ofereci a crianças nos últimos 7 anos obtendo, junto delas e dos familiares adultos, uma adesão unânime, epidérmica, diria – após tanto anos os meus filhos não abdicam da sua permanência no lote dos cd’s que estão no carro.
Com muita pena não pude estar na estreia desta reposição, mas este fim-de-semana não faltarei, aconselhando-a a todos que possam a dar lá um salto.

Ficha Técnica:
Texto e Canções: Gi Cañamero; Actores: Ana Alves, António Guerreiro, Daniela Madanelo, Fernanda Paulo, Hugo Pereira, Lia Cruz, Paulo Duarte e Paulo Carrilho; Cenografia: João Calvário; Sonoplastia: Arranjos instrumental Luís Beco; Desenho de Luz: Ivan Castro; Direcção Vocal: Isabel Moreira; Direcção de Cena: Paulo Duarte; Construção de Cenários: Ivan Castro, João Calvário, Sérgio Sobral; Pintura: António Carvalho; Maquinista: Sérgio Sobral; Costureira: Venesina Sanina; Encenação: Gi Cañamero; Direcção de Produção: Raúl Bule.

ps: imagens sacadas dos blogues Alcameh e Uma Cigarra na Paisagem.

A propósito da missão futura do PAX JULIA, o Presidente da Câmara de Beja, na qualidade de vereador da cultura, afirma, no último Boletim Informativo do Município, deste mês de Julho, o seguinte:

«Todo este conjunto de ideias norteador das suas funções enquanto equipamento cultural virá a ser incluído numa Carta Cultural do Concelho. Este documento, cuja elaboração se vai iniciar, não só definirá o âmbito da acção dos espaços culturais, como procurará inventariar os agentes e produtores culturais, e traçar um diagnóstico dos hábitos culturais dos habitantes do concelho. Semelhantes dados, e a futura existência de um Conselho Municipal de Cultura, permitirão à Autarquia ter, com maior detalhe, uma visão clara para este sector da sua actividade (…)»

Eu não sei quais serão os resultados práticos da elaboração desta Carta Cultural nem como serão transpostos os seus resultados para a gestão cultural do município, mas estou, como se depreenderá pelo que aqui enunciei, receptivo à iniciativa, embora tenha sempre alguma relutância quando vejo a tendência de só procurar instituições e/ou associações em detrimento da pessoa, das pessoas que têm o seu espaço de intervenção fora do âmbito de qualquer organização. Resumindo, aguardarei com reservada esperança.
Contudo, depois de a Gisela Cañamero, a pretexto de manifestar a sua preocupação por ainda não ter sido recebida pelo Presidente, criticar o fim da BEJALTERNATIVA e do Além Rock, seguida, mais tarde, pelo Nikonman, não posso deixar de me solidarizar com os responsáveis que tiveram a coragem para o fazer.
Ainda nas últimas eleições autárquicas um candidato insurgia-se pelo escândalo, nas suas palavras, que eram os gastos da Câmara de Beja na cultura – 20%, ainda segundo as suas palavras! Só que a percentagem não está correcta! Não acredito que tenha sido o próprio candidato a consultar o orçamento, tendo talvez pedido a um seu qualquer assessor!
Peguem nas contas de 2005, por favor, e somem os gastos para abrir o PAX JULIA, os gastos com a BEJALTERNATIVA, o Além Rock, a Casa da Cultura, a Biblioteca Municipal, os Museus, os subsídios a entidades, as Galerias de Arte, o BEJARTE e os vencimentos mais os pagamentos a prestadores de serviços afectos a estas instituições e vejam o número a que chegam!
Assustador, não? Tão pouco com tanto dinheiro despendido!
Como crítico deste género de eventos à custa de dinheiros públicos que marca educativa não deixam á eu atempadamente me manifestei, por serem autênticos sorvedores financeiros, que se aprimoraram sempre em anos de eleições, estranhando, por isso, que a Gisela, que desenvolve um trabalho ímpar junto de quem mais dele precisa – as crianças, as escolas e o palco – tenha juntado, num mesmo pacote e pretexto, a sua muito louvável luta pela cultura não massificada com manifestações, culturais com certeza, mas inseridas e arregimentadas no mainstream do circuito comercial!
A Gisela tem, por mérito próprio, toda a razão em exigir ser recebida pela Câmara Municipal na pessoa do seu Presidente, mas não, no meu modesto parecer, juntar alhos com bogalhos num saco muito mal acondicionado, a bem da cultura, entenda-se e, em especial, da sua sustentabilidade futura!

Tenho por hábito desligar o aparelho quando começo a ouvir o diz que disse, ou seja, as intriguinhas do costume. Vem isto a propósito do que várias pessoas andam a dizer sobre o futuro do Teatro Pax Julia!
Parem com a intrigalhada! Está já delineado e escrito pelos responsáveis como será o Pax Julia a partir de Setembro.
Sob o sub-título “uma cena mais vasta do que apenas um palco” lê-se no Boletim Informativo do Município de Beja de Julho de 2006, não assinado, mas certamente da responsabilidade do senhor Vereador da Cultura, no caso em acumulação com a função da Presidência da Câmara, Sr. Dr. Francisco Santos, o seguinte:

«Mas mais do que aquilo que aconteceu (…) interessa o rumo que o Pax Julia vai percorrer no futuro próximo. Pretende-se que este equipamento venha a desempenhar um papel importante no que respeita à formação cultural – e não apenas nos termos em que assistir a espectáculos pode ser considerado como um acto formativo.
(…)
Na nova visão estratégica que pretendemos desenvolver nos anos próximos, a actividade cultural será articulada com o ensino, as novas tecnologias, a informação, o desenvolvimento económico e as empresas. Não podemos considerar que a cultura são os espectáculos e que o Teatro Municipal é apenas o contentor onde estes se concretizam

Por outro lado, pode ler-se na Rádio Voz da Planície uma afirmação do actual Director/Programador do Pax Julia, Sr. Dr. José Filipe Murteira que corrobora, sem qualquer margem para dúvidas, as palavras do Sr. Presidente:

«a nova programação vai manter as mesmas características.»

Não há pachorra para tanta intrigalhada! Como vêem está tudo concertado e assente sobre o futuro do Pax Julia!

Começa já hoje a III Festa do Cante no Teatro Pax Julia que decorrerá durante todo o fim de semana.
Lá estarei sem falta (pena o ambiente não se prestar a uns copitos e uns caracóis). Este ano estará presente aquele que considero, de momento, o melhor grupo de Cante!!
Qual? Ora, ora, vão lá ouvir!!!

O texto que escrevi a propósito do 1º aniversário do PAX Julia foi alvo de algumas interpretações que me parecem completamente descontextualizadas. Por isso transfiro para post um texto que lá coloquei a propósito de um comentário do Nikonman, que vai muito mais além de uma resposta. Passo a transcrever.

O respeito que me merecem todas as pessoas impede-me, precisamente, de individualizar o assunto que tratei (recordo mais uma vez, gestão, no caso, cultural).
Mais adianto que, muito seguramente, apresentar alguns espectáculos, nas condições existentes, terá sido quase um milagre e que a maioria das pessoas que trabalham no PAX JULIA deverão ter tido muitos e muitos dias em que pouco dormiram ou comeram.
Exactamente por isso enderecei os parabéns, sinceros, a todos os envolvidos – Câmara, funcionários e prestadores de serviços.
Por outro lado, não falei dos espectáculos apresentados, nem da sua qualidade nem da sua quantidade, pois a programação deve ser, do meu ponto de vista, o reflexo de uma missão e objectivos previamente delineados, os quais desconheço.
Por último, quando afirmei que existia «equipa de funcionários sem qualificação ou experiência específica (tirando sempre uma ou outra excepção», está perfeitamente implícito (sem individualizar a questão) o desajustamento funcional! Termos uma pessoa mais do que qualificada para executar determinado tipo de funções a fazer outras é mais um caso de ausência de gestão, para não dizer de má fé.
Se quiserem pegar nas minhas palavras para entender um insulto, façam-no, estão no seu direito, mas não foi isso que escrevi nem foi essa (quem me conhece, sabe) a minha intenção.
A minha intenção é clara (peço o favor de lerem com atenção, com mente aberta e sem emprenharem pelos ouvidos) – trabalhar para que daqui a uns tempos não tenhamos de constituir movimentos, manifestações e abaixo-assinados para que o PAX JULIA possa continuar a desenvolver um papel relevante para o Distrito de Beja.

Quanto a uma empresa municipal para «evitar que a veleidade privada se exiba e fique municipalmente controlada» não sei que dizer, (aliás já escrevi bastas vezes sobre o assunto aqui no Ideias Soltas muito antes do PAX JULIA abrir), mas não sei de que tenha mais receio, se das veleidades privadas se das públicas.
Há muito a pensar antes de dar esse passo:

1 – tem Beja uma dimensão crítica que permita o desenvolvimento do projecto em condições de progressivo auto-financiamento?
2 – se tem quais as prioridades que deve privilegiar?
3 – se não tem o que deve fazer?
3.1 – dar prioridade à formação de públicos?
3.2 – investir mais no Serviço Educativo ou manter o investimento quase exclusivo na oferta de espectáculos?
3.3 – envolver na sua gestão a parceria com outras Câmaras do Baixo Alentejo?
3.4 – envolver na sua gestão a parceria com entidades privadas?
4 – que responsabilidade deve ter na promoção dos artistas e instituições culturais da região?
4.1 – há conhecimento dos valores que cá residem?
4.2 – depois de os conhecer e seriar, têm valor para actuar no PAX JULIA?
4.3 – deve e pode o PAX Julia promover os valores regionais pelo país afora, aproveitando a estrutura de rede em que está inserido e, se sim, qual a percentagem do orçamento que deve ser afecto a esse objectivo?
5 – que papel deve desempenhar a iniciativa privada no Pax Julia?
6 – se se considerar que deve desempenhar, que objectivos traçar e de que forma a implementar?
6.1 – entregar o espaço à iniciativa privada?
6.2 – manter o estado actual e decidir pontualmente?
6.3 – constituir mais uma estrutura camarária que defina universalmente quais os critérios, condições e meios de controlo para a sua prossecução?
6.4 – definir a missão, objectivos e formato e entregar contratualmente a gestão a uma entidade privada que o faça, a quem se possa assacar responsabilidades?
7 – obtidas as respostas às questões anteriores, qual a equipa de gestão mais adequada e qual o perfil de cada elemento?
8 – elaborar o plano, onde está, entre outras coisas, incluído um modelo de programação, para cumprir a missão e objectivos traçados.

As respostas a estas e outras questões deverão ser prévias a qualquer decisão, pois sem elas, sem se estabelecer, com rigor, o que se pretende, como se avalia e quais as formas de controlo, tudo poderá não passar de iniciativas meramente especulativas.