Após 6 anos de recusa por parte da direcção da ONP, eis que a sua integração na Casa da Música está consumada.
Ainda bem, mas fica-me a ideia, aqui em privado que ninguém nos ouve, de que, se o ex-director da ONP não tivesse sido recentemente empossado como director do Instituto das Artes, tudo permaneceria no impasse anterior, mas isto é só aqui que ninguém nos ouve.
Uma verdadeira rede não é feita de edifícios, pelo que importa criar programas que permitam o incentivo à itinerância e que permita que esses equipamentos se tornem numa verdadeira rede e não apenas o complexo de estruturas fixas ( Isabel Pires de Lima ao Comércio do Porto.
Tem toda a razão embora, Senhora Ministra, o incentivo à itinerânicia deva partir da gestão desse “complexo de estruturas fixas”, para que elas sejam catapultadoras do trabalho dos criadores dispersos pelo país e não meros repositários das itinerâncias dos “sempre os mesmos ENORMES E GRANDES e GLORIOSOS artistas” que absorvem mais de 85% dos subsídios do Instituto das Artes para projectos de itinerância, entidade central e centralizadora do poder de decidir quais são os “bons” e os menos “bons” projectos!
Para obstar a essa escandalosa concentração de instituições e pessoas beneficiadas seria, por que não, uma belíssima medida que cada Teatro Municipal pudesse apresentar e defender junto do I.A. os projectos mais interessantes de cada região.
Mas isto é apenas uma ideia entre muitas…





















