35 anos após o 11 de Março de 1975, tempos do PREC, tensos, turbulentos, agitados, mas de combate pela democracia e pela liberdade, com o PCP a ganhar posição em muitos sectores chave do Estado, pelo facto de ser o único partido com uma estrutura montada há muitos anos e clandestinamente muito agilizada, consegue-se travar a mais perigosa investida contra-revolucionára liderada por António de Spínola, que foge para Espanha e depois para o Brasil, onde vem a liderar dois movimentos terroristas, o ELP, sediado em Espanha, e o MDLP, sediado no Brasil, cujos operacionais nunca forma colocados diante da justiça.
Em nome da memória colectiva e da justiça convém não continuar a branquear a existência de tentativas contra-revolucionárias contra a implementação de um regime democrático, nem a existência de movimentos terroristas de extrema direita, sem esquecer, simultaneamente, que o grande beneficiário desta vitória sobre a contra-revolução foi o PCP que conseguiu infiltrar-se, ainda mais profundamente, no poder, através de Vasco Gonçalves, Primeiro-Ministro de então, sob o ’slogan’ ‘aliança Povo-MFA’.
Feita, há muito tempo, a história dos excessos revolucionários do PREC, ´talvez seja tempo, volvidos 35 anos, de repor a verdade histórica no que concerne aos movimentos contra-revolucionários, uma vez que no próprio Museu da Presidência da República o 11 de Março ainda é apelidado de intentona, o MDLP é uma organização de ‘combate à ditadura marxista’ e não uma organização terrorista, para constatarmos a incompreensão diante da reintegração de Spínola nas forças armadas em 1978, bem como a sua promoção a marechal em 1981, e a perfídia que Mário Soares cometeu contra todos os que se bateram pela liberdade e pela democracia e contra aqueles que, mais tarde, as defendem intransigentemente, ao condecorá-lo, em 1987, com ‘Grã-Cruz da Ordem Millitar de Torre e Espada’.
GLOSAS será uma revista semestral da responsabilidade do ‘MPMP – Movimento Patrimonial pela Música Portuguesa’, uma associação sem fins lucrativos, cujo objectivo primo é Dinamizar e Revitalizar o Património Musical Português. O lançamento da Glosas surge após o bem sucedido projecto ‘ATRIUM – Base de Dados de Compositores Portugueses’.
Aqui deixo a divulgação formal:
PARTICIPE NA glosas, UMA REVISTA PELA MÚSICA PORTUGUESA
O mpmp, movimento patrimonial pela música portuguesa, uma recém-fundada associação sem fins lucrativos em prol da defesa e revitalização do património musical português, tem o prazer e a honra de o convidar a participar no projecto de uma revista semestral cujo primeiro número será lançado durante o corrente ano de 2010.
Se é compositor, musicólogo, instrumentista, melómano ou cidadão interessado, não hesite em enviar-nos informações e notícias relativas a concertos, conferências, edições discográficas, publicações diversas e outras actividades que se relacionem com a causa defendida pela associação.
Teremos o maior gosto em fazê-las publicar na revista, sempre que possível, na secção dedicada à actualidade da música, dirigida por Manuela Paraíso, bem como na agenda em-linha disponível em www.mpmp.pt e na nossa página facebook associada. Contacte-nos através do e-mail geral@mpmp.pt.
Palma Inácio…, LUAR…, referências de miúdo!

ps: imagem sacada de ‘Não Apaguem a Memória‘, deste post.
No Dia Internacional dos Museus deste ano o IMC – Instituto dos Museus e da Conservação lança, mais uma vez, um tsunami de ‘aconteces’ de carácter lúdico e cultural durante três dias (o fim-de-semana mais a 2ª feira, dia em que se comemora), sendo com profunda indignação que senti ao ler as declarações do director do IMC de que ainda não será desta vez que será inventariado, catalogado, digitalizado e disponibilizado o riquíssimo acervo fonográfico constituído ao longo de décadas pelo Antena 2 da RTP, ex-RDP, ex-Emissora Nacional.
Mário Vieira de Carvalho tinha-se empenhado para esse efeito, mas ao que agora parece e transparece é que a prioridade deslocou-se…, para o turismo.
Há quantos anos ouço falar de investir no turismo em Portugal! Invistam no nosso património cultural, nas raízes da nossa identidade, senhores do Ministério da Cultura, na sua defesa, conservação e divulgação, que os turistas logo se acercarão.
António Correia, com a ajuda técnica de José Pedro Correia, colocou online o Braga Virtual, com fotografias e textos seus, um sítio que pretende apresentar Braga ao mundo e ‘passear’ pelo seu esplendor patrimonial e paisagístico ao longo da sua multi-milenar história.
Segundo António Correia
Pretendeu-se fazer uma apresentação diferente de uma cidade, um passeio geográfico e o que se pode encontrar ao longo desse passeio. Por esta razão fez-se um interface com a Google Earth. Vão ser desenvolvidos alguns temas: Património em destaque, documentos históricos sobre Braga, Visitas virtuais 3D, Miradouros, Bracarenses ilustres, Itinerários e rotas, etc. A Apresentação obedece à mesma lógica: o que encontro de interesse ao “passear” nas ruas, ou onde está um determinado objecto patrimonial.
Milhares de pessoas do Porto perderam a vida ao tentar fugir para a margem de Gaia, mesmo sabendo que a Ponte das Barcas havia sido sabotada para impedir a travessia das tropas de Napoleão, comandadas por Soult, durante a 2.ª invasão francesa.
À força da baioneta os habitantes são empurrados para a morte, depois da família real e sua corte terem deixado o povo entregue ao seu destino ao fugirem para o Brasil.
ps: ver Linhas de Torres Vedras donde retirei a imagem que deixo das “Alminhas da Ponte”, escultura de Teixeira Lopes aposta na Ribeira do Porto, evocativa do massacre.
O Museu do Relógio apresenta o PORTO II, relógio de edição limitada a 100 unidades.
Preço: 350;00€;
Edição Numerada;
Mecânico – Corda Manual;
Caixa em Plaqué de Ouro Rosa;
Caixa Canelada 41mm;
Vidros de Safira;
Máquina à Vista.
O Museu do Relógio, em Serpa, coloca hoje à venda a sua 14ª criação em edição limitada e numerada (apenas 143 exemplares) – Guimarães 1143:
- caixa canelada em aço de 41mm;
- Mecânico Corda Manual;
- Mecanismo à vista;
- Vidros de Safira;
- Garantia personalizada.
Veja no site do Museu do Relógio como encomendar por email, pagar por transferência bancária e receber o artefacto em mão.
O Grupo dos Amigos do Museu Nacional de Arte Antiga abriu um blogue, presume-se, para ajudar a dinamizar a jóia dos museus portugueses. Aguardamos textos que possam servir para ajudar professores e escolas no que ao seu espólio diz respeito.
Felicidades.
Eu não sei há quantos anos o Virgílio Marques, do Guilhermina Suggia, alerta para a degradação do salão do Conservatório Nacional (agora diz escola de música não sei quantas, mas eu já não tenho idade para fixar essas modernices), até que agora corre mesmo uma petição online para ver se é desta que conseguimos que o Ministério da Educação ou o IPPAR (também não sei se ainda se chama assim…) mandam proceder ao seu restauro.
Toca a assinar a Petição, se não vos for politicamente penoso, porque se trata de uma das mais belas e acusticamente adequadas salas para recitais ou música de câmara do país, conforme já há mais de 3 anos aqui alertei para um texto também do Virgílio Marques que reponho:
Note-se que SUGGIA, toca pela primeira vez em Lisboa, no Salão Nobre do Conservatório Nacional, uma das salas com melhor acústica, com os tectos pintados por José Malhoa, e que desde, creio os anos 20 ou 30 do sec XX, não tem qualquer reparação. Chove lá dentro. As paredes estão a cair, o balcão está já escorado há anos para evitar a sua queda. Há neste momento uma campanha de sensibilização para que o Ministério da Educação proceda ao restauro duma das salas mais próprias para música de câmara.
Virgílio Marques






















