Mar 172012
 

sesquialteraOs SESQUIALTERA apresentaram-se em concerto na Igreja de São Roque, em Lisboa, no pretérito dia 19 de Novembro de 2011, sob a direcção de Pedro Sousa Silva, sob o título “Pues a Dios humano vemos – Música do século XVII para as Matinas de Natal”, do qual deixo a gravação integral.
Os SESQUIALTERA dedicam-se à investigação, análise e interpretação de música portuguesa renascentista, um projecto do “Curso de Música Antiga da ESMAE”, sobre o qual reproduzo o excerto com que os autores o identificam.

O concerto agora divulgado é fruto do trabalho de investigação em torno do Património Musical Português desenvolvido pela área de Música do Curso de Estudos Artísticos da Universidade de Coimbra em colaboração com a Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo do Porto (um trabalho conjunto das duas instituições traduzido em frequentes acções, quer de divulgação quer de carácter científico, e que terão o seu lugar na Colecção da Património Musical Português do iTunes UC)
( apresentação integral dos fundamentos de investigação e do concerto em pdf )

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Jan 252012
 

Primavera Musical - festival de musica Castelo Branco 2012O Festival Primavera Musical, 18º Festival Internacional de Música de Castelo Branco, arranca hoje com um recital de Tomohiro Hatta, que interpretará um programa dedicado a Beethoven e Prokofiev, no Cine-Teatro Avenida, às 21:30 horas, evento onde será apresentada a programação de referido festival.
A direcção artística estará, mais uma vez, a cargo de Carlos Semedo, agora em parceria com Guenrikh Elessine e a produção executiva entregue à APSARA, gestão cultural, podendo a programação ser consultada aqui, apesar de a reproduzirmos:

25 Janeiro – 21h30
Cine-Teatro Avenida
TOMOHIRO HATTA
Piano

25 Abril – 21h30
ORLANDO CONSORT
c/ Kuljhit Bahmra (tablas), Jonathan Mayer (citara) e Shahid Khan (voz)
Mantra

02 Maio – 21h30
DRYADS DUO
Saul Picado (piano) e Carla Santos (violino)
Vencedores do Prémio Jovens Músicos

16 Maio – 18h00
STACEY KENT
Conversa

18 Maio – 21h30
ENSEMBLE DE PALHETAS DUPLAS
Direcção de Francisco Luís Vieira

26 Maio – 21h30
MOSCOW PIANO QUARTET
Quarteto com Piano

01 Junho – 21h30
ALL LIGHT
Isabella Turso, Maurizio Dini Ciacci (Duo de Piano a 4 mãos)
Centimetro Zero

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Out 112011
 

Premio Jovens Musicos 2011Saudamos os 25 anos do ‘Prémio Jovens Músicos 2001, promovido pela RTP e pela Antena 2, sob a direcção artística de Luís Tinoco, num ano em que todos os portugueses tiveram a oportunidade de assistir, em directo na RTP2, aos concertos finais dos laureados com a Orquestra Gulbenkian no Auditório principal desta Fundação. Um exemplo a seguir e a louvar.

No entanto, há-os sempre até na excelência, muito se estranha que um dos vencedores tenha tido a pouca sorte de ter o seu professor como membro do júri, no caso Pedro Burmester.
Perguntar-se-á, mas não pode ocorrer tal acaso? Não é prática vulgar estes ‘acasos’ acontecerem noutros concursos em Portugal e no estrangeiro? Infelizmente, sim, é prática vulgar na maioria dos concursos realizados em instituições vocacionadas para o ensino da música, cá e no estrangeiro. Mas acontece que a RTP e, mais ainda, a Antena 2 têm uma responsabilidade acrescida, que advém do facto de se tratarem de órgãos de comunicação do Estado, subsidiados pelo Serviço Público de Audiovisual que deveriam prestar.

Nesta conformidade, se não será estranho o professor não se recusar ser membro do júri nestas circunstâncias, estranho é entidades públicas não obrigarem à sua substituição via regulamento do concurso, no sentido de, através da transparência, evitarem que estes acasos, que prejudicam todos candidatos e premiados, em suspeita de sortilégios se transformem.

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Ago 042010
 

Vianna da MottaDe Despacho em Despacho o Sistema de Ensino Artístico Especializado tem vindo a ser despachado pelas pardas iminências, ora da Agência Nacional para a Qualidade, ora do Ministério da Educação, sempre sob a batuta do inefável senhor Professor Doutor e Secretário de Estado Valter Lemos.
O estival Despacho deste ano, o n.º 12522/2010, publicado ontem com a assinatura da Senhora Ministra da Educação, motivado pelo quadro do actual contexto de contenção orçamental e de redução da despesa pública, o qual produz efeitos a partir de amanhã, dirige-se aos «cursos de iniciação e dos cursos básico e secundário em regime articulado, integrado e supletivo, ministrados por estabelecimentos de ensino especializado da música da rede do ensino particular e cooperativo», ou seja, a cerca de 92% das escolas do sistema, e despacha, muito rapidamente o seguinte:

1 – O procedimento para acesso ao apoio financeiro a conceder (…) é limitado às entidades proprietárias de estabelecimentos de ensino especializado da música que celebraram, no ano lectivo de 2009 -2010, contrato de patrocínio (…).

2 – O valor da comparticipação financeira a conceder a cada entidade proprietária (…) não pode exceder o valor efectivamente financiado ao abrigo do contrato de patrocínio celebrado, no ano lectivo de 2009 -2010 (…)
Despacho n.º 12522/2010

Ora, assim de pronto:

1 – se alguém investiu, ou pediu empréstimo para investir numa escola de ensino especializado em qualquer ponto deste país para leccionar a partir do próximo ano, esteja descansado porque poderá sempre contar com o apoio moral da família diante da falência de seu nado-morto;

2 – se alguma dessas escolas se lembrou de andar a trabalhar no duro com escolas do ensino genérico em protocolos de articulação, já com centenas de alunos inscritos e horários acordados, não se preocupe pois poderá sempre dizer aos pais que vão levar música em vez aprenderem, evitando assim aos alunos incómodos e trabalheiras desnecessárias;

3 – se, porventura, para além de terem protocolos de articulação assinados e matrículas aceites, já tinham professores contratados para o aumento de alunos, aí terão de despender algum dinheiro em telefonemas para informar os contratados de que os contratos terão efeito junto do Instituto de Emprego e Formação Profissional.

Tanta, mas tanta merda com o aumento de alunos, com o completo desvario que foi a anulação do sistema de avaliação das escolas de ensino artístico especializado, com a destruição do último sistema de ensino público de qualidade, por que escancararam as portas a alunos que não têm nenhum interesse especial em aprender?
Com o dinheiro que estão a gastar a ensinar meninos que não querem aprender poderiam, respeitando o quadro do actual contexto de contenção orçamental e de redução da despesa pública, deixar que aqueles que têm interesse, trabalham e compreendem o que é aprender, se mantivessem num sistema cuja qualidade dos serviços prestados correspondia às suas necessidades de aprendizagem!

Mas isto sou eu que digo em jeito de desabafo de uma pessoa que não tem nada a ver com o assunto, até porque, de certeza absoluta, não tardará de que centenas de professores e directores envolvidos aparecerão para exprimir publicamente o seu repúdio muito mais assertivamente que eu.

ps:

1- despachando os despachos Estivais da destruição do Sistema de Ensino Artístico Especializado – Despacho n.º 17932/2008, Portaria n.º 691/2009 e Despacho n.º 12522/2010;

2 – notícia Expresso.

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Jun 162010
 

Metropolitana - Concurso Jovens PianistasOs quatro candidatos apurados para a final do ‘Concurso Jovens Pianistas’ promovido pela Metropolitana apresentam-se, em recital, no Jardim de Inverno no Teatro Municipal de São Luiz nos dias 16, 17, 18 e 19 de Junho às 18h30, ou seja, entre hoje e Sábado, evento incluído no ‘Festival Chopin’, uma co-produção entre o São Luiz Teatro Municipal e a Metropolitana.
Marta Meneses apresenta-se hoje; Tomohiro Hatta, amanhã; Paulo Oliveira na 6ª; Raúl Peixoto da Costa, no Sábado.
Deixo um vídeo de cada um, pela ordem acima indicada que corresponde à da apresentação, para poderem apreciar a elevada qualidade que este concurso alcançou.

   


   

Boa sorte aos finalistas e parabéns aos seus professores e, claro está, à Metropolitana.

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Abr 272010
 

Rui Soares da CostaRui Soares da Costa, formado pelo Conservatório de Música do Porto, músico e médico de profissão, estará presente na ‘Semana Aberta na ESMAE‘ em três momentos: ‘Encontro com o compositor’ a 28 de Abril; 2 concertos onde parte das suas composições será executada, a 29 de Abril e a 2 de Maio, às 21:30h, na sala Teresa Macedo.
Rui Soares da Costa compôs obras para flauta, piano (a solo, com orquestra e a quatro mãos), para pequenos grupos de câmara (duos, trios e quartetos), coral “a capella”, com órgão e grupo de metais, canto e piano assim como canto e orquestra. Publicou um livro de carácter pedagógico – MINIATURAS – com pequenas obras para piano em 1982 e o ciclo para Canto e Piano “MAR PORTUGUEZ” de Fernando Pessoa em 2003.
Em 1996 fundou, com o Maestro Manuel Ivo Cruz, a Renascimento Musical Editores Lda., com a qual tem participado na recuperação do Património Musical Nacional. Reviu e publicou várias Árias de Ópera Portuguesa e reviu e fez a redução da partitura do “Te de Silva Leite e do “Concerto para Piano e Orquestra” de Alfredo Napoleão.Deum” de Silva Leite e do “Concerto para Piano e Orquestra” de Alfredo Napoleão.

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Abr 232010
 

No 25 de Abril deste ano já ninguém ousa falar sobre se a revolução foi com ou sem ‘R’. Todas as promessas abertas pela liberdade mostram hoje, a todos, o que poderíamos ter sido e não conseguimos ser. Aqueles que arriscaram a vida pela liberdade que fruímos não mereciam que com essa liberdade apenas betão e alcatrão construíssemos!
Há quem pense que são os governos que fazem e há quem faça!
Jose Antonio AbreuJosé Antonio Abreu, o criador e executor do El Sistema, conseguiu o que conseguiu sobrevivendo a duas ditaduras que o deixaram fazer o bem que fez pela Educação Artística de toda a Venezuela.

La cultura para los pobres no puede ser una pobre cultura – José António Abreu

Os resultados estão à vista e enxergá-los é tomar consciência do absurdo que é a discussão dos teóricos entre uma ‘Educação pela Arte’ e uma ‘Educação para a Arte’. Faz-se fazendo e não debitando as mais tolas teses e estudos sobre como se deve fazer, por gente que nunca fez, nem ousou aprender com quem sabe…, porque fez, e bem!

É verdade que tinham razão aqueles que insinuavam que o 25 de Abril era ‘evolução’ e não ‘revolução’, por muito que me custe a admitir. Diria, até, que pouca evolução e muito vandalismo. Vandalismo, sim, contra cultura, a educação, incluindo a artística e contra o culto de mentes sãs!
É neste contexto que o ‘FMI’ de José Mário Branco é mais actual do que nunca, uma vez que a sua mensagem, a dor que o autor sente e expressa, é-lhe infligida pela indiferença do comodismo dos cidadãos que tudo aceitam, com tudo pactuam, em troca da sua vidinha!
Jose Mario Branco


Bom 25 de Abril!


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Mar 162010
 

Dias de Musica ElecroacusticaO Festival Dias de Música Electroacústica decorrerá, este ano, em Coimbra, nos dias 18 e 19 de Março, no Instituto Universitário Justiça e Paz, e nos dias 21 e 28 de Abril no Teatro Académico de Gil Vicente, sob a direcção artística de Jaime Reis.

O Festival é composto por 4 Workshops, Audições e Concertos comentados de música electroacústica difundida em oito altifalantes.
Para inscrições e contactos poderão utilizar o endereço:
diasdemusicaelectroacustica@gmail.com

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Out 192009
 

Os diversos modos como a arte se manifesta e nos sensibiliza encerra dimensões, sensitivas, emocionais, compreensivas que o conhecimento científico, tal como é entendido hoje, dificilmente, per se, conseguirá conhecer e menos ainda explicar, por mais simples e naturais que sejam.
Reparem na estupefacção dos neuro-cientistas diante da simplicidade da natureza humana exibida na performance interactiva entre Bobby McFerrin e o público presente no “World Science Festival” sob o tema “Notes & Neurons: In Search of the Common Chorus”. Estupefacção que se estenderia, creio seguramente, à maioria dos teóricos das Ciências da Educação que nunca se dedicaram à criação artística nem ao seu ESPECÍFICO ensino.


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Jul 282009
 

Sobre o ensino artístico reproduzo outro comentário, desta vez de Alice Valente, colocado no post Ensino Superior de Artes em Portugal – estudo.

autor do texto que se segue: Alice Valente

Vivemos momentos insólitos, apesar de não muito diferentes do que sempre as artes se têm afirmado: resistentes em prol da vida e da arte de ser vida e vivida.

“Temos de aceitar!” “Temos de respeitar!” e “Temos de aceitar sempre!” o que nos ditam por quem manda, mesmo que estejam enganados! Sempre assim foi, mas agora um pouco pior!

Pois, mas nestas áreas do que é artístico, vai ser difícil impor uma ordem, uma escola, um discurso, um modelo… As artes respiram por elas próprias. Embora no caso da música e entre outras artes, haja uma necessidade de aprendizagem técnica que por sua vez se transforma por si mesmo em descoberta e estímulo ao importantíssimo desenvolvimento das capacidades intelectuais de quem as pratica. As artes na generalidade têm um espaço muito próprio (o que escrevi, aqui):
Ou seja agora e relativamente às Artes, aos Artistas e ao que é Artístico, querem usá-los e pô-los numa qualquer margem, atirando-os da borda-fora, é isso? Ou então querem vir roubar conceitos e estares a obrigarem que sejamos “coisas” ou objectos vendáveis e compráveis como se estas áreas, alguma vez se poderiam tornar mercantilizáveis ou convertidas em meras indústrias culturais, é isso? Talvez estejam enganados, é que este é um mar imenso e pode ficar bravo, assim como o mar verdadeiro que se agita em maré-alta, é imprevisível e pode ser muito perigoso, para os que pensam que tudo dominam sem respeito para com a Vida…

Não vejo que isso possa ser tido em consideração pelos responsáveis e técnicos de estudos e relatórios sobre o que possa ser a prática do Ensino das Artes.

Ainda bem que escolheram o talentoso maestro Borges Coelho e parece que aprenderam alguma coisa com o que se passou na Conferência de 2007.

(E sobre isso, escrevi isto):
(…) Não esqueçamos que a verdadeira Cultura e a verdadeira Educação são pois do domínio público…
E não esqueçamos também que para formar e desenvolver capacidades e talentos é preciso que os professores sejam talentosos!
E no dia do encerramento felizmente que foi convidado alguém ligado às Artes, o maestro José Luís Borges Coelho e que eloquentemente nas suas sublimes e sentidas palavras, fez questão de revelar relativamente à Conferência e de como tem sido tratada a Educação Artística, que o “rei vai nú”, desmascarando toda aquela palhaçada, fazendo que toda a plateia se levantasse mais do que uma vez a aplaudi-o e a mostrar que ainda é possível acreditar nas Artes e no que é Artístico, mas pelos que fazem Obra, no Saber-Fazer e não por todos aqueles que pensam que os talentos se fazem de invencionices, a dizer que basta de conversa, basta de teorizações de altíssimo gabarito, basta de declarações eloquentes destinadas a recomendar o que foi recomendado e de quererem mostrar que agora descobriram o tesouro ou a pólvora da Educação Artística, mas o Ensino do Artístico já existe e é ensinado nas Escolas de Música e não só, tem sido é muito negligenciado pelos ministérios e pelos governos. Agora temos que nos comprometer é com a erradicação da pobreza e é com essa realidade que a Educação se terá de confrontar e que ninguém deliberadamente seja posto de fora…

Mas não será que, estes nomes unicamente poderão estar a servir de isco para enganar e posteriormente, os “grandes” espertalhões das ciências da educação e os do económico-político e em seus ministérios de educação e cultura, fazerem como muito bem entenderem?

Alice Valente

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