Esquecemos com facilidade o que não faz parte de nós, enquanto que dos sedimentos com os quais nos vamos sempre fazendo, nem que o pretendamos, nunca nos separamos. Frederico Serrano deu-me muito do que hoje também sou.
música de Ricardo Serrano dedicada a seu pai Frederico
Palma Inácio…, LUAR…, referências de miúdo!

ps: imagem sacada de ‘Não Apaguem a Memória‘, deste post.
Pina Bausch – Não estou interessada em como as pessoas se movem, mas o que as move.
Rui Horta (via DN)- Se hoje estamos com uma linguagem de dança emancipada, com um discurso de autor e uma teatralidade em perfeita unidade com o corpo devemos à Pina Bausch.
Perdemos Joaquim Figueira Mestre, o mentor da Biblioteca de Beja, Biblioteca José Saramago, o paradigma de uma biblioteca municipal, e uma das raríssimas referências culturais da Beja.
Faleceu novo, mas deixou um legado de uma vida intensa ligada aos livros e à cultura.
Joaquim Figueira Mestre era também escritor, tendo obtido o ‘Prémio de Conto Manuel da Fonseca’ no passado ano com o ‘Breviário das Almas’.
Beja tem perdido quase tudo o que construiu e foi por responsabilidade dos seus responsáveis; perder, cedo, os que mais de si dão é um sortilégio que a todos nos acabrunha, também.
Ernestina Pinheiro, fundadora da Academia de Música do Centro Cultural de Beja que mais tarde, em 1993, estaria na origem do actual Conservatório Regional do Baixo Alentejo, do qual foi a primeira directora pedagógica, deixou-nos esta madrugada.
Beja, e o Alentejo em geral, ficam devedores à Senhora D. Ernestina e seu marido, Henriques Pinheiro, de um exemplo de vidas dedicadas à cultura e à educação artística em momentos bem mais áridos que os de hoje, à custa de grande labor, tenacidade, seriedade e integridade, sem nunca terem aceitado recorrer a expedientes de tráfico de influências, cujo preço é sempre incalculável, embora de pagamento obrigatório e prolongado.
Fecha-se, definitivamente com o seu desaparecimento, um ciclo para o Ensino da Música, nomeadamente para o Conservatório Regional do Baixo Alentejo, pelo que construiu e pelo que em legado nos deixou.
Bem haja Senhora D. Ernestina.
Sempre às segundas-feiras, à noite, noite dentro, numa cave, cave de fumo, de fumo e de álcool, e de pouca luz e de fumo, mas sempre a propósito da poesia e de a bem dizer, de a amar, de a sentir, de irmos por onde ela…, ela e Joaquim Castro Caldas nos transportava.
Foi ontem, há 20 anos, que me iniciei a descer à cave do Pinguim Café para ouvir não já música, mas Castro Caldas, ele e quem queria dizer, dizer o que há muito no Porto o hábito se perdera – poesia.
Na quinta-feira, 13 deste mês, regressaremos ao Pinguim Café para homenagear quem bem nos fez, Joaquim Castro Caldas, 20 anos depois, onde estará, com certeza, o seu último livro – Mágoa das Pedras.
Bem-hajas Joaquim Castro Caldas pelo que de ti por amor à poesia (nos) deste.

un minimum d’explication, un minimum d’anecdotes, et un maximum de sensations – em Un instant dans la vie d’autrui
Inconsolável
«(…) il exige de ses interprètes une parfaite maîtrise de la danse académique et une grande faculté d’adaptation aux courants néoclassiques. Adepte d’un spectacle total, il mêle les univers musicaux, lyriques, théâtraux et chorégraphiques, mettant en valeur les qualités individuelles de ses solistes, tout en étant très exigeant pour les mouvements d’ensembles.» (via Wikipédia)

Faleceu hoje Joe Zawinul. (via Público)
A melhor homenagem que posso dedicar a este fundador dos Weather Report já foi concretizado no post Weather Report com dedicatória, onde apus um vídeo com o tema Birdland.























