Ideias Soltas

se aqui não fora em mim só seria

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Museu do Relogio - Guimaraes 1143O Museu do Relógio, em Serpa, coloca hoje à venda a sua 14ª criação em edição limitada e numerada (apenas 143 exemplares) - Guimarães 1143:

- caixa canelada em aço de 41mm;
- Mecânico Corda Manual;
- Mecanismo à vista;
- Vidros de Safira;
- Garantia personalizada.

Veja no site do Museu do Relógio como encomendar por email, pagar por transferência bancária e receber o artefacto em mão.

Todos temos uma ideia do que transmitimos no nosso blogue, mas diverso é o que, para os outros, através dele, somos. Por vezes temos surpresas, outras, constatações, embora a maioria revele insuspeitadas novidades.
A técnica do critical friend revela resultados muito positivos em vários domínios, no da compreensão particularmente, de modo que, de quando em vez, dá-me para perguntar a leitores amigos: o que sentes do Ideias Soltas?
Hoje deu-me para transcrever uma resposta, em assumida narcisa atitude de afago do ego:

ui isso é complicado.
o que eu sinto, como? tu deves saber bem o que pretendes e como conseguir ser percebido!
bom eu acho que na linha do “chatinho profissional”, o ideias soltas é um sítio onde estão ideias que contrariam a voz e o senso comum e procuram ir além do que parece, nas coisas públicas
depois também tem coisas pessoais, que eu acho que só compreende bem que te conhece
e tudo com piada

Quando um gajo anda por aqui há um certo tempo desabitua-se de felicitar os aniversários dos blogues amigos. Contudo, dois há que nunca esqueço por terem sido os responsáveis por esta torrente de asneirada que por aqui venho jorrando: o desta Senhora e o deste Professor - 4 anos!!!
Para a menina, mais requintada, claro, dedico esta versão do Joe Cocker de 1969 do tema dos Beetles:


Para ele, mais solto e desempoeirado, deixo esta, também pelo Joe Cocker, do mesmo tema:

Um grande abraço para ambos!

Ficamos ontem a conhecer os administradores executivos que o Secretário de Estado da Cultura nomeou para o OPART, Organismo de Produção Artística, E.P.E., que tutelará a Companhia Nacional de Bailado e o Teatro de São Carlos.
O Henrique Silveira, através de quem tomei conhecimento, entendeu dar para já o benefício da dúvida por entender que a direcção parece ser técnica e competente na sua área, mas eu não posso pactuar com o que atrás anunciei àcerca do estatuto da empresa - o facto de os administradores executivos não terem autonomia de gestão no que concerne à nomeação dos directores artísticos nem, consequentemente, à avaliação do seu desempenho, pelo facto de Mário Vieira de Carvalho reservado para si tal responsabilidade, com força de Decreto Lei (ponto 2- do Artigo 16.ª da SECÇÃO III do ANEXO ESTATUTOS DO ORGANISMO DE PRODUÇÃO ARTÍ?STICA, E. P. E. do Decreto-Lei 160/2007).
Este ponto impede que o OPART (ver arquivo) seja uma empresa na sua verdadeira acepção, nem pública nem privada, não é uma empresa, pois a sua administração executiva não está autorizada a executar na sua plenitude, contradizendo até o prescrito tanto no Decreto Lei que estabelece Estabelece o Regime Jurídico do Sector Empresarial do Estado e das Empresas Públicas, onde o ponto 3 do Artigo 15.ª estipula que, cito, Sem prejuízo das obrigações definidas no presente diploma ou em legislação especial, os administradores disporão de independência técnica no exercício das suas funções, como no Decreto Lei que regula o Estatuto do Gestor Público, nomeadamente com todo o Artigo 5.º sobre os Deveres dos Gestores, especialmente no prescrito na sua alínea c), passo a citar, Acompanhar, verificar e controlar a evolução das actividades e dos negócios da empresa em todas as suas componentes, publicado apenas um mês antes deste relativo ao OPART!
Nesta conformidade, estimado Henrique, não se trata de uma questão de pessoas (se bem que desconheço currículo relevante nas áreas que importam - gestão cultural e empresarial), mas da própria forma! Não deixa de ser, como direi, notável, que sendo Pedro dos Santos Moreira um reputado académico na área de Gestão de Recursos Humanos, lhe esteja vedada essa vertente no que aos Directores Artísticos do OPART diz respeito!
Insisto, porque não vejo razão para alterar o que atrás afirmei, que a forma como Mário Vieira de Carvalho constituiu o OPART, E.P.E. foi muito pouco transparente para não dizer que terá sido um descarado embuste!

estavam as respostas aos comentários que tiveram a amabilidade de deixar nas últimas entradas com enfoque sobre a Educação Artística.
Actualizado, portanto!

que possam vir a ser dispensados 20 mil docentes pelo Governo no âmbito da mobilidade especial da Função Pública, como estimou o Sindicato dos Professores da Região Centro. (Público)

Eu confesso acreditar na razão do Mistério da Educação! Lendo e relendo o que, muito veladamente, conforme já atrás aludi, o senhor Secretário Valter Lemos prepara para o Ensino Artístico serão muitos, mas muitos mais…
Não sei por quê, mas dá-me ideia de que este governo começa a desarticular-se, assim mesmo, a desmanchar-se…, mas deverá ser ideia minha, certamente.

não segui o que foi decidido: se o Eng.º José Sócrates é engenheiro ou só Primeiro-Minsistro.
Vou ler os media a ver se pegaram nesse assunto…, porque nos blogs o senhor Procurador Geral desta República desaconselha às pessoas com vergonha….

Primavera Musical 2007 é o título do 13.º Festival Internacional de Música de Castelo Branco que hoje inicia, organizado pelo Conservatório Regional local e que decorrerá até 13 de Junho.

Primavera Musical

PROGRAMA:
5 Maio 2007. 21h30
Cine-Teatro Avenida
JAQUES MORELENBAUM – Trio Cello Samba

18 Maio 2007.21h30
Cine-Teatro Avenida
ORQUESTRA SINFÓNICA DA ESART
Concerto dedicado a Luís Pio

19 Maio 2007.21h30
Cine-Teatro Avenida
M?RIO LAGINHA e BERNARDO SASSETTI (dois pianos)
Concerto dedicado a ZECA AFONSO

23 Maio 2007.20h00
Governo Civil de Castelo Branco
ORLANDO CONSORT
“Food, Wine and Song? - Concerto com degustação

25 Maio 2007.21h30
Conservatório Regional de Castelo Branco
Concerto Jovens Intérpretes
DIANA VIEIRA e SAÚL PICADO (piano)

26 Maio 2007.21h30
Museu de Francisco Tavares Proença Júnior
TRIO HANTA?

7 Junho 2007.21h30
Conservatório Regional de Castelo Branco
MOSCOW PIANO QUARTET
“Mosaico Musical?

8 Junho 2007.21h30
Instituto Português de Juventude
CARDUCCI QUARTET (quarteto de cordas)

9 e 10 de Maio
Das 18 às 19h30, no Cybercentro de Castelo Branco
CURSO LIVRE “SOLO BACH?, por César Viana
Um pequeno curso dedicado às Suites para Violoncelo Solo

11 e 13 de Maio
Governo Civil de Castelo Branco
BRUNO BORRALHINHO (violoncelo)
Ciclo SOLO BACH – Integral das Suites para Violoncelo Solo

13 de Junho
Instituto Português da Juventude
(DES) CONCERTANTE TRIO
Vencedor do FOLEFEST 2007, categoria de Música de Câmara

CICLO DE CINEMA
Cine-Teatro Avenida, 21h30
1 de Maio – Cidade de Deus, de F. Meirelles
8 de Maio – Sarabande, de I. Bergman
15 de Maio – Amarcord, de F. Fellini

ITINERÂNCIA NAS FREGUESIAS
4 concertos realizados pelo QUARTETO IND?GO (clarinetes)
Dias 10 e 12 de Maio e 1, 2 de Junho

A viabilização de um loteamento de grandes dimensões em terrenos adquiridos por Luís Filipe Vieira à Petrogal, nas imediações da Expo, teve por base um projecto elaborado por um “atelier? de arquitectura com o qual o director municipal de Planeamento Urbano da Câmara de Lisboa, Fernando Pinto Coelho, colaborou durante muitos anos.
(…)
Embora o novo texto do regulamento nada diga nesse sentido, os serviços camarários passaram a interpretá-lo como se a predominância dos usos industriais – ou seja, a obrigação de os manter em 50,1 por cento dessas áreas – se se medisse em relação à totalidade da zona oriental e não em relação a cada uma das parcelas, ou até das diferentes manchas industriais. Quer isto dizer que das alterações efectuadas beneficiam, antes de mais, os primeiros a chegar.
(…)
A decisão de interpretar o regulamento desta maneira, diz Pinto Coelho, foi ditada por razões técnicas e “determinada superiormente?. Como boa parte destas áreas está há muito ocupada com usos terciários que não vão ser abandonados, e como Vieira comprou e está a comprar outras parcelas na zona, tudo indica que será ele – que o PÚBLICO não conseguiu contactar – o grande beneficiário da polémica alteração do PDM de Lisboa. (Público)

Se há coisa que é preciso pôr cobro é à corrupção desportiva e à das autarquias… da província, bem entendido!
Pois…
Olha se isto tivesse acontecido com o Fernando Gomes, o Narciso Miranda ou o Filipe Meneses…

Birdland, audição diária e frenética nos finais de 70 e princípios de 80, com o Eurico C. na memória (a quem dedico o post) que conseguia numa guitarra acústica, quase, quase, o cover perfeito da entrada do grande Pastorius, o expoente máximo do baixo eléctrico no período da fusão! Weather Report a melhor banda de fusão de sempre …, e para sempre.


Weather Report - Birdland ao vivo

TubaraoEsquiloO website da TubarãoEsquilo, primeira rede de blogues portuguesa, será oficialmente lançada no próximo dia 27, terça-feira.
A rede conta já com cerca de 25 projectos editoriais, estando outros em perspectiva de breve lançamento. De momento estão, por ordem alfabéctica:

Adufe 4.0
Atlântico Expresso
Carreira da ?ndia
Capital Intelectual
Dados Pessoais
Diário Universal
Direito & Economia
Economia & Finanças
Get a (second) Life
Geoscópio
Granosalis
Low Cost (Portugal)
Magia de Papel
Marketing de Busca
Memória Virtual
Modus Vivendi
Na Web 2
Oldies and Goldies
Ponto Sapo
Portugal Geração Starup
Remixtures
Teknológico
Tomar
VideosAver
e este Ideias Soltas.

A todos os companheiros e ao Paulo Querido, autor do projecto e suporte de toda a rede TubarãoEsquilo, votos de sucesso nesta nova etapa blogosférica.

V Congresso SOPCOM A Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação (SOPCOM) realiza o seu V Congresso, entre 6 e 8 de Setembro próximo, sob o tema Comunicação e Cidadania.
A organização será assegurada pela SOPCOM e pelo Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho, onde decorrerá o congresso, e as inscrições já estão abertas, decorrendo até 30 de Junho.
Para mais informações e/ou inscrições contactar directamente o sítio específico - SOPCOM.

Nada! Nem pio, nem do visado, nem dos seus assessores de imprensa, nem do ministro da Presidência, nem dos orgãos de comunicação social, nem do Presidente de todos os portugueses. Nada! Silêncio sepulcral sobre a pressão que José Sócrates terá exercido junto de Espanha para trocar Vigo por Badajoz para sede da União Europeia para a cooperação hispanolusa com intenção de prejudicar o Norte de Portugal que o El Pais editou e aqui fiz referência. Reponho:

El deseo del Ejecutivo portugués, presidido por José Sócrates, de desincentivar cualquier posible aspiración autonomista por parte de la Región Norte ha terminado por inclinar la balance del lado contrario a los intereses de Galicia.

Sobre o assunto ler Seremos todos Burros? de Alexandre Burmester no A Baixa do Porto.

Claude Monet - Effet de Brouillard
Monet - Le Parlement, effet de brouillard

O HVA do Desnorte faz um breve balanço da programação da Casa da Música desde Abril de 2005 para chegar à mesma conclusão que o Henrique Silveira, no Crítico, e eu também escrito - muito fraca a programação do 2º trimestre!

Antonio Lobo Antunes
Lobo Antunes - Prémio Pessoa 2007

Eduardo Pitta escreve, e bem, que toda a turbulência mediática em torno da não prorrogação do contrato de Pinamonti e a sua substituição, em regime pontual, por Christoph Dammann pelo mesmo preço, apesar de caricato, não passa de um fait divers, atendendo a que o nosso ‘enorme’ S. Carlos resume-se a uma gloriosa temporada de 5 óperas! De facto, longe vão os tempos em que o S. Carlos desceu ao Coliseu e, mais longe ainda, os tempos em que o S. Carlos produzia mais de 20 óperas por ano e fazia itinerância, apresentando, por exemplo, 7 a 9 óperas por ano no Porto!
O grave da situação, conforme escrevi, não é a substituição de Pinamonti, mas a criação de uma Empresa Pública Empresarial (E.P.E.), a OPART, para administrar conjuntamente o S. Carlos e a Companhia Nacional de Bailado, cujo conselho de administração (formado por 3 administradores executivos nomeados pelo Sr. Secretário de Estado da Cultura, mais os 2 directores artísticos em função não-executiva) estará impedido de administrar, de empreender, de gerir a sua equipa, uma vez que Mário Vieira de Carvalho reserva o direito de nomear, também directamente, os directores artísticos, não tendo estes de responder perante o mesmo conselho de administração!
Ora isto não é uma empresa, nem sequer pública! Que empresa é esta onde toda a administração e direcção artística é nomeada, destituída ou readmitida directamente por Sua Ex.ª o senhor Secretário de Estado da Cultura?
Isto é muito pouco transparente para não dizer que será um descarado embuste!

Tal como Henrique Granadeiro prognosticou a Telefonica está muito aflita após o núcleo de accionistas financeiros da PT afirmar em uníssono que ela deveria tirar as consequências de não votar com eles!
Já tirou e prova disso é o anúncio da compra da Endemol publicado no Guardian:

Spanish telecoms group Telefonica finally launched the £2bn sale of Big Brother producer Endemol today.
The formal announcement, which had been hotly anticipated for many weeks, is set to trigger a fiercely contested auction between the likes of Endemol co-founder John de Mol and recently departed chief operating officer Tom Barnicoat.
Telefonica has hired Lehman Brothers to advise on the process, which could see it sell part or all of its 75% shareholding.

A caça às cartas de condução portuguesas em Angola não vai abrandar, mesmo depois de Luís Amado ter dado conta de um acordo para breve entre Lisboa e Luanda, disse hoje uma fonte policial angolana. (Público)

Ao que parece Mantorras terá bem mais do que 6 milhões e meio de adeptos! Uma marca a explorar com investimento de muito baixo risco!

Guilhermina SuggiaNa próxima 2ª feira, 12 de Março, às 18:30h no foyer do Teatro Nacional de S. Carlos, a Associação Guilhermina Suggia, em boa hora formada por Virgílio Marques, e a Antena 2 promovem uma conferência acerca da vida e obra da grande violoncelista portuguesa (1885-1950).
Serão conferencistas Anita Mercier, professora da Julliard School, que escreve a biografia, Guilhermina Suggia:The Life of a Cellist a editar em 2008 e Isabel Millet, escritora e filha de Isabel Cerqueira Millet, aluna e testamentária de Guilhermina Suggia, que está a escrever uma trilogia sobre a insigne violoncelista.
Paulo Gaio Lima, vencedor do Prémio Suggia no Porto em 1979, aluno de Madalena Sá e Costa, assegurará uma participação musical ao vivo.
Um programa a não perder com entrada gratuita.

Há obras que pela sua exigência técnica foram muitas vezes abordadas quase de forma circense, ou seja, vazias de conteúdo onde o intérprete dava lugar ao exibicionismo da sua técnica, como aconteceu, por exemplo, com diversos pianistas na abordagem à versão de Listz para piano de La Campanella de Paganini originalmente composta para violino.
No entanto, felizmente, há monstros que conseguem agarrar com naturalidade a tecnicidade da obra e com ela e através dela fazer música! É o que faz neste vídeo Evgeny Kissin. Curvemo-nos…, diante da arte…, da arte de quem domina a técnica e a coloca ao seu serviço… e ao nosso.

Conforme dei notícia (aqui e aqui) a Casa da Música deixou-nos em suspense (ou à beira de um ataque de nervos) quanto à ausência de programação para este ano. Finalmente lá temos a dita cuja que estava em falta para, atempadamente, podermos escolher.
Escolher? Sim, escolher entre um extenso rol de eventos, cuja qualidade geral deixo ao critério de cada qual, numa programação, como direi…, assim talvez, de amigos para amigos!
A manter-se esta tendência tão amistosa do seu amigo, tudo quanto Alves Monteiro deixou e que Withworth-Jones programou esfumar-se-á, deixando a Casa da Música à mercê daqueles que, para já muito veladamente, são seus inimigos, mas que ao mínimo rastilho surgirão em uníssono coro contra os gastos que a instituição efectua por conta do contribuinte. E o pior é que poderão ter razão!

Há dias a Alice escreveu um texto que tinha o propósito de demonstrar a clivagem entre o valor da arte e o preço do dinheiro, sob o título Apreçar a Vida.
A questão é pertinente não por considerar que a arte não tem preço, mas porque incide sobre o equilíbrio e o rumo que o dinheiro emprestou à vida. É que tudo tem preço, tudo nós apreçamos consoante o valor que sentimos, valor esse que se traduz no que estamos dispostos a dar em troca por determinado bem.
A troca, a partilha, foi talvez um dos primeiros elos sociais que tornou o humano um ser social - troca por troca, troca por por solidariedade, troca por amor, troca por necessidade, troca porque é na partilha que todos nos trocamos. Até um dia…
Um dia em que precisamos de representar o que precisamos e não temos um bem disponível para o valor da troca - a moeda - que de mão em mão, de alforge em alforge, se tornou um dos mais belos símbolos da partilha, da construção do homem social. Até um dia…
Um dia em que a moeda emprestou a sua significância prima de instrumento de partilha e de troca através de quem iniciou o seu armazenamento, a sua acumulação, o monopólio da sua cunhagem, a voracidade de ao instrumento atribuir um valor intrínseco, exterior à partilha e instrumento de poder.
A moeda, o dinheiro passou a ter um valor, de instrumento travestiu-se em objecto e em diverso instrumento, de poder, não de partilha, uma independência de significância que a afastou da troca, do Ser social.
A moeda continua a correr em desvario de bolso em bolso, agora sem estar nem passar pelo bolso, mas partilha já não significa nem medida de apreço já ilustra.
O dinheiro tem um preço que do apreço nada significa, perdeu-se no seu prórprio preço, desgarrada do valor do apreço.
O apreço daqueles que pretendem que este mundo continue a partilhar continua inalterável, mas carecemos de um instrumento cuja significância volte a ser o amor com que se partilha um valor que se sente, ou seja, pegando nas palavras da T-Regina, pagarmos o preço do apreço, enlaçadas nos laços dos afectos, sem tectos nos regaços (…)

e o Porto não teria ganho na mesma!
Não nego o fran…, o perú, mas apontar o dedo a um jogador a quem vimos dar o 1º frango quando o F.C.do Porto, apesar de marcar um golo, apenas dessa vez chegou à baliza do Chelsea é uma tontice!
O que fez o Porto depois desse golo? Tirou o Lisandro, o mais aguerrido atacante até ao momento, tirou o Check, o único que sabe jogar com Quaresma, ajudando-o a evoluir, manteve o abúlico Lucho e não adbicou de um defesa para ir em busca do prejuízo!
É a grande diferença, o regresso à banalidade, às derrotas ‘injustas’, à mediocridade da satisfação de que saímos de cabeça erguida porque não levamos 4 ou 5! Agora, apostar para vencer mesmo arriscando perder por mais, foi coisa que o Prof. Jesualdo, após o 2-1, não ousou e, assim sendo, satisfez-se com as antigas vitórias ‘morais’, coisa que não passa pela cabeça de um Mourinho!
Os jogos ganham-se ou perdem-se e o resto são fais-divers!
Siga para a Liga!

São estas duas mulheres que estão a definir (termo generalista mas provocatório) os modelos de programação de dois espaços numa cidade de tribos urbanas

A ler e reler o que o Tiago Bartolomeu Costa escreveu sobre Sasha Waltz.

Sasha Waltz & Guests

Imperdível, mas só para quem já tem bilhete, Sasha Waltz & Guests apresenta hoje a sua coreografia de Dido & Aeneas.
Sacha Waltz apresenta uma coreografia baseada na conhecida ópera de Henry Purcell, partindo da sua linguagem natural, a dança, faz uma ponte, diria, uma simbiose com a palavra e o canto, numa atitude criativa bem contemporânea, mas respeitadora da tradição de exigência e técnica europeias.

O grupo RTP registou lucros operacionais de 16,4 milhões de euros no ano passado, ultrapassando em quase seis milhões de euros os resultados previstos no Plano de Reestruturação Financeira. (Jornal de Notícias)

A taxa denominada de “contribuição para o audiovisual? paga, através da factura da electricidade, pelos particulares e empresas ao Grupo RTP – Rádio e Televisão de Portugal totalizou 100,395,5 milhões de euros em 2006 (Correio da Manhã)

O grupo de rádio e TV, para lá da taxa do audiovisual, recebeu do Estado a indemnização compensatória de 124 milhões de euros no ano passado (Correio da Manhã)

A administração da empresa explicou, em conferência de imprensa que o lucro operacional ficou a dever-se ao crescimento das receitas de distribuição e multimédia e ao aumento da contribuição para o audiovisual, alargado às empresas. (Correio da Manhã)

Estava bom de ver que o problema estava do lado da receita e, vai daí, receitaram aos contribuintes uma lerpa, sem ir a jogo, de 224.395.500,00€, só em 2006, ou seja, 22,00€ por cada português, mais coisa menos coisa, mas tudo em nome, claro, do tal de Serviço Público de Audiovisual, serviço esse que, atendendo à qualidade que se ouve e visiona e bem vistas as coisas, até nem deveria ter preço!
Foda-se, mas que grande reestruturação!

Subscrevo na íntegra a solicitação do HVA no desNorte que com humor expõe o ridículo da programação da Casa da Música para 2007 bem como a impensável qualidade da estrutura e da informação do respectivo site.
Ai Alves Monteiro, que saudades…

João Paulo Esteves da Silva

Memórias de Quem é o trabalho já gravado e brevemente editado que João Paulo Esteves da Silva apresenta hoje, às 21:30h, no grande auditório da Culturgest.
É curioso que o João Paulo, um dos excelentes pianistas portugueses, aluno brilhante do Conservatório Nacional, credor de vários prémios em Paris, aclamado em várias salas da Europa e EEUU, seja ainda pouco conhecido e reconhecido pelos meios e meandros jazzísticos nacionais. É certo que fez a escola clássica, é certo que hesitou sobre o género de música a que se dedicaria mas, depois de incorporar que o seu caminho se situaria algures entre a música portuguesa e o jazz, o que falta para que o coloquemos no plano que merece? Será que terá de passar pelo beija-mão ao Hot para a sua excelência ser assumida?
Não será necessário percorrer toda a sua biografia, deveria bastar a Roda, les suites portugaises para reconhecermos o seu génio enquanto compositor, pianista e improvisador mas, hélas, não pertence ao clã do Hot!
É um outsider, felizmente, mas quem gosta de música e de bons músicos e não se interessa por capelas vá ouvi-lo, ficará a ganhar!

Os projectos de Educação para a Saúde, que incluem a educação sexual obrigatória, vão ser desenvolvidos em cada escola do 2º e 3º ciclos por um professor coordenador nomeado pelos conselhos executivos (…) (Portugal Diário)

Vou informar-me se o meu currículo sexual dá para meter uma cunha às Câmaras e aos Conselhos Executivos tal como aconteceu com os professores do enriquecimento curricular do 1º ciclo.
Tomem as gotas, pá, da-se!