Via Improvisos ao Sul, tomei conhecimento que, finalmente, o Conservatório Regional do Baixo Alentejo, mais conhecido por Conservatório de Beja, aderiu a alargar o seu projecto educativo à área do Jazz, tendo assegurado António Branco como dinamizador do projecto.
De momento pouco mais sei do que está no Improvisos ao Sul e no site do Conservatório Regional do Baixo Alentejo, ou seja, a abertura de um curso de ‘Iniciação ao Jazz’ já a partir de Outubro.
É uma boa notícia para Beja, aproveitando para endereçar votos de sucesso ao António Branco, assim as condições que lhe proporcionarem permitam desenvolver o projecto que ele terá em mente.
Noto, contudo e com tristeza, que apesar de o Jazz entrar no projecto educativo do CRBA, o Cante Alentejano continua fora da única escola de ensino artístico especializado do Baixo Alentejo.
Arquivo de ‘Jazz’
A 4ª edição do ‘INJAZZ - Jazz em Português’, festival de jazz itinerante de projectos originais de músicos portugueses, organizado pela ‘Lado B - Produções Artísticas’, traz Maria João e Bernardo Sassetti ao Pax Julia - Teatro Municipal de Beja no próximo fim-de-semana.
Dos quatro projectos em cartaz no INJAZZ de 2008, ‘Zé Eduardo Unit’, LUME Big Band’, ‘Maria João 4tet’ e ‘Bernardo Sassetti piano solo’ saudamos a escolha destes dois últimos por parte de quem teve de escolher apenas dois para apresentar no Pax Julia.
Assim como na edição do ano passado lamentei não se ter optado por João Paulo Esteves da Silva e pelo Sexteto de Mário Barreiros em vez de Carlos Martins e Marta Hugon, não poderia deixar de manifestar a minha satisfação pela escolha deste ano.
No dia 16, sexta-feira, teremos então Maria João em quarteto, num projecto que será novidade, com uma formação que já há algum tempo não experimentava e.., sim, sem Mário Laginha.
Estou muito curioso.
A 17, Sábado, Bernardo Sassetti apresenta-se a solo com uma projecção multimedia associada de fotografias da autoria do músico.
Sassetti é Sassetti mas, ainda assim, estou com receio do piano que lhe colocarão à disposição numa sala com a volumetria do Pax Julia. Espero que seja um piano de concerto (cauda inteira), que nos ilumine acusticamente a alma sem amplificações absolutamente desnecessárias que desvirtuam, sem remissão, a sonoridade de um piano acústico por melhor que sejam as intenções e a competência de um técnico de som.
A ver vamos.
Após tomar conhecimento da morte do seu amigo Johnny Hodges, Ben Webster, com Teddy Wilson ao piano, dá-nos esta interpretação de Old Folks:
Gonzalo Rubalcaba, ainda muito escondido pelos “puristas” do jazz que sempre desconfiam do apuro técnico dos músicos, é seguramente um dos pianistas mais inventivos e respeitadores da tradição “afro” do Jazz da actualidade, que junta esses predicados a uma técnica e sensibilidade raras.
Quem puder não perder, ele estará amanhã no Auditório de Espinho, e 3ª feira, dia 8, no Seixal, no Auditório Municipal.
Deixo dois registos vídeo em duo com Chick Corea absolutamente inadjectiváveis. São para ouvir…
Em Straight Ahead Joshua Redman glosa sobre St. Thomas de Sonny Rollins de forma sublime. Defunto o Free Jazz, Joshua Redman representa um dos expoentes máximos da nova geração de saxofonistas tenor que busca inspiração na tradição afro-americana da sua música - o Jazz.
Joshua Redman - saxofone tenor, Jonny King - piano, Christian McBride - contrabaixo, Brian Blade - bateria
Bom fim-de-semana.
De tenra idade aprender as técnicas e a tradição, para que esse conhecimento intra e interpessoal vá construindo e continuamente resedenhando uma identidade própria, propiciadora da livre e inovadora manifestação artística.
Obrigado, Michael Brecker e Ray Brown, pelo que nos ensinaram e ensinam!
Michael Brecker e Ray Brown em 2000 - Round Midnight de Monk
Bom fim-de-semana.
Body and Soul por Coleman Hawkins, Londres 1967.
Bom fim-de-semana.
Deixo-vos um dos expoentes máximos do swing no piano - Errol Garner. Bom fim-de-semana.

Faleceu hoje Joe Zawinul. (via Público)
A melhor homenagem que posso dedicar a este fundador dos Weather Report já foi concretizado no post Weather Report com dedicatória, onde apus um vídeo com o tema Birdland.
De há uns tempos a esta parte deu para algumas amigas danarem-se com o que eu escrevo! Desta vez foi a Teresa Cascudo, mas tem bom remédio, de castigo ouvir este podcast da única gravação em duo de Ben Webster e Coleman Hawkins em saxofone tenor, discípulo e mestre, de 1953, com Oscar Peterson no piano!
Posologia: 5 vezes Don’t Get Around much Anymore e, se não bastar para melhorar a disposição, mais 5 vezes You’d be So Nice to Come Home To. La Rosita não, essa não, não ofereço - faz parte da minha memória, da minha vida, de mim, de a dançar com minha Mãe!
A Senhora não era lá muito dada ao Jazz, mas tinha uma secreta paixão por Ben Webster que eu partilho, não o segredo, mas a paixão, porque, dizia, este tocava… com os tomates!
Julgo que não, mas que o som do seu tenor é inebriante…, lá isso…, sem temores é o melhor som de sax de sempre (dêem de desconto a relatividade da minha paixão) e um ‘baladeiro’ sem paralelo, antes e depois (o mesmo desconto, p.f.)
Quem se atreve a dizer que o Jazz pré-bop não prestava?
ps: Webster é sempre o primeiro saxofone e Hawkins o segundo
A propósito de Sir Roland Hanna chegamos ao New York Jazz Quartet, mais concretamente ao album Surge de 1977, com Sir Roland Hanna, Frank Wess em fautas e saxofones, George Mraz em contrabaixo e Richard Pratt na bateria, que tanta saudade deixou ao Rui Rebelo do Anacruses.
Deixo dois temas, 87th Street e Big Bad Henry: o primeiro, um blue, que deverá estar presente em qualquer história do Jazz; o segundo porque há pouco falámos de contrabaixistas e George Mraz é mais um que merece ser lembrado, pelo timbre, presença e som - após George Mraz o som do Contrabaixo no Jazz não voltou a ser mais o mesmo cujos paradigmas eram até então Ron Carter e Ray Brown.
ATENÇÃO: clique em posts para escolher e regule o volume.
De regresso aos bons pianistas e porque ainda não é assim tão vulgar colocar um músico de Jazz ao nível de um da música clássica deixo 3 temas interpretados a solo por Sir Roland Hanna, Sofly as in a Morning Sunrise, Oleo e This Can’t Be Love, gravados ao vivo em 1994 e editados em CD sob o título The Maybeck Recital Hall, Volume Thirty-Two.
Gostaria de dedicar este podcast à amiga do Ponto de Vista, primeiro porque se danou comigo, depois por desconfiar que por ser admiradora de Oscar Peterson deverá ser sensível ao piano de Sir Roland Hanna, que evidencia toda a sua cultura afro-americana ao contrário de outros que estão demasiadamente na moda e têm tanto de demasiadamente branco como de demasiadamente chatinho…
Bom fim-de-semana.
Nunca entendi que razão haverá para que os baixistas e contrabaixistas sejam dos menos enaltecidos entre os músicos de uma banda, apesar de terem sob a sua quase exclusiva responsabilidade (juntamente com o baterista) o carácter da interpretação, o tempo, o swing, a inclinação, enfim o groove como hoje se diz.
Vem isto a propósito de uma interessante conversa entre o Paulo Bastos e o Paulo Mesquita no Tónica Dominante sobre Victor Wooten, um dos actuais gurus do baixo eléctrico.
A eles dedico Double Feature, da autoria de Stanley Clarke e Sonny Rollins e tocado em duo pelos dois, incluído no LP Love at the First Sight de Sonny Rollins, editado em 1980, que há 27 anos me acompanha como paradigma do diálogo perfeito (se é que a perfeição em música pode ser alguma vez conseguida) entre um saxofone e um baixo.
É suposto um gajo agradecer prendas para mais quando se trata de bálsamos para a alma. Obrigado Susana e permite que aqui exiba a prenda por ser um dos meus filmes preferidos.
As Time Goes By de Herman Hupfeld, tema que se celebrizou pela voz de Billie Holiday e eternizou-se no filme Casablanca, aqui com Dexter Gordon, Herbie Hancock, John Mclaughlin, Ron Carter e Billy Higgins no filme Round Midnight de Bertrand Tavernier de 1986.
Como é que Diane Schuur ainda é considerada uma cantora de segunda ou terceira escolha? Será por ter estado sempre inserida no kitsch da GRP? Ela não tem culpa, a sua voz e soul perdoam tudo.
Ouçam este blue, Reverend Lee, and let the soul enter inside you!
Jazz em Português - Évora
Atrás divulguei a passagem do ‘In Jazz - Jazz em Português’ por Beja, agora volto para chamar a atenção para a presença do Sexteto de Mário Barreiros e do João Paulo Esteves da Silva a solo na sua passagem por Évora nos próximos dias 28 de Abril e 1 de Maio, no Teatro Garcia de Resende, para além do programa que veio a Beja.
A não perder:
28 de Abril:
Mário Barreiros - bateria
Mário Santos - saxofone tenor
José Luís Rego - saxofone alto
José Pedro Coelho - saxofones tenor e soprano
Pedro Guedes - piano
Pedro Barreiros - contrabaixo
1 de Maio:
João Paulo a solo no piano
Quem como eu gosta de música e teve digestões difíceis aquando da passagem dos Lp’s para os CD’s, destes para o MP3, preparem-se porque a Web 2.0 (a net em rede ou net social) dará muito brevemente a estocada final no mercado de CD’s.
De há uns anos a esta parte a conjugação entre a facilidade de downloads de música e sua partilha, o incremento da qualidade das conversões para MP3 e a massificação dos leitores portáteis (geração iPod) vem causando sérios danos à venda de CD’s e, consequentemente, à sustentabilidade das editoras. Muitos auguraram o pior, o fim do negócio da música, a falência das editoras e dos músicos, mas nestas coisas de futurologia convém ter algumas cautelas sob pena de o tempo se encarregar de reduzir a pó as mais brilhantes teses e afins.
Em boa verdade, conforme Paulo Gomes escreveu e aqui transcrevi, se parece agora certo que as editoras serão muito mais selectivas, reservando as suas iniciativas a mercados muito mais vastos (atente-se nas fusões a nível mundial), a verdade é que dá ideia de que os músicos começam a agarrar uma nova oportunidade de negócio, via internet, criando os seus próprios espaços para divulgação dos seus trabalhos através de um bom marketing de rede (social web) - começam por colocar a sua música, divulgá-la pelos seus social bookmarks, permitir alguns downloads gratuitos e outros a muito baixo custo, conseguindo medir, com um grau de risco muito mais reduzido, a receptividade do consumidor e, claro, a viabilidade de eles próprios de produzirem e editarem.
Um caso muito recente da aplicação desta técnica com bons resultados é a dos The DO (o “o” é traçado como o zero), um duo formado pela finlandesa Olivia B. Merilahti (voz e guitarra) e Dan Levy (multi-instrumentista) que poderão ser os pioneiros da pop music de sucesso nascida na net, veja-se o sucesso do seu myspace, com temas já sacados pelos media ingleses e norte-americanos, radiodifundidos e incluídos nos top 20 como The Bridge is Broken e Song for Lovers.
Noutros géneros musicais e em Portugal também o caminho parece começar a ser desbravado: no Jazz, Paulo Gomes, por exemplo, já aposta mais no seu myspace do que no seu próprio site; no Black Metal o Ishkur tem uma experiência em rede bem vigorosa através de uma interligação estreita entre o seu myspace, o seu Hi5, o last-fm e o seu site!
Os novos tempos da WEB 2.0, da social web, onde a regra mais importante é desenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos de rede para se tornarem melhores quanto mais são usados pelas pessoas, aproveitando a inteligência coletiva (Tim O’Reilly traduzido para a Wikipédia em português) poderá, afinal, revelar-se amiga dos músicos ao revelar-se como o principal canal de distribuição da música, mas muito dura para com os intermediários e editores.
É curioso constatar que enquanto a blogosfera e os media, editados, em geral, por um grupo etário mais elevado, ainda debatem e rebatem as virtualidades da Web 2.0, os mais jovens, seja através dos grupos, do myspace, do hi5, da last.fm ou do Spaces Live, movem-se e intercomunicam já com naturalidade e sem perda de tempo em considerações teóricas na Social Web!
Uma questão geracional? Não sei! Certo estou é de que os marketeers terão muito que fazer para se adaptarem aos novos e poderosos canais de distribuição que a net proporciona.
Pax Julia - Jazz em Português
Hoje e amanhã o Jazz em Português, único festival de música itinerante em Portugal, passa por Beja, pelo Pax Julia, com Marta Hugon e Carlos Martins Quarteto, respectivamente, pelas 21:30 horas.

Hoje:
Voz: Marta Hugon
Piano: Filipe Melo
Contrabaixo: Bernardo Moreira
Bateria: André Sousa Machado
Amanhã:
Saxofones: Carlos Martins
Guitarra: André Fernandes
Contrabaixo: Nelson Cascais
Bateria: Bruno Pedroso

Memórias de Quem é o trabalho já gravado e brevemente editado que João Paulo Esteves da Silva apresenta hoje, às 21:30h, no grande auditório da Culturgest.
É curioso que o João Paulo, um dos excelentes pianistas portugueses, aluno brilhante do Conservatório Nacional, credor de vários prémios em Paris, aclamado em várias salas da Europa e EEUU, seja ainda pouco conhecido e reconhecido pelos meios e meandros jazzísticos nacionais. É certo que fez a escola clássica, é certo que hesitou sobre o género de música a que se dedicaria mas, depois de incorporar que o seu caminho se situaria algures entre a música portuguesa e o jazz, o que falta para que o coloquemos no plano que merece? Será que terá de passar pelo beija-mão ao Hot para a sua excelência ser assumida?
Não será necessário percorrer toda a sua biografia, deveria bastar a Roda, les suites portugaises para reconhecermos o seu génio enquanto compositor, pianista e improvisador mas, hélas, não pertence ao clã do Hot!
É um outsider, felizmente, mas quem gosta de música e de bons músicos e não se interessa por capelas vá ouvi-lo, ficará a ganhar!
Deixo-vos com Cecil Taylor (que saudade!!!) a solo durante uns dias que estarei fora.
Fine and Mellow com, por ordem de solo:
Ben Webster, Lester Young, Dic Dickenson, Gerry Mulligan, Coleman Hawkins e Roy Eldridge.
Reparem como Billie olha e sente quando Prez, Lester Young, sola…
Bom Fim de semana.
Pax Julia - Jazz na Cafetaria
Amanhã, dia 3, pelas 22:00h, poderemos ouvir o Quarteto de Manuel Ferraz na cafetaria do Cine-Teatro Pax Julia, a propósito do lançamento do livro JAZZ em PORTUGAL (1920 - 1956) de Hélder Martins que contará com a presença do autor e do Zé Duarte.
Para mais detalhes ver o que o António Branco escreveu no Improvisos ao Sul.
Via Improvisos ao Sul sou apanhado de surpresa pelo facto de Sonny Rollins ter obtido o Polar Music Prize Award for 2007 juntamente com Steve Reich.
Sobre Steve Reich e o minimalismo deixo para os amantes e especialistas o ônus de escreverem. Sobre Sonny Rollins já escrevi bastante, mas deixo aqui o agradecimento ao António Branco, a transcrição do texto que está no sítio do Polar Music, um link para o vídeo de divulgação dos premiados e um podcast com 3 temas do album “Saxophone Colossus” de Sonny Rollins, gravado em 1956, um dos melhores trabalhos de Jazz de sempre.
O Blue 7 é o tema de Jazz que mexe comigo - improvisação quase toda apoiada sobre a 7ª m, a 2ª M e a 5ª bemol, permitimdo progressões invulgares de 4ª aumentada; o You Don’t Know what Love Is é uma balada que pareceria inverosímil ter sido interpretada pelo mais elevado expoente do Hard Bop; o St. Thomas, não sendo um dos meus favoritos, é um dos temas mais conhecidos do Sonny pelo facto de ter sido o 1º calipso a ter um tratamento jazzístico, género que o saxofonista nunca mais deixou de abordar.
STEVE REICH & SONNY ROLLINS
WINNERS OF THE POLAR MUSIC PRIZE FOR 2007The winners of the Polar Music Prize Award for 2007, were unveiled on Thursday the 25th of January at The Royal Swedish Academy of Music in Stockholm. The Chairman of the Board and Award Committee, Mr. Åke Holmquist, read the Award Committee’s citations.
The Sonny Rollins Citation
The 2007 Polar Music Prize is awarded to the American tenor saxophonist and composer Sonny Rollins, one of the most powerful and personal voices in jazz for more than 50 years. Sonny Rollins has elevated the unaccompanied solo to the highest artistic level – all characterised by a distinctive and powerful sound, irresistible swing and an individual musical sense of humour.
He is still active and the greatest remaining master from one of jazz’s seminal eras.
ps: ver entradas relacionadas com Sonny Rollins.
Para o António Branco que mantém o Improvisos ao Sul como a referência blogosférica de Jazz.
How High is the Moon com trio no 1º vídeo e That’s All com orquestra no 2º.
Ben Webster Quartet - How Long Has Thing Been Going On de G. e I. Gershwin
Sábado, pelas 23:00h, a Trupe Vocal, um dos agrupamentos mais conseguidos do jazz português apesar de pouco conhecido, apresentar-se-á no Tertúlia Castelense, no Castelo da Maia.

Fátima Serro – Voz
Kiko – Voz
Maria João Mendes - Voz
Paulo Gomes – Piano
Hugo Carvalhais – Contrabaixo
Leandro Leonet - Bateria
Em 1980 Michael Brecker forma novo grupo com Mike Mainieri, Steps Ahead, onde apresenta o novo invento da Akai, o saxofone sintetizador, mais tarde conhecido por EWI, tendo sido o que mais longe levou a exploração das virtualidades desse artefacto electrónico.
Michael Brecker e seu irmão Randy ficaram conhecidos como os The Brecker Brothers quando, muito jovens, apareceram ao lado de Frank Zappa, constituíndo em 1975 uma banda com esse nome, uma das mais lendárias de funkie/fusão juntamente com os Weather Report, após o mote deixado pelo quinteto de Miles Davis.
Dos vídeos disponíveis no Youtube, tentei deixar aqui um conjunto daqueles que considero um must.

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