Valter Hugo Mãe lançará, em Julho, o seu novo livro O Apocalipse dos Trabalhadores. Deixo uma imagem da capa e um vídeo enviado, via myspace, pelo autor. Para mais informações ir até à Casa de Osso.
Arquivo de: ‘Literatura’
Via Francisco José Viegas tomo conhecimento que a revista “LER” tem blogue próprio - LERBLOGUE. Para os links das leituras, claro.
A IX edição de Palavras Andarilhas promovido pela Biblioteca Municipal de Beja e pela Associação de Defesa do Património de Beja arranca já no próximo dia 17 e decorrerá até 22 de Setembro.
O Palavras Andarilhas é um Encontro/Festival de Contadores de histórias ou, como a organização gosta de designar, um Encontro de Aprendizes do Contar.
Este ano abrem-se outras portas de Beja - a Praça da República, a Igreja da Misericórdia e A Casa - e mais eventos:
- Festival da Narração Oral;
- Estafeta de Contos;
- Feira do Livro e da Leitura;
- Oficinas (oficinas de narração e oficinas sobre mediação leitora);
- Momentos Musicais.
O programa completo pode ser descarregado a partir do sítio da Câmara de Beja (LINK directo).

Lobo Antunes - Prémio Pessoa 2007
é o título do novo romance de Luís Carmelo, o décimo, a ser editado pela Guerra e Paz, cujo lançamento está agendado para as livrarias do Corte Inglês, em Lisboa a 6 de Março pelas 18:30h, com apresentação de Francisco José Viegas, e em Gaia, a 13 de Março à mesma hora, estando a apresentação assegurada por João Pereira Coutinho.
Henrik Ibsen - centenário
Da entediante repetição do mesmo na existência, se pode extrair um modelo de vida dramática (James Joyce)
Esta era para Joyce a grande lição de Henrik Ibsen (1828-1906), cujo centenário celebramos agora. Joyce escrevera uma crítica a “Quando nós os mortos despertamos” (só recentemente traduzida para português, link ). Como Joyce, muitos admiraram em Ibsen o seu rigoroso realismo (onde se denunciava a condição da mulher na sociedade, os esquemas da vida burguesa…), mas isso era esquecer o simbolismo da sua dramaturgia que fez dele, ao que dizem, o dramaturgo favorito de Freud. A este respeito convém reler a peça cujo acompanhamento musical encomendado a Edward Grieg todos temos no ouvido: Peer Gynt.
Mas para comemorar nada melhor que assistir à produção do CENDREV de Um inimigo do povo, em cena até ao próximo dia 4 de Novembro (cartaz aqui). Se pudesse anunciar como genéricos da TV, diria que trata do poder local e dos seus sólidos compadrios, mas está longe de ser apenas isso…
Armando Senra Martins
ps: é com muita alegria que coloco aqui um texto da autoria do Armando Senra Martins depois de muito insistir em obter a sua parceria nestas Ideias Soltas.
Recebi um email de um amigo que dá conta que o site Domínio Publico, da responsabilidade do Ministério da Educação do Brasil, o qual disponibiliza online 732 obras de autores portugueses corre o risco de ser encerrado por falta de visitas.
Bom, vamos lá a clicar para lá a ver se mudam de opinião!
Aqui deixo o email na íntegra devidamente identificado:
“Divulguem, para não perdermos essa ferramenta!
Convoco todos a lutar para impedirmos um desastre.
Imaginem um lugar onde se pode ler gratuitamente, as obras de Machado de Assis, ou A Divina Comédia, ou ter acesso às melhores historinhas infantis de todos os tempos. Um lugar que lhe mostrasse as grandes pinturas de Leonardo Da Vinci, ou onde você pudesse escutar músicas em MP3 de alta qualidade.
Pois esse Lugar existe! O Ministério da Educação disponibiliza tudo isso, basta acessar o site:
www.dominiopublico.gov.br
Só de literatura portuguesa são 732 obras! Estamos em vias de perder tudo isso, pois vão desativar o projeto por desuso, já que o número de acesso é muito pequeno.
Vamos tentar reverter esta desgraça, divulgando e incentivando amigos, parentes e conhecidos, a utilizarem essa fantástica ferramenta de disseminação da cultura e do gosto pela leitura.
Divulguem para o máximo de pessoas, por favor.”
é um livro livro de ficção do João Norte, editado recentemente pelas Edições Ecopy, no Porto.
João Norte
ps: clicar na imagem para aceder ao sítio de promoção da editora.


Quando o sofrimento é intenso e prolongado a morte é mais assumidamente sentida como uma espécie de libertação. De Ilse Lieblich Losa recebemos uma nova forma de bem escrever para crianças (quem não se lembra de “A Flor Azul” e “Faísca conta a sua História”) e o testemunho de uma refugiada de origem judia que foge da Alemanha nazi, perdendo temporariamente o rasto à sua família e chegando a Portugal depois de passar por Inglaterra, em dois livros de referência - “O Mundo em que Vivi”, um sucedâneo de instantâneos de sua própria experiência e “Sob Céus Estranhos”, uma exortação, diria, à adaptação dos refugiados aos países de acolhimento.
Um dos livros que com Ilse Losa mais se identificava era o “Diário de Anne Frank”, por razões óbvias, em especial por, nas suas palavras, Anne não ter escrito “o seu diário a pensar na publicidade, nem porque fosse incitada a fazê-lo, mas única e simplesmente porque tinha de o escrever para si própria (…)”, a mesma razão que a autora experimentou com “O Mundo em que Vivi”, tendo escrito o texto de apresentação daquele livro para a tradução portuguesa editada por “Livros do Brasil”. (excerto)
A sua predilecção pelas crianças, talvez devido ao infortúnio que experimentou na sua adolescência, não se esgotava na escrita, aliás, para Ilse Losa o trabalho de um escritor não se completava se os livros não fossem lidos, manuseados, vividos, tendo aceitado todos os convites que as escolas (onde tudo começa e definitivamente se formata) lhe endereçaram para ler seus livros mesmo em momentos em que a sua saúde já não aconselhava. Costumava dizer que não via as crianças como seus leitores, mas como a sua fonte de inspiração.
Uma última palavra para “Silka” um livro muito belo, prenho de simbolismo ao jeito da autora, magnificamente ilustrado por Manuela Bacelar do qual deixo um excerto:
Nisto os meus olhos caíram sobre um grupo de quatro árvores que naquele lugar ermo, sem mais nenhuma vegetação, faziam o efeito de terem sido expulsas para o deserto. Eram Silka e os filhos, soubemo-lo no fim da história. Um cipreste, um choupo e um pinheiro, protegidos por uma faia de folhas vermelhas.
Prémio Diário do Alentejo
«Crisálidas, de Maria Ledo, foi a obra vencedora do Prémio Literário “Diário do Alentejo”» é notícia muito grata deste jornal.
Trata-se da primeira edição deste Prémio em boa hora instituído pelo Diário do Alentejo, tendo sido atribuído por unanimidade pelo júri composto por Carreira Marques (Pedra a Pedra), Luís Carmelo (Miniscente) e Paulo Barriga.
É destas iniciativas que o Alentejo necessita, de incentivos fora da vulgaridade que grassa nos aparelhos partidários locais que inquinam, inexoravelmente, tudo quanto possa mexer, dar votos e poder!
Os nossos parabéns ao Diário do Alentejo e, claro, à premiada, Maria Ledo.


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