Ideias Soltas

se aqui não fora em mim só seria

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O Primeiro de Janeiro Anunciada a interrupção da edição durante o mês de Agosto para remodelação, comprarei hoje aquele que sinto ser o último número de “O Primeiro de Janeiro”, o jornal lá de casa, a de meus pais, aquele que, desde que de mim memória tenho, sempre era colocado na soleira da porta pelo jornaleiro, antes da leiteira e depois da padeira.
Nada é eterno, mas nada morre enquanto a nossa memória vida der. A morte não está ligada apenas ao desaparecimento físico, mas ao apagamento da memória individual e colectiva. Assim é para mim, com as pessoas e com as coisas, sem necessidade de me socorrer de qualquer aculturação religiosa. Tudo está vivo desde que os vivos guardem memória, ou seja, atribuam relevante significância para a sua existência.
O Primeiro de Janeiro está ligado, sem dúvida alguma, à história da cidade do Porto, sendo importante, independentemente do que vier a acontecer, que as entidades competentes zelem pela conservação do seu acervo.

Não encontro adjectivo para qualificar a quantidade de inverdades feitas notícia que o Ministério da Educação, seus serviços e acolitadas pessoas passam para a comunicação social sobre o Ensino Artístico Especializado. Veja-se: uma, duas, três, quatro, cinco, seis, sete, …, etc…, etc…
Já pedi à Senhora Ministra (ver atrás) para assumir a responsabilidade das suas pretensões. Já informei que o que está em causa não é, tão-só, o fim do regime supletivo e do 1º ciclo, mas tudo o que está inscrito num Relatório de Avaliação do Ensino Artístico Especializado cujo teor é bem mais vasto e danoso que o anunciado e que carece de validade científica conforme está escrito na petição que elaborei. Resta alertar, mais uma vez, o Senhor Presidente da República e o Senhor Primeiro-Ministro sobre a sucessão de dislates que o Ministério da Educação está a emanar - uma vergonha!


LEIAM e se estiverem de acordo ASSINEM e DIVULGUEM!

Ontem, Domingo, Leonel Vicente (autor de Memória Virtual, Carreira da Índia e Tomar) foi o convidado de Pedro Rolo Duarte no seu programa da Antena 1. O tema foi a blogosfera e convido a ouvir as suas opiniões assertivas e isentas de maniqueísmos axiológicos sobre estes quase 5 anos de blogosfera portuguesa. (clique para ouvir aqui)

Quando algo acontece de mediaticamente penoso para José Sócrates e seu governo logo no dia imediato ele trata de arranjar um facto positivo que alimente os órgãos de comunicação social!
Assim foi com o anúncio do Director Executivo para as escolas após a divulgação dos resultados do PISA 2006 e assim foi agora com o anúncio do aeroporto para Alcochete após a opção de ratificação do Tratado ontem.
Inteligência política para governar a partir da comunicação social, é um facto.
Pena é que tanta arte e engenho não tenham sido bastantes para governar de forma a que nos governemos!

Ler na íntegra o desgosto ou a mui justa indignação do Henrique Silveira face ao alheamento ou desprezo da nossa suposta “intelligentia” face aos eventos musicais e, acrescento eu, à educação artística, onde a musical se inclui.

Deixo um excerto:
Portugal é um país onde a cultura musical é miserável e onde os tais opinion makers não dedicam o menor interesse à música. É natural assim que um recital de Schubert com dois dos mais excelsos intérpretes fique às moscas enquanto numa recôndita aldeia da Aústria (1800 habitantes) encha sistematicamente uma sala (Angelika Kauffmann Hall) com mais de seiscentos lugares, que se situa a mais de três horas de carro de Viena e de Salzburg, para a Schubertiade.

Quaresma e Cristiano RonaldoDe há cerca de um ano a esta parte não há jogo de futebol transmitido pela televisão com Ricardo Quaresma em campo onde este não seja achincalhado na sua profissão pelos jornalistas e comentadores de serviço.
Desconheço o que estará por trás desta campanha difamatória, mas constato que este comportamento começou a verificar-se desde que tem sido titular na selecção e que os contornos são muito idênticos à perseguição implacável que sofreu durante anos Vítor Baía.
Ainda ontem, apesar da qualidade da a sua exibição ter estado ter estado aquém das suas possibilidades, mostrou ser o atacante português mais inconformado com o empate e, olhando para as estatísticas, foi o jogador que mais ataques concretizou, o que mais centrou para a área, o que mais assistências para golo fez e o que mais rematou.
Mas não bastou! Os jornalistas televisivos enxovalharam-no do princípio ao fim e hoje os jornais desportivos trataram de lhe dar a pontuação mais baixa que atribuíram aos jogadores intervenientes.
Execrável, é o mínimo que se pode dizer desta campanha orquestrada pelos jornalistas desportivos portugueses!

Francamente de acordo com a frase de João Gonçalves de que o Parlamento parece um condomínio fechado (ver post anterior), mas menos lamentável não é o modo como os media, em geral, tratam o Orçamento de Estado para 2008 - manchetes, títulos, leads chamam a atenção para a um “espectacular combate” entre Sócrates e Santana Lopes, enquanto que sobre o orçamento, nada, nem uma linha!
Curioso é que tanto Sócrates como Santana Lopes agarram a ideia e exploram-na em seu benefício mediático!
Quem ganha com isto? Não faço a mínima ideia! Só sei quem não ganha - Portugal!
É o país que temos…, está visto, e o que merecemos, claro está!

Não me apetecia escrever sobre a pública zanga de José Rodrigues dos Santos e da RTP, mas do que o Dragão se lembrou a propósito do tratamento da verdade nos media é de uma simplicidade notável:

«”Se vier a ser despedido por ter dito a verdade é injusto e mostra o ponto ao que a imoralidade chegou”, reagiu ao DN José Rodrigues dos Santos.»

Eles pagam-lhe - melhor dizendo, nós pagamos-lhe, já que é com o nosso dinheiro que eles lhe pagam - para dizer Telejornais, não é para dizer a verdade. Se desata a disfuncionar dessa maneira absurda, é mais do que motivo para despedimento. Aquilo é uma televisão, não é o Oráculo de Delfos.
DRAGÃO, César Augusto, dixit

A SIC entende que não faltou ao respeito a Pedro Santana Lopes (…) (Direcção de Informação da SIC)
Não, basta! Que a vergonha do que se passa no PSD não é relevante para Portugal até posso aceitar; agora virem dizer que não faltaram ao respeito a Santana Lopes, isso ultrapassa tudo, desde logo a noção do que é respeitar os outros.

Há limites para tudo - devia haver - nesta palhaçada desta democracia “mediática”. Mais “merdiática” que mediática em que políticos, jornalistas e comentadores estão muito bem uns para os outros.
João Gonçalves no Portugal dos Pequeninos.

Democracia merdiática? Ora, nem mais!!!

Ao que parece ontem a SIC Notícias interrompeu uma entrevista a Santana Lopes para emitir em directo a chegada de Mourinho à Portela. Santana Lopes considerou-se desrespeitado e abandonou o estúdio.
A atitude de Santana Lopes é perfeitamente compreensível e aceitável, mas o apoio que lhe foi dado por Pacheco Pereira, aduzindo que interromper uma entrevista política com um não-evento, sem notícia, nem conteúdo, merece esta resposta, se bem que política e culturalmente correcto, induz-me algumas interrogações, atendendo até ao que a Cristina Vieira escreveu no Contra Capa sobre a indignação de Pacheco Pereira em relação à quantidade de tempo de antena que os canais de televisão estão a dedicar ao futebol:

1 - Não fora o momento de eleições internas no PSD insurgir-se-ia Pacheco Pereira da mesma forma?

2 - o que levará Pacheco Pereira a considerar que uma entrevista a Santana Lopes é socialmente mais relevante que a chegada de um homem que é um dos mais bem sucedidos no mundo na sua profissão e leva o nome de Portugal onde o PSD todo inteiro nunca levará?

3 - se Pacheco Pereira gostasse de futebol ou do fenómeno percebesse alguma coisa reagiria da mesma forma?

4 - Em que é que as tramóias que se passam no PSD interessam ao país?

5 - Não será até benéfico que as notícias relativas aos vícios dos cadernos eleitorais do PSD sejam apenas transmitidas em horário de adultos de modo a evitar que os adolescentes adensam o descrédito a que já votam os partidos políticos?

Se os primeiros são conotados com apoiantes de Marques Mendes, os segundos são vistos como “cacicados” por Filipe Menezes. (Leonete Botelho no Público)

Uns são apoiantes enquanto outros são cacicados? Ora aí está como um jornal de referência nos ensina dois novos sinónimos, mas dá-me ideia que será o mesmo que designar corno ou vítima de adultério consoante mais jeito der?
Ele há cada uma…

A Cristina Vieira no Contracapa pega no assunto do excerto do artigo de Pacheco Pereira (que atrás abordei) e abre portas ao que sinto que poderá estar por trás não só daquela passagem, como doutros ataques desferidos contra a blogosfera - uma campanha orquestrada e desesperada dos media tradicionais devido à drástica quebra de vendas e as virtualidades abertas pela Web 2.0 (vulgo Web Social), nomeadamente à criação de redes específicas e especializadas e seu inter-relacionamento digital.
O excerto em causa tem provocado alguma polémica, nomeadamente através do escritos de Fernando Venâncio, do José (aqui e aqui), da Zazie, do Paulo Querido e do Dragão, mas foram Paulo Querido e Fernando Câncio que me incitaram a procurar ler na íntegra o artigo de Pacheco Pereira.

Afinal, deduz-se, que o artigo tem por base a leitura de The Cult of the Amateur de Andrew Keen que não li mas, socorrendo-me da Wikipédia, dou conta de que este autor tenta alertar para os perigos da Web 2.0, identificado-a como um grande movimento utópico similar à sociedade comunista, pelo facto de todos, mesmo os que não receberam educação adequada, poderem usar a tecnologia digital para se tornarem realizadores cinematográficos, músicos e escritores autodidactas. No seu entender este processo empobrece a criatividade, democratiza os media e nivela por baixo tanto amadores como profissionais. Propõe ainda como solução que os media tradicionais elitistas se constituam como inimigos da Web 2.0.

Sendo sensível à preocupação que Pacheco Pereira tenta manifestar - o tal empobrecimento cultural - não me parece defensável a tese de Andrew Keen, muito menos num mundo que diz defender a liberdade individual e cujo poder se sustenta no sufrágio universal e no apelo a uma cidadania activa, seja de professores catedráticos, seja de analfabectos! Regular a liberdade para que a de cada qual não colida com a do próximo, parece-me evidente em lugares que prezam o Estado de Direito; agora limitar a liberdade de expressão (de opinião ou de criação) parece-me, isto sim, muito mais próprio de uma ditadura, comunista ou de qualquer outra adjectivação. ( leia-se a crítica sugeria por Paulo Querido de Lawrence Lessig no Lessig 2.0)
Se seguíssemos à letra a solução preconizada por estas profecias apocalípticas e pelo calar dos tais amadores autodidactas, nunca teríamos tido um Torga, um Eugénio de Andrade, um Fernando Namora, um Carlos Paredes, uma Amália…

Continuo, afinal, com a impressão primeira que formei, a de que está constituído um poderoso lobbie global que colocou em marcha uma campanha contra a rede da blogosfera, nomeadamente a proporcionada pela Web 2.0 (vulgo Social Web), por parte dos media tradicionais, desesperados que estão com a drástica redução das suas vendas, contando com o apoio dos comentadores contratados pelo facto de sentirem diluir o seu poder enquanto opinion makers, buscando sustentação teórica nas inusitadas opiniões escritas de Andrew Keen.

A apoiar o que defendo, vejo o que a Cristina adiantou sobre a campanha contra os blogues que o Estadão lançou há cerca de um mês, criada pela empresa Talent, onde se lê e passo a citar, todos os blogs, ou melhor, todo o conteúdo gerado por não profissionais, não presta. A tónica da campanha estava em duas ou três ideias: blogs limitam-se a copiar informação, blogs não são fidedignos (…).. A Resposta não tardou através de Cristiano Dias no blogue Brainstorm#9 onde se lê o óbvio: Obviamente, existe muito lixo na internet. Falando especificamente de blogs, dos milhares que aparecem todos os dias, poucos se aproveitam, é verdade. Mas a lei da sobrevivência é a mesma: apenas os com conteúdo relevante e/ou divertido permanecem. A tecnologia avança, mas isso não muda.

Assim sendo, para além do artigo do Dr. Pacheco Pereira não acrescentar novidade dentro deste estratagema, a sua motivação para o escrever deverá ter sido bem mais elaborada e alargada que a nobre defesa da cultura e de uma elite de qualidade que a lidere, como insinua, enquadrando-se, antes, num lobbie global que ataca os blogues por considerar ser a melhor defesa para travar a tendência de redução de vendas dos media tradicionais e a não diluição do poder de opinion makers dos comentadores lá instalados.

Via Zazie do Cocanha descubro este excerto de um artigo de José Pacheco Pereira no Público:

(…) múltiplos aspectos do nosso saber e da nossa cultura milenar estão a ser postos em causa pela potenciação que as novas tecnologias associadas à rede estão a dar à ignorância presumida de saber, ao “amador” que pensa que pode competir com o profissional (seja jornalista, seja crítico literário, seja cientista, seja especialista de qualquer área do saber), apenas porque pode livremente e sem edição colocar num blogue o que lhe vem à cabeça; pela erosão do direito de autor pela pirataria generalizada na rede, com o consequente desinvestimento em produtos culturais caros. (José Pacheco Pereira no Público de 8/09/2007)

Do alto da minha presumida ignorância, enquanto bloguista e amador, ciente de que não posso competir com o profissional, eu, Carlos Araújo Alves, sinto-me suficientemente especializado para avalizar que esta opinião do Sr. Dr. Pacheco Pereira revela uma qualidade, fineza, capacidade de observação e raciocínio e lisura consentâneas com muitas outras que este insigne e mediático autor e Professor Auxiliar Convidado do Departamento de Sociologia do ISCTE - Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, tem proferido e abundantemente escrito como profissional e como amador.

Edelmiro Momán, reputado químico galego, responde a Saramago melhor, em calhando, que muitos portugueses, em artigo sob o título Santo Saramago Naïf: uma visão galega, tocando na progressiva conquista de Portugal através do capital e do controlo dos meios de comunicação! Deixo breve excerto:

(…) a profecia saramaguiana corresponde com exactidão matemática com os planos que a Espanha tem para a República Portuguesa. Sim, a acumulação de capital, planificada desde bem antes, dos oitenta e noventa está a servir agora para que as caravelas madrilenas se lancem na reconquista das antigas colónias e outros territórios, próximos e distantes. E Portugal, bom, nos delírios néo-imperiais da direita espanhola, Portugal foi sempre um erro. Uma aberração. Portugal, simplesmente, não tinha direito a existir. Portugal, quantas vezes levamos escutado esse mantra maçador do espanholismo, es el brazo que le arrancaron a España, e a Espanha, graças ao avances cirúrgicos das ultimas décadas, tem toda a intenção de se fazer reimplantar o seu braço. Já o esta a fazer. A penetração, leva razão Saramago, do capital espanhol em Portugal semelha já imparável e, na estratégia espanhola, resulta fulcral o controlo dos meios de comunicação.

Edelmiro Momán no Portal Galego da Língua

Grato estou ao ZedTee através de quem cheguei ao artigo.

Faz hoje um ano que começou a guerra entre o Hezbollah e Israel (título de Jornal Digital)

Guerra? Entre Israel e Hezbollah? Podem os jornalistas escrever e os media editar este género de imprecisões e mentiras com segundos e terceiros sentidos?
Passou um ano, sim, desde que o Hezbollah raptou alguns militares israelitas e Israel invadiu o Líbano para tentar, embora sem êxito, desmantelar essa organização de terroristas anti-semitas.
Haja decoro e seriedade!

Sobre o Ritornello da Antena 2 escrevi que baste, entre 2002 e 2003, no fórum do antigo site da estação que, de um momento para o outro, entenderem apagar!
Sobre as decisões da RDP devo dizer que tenho nada contra João Almeida, mas terei, ai isso tenho, contra quem o contratou para director da Antena 2, o Rui Pêgo, e também tenho contra quem contratou este último para director da RDP!
Agora contra o João Almeida? O moço até dá ares assim a modos de buliçoso e muito voluntarioso!

A princesa Letizia, mulher do herdeiro da coroa espanhola, deu hoje à luz, em Madrid, a segunda filha do casal, que ocupará o terceiro lugar na linha de sucessão ao trono.
O anúncio foi feito através de uma mensagem telefónica enviada pela casa real espanhola às dezenas de jornalistas que esperavam à porta da clínica privada madrilena onde a princesa deu entrada ao início da tarde.
O nome da infanta ainda não é conhecido, um anúncio que deverá ser feito ao início da noite pelo príncipe Filipe das Astúrias, na primeira comunicação aos jornalistas.
De acordo com a imprensa espanhola, o parto foi assistido pela mesma equipa médica que acompanhou o nascimento da infanta Leonor, a primeira filha do casal, nascida a 31 de Outubro de 2005.

para ler o resto da notícia do Público clique aqui, assim neste sítio…, não, já foi, mais atrás…, onde o texto está azul, para ser mais preciso. Não a preto, é a azul (não confundir, p.f.)

Já levámos com 24 horas deste enredo em todas as novelas jornalísticas! Será isto motivo de notícia tendo ocorrido nos EEUU?
Notícia seria, porque fora do vulgar, se o indivíduo se suicidasse primeiro e desatasse aos tiros depois…, ou se o Presidente declarasse que, por este motivo e todos os outros anteriores, desarmaria a população e restringiria drasticamente a venda e licença de porte de armas!

Ò p’ra eles tão pressionados:

Jose Manuel FernandesFrancisco Sarsfield Cabral

Abaixo o fascismo! Não se deixem pressionar! E morte aos comunas!

O povo
está
com o MFA!

Aguentem-se, lembrem-se de todos os perseguidos e torturados. O povo não vos abandonará!

Fora durante uns dias e nem do tempo damos conta! Tudo na mesma, até o senhor Procurador-Geral da República coloca-se publicamente, na Assembleia da República, ao lado daqueles que tendo ao não blogs acham que, pelo facto de terem coluna nos media ou acesso a ela, os blogs representam, parafraseando, uma mediocridade lamacenta.
É curioso que quanto mais figuras públicas tiverem esta opinião mais confortável eu me sinto nesta minha marginalidade!

Tenho medo de me meter naquilo que não sei (…) os blogs é uma vergonha! (Pinto Monteiro na A.R.)

Demol foi um dos que bateu
BELGA FOI CAMPEÃO NO FC PORTO EM 1989/90

Stéphane Demol, ex-defesa central de qualidade (38 internacionalizações), ajudou o FC Porto a conquistar o título nacional na temporada 1989/90. Na altura, o agora adjunto da formação do seu país foi peça fulcral no conjunto azul e branco, participando em 31 jogos, nos quais assinou 11 golos, sendo de destacar os 2 conseguidos (na marcação de penáltis, uma especialidade), a 4 de Março, nas Antas, num clássico com o Sporting (3-2). (notícia do Record)

Este senhor, lamentavelmente, agrediu ontem um jornalista do Record, mas não sei, perante as notícias, se o terá feito na qualidade de representante da selecção belga, se na de energúmeno ou, pior ainda, na de ex-jogador do F. C. do Porto!

e noutros distritos do sul do país.
Ah, então foi isso!

Aí está a Obscena - Revista de Artes Performativas, para já em formato PDF, editada pelo Tiago Bartolomeu Costa.

Obscena - revista de artes performativas

Vamos ler, vamos ver ao que vem, mas registo com muito agrado o que é dito no seu editorial:

(…)
Muitos queixam-se da falta de debate público mas contribuem para esse marasmo com inércia e silêncio. O trabalho de muitos criadores acusa falta de memória e muitos críticos demitem-se de o denunciar.
Alguns criadores reclamam, em conversas meio circunstanciais, uma crítica mais exigente, mas esperam que esta não “se vire”? contra eles. (…)

Felicidades para o arrojado projecto. Existia a lacuna, existe gente que fala da sua necessidade, vamos ver até onde chegará o desejo de a ler!

ps: para assinar deve ir ao sítio da revista.

A nossa Cat do 100nada, desculpem a nossa Cat do Get a (Second) Life deu uma entrevista à Jornalismo Porto Rádio a propósito deste seu último blogue, englobado numa rede de blogues temáticos portugueses chamada Tubarão Esquilo.
Toca a ouvir a Cat Magellan!

A Deutsche Grammophon lançou em tempos uma compilação das suas gravações composta por 40 livros (traduzidos em português) com 2 CD’s em cada um.

Deutsche Grammophon - grande seleccao

Por me parecer uma boa forma de constituir uma fonoteca básica de aproximação à música clássica, através dos clássicos, achei por bem divulgar aqui que por 9,95€ o (diacho, nunca pensei citar este jornal)

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A Apple apresentou ontem na Macworld o seu há muito esperado iPhone, um três em um: telemóvel, iPod e comunicação via internet juntos.

iPhone

O ritmo dos volte-faces tecnológicos é incomparavelmente superior à nossa capacidade de os assimilar. Mas que hei-de ter um iPhone, ai isso, só não acontecerá se a vaca cacarejar!

Eugénio dos Santos, Professor de História da F.L. da U.P. apresenta hoje, pelas 18:30h, na FNAC de Sta. Catarina no Porto, o último livro de Rogério Santos, A Fonte não quis Revelar.

Uma excelente análise do Henrique Silveira, Independência da Crítica - breve nota, no Crítico, sobre do empobrecimento dos jornais ditos de referência, empobrecimento esse que parece ser inversamente proporcional à arrogância do poder dos directores e editores dos mesmos.

Eu gostaria de ter escrito isto, mas ainda bem que foi o Francisco José Viegas que o fez, muito melhor do que eu conseguiria.
O FJV entende que os professores são o elo mais fraco na cadeia de comando da organização e gestão da educação em Portugal. Entende bem, pois é na escola (diz o autor) que tudo acontece.
No entanto, eu gostaria de tentar ser mais assertivo, para dizer que é na relação particular que se estabelece entre cada aluno e cada professor, nessa comunicação que se pretende biunívoca, onde se cruza o ensino e a aprendizagem, o que quer dizer, onde se joga o sucesso de ambos os actores do processo educativo.
Quem já passou por empresas comerciais sabe o que pretendo dizer, é líquido, é na relação vendedor/comprador que o negócio se gera e, embora possa parecer estranho ao professor (ele não vende, no sentido literal) as técnicas a utilizar para uma rápida percepção de quem é o interlocutor (o aluno) e as de persuasão na comunicação são exactamente as mesmas.
O resto, o resto é como diz FJV, são génios, os génios que saíram das escolas para num qualquer gabinete, esquecendo-se de que para lá foram por professores terem sido, se entregarem aos mais inquietantes e compulsivos devaneios pedagogeses!
E a propósito, utilizando o título de FJV, o post do Dragão sobre a Violência Doméstica tem muito a ver com a indisciplina nas escolas, com a facilidade com que os pais se desresponsabilizam pela educação dos filhos e com o muito enfraquecido poder de persuasão dos professores quando comparado com o audiovisual.
Mesmo mais ausente da blogosfera do que outrora é sempre bom regressar para encontrar textos como estes.