Ideias Soltas

se aqui não fora em mim só seria

Arquivo de ‘Arnold Schöenberg’

O Paulo Bastos teve a gentileza de me enviar o resumo da conferência que proferirá na 2ª feira, às 14 horas, na Escola Superior de Música de Lisboa, sob o título A teoria das notas atractivas - Elementos metodológicos e aplicação analítica nas Seis Peças, op. 19 de Arnold Schöenberg. Aqui ficam:

A Teoria das Notas Atractivas – metodologia analítica em fase de experimentação – assenta nos ideais e fundamentos harmónicos que Edmond Costère começou a apresentar no início dos anos cinquenta, os quais se regiam pela natureza dos próprios sons, sendo que as “leis de atracção” entre uma determinada altura e as suas frequências próximas revelavam que a harmonia era o campo essencial e vital de toda a construção musical.

Paulo Bastos

Miso Ensemble - Improvisations

Miso Ensemble - Electricity +Alain Neveux e o fagotista Robert Glassburner juntam-se amanhã, Sábado, pelas 21:30h, ao Miso Ensemble no Teatro Municipal da Guarda onde serão apresentados os 2 últimos trabalhos desta formação: Miso Ensemble Volume III - Improvisations e Miso Ensemble Volume IV - Electricity +.
Paula e Miguel Azguime, os membros do Miso Ensemble, são quem mais tem feito em Portugal pela divulgação da música electroacústica e da música contemporânea portuguesa, em geral (veja-se o sítio da Miso Music Portugal), mas a vinda de Alain Neveux a Portugal justifica, só por si, uma viagem até à Guarda.
Alain Neveux, personagem algo tímida e pouco dada à sua promoção pessoal, é um dos mais brilhantes pianistas da actualidade no panorama da música contemporânea, sendo responsável por um CD da Accord onde encontro as mais bem conseguidas interpretações de 3 Stücke, op. 11, 6 Kleine Klavierstücke, op. 19, 5 Stücke, op. 23, da Suite, op. 25 e das 2 Stücke, op. 33a & 33b de Schöenberg, da Sonata op.1 de Alban Berg e das Variations op. 27 de Anton Webern, conforme tive já ocasião de divulgar.
Vale a pena ir à Guarda amanhã!

Vai para 15 anos que me deleito a escutar este trabalho de Alain Neveux, sem dúvida, para mim, a mais bela interpretação destas obras que até hoje conheci, à qual vou dedicar o fim de semana.
Alain Neveux? Conhecem? Claro que que sim, caros entendidos de coluna de opinião, toda a gente conhece…, mas vai para 25 anos que este homem, que nunca cedeu aos vorazes fazedores de vedetas, continua a sua carreira tocando para quem gosta de música, para quem busca novas sensações em conteúdos e não em embalados de “cultura light“, para utilizar a expressão de Vítor Oliveira Jorge.
Alain Neveux é apenas um dos melhores pianistas actuais, sem currículo de mostras nem festivais, tenham ou não os fazedores de opinião coluna ou não!
Aliás a questão não é tanto de coluna, talvez mais de espinha dorsal…