O Mediae Vox Ensemble, fundado e artisticamente dirigido por Filipa Taipina, apresenta em concerto este Sábado, dia 20, pelas 21:30h, na Igreja de S. João da Foz, no Porto, um programa sob o título Rosa de Roses – Flos de Flores – O simbolismo da Rosa na Mística Medieval, interpretando peças onde esse simbolismo é referido, quer ligado à Virgem Maria quer ao Amor Místico e Cortês.
Formado em Junho de 2004, o Mediae Vox Ensemble tem como objectivo o estudo e a interpretação da música sacra medieval. As suas interpretações têm exclusivamente por base e suporte os manuscritos e as notações originais. O seu repertório actual é composto por Canto Gregoriano, Hildegard Von Bingen (1098 – 1179), Gauthier de Coincy (1177 – 1236) e Polifonia Medieval.
O grupo é constituído pelas cantoras e instrumentistas Carolina Figueiredo, Manon Marques, Marisa Figueira, Mariana Moldão e Filipa Taipina, utilizando réplicas de instrumentos da Idade Média construídas por Giordano Ceccotti, Mario Buonoconto, Marco Casiraghi e Stefan Keppler.
(Oxoford, Corpus Christi College MS B 489)
(Montpellier, Bibl. Fac. Medicin, MS H 196)
(Engelbert Stiftsbibliothek Codex 314)
(Dendermond, St. Pieters & Paulusabdij Cod.9)
(Engelbert Stiftsbibliothek Codex 314)
(Chantilly, Musée Condé, MS 546)
(AfXCSM cant. 10)
– Tropo Agnus Dei
(Engelbert Stiftsbibliothek Codex 314)
(Bamberg, Staatbibl., Ms Lit. 115)
San Godric di Finchal (1080-1170)
(British Museum Lib., MS Royal 5F)
(Hortus Deliciarum, Strasbourg,
Bibliothèque Nacionale et Universitaire.
CM Engelhardt, Herrad von Landsberg)
Ave mater, Oswald von Wolkenstein (1375-1457)
(Innsbruck, Wolkensteinhandschrift B)
O Mediae Vox Ensemble apresenta-se no Mosteiro dos Jerónimos, na Sala do Capítulo, na próxima 6ª feira, 8 de Maio, às 21:30h, numa iniciativa de ‘O Movimento Viver e Vencer‘.
O Mediae Vox Ensemble, especializado em polifonia medieval, dirigido por Filipa Taipina, tem já agendados para este ano bastantes concertos, indiciando a confirmação da sua qualidade.
Este mês apresenta-se no Porto, no dia 7 de Março pelas 21:30h na Igreja de S. João da Foz e inserido “Ciclo de Músicas Religiosas” em Santander, organizado pela Caja Cantabria, nos próximos dias 17 e 22 de Março, na Igreja de Sta. Lucía (21h) e Santuario de la Bien Aparecida (20h), respectivamente.
O VI Festival de Música Medieval de Carrazeda de Ansiães decorrerá de 7 a 15 de Julho sob a direcção artística de Pedro Caldeira Cabral. Apesar de não beneficiar do castelo como palco para os concertos por se encontrar em obras de recuperação, conta com um programa de qualidade, dando um especial enfoque nos autores galego-portugueses e também nas tradições sefardita e árabe segundo nas palavras do músico organizador.
Concertos:
07 de Julho – Mediae Vox Ensemble na igreja de Parambos;
08 de Julho – Amar contra o Silêncio na igreja de Zedes;
14 de Julho – Ensemble Amadis na igreja de Pombal de Ansiães;
15 de Julho – La Batalla no Centro Cívico.
ps: informações mais detalhadas ver notícia do Diário de Trás-os-Montes.
O COBRAS e SON tem um novo espaço na net neste endereço, donde retiramos este excerto:
É um grupo de música antiga sediado em Salamanca, composto por músicos oriundos de várias partes do mundo. A sua atenção centra-se especialmente na música ibérica anterior à perseguição e expulsão das comunidades judias e muçulmanas do território da Península.
Dirigido por César Viana o COBRAS e SON é formado por:
FÁDULA – Carolina Casaseca
OUD – Pedro Ospina
PERCUSIONES – Pedro Gómez
FLAUTAS, ARPA Y DIRECCIÓN – César Viana
O concerto de hoje do Mediae Vox Ensemble na sala Diana do Palácio Nacional de Mafra será transmitido pela Antena 2, às 19:00h, inserido no programa Concerto Aberto.
O Mediae Vox Ensemble realizou o seu primeiro concerto a 15 de Setembro de 2005 no Convento de S. Paulo na Serra d’Ossa. Realizou concertos no Mosteiro de Santa Maria de Semede, Igreja de Nossa Senhora do Cabo em Linda-a-Velha, Sé de Lamego e Igreja do Espírito Santo em Vila Viçosa. O grupo é constituído pelas cantoras Carolina Figueiredo, Manon Marques, Mónica Santos e Filipa Taipina que tem também a seu cargo a investigação e a direcção musical.
Programa:
Ave Sponsa et Mater
O Amor Místico na obra de Hildegard von Bingen
- Hino: Ave Maris Stella, Canto Gregoriano (Antiphonale Monasticum)
- Hino: Ave generosa, Hildegard von Bingen (1098-1179) (Wiesbaden, Landesbibl., Reisenberg Codex)
- Moteto: Ex semine, Perotin (Montpellier, Bibl. Fac. Medicin, MS H 196)
- Antífona: Cum erubuerint, Hildegard von Bingen (1098-1179) (Dendermond, St. Pieters & Paulusabdij Cod.9)
- Nobilis humilis, Anonyme des Orkneys, Sec. XII (Uppsala, University Lib, Codex223)
- Antífona: O frondens Virga, Hildegard von Bingen (1098-1179) (Dendermond, St. Pieters & Paulusabdij Cod.9)
- Prima Cedit Femina, Anonyme rhénan, sec. XIII (Bamberg, Staatbibl., Ms Lit. 115)
- Antífona: Hodie aperuit, Hildegard von Bingen (1098-1179)
(Dendermond, St. Pieters & Paulusabdij Cod.9)
- Ave mutter kuniginne/Ave mater, Oswald von Wolkenstein (1375-1457) (Innsbruck, Wolkensteinhandschrift B)
Instrumentos: Sanfona, Giordanno Ceccotti. Harpa, Mario Buonoconto.
A propósito do Concerto de 6º feira no Palácio de Mafra do Mediae Vox Ensemble transcrevo um texto sobre o Amor Místico, gentilmente enviado pela autora, Filipa Taipina.
Ave Sponsa et Mater
O Amor Místico na obra de Hildegard von Bingen
O Amor foi sem dúvida um dos temas tratado de forma intensa no final da Idade Média. Abordado tanto no âmbito profano como religioso, adquiriu neste último a forma de Amor Místico.
Neste concerto o Mediae Vox Ensemble irá abordar o tema do Amor Místico maioritariamente através da obra musical e poética de Hildegard von Bingen. Monja e abadessa do convento beneditino de Disibondenberg e posteriormente fundadora e abadessa do convento de Rupertsburgo, a obra de Hildegard é um dos expoentes máximos deste tema.
Para Hildegard as virgens monjas são como esposas de Cristo. Invocamos-te agora, Esposo e consolador, que nos redimiste na cruz. Por teu sangue comprometidas, somos para Ti esposas, repudiando homem para te preferir a Ti, Filho de Deus.
Hildegard defende que a beleza e a graça feminina em si não são uma tentação diabólica. Santificadas pelos laços do matrimónio, a graça e a beleza são instrumentos de harmonia e fecundidade. Assim, tal como uma esposa pode e deve ornamentar-se para o seu esposo, também as esposas de Cristo o deverão fazer. Deste modo, encorajava as suas monjas a adornarem-se em determinados dias como princesas, oferecendo a Cristo a sua beleza em vez da sua penitência. Ó tão belos rostos. Em vós o Rei se deleitou quando vos conferiu todos os ornamentos celestes e vos transformou em jardim de delícias, com todos os perfumes inebriantes.
Também a Virgem Maria aos olhos de Hildegard não é tanto a mãe chorosa aos pés da cruz mas, uma mulher vestida de luz do sol, que triunfa sobre o velho dragão com um ceptro e diadema de dignidade real. Uma mulher bela e brilhante aos olhos de Deus. Quando o Pai do céu se deteve no brilho da Virgem, quis que nela encarnasse seu Filho.
Cristo aos olhos de Hildegard tem também algo de especial, não é um sofredor desarmado mas, que gera pathos poderoso, amante divino e uma espécie de herói das elegias anglo-saxónicas que ascende orgulhosamente à Cruz como se fosse um trono. Tu, fortíssimo leão, rompeste o céu para descer ao útero duma virgem e destruíste a morte para elevar à vida a cidade de ouro.
E difícil não exultar com a coragem desafiante de Hildegard aos costumes sombrios e à misoginia que a rodeavam. O seu conceito de comunidade feminina e a sua convicção de que as mulheres podem exercer poder de forma positiva, tornaram certamente a sua comunidade num dos locais mais fascinantes onde poderia ter vivido uma mulher dedicada à religião.
Filipa Taipina
Por ocasião do lançamento do seu site o Mediae Vox Ensemble apresenta-se em concerto no próximo dia 27, 6ª feira, pelas 19:00h, na Sala Diana do Palácio Nacional de Mafra.
Apesar de já ter escrito atrás, recordo que o Mediae Vox Ensemble tem como objectivo o estudo e a interpretação da música sacra medieval. As suas interpretações têm exclusivamente por base e suporte os manuscritos e as notações originais. Nestes primeiros tempos, o Mediae Vox Ensemble tem-se dedicado à investigação do Feminino na música sacra medieval, sendo o seu repertório actual composto por Canto Gregoriano, Hildegard Von Bingen (1098 – 1179) e Polifonia Medieval.
Constituído em 2004, o Mediae Vox ensemble dedica-se à investigação e intrepretação da Música Medieval incluindo Canto Gregoriano, Hildegard Von Bingen e Polifonia Medieval, tendo as suas interpertações, por exclusivo suporte, os manuscritos e as notações originais. Os instrumentos que utiliza, nomeadamente a sanfona, são réplicas da época construídos por Mario Bugnoconto, Giordano Ceccottie e Otello Girardi.

Formado por Ana Paula Almeida, Ana Carolina Figueiredo, Mónica Santos e Filipa Taipina assegurando, esta última, a investigação e a direcção musical, o MediaeVox ensemble entrará brevemente em estúdio para gravar o seu actual repertório, constituído por Canto Gregoriano e Hildegard Von Bingen (1098-1179).
ps: para mais informações ver o sítio do Mediae Vox ensemble.
Hoje, dia 6, às 19 horas, os Cobras e Son, nova formação de música antiga dirigida pelo César Viana, apresenta-se no CCB.
Deixo um texto sobre o grupo, ficha técnica, programa e notas biográficas dos músicos.:
COBRAS E SON é um grupo de música antiga sediado em Salamanca, composto por músicos oriundos de várias partes do mundo. A sua atenção centra-se especialmente na música ibérica anterior à perseguição e expulsão das comunidades judias e muçulmanas do território da Península.
Assim, o seu repertório é composto por música e poesia desses três povos que durante tantos séculos partilharam o espaço peninsular: cristãos, judeus e muçulmanos. É também dada uma atenção particular a alguma música tradicional de Espanha e Portugal que preserva vestígios e influências da música dessas três culturas medievais.
A expressão ‘COBRAS E SON’ era utilizada por Alfonso X, o Sábio, para designar a poesia e música das suas Cantigas de Santa Maria (cobras – versos; son – música).
COBRAS E SON:
Voz – Lucía Vázquez
Rabel – Carolina Casaseca
‘Oud – Pedro Ospina
Percussões – Pedro Gomez
Flautas, harpa e direcção – César Viana
PROGRAMA
Cantigas de Santa Maria de Alfonso X o Sábio e peças instrumentais das cortes europeias
Estrella do dia
Cantand’e en muitas guisas dev’om’ a Virgen loar
La quinte estampie royale
Razon é grand’ e dereito
Lamento di Tristano e La Rotta
O cativo (tradicional de Algezur – Algarve)
Três romances e uma canção sefarditas
Me cautivaron los moros
De Burgos partió ese rey de Salamanca
Paseábase el buen Cidi
A la Una io nací
Una estrella se perdió (tradicional de El Payo – Salamanca)
Moaxahas e outas peças da tradição árabe-Andalusa
Lamma Bada
Kadhia el Ochak
Man habbak
Adir Rahati
Musaddar Sika
Ai ó divina santa cruz (tradicional de Monsanto – Beira Baixa)
Mare de Vigo – Sete Cantigas de Amigo de Martim Codax
Ondas do mare de Vigo
Mandad’ei comigo
Mia irmana fremosa
Ai Deus, se sab’ora meu amigo
Quantas sabedes amare amigo
Eno sagrado en Vigo
Ai ondas que eu vin veere
BIOGRAFIAS
CÉSAR VIANA
Flautista, compositor e director de orquestra. Gravou numerosos CDs para editoras como EMI Classics, RCA, BMG, Philips, Strauss, etc. Composições e orquestrações suas fazem parte do repertório de instituições como Ballet Gulbenkian, Companhia Nacional de Bailado, Teatro da Trindade, etc. Foi fundador e director musical da Orquestra Sinfonia B e do grupo de música antiga Birundum. Como maestro convidado, trabalhou com orquestras como Hannover Philarmoniker, RIAS Big Band Berlin, Clássica da Madeira, Filarmonia das Beiras, Metropolitana de Lisboa, etc. Faz parte do grupo de música medieval Vozes Alfonsinas e, também na área da música antiga, tem colaborado com músicos como Nuno Torka Miranda, Mika Suikhonen, Cristiano Holtz, Annemieke Cantor, etc. Actualmente trabalha no doutoramento em musicologia na Universidade Nova de Lisboa. Além da flauta de bisel, dedica-se também à flauta dos índios americanos e ao shakuhachi (flauta japonesa)
LUCíA VÁZQUEZ
Nasce en Vigo, onde realiza estudos básicos de piano e violoncelo. Muda-se para Salamanca para estudar canto profissionalmente. O seu interesse pela música antiga leva-a a iniciar estudos de viola da gamba e a realizar diversos cursos na Academia de Música Antiga com profesores como Itziar Atutxa, Vittorio Ghielmi (Viola da gamba), Richard Levitt, D. Mason, Pepe Hernandez y Lambert Climent (Canto). Participa como solista na ópera Dido e Eneias de Purcell no papel de Second Witch e Second Woman (Teatro Liceo de Salamanca, 2003-2004). Colabora também com a Choralakademie de Mainz (Requiem de Berlioz – 2004) e é convidada como solista pelo Coro de Salamanca La Stigia (obras de Tomás Luís de Victoria para voz e alaúde). Participa na homenagem a Gabriel y Galán “Delanti usté mesmo” organizada pela Casa de Las Conchas, cantando música tradicional. Como gambista, acompaña o Coro La Stigia no Festival de Música Antigua “Eloy Zapico” (Asturias). Actualmente estuda Canto no Conservatorio Superior de Música de Salamanca e termina estudos de Magisterio na Facultad de Educación de Ávila.
CAROLINA CASASECA DORADO
Inicia os seus estudos musicais em Béhar, sendo natural de Salamanca, e continua a sua formação no Conservatório Profissional de Música desta cidade, na especialidade de violino.
Entre 1994 e 2001 estuda com Manuel Villvendas, Jennifer Moreau e Patricio Gutierrez. Recebe numerosos cursos de formação pedagógica na Universidade de Alcalá de Henares (Sheila Nelson, Mimi Zweig…), Vitoria, Santander e Londres (Colourstrings)
Além do violino, dedica-se também aos instrumentos de corda medievais, nomeadamente o rabel.
Desde 1998 desenvolve a sua actividade de professora na Escuela de Música Gombau e desde 2002 na Escuela Municipal de Música e Danza, ambas na sua cidade natal.
PEDRO ALEJANDRO OSPINA SANDOVAL
Nasceu en Tuluá, Colômbia. Foi aluno de bandola e composição do compositor e intérprete colombiano Héctor Cedeño.
Fez estudos de guitarra na Universidad del Cauca, Colômbia. Como compositor, inspira-se na música tradicional do seu país.
Possui uma grande experiência como concertista, arranjador, compositor e fez parte de vários grupos musicais.
Ultimamente, tem-se dedicado ao estudo do alaúde magrebino, interessando-se particularmente pelo repertório medieval ibérico.
PEDRO GOMEZ
É natural de Valladolid e diplomou-se no Real Conservatorio Superior de Atocha.
Durante quatro anos estudou guitarra flamenca com Oscar Herrero.
Dedicou-se também ao estudo das percussões, tendo dedicado especial atenção ao cajón, à darbuka e a diversos tipos de pandeiros,
É professor da Escola Municipal de Música de León, onde ensina Guitarra clássica e flamenca e é o responsável pelo Ateliê de Percussão.
Apresenta-se regularmente em concertos quer como percussionista quer como guitarrista.























