Promovido pelo Conservatório Regional de Castelo Branco a APSARA produzirá a XV edição do Festival Internacional de Música de Castelo Branco, Primavera Musical, sob a direcção artística de Carlos Semedo e de Guenrikh Elessine.
A edição deste ano do Primavera Musical decorrerá durante um mês, de 6 de Maio a 6 de Junho, com a qualidade de programação que nos habituou. Sem pretender destacar qualquer iniciativa deixo o programa completo para poderem agendar as vossas escolhas.
Para mais informações e reservas consulte o sítio do Primavera Musical.
O Primavera Musical deste ano (link), o 14.º Festival Internacional de Música de Castelo Branco, produzido pela APSARA (link), com a direcção artística de Carlos Semedo e Guenrikh Elessine, inicia no próximo dia 29 de Abril e prolonga-se até 5 de Junho.
Carlos Semedo habituou-nos em edições anteriores a um assinalável registo de qualidade na programação e produção, traduzido este ano não só na programação (link), como na forma como se encontra harmoniosamente integrada. Sobre o mote Do Místico ao Mestiço poder-se-á assistir a 14 concertos, 5 sessões de cinema, um ensaio aberto e a uma Oficina de Construção de Instrumentos Musicais.
Não é fácil destacar nomes ou momentos mas, ainda assim, não resisto a chamar a atenção, por ordem cronológica, para o recital de Miguel Borges Coelho a inaugurar o festival, a 29 deste mês, o filme “O Grande Silêncio” de Phillip Gröning a 6 de Maio, o Mediae Vox Ensemble (link) a 7 do mesmo mês, ao Takács Quartet (link) a 14 e a Maria João, em quarteto, a 5 de Junho.
Parabéns à organização e a Castelo Branco que muito beneficiará, atendendo à qualidade do programação, pela promoção da cidade e da região.
Via JPT do Ma-schamba tomo conhecimento da programação do IV Festival Internacional de Música de Maputo. Mais um festival, dir-se-á, mas atentem na riqueza da programação lá consta.
Começo a crer, cada vez com mais convicção, que dos países ditos em desenvolvimento, nomeadamente dos lusófonos, poderão advir iniciativas que nos mostrem que a inovação, hoje tão, mas tão politicamente correcta, poderá estar, e bem, aliada à tradição, à cultura e à identidade.
Integrado no XXXIII Festival de Música do Estoril Artur Pizarro apresenta-se hoje apresentou-se ontem na sala Atlântico do Hotel Palácio com o seguinte programa:
Haydn – Andante e variações em fá menor
Beethowen – Sonata em fá menor op. 23, Apassionata
Vianna da Motta – Balada op. 16
Granados – Allegro de Concierto
Rachmaninov – Sonata em Si bemol m. op. 36

A 8.ª edição do Festival MusicAtlântico contará como é habitual com a direcção artística de Gabriela Canavilhas e terá como tema principal A Voz no Tempo.
A edição deste ano vai ser dedicada à VOZ e ao riquíssimo repertório escrito para aquela que é a expressão musical mais “original”?, de entre todas – a voz humana. Com uma componente vocal destacada, o Festival apresenta-se nas nove ilhas dos Açores com propostas musicais diversificadas, onde a voz é o veículo artístico principal.
(…)
Um total de 17 concertos de 28 de Junho a 9 de Julho, nas nove ilhas dos Açores, 12 dias de celebração da voz como instrumento primordial da história da música.
Programação (link):
- The Swingle Singers ;
- Orquestra Metropolitana de Lisboa (5 concertos: 2 com Elisabete Matos e 3 com Ana Ferraz);
- Mediae Vox Ensemble (5 concertos);
- L’Arpeggiata (2 concertos);
- King’s Singers;
- Barbara Furtuna (3 concertos);
O 33.º Festival Internacional de Música de Espinho decorrerá entre os dias 6 e 29 de Julho, sendo organizado pela Academia de Música de Espinho (link), que engloba no seu projecto a Escola Profissional de Música de Espinho (link) e a Orquestra Clássica de Espinho – OCE (link), estando a direcção artística este ano a cargo de Alexandre Santos e João Pedro Mendes dos Santos. Todos os concertos terão lugar no novíssimo Auditório de Espinho-Academia.
Apesar de não estarem já directamente ligados ao Festival, aproveito para enaltecer o trabalho de décadas da família Neves em prol da música em Espinho, do fundador e de seus filhos Fausto e Gisela.
Hoje é toda uma equipa que vem consolidando uma posição de particular relevo nacional no que à música clássica diz respeito, a qual se pode constatar pela riqueza e equilíbrio da programação do Festival deste ano. Serão 15 concertos (ver programação em detalhe) onde poderemos escutar:

- Augustin Dumay / Violino, Alexei Eremine / Piano
- Quarteto Ysaye
- Festival Junior – “À volta do mundo”
- Tânia Achot / Piano
- Bernardo Sassetti / piano
- João Paulo Esteves da Silva / Piano
- Mario Laginha Piano / Trio
- Festival Junior – “Contos musicais”
- Stacey Kent
- Quarteto com Piano de Moscovo
- Festival Junior – “Musicando os animais”
- François Leleux / Oboé Ensemble do Festival
- Romain Garioud /Violoncelo, Andreas Frolich / Piano
- Orquestra Clássica de Espinho, Coro de Lisboa Cantat, Ana Quintans / Soprano, Miguel Bernat, Rui Sul Gomes / Percussão, Cesário Costa / Maestro
- Ivo Pogorelich / Piano
Parabéns a toda a equipa que vem conseguindo, de ano para ano, elevar a qualidade deste evento e, por que não, à Câmara Municipal que nunca recusou os apoios necessários para que ele aconteça.
Apesar de não defender nem a Festa da Música nem os Dias da Música por entender que o Estado não deveria dedicar grande parte do seu orçamento em eventos culturais pontuais em detrimento de uma programação continuada, diversificada, territorialmente abrangente e, sempre que possível, conjugada com a educação (entenda-se escolas regulares de ensino público e não serviços educativos de variadíssimas índoles e esquemas) e formação de novos públicos nas camadas mais jovens (quem se interessar ver arquivo Educação em Cultura), senti necessidade de regressar a este assunto pelo facto de me parecer que Mega Ferreira não estará a corresponder como gestor nem como programador do Centro Cultural de Belém (CCB) ao que é exigível a um gestor cultural público.
De facto, depois de Mega Ferreira ter vindo para os media anunciar que por culpa da Ministra da Cultura o CCB não poderia realizar a Festa da Música este ano e que se soubesse, quando chegou ao cargo, que o Governo iria instalar a colecção Berardo em todo o centro de exposições e que o Ministério da Cultura iria cortar os seus apoios anuais, “provavelmente não teria aceitado o convite” (excerto de notícia do Público de 10/02/2007), não é compreensível que, feitas as contas como o Raposa Velha as apresentou, a diferença se situe nuns parcos 88.000,00€, ou seja, 17.643 contos em moeda antiga!
Sobre a comparação entre a Festa da Música e os Dias da Música já o Henrique Silveira e a Teresa Cascudo escreveram bem para além do que eu conseguiria, mas o que me apoquenta é o que poderá estar por detrás de toda a encenação mediática que o presidente do CCB montou com o único objectivo (aparentemente, depois de feitas as contas) de atingir Isabel Pires de Lima. Note-se que Mega Ferreira não mostrou uma indignação bastante para apresentar a sua demissão por não concordar com as alterações introduzidas, limitando-se a afirmar que se, aquando da sua aceitação do cargo, soubesse do acordo com Joe Berardo e dos cortes orçamentais, não o teria aceite.
Isto é, no mínimo, muito estranho! Os cortes do Ministério da Cultura já tinham sido feitos no Orçamento de Estado de 2007 e o acordo com Joe Berardo transcendia já, como todos sabiam, Isabel Pires de Lima, uma vez que o dossier estava na mesa do Primeiro-Ministro!
Assim sendo, o show mediático de Mega Ferreira só poderá compreender-se se o seu objectivo (aquele que poderá estar por detrás da sua animosidade contra a Ministra) for o de alcançar a função de Ministro da Cultura com o apoio de um lobbie na comunicação social, o qual não deverá estar isento do circo mediático montado sobre o affaire Pinamonti / Mário Vieira de Carvalho, que envolveu jantar de homenagem e tudo com cerca de centena e meia de participantes a maior parte dos quais, estou plenamente convencido, estão totalmente alheios a estes meandros do poder!
Dito isto, é evidente que a Ministra da Cultura também não terá andado bem nestes assuntos muito especialmente ao dar dois tiros no pé, logo a a montante: ter convidado Mário Vieira de Carvalho para Secretário de Estado e Mega Ferreira para Presidente do Centro Cultural de Belém!
É caso para dizer que, se Isabel Pires de Lima soubesse o que sabe hoje não os teria convidado só que, se assim fosse, colocar-se-ia também na incómoda posição de ninguém perceber por que é que ainda não os demitiu!. Mas esta é outra questão…, daquelas que só mesmo os políticos poderão almejar entender!
Passou-me o Festival Dias de Música Eletroacústica que ocorreu em Seia entre 25 de Março e 7 de Abril.
Pelo que li parece ter corrido de acordo com a elevada expectativa que o programa prometia, deixando destaque para o blog inteiramente dedicado ao evento Dias de Música Electroacústica.
Aqui fica um excerto do press release da organização:
A música erudita contemporânea é uma prática pouco divulgada e profundamente desconhecida em Portugal, particularmente fora dos grandes centros urbanos. Os concertos apresentados são representativos da mesma e todos os intervenientes são profissionais activos. Nesta edição, apoiada pelo Conservatório de Música de Seia, Instituto de Etnomusicologia da Universidade Nova de Lisboa e Miso Music Portugal, destaca-se a presença de intérpretes como o pianista e compositor Simão Costa, o quarteto de saxofones QuadQuartet, a flautista Neuza Bettencourt e os percussionistas Bruno Estima e Pedro Fernandes com interpretação de obras de Fernando Lopes-Graça, Jorge Peixinho, Cândido Lima, Miguel Azguime, João Pedro Oliveira e Luciano Berio, entre outros.
Primavera Musical 2007 é o título do 13.º Festival Internacional de Música de Castelo Branco que hoje inicia, organizado pelo Conservatório Regional local e que decorrerá até 13 de Junho.
PROGRAMA:
5 Maio 2007. 21h30
Cine-Teatro Avenida
JAQUES MORELENBAUM – Trio Cello Samba
18 Maio 2007.21h30
Cine-Teatro Avenida
ORQUESTRA SINFÓNICA DA ESART
Concerto dedicado a Luís Pio
19 Maio 2007.21h30
Cine-Teatro Avenida
MÁRIO LAGINHA e BERNARDO SASSETTI (dois pianos)
Concerto dedicado a ZECA AFONSO
23 Maio 2007.20h00
Governo Civil de Castelo Branco
ORLANDO CONSORT
“Food, Wine and Song” – Concerto com degustação
25 Maio 2007.21h30
Conservatório Regional de Castelo Branco
Concerto Jovens Intérpretes
DIANA VIEIRA e SAÚL PICADO (piano)
26 Maio 2007.21h30
Museu de Francisco Tavares Proença Júnior
TRIO HANTAï
7 Junho 2007.21h30
Conservatório Regional de Castelo Branco
MOSCOW PIANO QUARTET
“Mosaico Musical”
8 Junho 2007.21h30
Instituto Português de Juventude
CARDUCCI QUARTET (quarteto de cordas)
9 e 10 de Maio
Das 18 às 19h30, no Cybercentro de Castelo Branco
CURSO LIVRE “SOLO BACH”, por César Viana
Um pequeno curso dedicado às Suites para Violoncelo Solo
11 e 13 de Maio
Governo Civil de Castelo Branco
BRUNO BORRALHINHO (violoncelo)
Ciclo SOLO BACH – Integral das Suites para Violoncelo Solo
13 de Junho
Instituto Português da Juventude
(DES) CONCERTANTE TRIO
Vencedor do FOLEFEST 2007, categoria de Música de Câmara
CICLO DE CINEMA
Cine-Teatro Avenida, 21h30
1 de Maio – Cidade de Deus, de F. Meirelles
8 de Maio – Sarabande, de I. Bergman
15 de Maio – Amarcord, de F. Fellini
ITINERÂNCIA NAS FREGUESIAS
4 concertos realizados pelo QUARTETO INDIGO (clarinetes)
Dias 10 e 12 de Maio e 1, 2 de Junho
É certo de que nunca fui grande adepto, mas o fim de algo que esteve sempre esgotado dá-nos que pensar…
A Festa da Música tornou-se no evento de música dita clássica mais mediático de Portugal – ele era um corrupio de comentadores, de candidatos a comentador, de críticos, de sociólogos da música, de músicos sociólogos, de antropólogos, de Cinhas, de Caras, caía lá tudo, todo este mundo e mais outro! Essa festança acabou!
Merecia o evento continuar? Sem dúvida, havia qualidade na programação, nos músicos, na montra que era para os músicos portugueses, no renascer da vivência da música clássica, mas o que era o CCB para além desses 3 dias? Nada será demasiado e algo muito! (ver tristeza da Teresa Cascudo)
A verdade é que não há dinheiro para pagar ao René Martin, mas também nada há a agradecer pois muito pouco fez para a internacionalização dos músicos portugueses que afinal convidava para as suas festas.
Fim do contrato. Ponto, parágrafo.., por uma questão orçamental, mas parágrafo!
E agora, finda a festança, poderemos continuar a ter música? Ou seja, será que o CCB poderá, como diz, ter uma programação mais regular, melhor, gastando menos?
Eu acho que pode, francamente, mas pelo que já vi não me parece que não o consiga. E o problema reside justamente neste ponto: será que não temos entre nós capacidade para programar com excelência. (ver o que escreveu o Tiago Bartolomeu Costa a propósito)
A resposta é demasiado óbvia – o fim da Festa da Música acaba com a festa, mas é a própria programação do CCB que arrasa com a música!























