Imagine “the world will live as one”…, de John Lennon, numa escola para surdos…, pela Glee…
Bom 2010!
Saímos de 2008 e entramos em 2009 com Quico Serrano, desta vez um video clip do tema Electrical Mind, incluído no mesmo trabalho dos ‘Plaza’, Meeting Point, com imagens e captação de David Fialho de Almeida e do próprio Quico Serrano. Ambiente do início da fase estrictamente electrónica do rock, sentindo-se muitas influências do apogeu do Rock Sinfónico da primeira metade dos anos 70 mescladas, diria, com algumas progressões de nítida influência clássica.
Deixo-vos, neste final de 2008, a versaõ vídeeo de Everything Got to Be as a Love Song cantada / dita pelo Quico Serrano, na faixa 11 de Meeting Point dos Plaza, lançado em Abril de 2004. Atentem na letra e…
Boas Entradas.
Duas versões de ‘Wild World’ de Cat Stevens, desde há uns anos Yusuf Islam, a segunda com Peter Gabriel. Ouçam-nas…, e sintam… sintam a letra e se os mais de trinta anos que as separam ou se as mudanças por que o autor viajou alteraram, ou não, a mensagem que pretendia transmitir. Bom fim-de-semana.
Give Peace a Chance de John Lennon por vários, em 1991, é a proposta que deixo para este Dia Internacional de Música.
A música consegue comunicar, interagir e entender-se com outras culturas de uma forma que é inviável através da palavra, porque não há palavras que cheguem para dar significado a todo um turbilhão de emoções.
Jordi Savall
Apesar de Oleta Adams andar algo desaparecida continua a ser uma das minhas vozes preferidas, em especial nesta interpretação editada em Two Rooms: A Tribute to Elton John & Bernie Taupin, de 1991.
Adenda: Ver em http://www.youtube.com/watch?v=1_M0hY0GhNI&feature=channel
Quem como eu gosta de música e teve digestões difíceis aquando da passagem dos Lp’s para os CD’s, destes para o MP3, preparem-se porque a Web 2.0 (a net em rede ou net social) dará muito brevemente a estocada final no mercado de CD’s.
De há uns anos a esta parte a conjugação entre a facilidade de downloads de música e sua partilha, o incremento da qualidade das conversões para MP3 e a massificação dos leitores portáteis (geração iPod) vem causando sérios danos à venda de CD’s e, consequentemente, à sustentabilidade das editoras. Muitos auguraram o pior, o fim do negócio da música, a falência das editoras e dos músicos, mas nestas coisas de futurologia convém ter algumas cautelas sob pena de o tempo se encarregar de reduzir a pó as mais brilhantes teses e afins.
Em boa verdade, conforme Paulo Gomes escreveu e aqui transcrevi, se parece agora certo que as editoras serão muito mais selectivas, reservando as suas iniciativas a mercados muito mais vastos (atente-se nas fusões a nível mundial), a verdade é que dá ideia de que os músicos começam a agarrar uma nova oportunidade de negócio, via internet, criando os seus próprios espaços para divulgação dos seus trabalhos através de um bom marketing de rede (social web) – começam por colocar a sua música, divulgá-la pelos seus social bookmarks, permitir alguns downloads gratuitos e outros a muito baixo custo, conseguindo medir, com um grau de risco muito mais reduzido, a receptividade do consumidor e, claro, a viabilidade de eles próprios de produzirem e editarem.
Um caso muito recente da aplicação desta técnica com bons resultados é a dos The DO (o “o” é traçado como o zero), um duo formado pela finlandesa Olivia B. Merilahti (voz e guitarra) e Dan Levy (multi-instrumentista) que poderão ser os pioneiros da pop music de sucesso nascida na net, veja-se o sucesso do seu myspace, com temas já sacados pelos media ingleses e norte-americanos, radiodifundidos e incluídos nos top 20 como The Bridge is Broken e Song for Lovers.
Noutros géneros musicais e em Portugal também o caminho parece começar a ser desbravado: no Jazz, Paulo Gomes, por exemplo, já aposta mais no seu myspace do que no seu próprio site; no Black Metal o Ishkur tem uma experiência em rede bem vigorosa através de uma interligação estreita entre o seu myspace, o seu Hi5, o last-fm e o seu site!
Os novos tempos da WEB 2.0, da social web, onde a regra mais importante é desenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos de rede para se tornarem melhores quanto mais são usados pelas pessoas, aproveitando a inteligência coletiva (Tim O’Reilly traduzido para a Wikipédia em português) poderá, afinal, revelar-se amiga dos músicos ao revelar-se como o principal canal de distribuição da música, mas muito dura para com os intermediários e editores.
É curioso constatar que enquanto a blogosfera e os media, editados, em geral, por um grupo etário mais elevado, ainda debatem e rebatem as virtualidades da Web 2.0, os mais jovens, seja através dos grupos, do myspace, do hi5, da last.fm ou do Spaces Live, movem-se e intercomunicam já com naturalidade e sem perda de tempo em considerações teóricas na Social Web!
Uma questão geracional? Não sei! Certo estou é de que os marketeers terão muito que fazer para se adaptarem aos novos e poderosos canais de distribuição que a net proporciona.
Tracy Chapman em videoclip promocional com a presença de Dianne Reeves como que a sorver este blue.
Bom fim de semana.
Uma viagem através de Lou Reed, entre A Perfect Day que ouvi na Cristina Vieira e Sweet Jane pela voz da Margo, e pela Margo…., onde cheguei. E fiquei…
Cowboy Junkies – “Sweet Jane” do album “Trinity Sessions”
I’ve got the time, but I don’t know where to go in my mind
I feel fine, I see everything and behind
I’ve got hope, thinking that everything’s fine
I just don’t know where the fucking reality can be seen…
I’ve got the time and I’ve never been so cool in my mind
I’ve got the time and I’m feeling very cool in my mind
I feel fine, I need to keep myself on the line
I’ve gotta show why things are so important this time
I’ve gotta show one way to myself all the time
I just don’t know where the fucking reality be seen…
And everything gotta be as a love song
Este é o texto cantado / dito pelo Quico Serrano na faixa 11 de “Meeting Point” dos Plaza, lançado em Abril de 2004.
Apesar da dificuldade que sempre encontrei em eleger os meus “best” seja em que domínio for, o certo é que os Plaza nasceram um pouco “à rebelia” dos irmãos Praça dos ex-Turbo Junkie, apesar de ter sido sua a iniciativa – contrataram o Quico para produzir o novo trabalho dos Turbo Junkies, mas quando se deram conta já não eram mais Junkies e tiveram de encontrar um novo nome para o trabalho que haviam conseguido – Plaza, escolheram para o novo grupo e “Meeting Point” para o 1º trabalho.
Os Plaza, de facto, em nada se assemelham aos Turbo Junkies! Neste trabalho com 12 faixas encontramos motivos “retro” de base pop dos anos 60, 70 e 80 embora embalados por roupagens muito diversas: pop puro e duro de aplicação directa nas discotecas; aromas de rock sinfónico da primeira metade de 70; baladas rock; Drum & bass; um pouco de house; rock electrónico de tendência minimalista (lembrando um pouco Kraftwerk). Dir-se-ia um trabalho descaracterizado de tão eclético, de tão salpicado de tudo um pouco, mas ouvindo, ouvindo de princípio a fim sem interrupção, logo sentimos que existe ali uma argamassa (uma cama, na gíria musical) que confere uma unidade lógica a tudo quanto ouvimos.
Não há “copy / pastes” há a musicalidade do Quico Serrano de princípio a fim, a argamassa que dá a unidade. É que o Quico, para além de ser o produtor português que mais admiro ( o “guru” das sonoridades electrónicas e o “rato” de estúdio que sabe fazer tudo o que lhe pedem, os músicos e a música), consegue neste trabalho colocar muito de si próprio (de seu coloca em todos os trabalhos que produz), mas aqui, dele mesmo, da sua alma, a sua música, aquela que eu já ouvia nos finais de 70 e princípios de 80. De facto, as 2 últimas faixas, Everything’s gotta be as a song” e “Electrical Mind” soam quase exclusivamente a Quico, expurgado mesmo de influência dos irmãos Praça.
Não elejo “Meeting Point” como o melhor trabalho de coisa alguma, apenas quis aqui prestar a minha homenagem ao Quico, o melhor produtor português de música tracional, de pop, de rock, de música electrónica, enfim de quase tudo (na minha opinião, claro), mas especialmente pelo facto de ter conseguido emprestar tanto da sua musicalidade a este projecto, enquadrando a sua música com aquela outra que hoje se vai fazendo, um pouco por todo o lado, mas com uma qualidade muito elevada, marca indissociável do trabalho a que nos habituou.
Bem hajas Quico e parabéns aos Plaza que é um excelente projecto pop!





















