Ainda não recebi a dita cuja programação da Casa da Música, mas a avaliar pelo que o Heitor vai adiantando no desNorte só espero que a Sra. D. Gabriela Canavilhas continue a comentar uns concertozitos porque é uma grande mais valia para a instituição!
É caso para perguntar: que seria da Casa da Música sem a Sra. D. Gabriela Canavilhas?
Arquivo: ‘Pedro Burmester’ Category
O HVA do Desnorte faz um breve balanço da programação da Casa da Música desde Abril de 2005 para chegar à mesma conclusão que o Henrique Silveira, no Crítico, e eu também escrito - muito fraca a programação do 2º trimestre!
Subscrevo na íntegra a solicitação do HVA no desNorte que com humor expõe o ridículo da programação da Casa da Música para 2007 bem como a impensável qualidade da estrutura e da informação do respectivo site.
Ai Alves Monteiro, que saudades…
Anteontem deixei aqui um link para a extensa entrevista de Susana Ralha, concedida à Cesaltina Pinto e editada na VISAOONLINE, reservando qualquer comentário para mais tarde, de forma a não influenciar, previamente, a sua leitura. É o que farei agora.
Sem relevar a mágoa que se pressente na entrevistada, parece que este folhetim é apenas mais um, englobado no descalabro que se vem assistindo na gestão da Casa da Música após o belíssimo trabalho feito e deixado, em apenas 8 meses, por Alves Monteiro, apesar das demissões de Pedro Burmester e, por lealdade, de Fausto Neves, o motor do Serviço Educativo desde o seu início, que foram perfeitamente extemporâneas.
Após a incompreensível retirada de apoio a Alves Monteiro por parte da ex-Ministra da Cultura de Santana Lopes e de Rui Rio (só entendida pelos relatórios das auditorias de empresas privadas e do Tribunal de Contas que comprometiam todas as administrações anteriores, incluíndo as que Rui Rio apadrinhou), nunca mais a boa gestão regressou à Casa da Música!
O que estamos a assistir desde então é uma corrida para a colocação dos amigos antes desta aprazada administração do Dr. Couto dos Santos sair!
Conhecida a intenção do Estado e dos financiadores privados de demitir todos os membros deste Conselho de Administração ligados a Rui Rio, a ex-Ministra com a conivência de Couto dos Santos, sem rebuço, nomeia e contrata desalmadamente funcionários e directores para que os vindouros sejam confrontados com uma limitação séria à constituição de equipas de confiança, por via de pesadas indemnizações!
Esta gente é séria (embora possa não parecer), entenda-se mas, por grande obséquio, Sra. Ministra da Cultura, trave, o mais breve possível, esta administração a prazo de causar mais danos do que os que já ousou!
Para mim não são os notáveis que estão em causa, sejam eles Pedro Burmester, Fausto Neves ou Susana Ralha, mas a constituição de equipas consistentes enquadradas numa gestão harmoniosa e eficiente de um projecto que não começou bem, que foi reposto na boa gestão e que agora está, novamente, purgado do mínimo bom-senso!
No Público de 13 de Maio, Henrique Ribeiro, porta-voz da administração da Casa da Música, esclarecia que «o Serviço Educativo não foi extinto: houve um reforço (…) ao passar a direcção autónoma com funções na área da educação e da investigação.» e, mais adiante: «Achou-se que uma direcção destas devia ser dirigida por alguém com habilitações literárias ao nível do doutoramento. A Susana Ralha não cumpria esse requisito». Ora aí está, a senhora que lá estava e admitia que não conseguia erguer um projecto é agora a tal, doutorada senhora, a recém-nomeada Directora do Serviço Educativo e de Investigação!!!
Sra. Ministra da Cultura, por favor, tire de lá esta gente antes que nada reste a não ser o recurso a pesadas indemnizações para correr com a bestialidade e, já agora, não são necessárias muitas reflexões, basta ler o que Alves Monteiro deixou pronto e avançar, com honestidade e bom-senso, a bem da Casa da Música!
(aviso: texto longo só para quem se interessar pelo assunto)
Àcerca deste post do Rui A. e deste outro do João Miranda no Blasfémias apus lá 2 comentários que aqui reproduzo:
1 - «Um pouco de memória não faz mal a ninguém:
1.1 - Pedro Burmester saíu do projecto Casa da Música de sua livre e espontânea vontade quando era assessor pessoal do Presidente do Conselho de Administração, M. Alves Monteiro;
1.2 - Apesar da “birra” incompreensível de Rui Rio em teimar não querer Pedro Burmester na administração da Casa da Música, M. Alves Monteiro, bateu o pé e chamou-o para o seu lado, como seu único assessor;
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Rui Rio - ou eu ou o caos
ou
Casa da Música um nado-morto
Os folhetins da Casa da Música vão-se sucedendo sem parança desde a chegada de Rui Rio à Câmara Municipal do Porto. Ou antes ainda, aquando da sua campanha eleitoral cujo marketing montado tratou de diarimante denegrir a imagem daquele projecto, per si, ou enquadrado na “Porto 2001″.
Certo é que mal chega ao poder Rui Rio consegue afastar a administração de Pedro Burmester que em muito, tempo e dinheiro, inflaccionou o projectado, nomeando uma administração com 2 comparsas e, claro, Pedro Burmester pois não tinha à época arcaboiço para o afastar definitivamente.
Pouco tempo decorrido Pedro Burmester vem para os jornais dizer que batia com a porta porque aquela administração queria aumentar a volumetria do espaço administrativo em prejuízo dos camarins, esquecendo-se que o inicial projecto, o de sua lavra, se tinha também esquecido de alguns pormenores, como sejam um fosso de orquestra e locais adequados para arrecadação de equipamento cénico.
Rui Rio sai em defesa da sua administração e desanca Pedro Burmester na praça pública, i.e., o ódio contido vem para a praça pública, não o andamento do projecto, as causas dos sucessivos adiamentos, o disparar do investimento, não a falta de profissionalismo de quem projectou, apenas e tão-só o veneno particular e pessoal.
Entra em cena sem por dele se dar conta o tal Ministro do qual se habituaram a dizer mal, por discreto, Pedro Roseta, tomando a decisão mais sensata - nomeia um administrador com experiência mais do que comprovada de seriedade e competência, Manuel Alves Monteiro.
Na “mouche”, nem Rui Rio nem Pedro Burmester puderam inviabilizar o nome, mas Rui Rio consegue ainda impor o seu veto ao nome de Pedro Burmester para o Conselho de Administração.
Alves Monteiro, que só aceitou a incumbência com o pressuposto de não aceitar pressões externas, chama Pedro Burmester para seu assessor directo e pessoal, na sua única dependência e deita mãos ao trabalho:
1 - estudar um modelo de gestão que assegurasse o regular financiamento da Casa da Música;
2 - fazer um ponto de situação sobre o cumprimento do projectado - atraso, desvios e investimento necessário;
3 - anunciar uma data credível para a abertura da Casa da Música;
4 - tratar da programação para os dois primeiros anos de funcionamento
5 - pedir auditorias ao Tribunal de Contas sobre todas as administrações, incluindo a sua, que passaram pela Casa da Música.
Há pessoas, mesmo com cargos de gestão da coisa pública, que não entendem que a melhor forma de gerir é de mão dada com a entidade reguladora e competente que assegure conhecer, por um lado, o ponto de situação de cada momento e, por outro, os desvios de que o próprio possa incorrer sem disso se aperceber.
Foi o caso de Rui Rio que se sentiu despeitado por ser pedida auditoria à administração dos seus meninos.
É curioso que Rui Rio condenou na praça pública a “Porto 2001″ e a administração de Pedro Burmester sem nunca recorrer ou esperar pelos resultados de auditorias do Tribunal de Contas.
Mais curioso foi o inesperado anúncio, após conhecer o pedido das auditorias, de que a Câmara não daria nem mais um tostão para a Casa da Música.concomitantemente Rui Rio sensibiliza o PSD para não viabilizar de imediato as soluções apresentadas na Assembleia da República por Alves Monteiro, levando-o (supomos nós) à sua demissão, soluções que, por acaso, “hélas”, correspondiam na íntegra às exigidas no Relatório Final do Tribunal de Contas e que ainda se mantêm! Ou seja, mantêm-se até ao final do dia de hoje. A partir de hoje, precisamente às 00:00h de amanhã a Casa da Música encontrar-se-á novamente em incumprimento legal sobre o modelo de financiamento e a forma institucional a adoptar!!!
Hilariante, Alves Monteiro em 8 meses reorganizou todo o projecto, calendarizou-o ao mínimo detalhe, apresentou a solução para modelo de gestão institucional mais adequado e agora, a nova administração, novamente composta por meninos de mão do Dr. Rui Rio, nada disse até ao momento nem sequer apresentou o que Alves Monteiro deixou pronto.
É inacreditável que a Sra. Ministra da Cultura tenha adiado para 5 de Novembro pronunciar-se sobre tal assunto! Adiar porquê, se contas rigorosamente feitas, a anterior administração provou serem necessários 12,5 milhões de euros anuais para o orçamento da Casa da Música e no PIDDAC deste ano só lá vemos 4.676 milhões?
Isto é uma vergonha, a Casa da Música é um nado-morto porque o Sr. Presidente da Câmara do Porto assim o quer, ou seja, ou manda directa ou por interposta pessoa, ou boicota sistematicamente o projecto!
É pena, também, que Pedro Burmester não tenha compreendido o alcance das medidas de Alves Monteiro e que o tenha abandonado a meio do percurso só porque não foi o eleito para director-artístico. Pedro Burmester teria um papel muito mais importante a desenvolver se não não se tivesse deixado enredar na teia das politiquices ruianas. Pedro Burmester provou, assim espero, a si próprio, não ter experiência bastante para liderar um projecto desta envergadura e ficou-lhe muito mal vir mais uma vez para os jornais mal-dizer de Alves Monteiro, o único, afinal, que pôs a Casa em ordem e que, por isso mesmo, lhe tiraram o tapete.
É por tudo isto, talvez, que o director artístico da Casa da Música, Withworth-Jones, em entrevista ao Jornal de Notícias de ontem a propósito do aniversário do “Remix Ensemble”:
« (…) Depende. Às vezes pode ser normal. Habitualmente, os programadores são revelados com mais antecedência. Mas Portugal é um país diferente, não é?
(…)
Tenho opinião sobre o modo como devem funcionar - e, concretamente, como funcionam -, as instituições culturais no Reino Unido. Mas não tenho conhecimento suficiente sobre o modo como funcionam aqui. Estou a começar a entender como funcionam as instituições culturais no vosso país (risos)
(…)
De qualquer maneira , o anterior presidente continuava a encorajar-me a programar, programar, programar - coisa que eu fiz. Infelizmente, ele saiu. E agora temos um novo presidente. E temos um novo ministro da cultura. E tudo mudou. E não posso dizer mais nada …
(…)
Obviamente ele é uma figura inspiradora (Pedro Burmester). Sem ele a Casa da Música não estaria a acontecer.
(…)
A programação tem de ser séria - isto é uma instituição nacional, não é uma casa comercial»
Para bom entendor metade destas palavras chegariam. Chegariam para perceber que ou a Casa da Música será totalmente dominada por Rui Rio ou este prefere dar o nado como morto!
E, já agora, qual a razão do silêncio do Mandatário para a eleição de Rui Rio à Câmara do Porto sobre estes sucessivos abusos de poder - José Pacheco Pereira?
Denúncia pungente no Crítico
Depois de ler esta denúncia no Crítico, que parece só agora ser do conhecimento público, dá que pensar o que se vai fazendo por este país e, talvez, o porquê de ter sido recentemente pedida pela nova administração mais uma inspecção às contas, desta vez recaindo sobre anterior administração.
Não sei se a Pedro Burmester poderá ser assacada a responsabilidade dos factos, mas que o deveria ter denunciado pública e atempadamente, não me resta dúvida.
Metropolitana, ninguém te canta
E eu?, pergunta recorrentemente o Crítico em legenda a um retrato do Ministro da Cultura! Não terá nada mais para dizer sobre a Metropolitana? Terá receio de se envolver? Não considerará relevante o caos instalado? Nada disto, estou certo. O que acontece é que o que acontece é inverosímil que aconteça num país em que culturalmente pouco acontece e por intestinas vaidades se destrói o que acontece!
O que se permite que aconteça na AMEC é ininteligível, num Estado de Direito!
Tinha prometido a mim mesmo não regressar a este folhetim de faca e alguidar, mas despejam-se, reportagens manipuladoras sem qualquer comentário crítico, dá-se a palavra a estudantes, ex-directores, põe-se no ar reacções fabulosas de Miguel Graça Moura e, tal como o Henrique Silveira, “e eu”??, sim, onde está a pressão dos editores da informação dos canais de televisão junto dos apelidados fundadores e financiadores maioritários que unilateralmente romperam o contrato de fundadores ao negarem os seus financiamentos à AMEC de forma ilegal e desumana ao sonegarem indirectamente as remunerações à totalidade dos músicos, dos funcionários e professores? Ainda não vi nenhum canal de televisão, estranhamente menos ainda os do Estado, tentar ouvir de viva voz Pedro Santana Lopes, Pedro Roseta e David Justino, afinal os primeiros responsáveis pela situação criada? A capital importância da manutenção e prossecução do projecto Metropolitana exige que os responsáveis pelos orgãos de informação para além de mandarem efectuar investigação séria aos seus colaboradores se inibam de, em manipulador mediatismo, passar nos jornais prime time alunos enraivecidos a fechar a cadeados a instituição, a vociferarem, através do presidente da recém formada associação de estudantes que foram 12 anos de prepotência e abusos de poder, músicos e ex-directores a denunciarem hipotéticas ilegalidades como os recibos outrora verdes, os ganhos do maestro e este, em total desnorte, dizendo que agora é que não sai mesmo, e pronto!Fora de horas li um excelente artigo na última (espero não chorar aqui mais esta perda) Grande Reportagem, em Agosto, de onde, entre outras ideias que não partilho, uma subscrevo e transcrevo:
A máquina da democracia resulta da combinação da separação dos poderes, com o primado da lei e os mecanismos de representação, e todos estes mecanismos necessitam de um tempo e de um espaço que a virtualidade do real perturba, primeiro, e depois nega. Precisa de tempo lento e não do falso tempo real dos directos?, precisa de lugares discretos para construir decisões ponderadas, e não da absoluta transparência?, precisa de atenção cívica e não da distração do circo permanente, precisa de escrutínio diferido e não imediato, para poder prosseguir políticas impopulares.
Atrás, no mesmo artigo, tinha escrito:
A demagogia nas sociedades industriais avançadas assenta nos meios de comunicação social de massas modernos. Dentro desses meios ela é tanto mais eficaz (e tanto mais reproduzida) quanto mais esses meios assentem na manipulação dos nossos sentidos “mais convincentes”?: a visão em particular.
Quase me apetece mais nada dizer, calar-me sob a verdade negada e aviltada neste caso Metropolitana. Pacheco Pereira, noutro contexto certamente, escreve sem deixar espaço a interrogações, acrescentos, ou sequer recticências!
Mas gostaria de ilustrar a ponderação, o bom senso e o propósito destas palavras, recordando o caso Pedro Burmester / Rui Rio. De facto, tal como agora Santana Lopes, Rui Rio retira a confiança pessoal a Pedro Burmester e vice-versa. Que aconteceu? Rio e o seu ex-administrador ainda tentam influenciar os órgãos de comunicação social, mas prontamente Pedro Roseta toma as rédeas à crise e remete-se a um prudente silêncio até à sua resolução, e que resolução! À frente da administração da Casa da Música coloca um dos nossos melhores gestores portugueses, com provas indeléveis de competência, este apresenta um enquadramento legal que permita que Pedro Burmester permaneça a prestar bons serviços ao projecto na área da sua competência e Rui Rio ainda pôde regozijar-se pelo pianista não ser mais administrador. Confesso que perante o descalabro gerado na altura tive muitas dúvidas quanto ao futuro da Casa da Música, surpreendendo-me o Ministro da Cultura com a serenidade, ponderação e qualidade da sua acção!
E agora, “e eu”?, como pergunta e bem o Henrique Silveira, onde está este Ministro?
Este arrastado folhetim não é grotesco só pelo que tem sido dito, mas essencialmente pelo que não é dito e pela ausência de quem devia estar e não está, repito, a Câmara de Lisboa na pessoa do seu Presidente, o Ministro da Cultura e o da Educação! Não, não é grotesco, é grosseiro, tosco melhor dizendo, principalmente ininteligível!
Auditorias revelaram comportamentos mais que suspeitos por parte de Graça Moura tendo-se apresentado uma queixa à Procuradoria Geral da República e outra ao Tribunal de contas.
Nestes dias o diz que disse avoluma-se, 70 mil contos por ano, ai que estamos há 12 anos a recibos verdes e os estudantes, coitados, alvos das mais vis prepotências! Mas, só agora é que os músicos deixam de tocar pelo facto de permanecerem ilegalmente como prestadores de serviços? E no futuro, o que será que os principais financiadores prometeram a estas pessoas, integração no quadro? É que não existe em Portugal enquadramento legal na legislação laboral para estes profissionais pois também eles não cuidaram suficientemente de o promover. Em boa verdade uma orquestra para manter os seus níveis de qualidade não deve, à semelhança de congéneres estrangeiras, celebrar contratos sem termo ou no mínimo exigir regularmente provas aos músicos perante reconhecido júri, sendo que um não apto dá direito a despedir com justa causa. Mas, com esta ilegalidade de manutenção de prestadores de serviços bem como com outra também anunciada de que a AMEC só tem contabilidade organizada desde 1998 não pactuaram estes fundadores e financiadores estatais até há muito pouco tempo? Professores também como prestadores de serviços? Como é possível se a concessão e manutenção do paralelismo pedagógico por parte do Ministério da Educação exige professores legalmente contratados sendo as escolas de ensino artístico obrigadas anualmente a depositar na Direcção Regional de Educação a que pertencem os respectivos contratos? Mais uma parceria na ilegalidade? E os estudantes, sim, essas vítimas de abusos como afirmou o representante da associação de estudantes, foram obrigados a permanecer na escola, não puderam optar por outra, não conseguiram avisar os novos colegas para não se inscreverem, já que o número de alunos da AMEC triplicou em quatro anos? O timing destas revelações é muito suspeito e a serem verdade tornam a Câmara de Lisboa e os Ministérios da Educação e o da Cultura coniventes em várias e recorrentes ilegalidades.
Aos órgãos e representantes do Estado eleitos é por maioria de razão exigível decisões ponderadas pautadas pelo primado da lei de que nos fala Pacheco Pereira. Mas não, cometem-se ilegalidades, atropelam-se os inalienáveis direitos de rendimento de vários prestadores de serviços, atira-se tudo para a virtualidade do tempo real da comunicação social, sôfrega de recambolescos escândalos pessoais e particulares, sem nunca colocar acima dos protagonistas, Pedro Santana Lopes e Miguel Graça Moura, a essência, o ímpar projecto da AMEC.
A questão, o verdadeiro problema é de uma simplicidade confrangedora e as soluções aparentes. Apresentadas as queixas a quem de direito, se se instala uma quebra de confiança entre os fundadores e principais financiadores, que até são públicos, das duas uma: ou pareceres jurídicos sustentam o despedimento por justa causa arriscando o despedimento de MGM imediato ou tal não sustentam e, então sim, como parece que o visado não se envergonha e sai, no tal recato necessário, negoceia-se uma saída anunciando-se o mútuo acordo. Por mais voltas que se dê só existem estas duas soluções.
Assim parecendo, porque não foram observadas? Por que razão se aira com tudo para a comunicação social, todo este lavar de roupa suja dos meninos, denegrindo a instituição? Será que os Ministros da Cultura e da Educação se encontram superiormente impedidos de actuar para não prejudicar um putativo candidato a candidato à Presidência da República do PSD? E o silêncio do PS, estará a oposição conivente com o desmoronar da AMEC a reboque destas vendetas pessoais? Do PC sabemos que as suas Câmaras continuam a apoiar MGM…, a vida dá cada volta…!
E os comentaristas, sim, de José Pacheco Pereira, ainda nem uma linha ou palavra, sendo estranho pois é como sabemos um interessado pela coisa da cultura; Pedro Santana Lopes em silêncio, compreensível, é parte principal do problema; Marcelo Rebelo de Sousa é que não se entende não aproveitar este folhetim para alfinetar o candidato a candidato, ou engano-me mesmo e a entrevista concedida ontem a MGM no decorrer do telejornal da TVI era preparatória à intervenção de hoje de MRS. A seguir…
Aguardo, muito sinceramente, que este inusitado processo seja mesmo provocado pela desavença dos meninos e que seja mesmo boato, ruído, que há o propósito de derrubar a AMEC, alienar as suas instalações à Associação Industrial que terá manifestado interesse e constituir uma nova orquestra, esta sim, para executar os famosos concertos para violino…







