Ideias Soltas

se aqui não fora em mim só seria

Arquivo de: ‘Pensamentos’

O Primeiro de Janeiro Anunciada a interrupção da edição durante o mês de Agosto para remodelação, comprarei hoje aquele que sinto ser o último número de “O Primeiro de Janeiro”, o jornal lá de casa, a de meus pais, aquele que, desde que de mim memória tenho, sempre era colocado na soleira da porta pelo jornaleiro, antes da leiteira e depois da padeira.
Nada é eterno, mas nada morre enquanto a nossa memória vida der. A morte não está ligada apenas ao desaparecimento físico, mas ao apagamento da memória individual e colectiva. Assim é para mim, com as pessoas e com as coisas, sem necessidade de me socorrer de qualquer aculturação religiosa. Tudo está vivo desde que os vivos guardem memória, ou seja, atribuam relevante significância para a sua existência.
O Primeiro de Janeiro está ligado, sem dúvida alguma, à história da cidade do Porto, sendo importante, independentemente do que vier a acontecer, que as entidades competentes zelem pela conservação do seu acervo.

ou o ‘Bilderberg Group’ e a traição da liberdade de expressão

Ao cabo de quase cinco anos a blogar fui invadido por uma crescente inquietação que me leva a ver este blogue de forma diferente: valerá a pena estar para aqui a debitar quando parece que as pessoas até lêem o que escrevo só para fazer tudo o que entendo que não deveriam, por bem, fazer?
Vivemos momentos de opinião, de todos (e a minha, claro), momentos esses de grande liberdade, liberdade essa nunca vista ou sequer equacionada. Mas para que serve? De que serve esta liberdade de expressão se aos livres só a emissão de opinião é permitida?
Poder-se-ia pensar, como outro qualquer psicopata, que o mundo está errado, mas não, ainda não atingi esse senil patamar - eu é que não estarei a ver bem. E, assim sendo, e porque não me dá especial prazer dizer coisas para mostrar que as disse ou proclamar ‘eu bem disse…’, (exige-se um conceito de utilidade) foi apoderando-se de mim uma vontade de desistir, de abster-me, porque não vale a pena (carece da essencial característica de tudo o que deve ser feito - utilidade), daquelas desistências, se calhar, que se reflectem (ou espelham-se) através da abstenção, pela recusa de sentirmos que pretendem que façamos parte de uma coisa na qual não nos revemos nem pretendemos que nos misturem. Noutros tempos havia outra a saída, a da clandestinidade, mas até esse ‘nobre gesto’ a liberdade de expressão nos retirou.
Uma liberdade inconsequente assemelha-se a uma vontade sem força, inerte, para a qual não estou ainda preparado. Talvez mais tarde, quando a força começar a fugir e a ideia persistir, me conforme. É cedo, de momento. Por isso não desisto, mas abstenho-me, interrompo-me, ’sine dia’, até que esta inquietação passe. Ou não…

ADENDA: ‘Bilderberg Group’ convida este ano Rui Rio e António Costa. No passado José Sócrates, Santana Lopes, Durão Barroso, e outros. Permanente só mesmo Pinto Balsemão. O que é o ‘Bilderberg Group’?

‘Bilderberg Group’ na CNN

São as massas que dão a energia ao poder e quando as massas privilegiam o poder, o poder sacrifica-as, tiraniza-as
Alice Valente em Ali_se

Mas, sendo assim, Alice não será verdade, também, que o motivo que leva as massas a privilegiar o poder, não será a sua natural propensão de buscar conforto através de dele se acercarem?

Ainda continuo por perceber para quem são exames e para quê são os exames.” Albino Almeida, presidente da CONFAP

««os exames “fazem bem à saúde e são uma forma de [os estudantes] entenderem que a vida é uma competição (…)” (…)»
«o que “estraga” é a pressão a que os jovens são submetidos, não tanto pelos exames, mas pelos pais e professores que “exorbitam o tipo de consequências que vão ter (…)” Eduardo Sá, psicólogo, psicoterapeuta e psicanalista, doutorado em Psicologia clínica pela Universidade de Coimbra.

Associações de pais que querem assento na gestão de escolas para promover o facilitismo e psicólogos e psiquiatras, ou cientistas da educação como hoje se diz, que justificam a existência de exames porque fazem bem à saúde, mal-grado (para o psicólogo) a ‘maldade’ de alguns pais e professores prezarem que filhos e alunos se desenvolvam intelectualmente, eis a quem os Ministérios da Educação têm entregue os destinos de uma Educação que deveria ter a promoção do acesso à cultura e à formação de identidade próprias o principal factor de inclusão social.
Inclusão pelo facilitismo através do sucesso da passagem ‘administrativa’ camuflada, não é mais do que promover uma sociedade de pares de cultural mediocridade.

Não sei se é por uma questão de hábito ou panca minha, dá-me ideia de que Cavaco Silva está, como Presidente da República, cada vez mais interventivo junto dos media, em especial, desde que foi à Madeira, assemelhando-se cada vez mais com Mário Soares, nomeadamente no segundo mandato.
Ele não há dia que não tenha coisas para dizer! Enquanto Primeiro-Ministro, quando tinha responsabilidades governativas, era bem mais contido, ou será que se sentiria melhor nesta função do que naquela a que se candidatou e foi eleito?

Sobre o Acordo Ortográfico, Isabel Pires de Lima afirma que

(…) se imporia “uma revisão do Acordo que atentasse à urgente necessidade de uma descrição linguística das variantes africanas do Português”, em particular nos casos de Angola e Moçambique. Deste modo, frisa, o Acordo não se limitaria a ser “o que, na prática, é, um acordo entre o Brasil e Portugal”, transformando-se num “efectivo ‘acordo’ entre pares”.
(…)
“a expansão internacional de uma língua não se faz nem por facilitações ortográficas bebidas em critérios fonéticos em detrimento de critérios etimológicos nem por unificações ortográficas estabelecidas por decreto (…), mas sim pelos conteúdos que for capaz de veicular (através da literatura, da música,enfim, da cultura). (Público)

Não sendo especialista sinto uma lógica irrefutável nestes argumentos de Isabel Pires de Lima em relação ao Acordo Ortográfico…, mas também ao ambiente que se está a instalar no PS.

Fora durante uns dias regresso a um país destroçado porque descobriu através de um vídeo amador que há gandulagem nas nossas escolas e, vai daí, ele é alunos com potencial e promissor futuro de sucesso a gozarem professores, professores a roubar telemóveis e mp3 a alunos, pais que não educam os filhos, morangos que educam, o ministério a dizer que nada tem a ver com este tipo de gandulagem, até o Procurador-Geral a dizer que o melhor é metê-los na cadeia já como medida preventiva.
Tudo isto por existir gandulagem!? Não, porra, que a coisa até tem de ser naquela idade, mas vê-la em vídeo, isso é que não, era o que faltava; a gandulagem quer-se no seu recato pois a sua banalização retira todo o gozo aos que a praticam.
Fiz as minhas gandulices na idade de ser gandulo, mas preocupo-me com gandulos que cresceram sem deixarem de o ser e, ainda mais, com aqueles doutos e redoutos “cientistas” de hoje que nutrem uma psíquica, psicológica e psiquiátrica compreensão e complacência com actos de gandulagem, os quais desconfio que, em idade própria, nunca tiveram tomates para ser gandulos, mas que não se inibem de nos arrolar, em regime de comandita, como “treinadores de bancada” se ousarmos ter a mais leve opinião sobre educação!
Ciente de que devemos evitar olhar para o presente com os olhos do passado, uma coisa é certa no meio disto tudo: no meu tempo o gajo que fez o vídeo e o expôs estava fodido! Levava um arraial de facho que não se endireitaria tão cedo.
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A ler “Exclusão Social” por Alice Valente no Ali_se e seguir link no fim da imagem.
A origem de toda a exclusão e pobreza está no aceder a ser-se solidário com os que impõem ideias solitárias…

A fragmentação extrema da divisão social corresponde (…) à nova tendência tecnológica para o «ligeiro» (…)
Têm-se apontado (…) os aspectos risíveis das inovações tecnológicas modernas, a sua proliferação de acessórios, as suas aberrações de funcionalidade absoluta (…)
O tecnológico tornou-se porno; o objecto e o sexo entraram, com efeito, no mesmo ciclo ilimitado da manipulação sofisticada, da exibição e da proeza, dos comandos à distância, das interconexões e comutações de circuitos, de «teclas sensitivas», de combinatórias livres de programas, de existência visual absoluta.

Gilles Lipovetsky, A Era do Vazio (1983)

uma criação de Zs2 Creative

LaranjasSó desta.
A da laranja. Mesmo só.
Quanto a outras, tipo casca grossa de bicho que mexe como bípede e fala, foi ela que, em boa hora, me fez optar por viver em Beringel. Aqui há pouca! Também pouca instrução; parca erudita bagagem. Mas culta, culta na sabedoria de saber viver em comunidade, onde somos diferentes entre iguais. Gente educada, sem casca grossa, e pouca, muito pouca gente fina!

Vem isto a propósito de quê? Ah, sim, já me recordo! Foi 2ª feira passada, numas conferências públicas a que fui assistir numa instituição de ensino superior de Lisboa, quando, no final de uma delas, me preparava para cumprimentar o conferencista, alguém, se acercou de nós e disse:

- “Quem não é daqui faz favor de sair!”

E eu saí!
Sabia que não era o porteiro (tinha-me tratado com a maior gentileza), tendo mais tarde sido informado que a tal insolente personagem é professor da instituição, por acaso o conferencista seguinte que, também por acaso, não tinha assistido às conferências anteriores dos seus colegas e, também com toda a certeza por mero acaso, costuma enviar resmas de emails para divulgação das suas iniciativas!
Tomo, assim, a invulgar iniciativa neste Ideias Soltas de mandar um link para o caralho! Casca grossa só mesmo a da laranja, porque é doce, depois de descascada, claro está! Gente finória fina, dispenso. Há muito! Não por acaso, mas por uma questão de higiene e saúde mental!

ou qualidade versus estatística da qualidade

Ler este post do Piotr Kropotkine no Infelicidade ao Alcance de Todos.

Espanha está a ferro e fogo a propósito ao aniversário de Franco. É verdade que todos os anos acontecem algumas exibições de apoio ao ditador fascista e contra-manifestações, mas não há memória de tão violentas e territorialmente desde a conquista da democracia.
Tenho para mim que a maior beatificação em massa (498) que Bento XVI entendeu fazer de padres falangistas, perseguidos e mortos pelos republicanos na guerra civil e a sua elevação à condição de mártires, funcionou como o lancetar de purulento quisto que muito demorou a apaziguar. No entanto, a iniciativa do Parlamento espanhol de ordenar que os governos locais exumem corpos de vítimas da ditadura franquista das fossas comuns e lhes proporcione um enterro digno também contribuiu para reavivar esta chaga ainda não curada.
É no mínimo sórdido que, após beneficiar de uma bem conseguida e pacífica tentativa de reconciliação, conduzida primeiramente por Adolfo Suárez, Espanha se veja agora a braços com um Papa que deita tudo a perder numa encenação de santinhos, porque ao hiperbolizar os perseguidos falangistas (que o foram, é certo, mas numa guerra civil onde não houve inocentes em nenhum das partes), mais não fez que alinhar-se por um regime que, mesmo depois de vitorioso, assassinou milhares de cidadãos e atirou-os para valas comuns, sem esquecer que Franco foi dos poucos europeus que nunca reconheceu o holocausto perpetrado pelos nazis?

Mas que intenções terá o Vaticano para reabrir apaziguados ou/e contidos ódios em Espanha?
Duma impressão não me livro, a de que esta moda do Vaticano de fazer santinhos por tudo quanto é lado nada tem a ver com religião, com um caminho pra a Salvação e muito menos com Deus, antes com fins políticos precisos, muito terrenos e velhacos.

O que é ética política? Vejamos:

O Governo de George W. Bush garantiu hoje que fará tudo o possível para impedir a adopção final pelo Congresso norte-americano de um texto a reconhecer o genocídio arménio (via Público)

O Presidente norte-americano, George W. Bush, vai encontrar-se pessoalmente com o Dalai Lama, líder espiritual tibetano, na próxima terça-feira, na Casa Branca. (via Público)

O que é ética política? Pergunta desinteressante, dirão, porque dela o poder não quer saber, nem sente que falta lhe faz!

Assombrado post da Alice Valente (mais um…), no Ali_se, sob o título A inteligência e a “indústria cultural” onde aborda, com uma lógica irrepreensível, a redução da arte e da cultura ao entretenimento operada pelas indústrias culturais. Um dos melhores textos sobre o assunto que alguma vez li! Sem mais!
Excerto:
E sem mais contrários e já por tão doentiamente deformados, a ter sempre de cumprir-se deveres em que dever e até quando, aqui estamos nós, prontos para as tais de ditas «lutas» no «salve-se quem puder», só, obstinada e unicamente pelas vias de uma vontade cega de se esganarmos uns aos outros, já sem desejos, sem valores e sem aspirações futuras, por cada vez mais caoticamente apartados do que é a verdadeira Cultura.

Vem tarde, eu sei, mas por ter estrado fora, não pude comentar mais cedo o resultado das eleições no PSD, mas não seja por isso…
O que vontade de rir é me dá é o desnorte (embora dúvida não acalentasse) das pessoas que, per si ou por intermédio dos mediáticos poderes, em grupo de notáveis do regime se investiram embora, apesar de se proclamarem como acérrimos defensores da democracia, da liberdade, do sufrágio, não gostam de eleições, ou melhor, não gostam que o povo se manifeste, porque acham que ele é estúpido, ou melhor, pouco informado…
Ora, nada tendo eu contra a existência de elites (são essenciais numa democracia), não sou dado a elitismos, ou seja, reconhecer alguém que tem capacidades superiores é muito diferente de essas mesmas pessoas assumirem que elas, porque pertencem a uma elite, são donas da verdade e razão!
Isto é muito perigoso até porque, se essas elitistas acham as massas mal informadas e com pouco conhecimento, nada têm feito contra a diminuição da exigência no ensino, causa principal da destruição do sistema educativo, que este governo está a levar a cabo, chegando até ao ponto de afirmar (alguns) que uma educação cultural é um luxo num país endividado!
Ora, se eu fosse mal intencionado, até poderia pensar que esses elitistas não diferem muito, no seu comportamento, de Salazar, pois constituem-se à custa de um povo mal informado e com limitado acesso a uma educação que substancialmente os promova enquanto cidadãos!
Notável, de facto, mas mais acertada, no caso, será a expressão barões do que elites.

Ao que parece ontem a SIC Notícias interrompeu uma entrevista a Santana Lopes para emitir em directo a chegada de Mourinho à Portela. Santana Lopes considerou-se desrespeitado e abandonou o estúdio.
A atitude de Santana Lopes é perfeitamente compreensível e aceitável, mas o apoio que lhe foi dado por Pacheco Pereira, aduzindo que interromper uma entrevista política com um não-evento, sem notícia, nem conteúdo, merece esta resposta, se bem que política e culturalmente correcto, induz-me algumas interrogações, atendendo até ao que a Cristina Vieira escreveu no Contra Capa sobre a indignação de Pacheco Pereira em relação à quantidade de tempo de antena que os canais de televisão estão a dedicar ao futebol:

1 - Não fora o momento de eleições internas no PSD insurgir-se-ia Pacheco Pereira da mesma forma?

2 - o que levará Pacheco Pereira a considerar que uma entrevista a Santana Lopes é socialmente mais relevante que a chegada de um homem que é um dos mais bem sucedidos no mundo na sua profissão e leva o nome de Portugal onde o PSD todo inteiro nunca levará?

3 - se Pacheco Pereira gostasse de futebol ou do fenómeno percebesse alguma coisa reagiria da mesma forma?

4 - Em que é que as tramóias que se passam no PSD interessam ao país?

5 - Não será até benéfico que as notícias relativas aos vícios dos cadernos eleitorais do PSD sejam apenas transmitidas em horário de adultos de modo a evitar que os adolescentes adensam o descrédito a que já votam os partidos políticos?

Arrear no PC já não dá pica, deixou de ter piada …, nem no PC nem no Portas e, em calhando, um dia destes, no PSD!
Mas, sem eu saber a razão, até gosto do PCP e da sua presença partidária (talvez a única ou a última que enquanto partido funciona), talvez por me lembrar das palavras de meu Pai:
- Votarei sempre no PC e nunca me absterei…, enquanto estiver seguro de que não ganham eleições!
Pensando assim até que não me parece mal pensado!
Não, nem assim, embora admita que simpatizo com a pureza daquela militância à la Resistence; parece um retrato antigo, amarelecido pelo tempo, mas que ainda nos lembra o que é lutar por uma causa e não dá margem para dúvidas quanto à sua significância! Não é pouco nos dias que correm…

insustentável e inaceitável é o crescimento económico assente na destruição social. (Cavaco Silva citado no Diário de Notícias)

Nem mais! Então destruição social sem crescimento nem saberia como adjectivar!

Árrea que não domino de todo é a gestão dos clubes e SAD’s do Futebol, mas pensamentos há que não deixam de me inquietar: não sei se as vendas de Anderson e de Pepe por 30 milhões cada foram ou não bons negócios para o F.C. do Porto, mas não tenho dúvida de que trocar um bom guarda-redes por outro melhor e ainda deixar 1 milhão de euros no cofre foi bom negócio para o Sporting.

Porque será que as Eleições Legislativas para a Região Autónoma da Madeira não beneficiaram desta freima mediática que mesmo sem querer assistimos em torno destas Eleições Autárquicas da cidade de Lisboa?
Francamente não sei, mas também não estou habilitado a saber, são coisas de políticos para jornalistas e de jornalistas para políticos, coisas de democracia, dizem, mas em boa verdade vos digo, depois do debate que espreitei, não tenho a mínima dúvida de que o Dr. Alberto João Jardim é bem mais divertido que eles todos juntos e se o negócio é mesmo de entretenimento, não se hesite, contratem-se os melhores!

No novo documento pode ler-se que Cristo “constituiu sobre a terra” uma única Igreja e instituiu-a como “grupo visível e comunidade espiritual”, que “desde a sua origem e no curso da história sempre existe e existirá, e na qual só permaneceram e permanecerão todos os elementos por Ele instituídos”.
(…)
“Enquanto, segundo a doutrina católica, é correcto afirmar que, nas Igrejas e nas comunidades eclesiais ainda não em plena comunhão com a Igreja católica, a Igreja de Cristo é presente e operante através dos elementos de santificação e de verdade nelas existentes, já a palavra ’subsiste’ só pode ser atribuída exclusivamente à única Igreja Católica”, pode ler-se. (via Agência Eclesia)

O Vaticano continua muito preocupado em afirmar a primazia da sua igreja sobre as demais na representação da comunidade cristã.
Sou muito menos dado a preocupações com sacramentos e hipotéticas heranças (por onde andam os 33 Evangelhos desaparecidos e tidos por apócrifos) do que com atitudes e comportamentos cristãos, que me parecem, esses sim, cada vez menos visíveis ou de todo desaparecidos, pelo menos da vida pública.

Ainda a propósito do concerto de Lang Lang escreve a Teresa Cascudo assim:
A diversão é uma das marcas da cultura do nosso tempo, tal como a mistura de nobreza e vulgaridade e a incapacidade de seguir uma ideia (musical) durante mais de, digamos, 5 segundos…
Desenquadrei o texto do contexto, mas mesmo noutro contexto, que enorme texto, Teresa!

O Paulo Bastos faz uma citação de Wagner no Tónica Dominante muito apropriada para estes tempos que se fala sobre o Ensino Artístico a propósito do relambório relatório de avaliação. Começa assim:

UTOPIA! UTOPIA!? Já oiço gritar os nossos sábios e os que tratam de adocicar a barbárie do Estado e da arte contemporâneos (…)

Merece a pena ir lá ler o resto…

Tal como a maioria das pessoas de bom-senso, quando dei com a notícia, senti que a censura e a perseguição política estavam de volta. E de facto assim é, mas mal o perseguido vem exibir o cartão de militante de um partido político, a minha indignação esmoreceu.
Problema meu? Talvez, mas o certo é que as pessoas que insistem em manter-se arregimentadas num qualquer desses polvos clientelares merecem-me cada vez maior desconfiança!
Problema meu, eu sei, mas acho mesmo que a questão não me diz respeito: a directora da DREN e o perseguido de hoje, que poderá ser o perseguidor de amanhã, que se entendam.

Esta coisa de que o cigarro mata, que o sexo oral provoca cancro da boca, preservativo até em casa, um gajo começa a sentir-se tão encurralado que, porra, tem de fugir em frente, sei lá, para o charro, pá…, um gajo assim é que não…
E daí…, não, não é para mim! A erva tudo bem, meu, e a ganza até pode dar boa trip! Agora passar a vida a enrolar é que não é para a minha paciência!

A ler esta muito apropriada reflexão do Piotr Kropotkine sobre o destino e a jornada ou de vidas perdidas pela inquietação do desenlace final.

Governo britânico reconhece trabalho da polícia portuguesa no caso de Madeleine (via Público)

Sobre o que é o desejo, de como ele se conjuga com a necessidade e com a vontade ler dois excelentes textos de e para reflexão, ANTI-ÉDIPO … [01] e ANTI-ÉDIPO … [02], da Alice Valente.