Ordena-se A ESCOLHA!… E obedece-se à vontade de quem dita, é muito fácil! …
Diga-se unicamente «sim» ou «não» para que a mentira continue a imperar por aà fora, a tomar lugar e lugares em tantas verdadeiras vidas tornadas numa conveniente e doentia mentira, feita da passiva, permissiva e caridosa compaixão aos tão necessários e necessitados desafortunados de má fila. ALI_SE
No entanto, por sabermos que é mentira, ALI_SE, caminhamos, por entre …
Nem tudo é mau
Houve uma geração que não quis nem Salazar nem Cunhal e ganhou no PREC, na Constituição e nas urnas. Teve vários protagonistas: Soares e Eanes em representação de todos. Nenhum deles figura na galeria dos escolhidos pela votação electrónica da RTP (…)
J. Medeiros Ferreira no Bicho Carpinteiro
Via A Infelicidade ao Alcance de Todos deixo este excerto:
De repente médicos percebem imenso de doutrina de direito, advogados descodificaram genes e ligações neuronais, sociólogos distinguem-se em conhecimentos sobre neuroses e psicoses, religiosos castos falam com profusão de detalhes de relacionamentos Ãntimos que por certo leram algures, escritoras rasgam as fronteiras da filosofia, economistas teorizam sobre prisões, psicólogos dirimem o código de processo penal.
IVG e os donos da consciência
Não há pais para a consciência. É individual e intransmissÃvel. é o que lembra a T-Regina no Blocosaurius_loch.
À primeira vista, numa lógica de auto-regulação do funcionamento do mercado, a existência de uma tabela que imponha preços máximos e mÃnimos por acto médico pode parecer um absurdo. Em teoria não poderia estar mais de acordo com o Adolfo Mesquita Nunes quando escreve no Arte da Fuga:
«(…) quem impõe coercivamente tabelas de preços escapa à questão da legitimidade, acomodando-se numa alegada e também confortável ideia de justiça social, protegendo o bolso de quem os paga e a qualidade do serviço prestado.»
Não colocando em questão legalidade da decisão da Autoridade da Concorrência, não entendo que a Tabela do Acto Médico seja um atentado contra a liberdade dos médicos, uma vez que ela foi discutida e aprovada pelos seus membros – os médicos.
No entanto, o principal problema reside na totemização da liberdade individual que o pensamento neo-liberal nos condicionou, fazendo-nos esquecer, por vezes, que a liberdade, para ser efectiva, necessita de regras, de comportamentos previsÃveis, para que possa ser fruÃda.
A verdade é que a não existência uma tabela de referência dos actos médicos impede a implementação dos seguros de saúde, uma vez que não haverá actuário capaz de calcular, em função do risco e dos preços praticados, as garantias e sua amplitude, as excepções e o preço do produto a comercializar. Assim sendo, porque a reivindicação de uma tabela de actos médicos foi uma luta de anos por parte das seguradoras, a medida agora tomada só vem beneficiar as seguradoras que possuem instalações e técnicos de saúde próprias e avençados, colocando à Autoridade da Concorrência um outra problema para decidir – poderão as seguradores que vendem seguros de saúde obrigar, coercivamente, sob pena de o seguro ser nulo, os seus clientes a não poderem optar pelos médicos e estabelecimentos que entendem?
A liberdade precisa de regras, precisa acordos, precisa de consensos, para que ela possa ser fruÃda o máximo possÃvel. A sua totemização é o princÃpio da sua ausência ou, se pretendermos, a liberdade de quem tem poder!
na entrevista como no blogue
José Manuel Fonseca, o nosso amigo Piotr Kropotkine do Anarca Constipado, mostra o despojamento irreverente com que se veste e investe em entrevista publicada no Miniscente, cuja leitura integral recomendo. Uma questão de coluna vertebral, afinal.
«- O que é que lhe diz a palavra “blogosfera�?
O espaço de entropia crescente que permitirá a emergência de milhões de Eduardos Prados Coelho até ao delÃrio final em que ninguém poderá ler mais ninguém porque estará tudo a curar uma ferida de Narciso do tamanho da nebulosa de Andrómeda, até lá, é um espaço de democracia sem paralelo…»
back to Nature
pressupõe um despojamento de poder(es) que só se poderá alcançar através de uma longa viagem interior.
Não espero que alguém me assegure a liberdade. Desejo, creio e caminho para alcançá-la, para poder ser eu e mostrar que é possÃvel a quem pretender ser, seja na ditadura ou nesta democracia onde o plebiscito, por mais irracional que seja, de tudo legitima.
«Em nome do Estado, do bem comum, das crenças absolutas dos outros – sempre com a bênção dos que sabem, por nós, o que é melhor para nós. Sim, estamos em guerra pela nossa liberdade.»
Francisco José Viegas, no JN, “A Nostalgia da Liberdade“
Venda a metro da moral
Há dias que estão ganhos antes de acordarmos, como o de hoje, pela qualidade dos comentários que recebi. Aqui deixo um, relativo ao aborto, onde a T-Regina do Blogosaurius loch, à boleia da expressão em tÃtulo utilizada pela Maria do Rosário Fardilha, adianta uma perspectiva nova, para mim, a distinção entre o indivÃduo e o cidadão, a qual me permite sentir o assunto de forma completamente diversa.
«‘venda a metro da moral’ – exactamente! E é isso que anda a tornar-me insuportável o debate a que assisto. Lá no loch, há uns tempos referi-me a isto em Outubro sob o tÃtulo ‘Luminosas janelas, foscos céus’. E continuo a pensar exactamente da mesma maneira: É uma questão de consciência, do foro do indivÃduo, não do cidadão, que é indevidamente trazida para o foro do cidadão. Por isso sou a favor do sim. Já que se atropelou a ética, então que se minimize o impacto do atropelo na vida real. Até a maneira como se formulam as coisas me parece um disparate – ’ser a favor do sim ou do não’, como se estivessesmos a discutir o cartão da via verde! E, mais curiosamente ainda, em muitos casos a argumentação é de um paternalismo tal que me pergunto cada vez mais que significado é que hoje vamos atribuindo à liberdade individual.
(…)
Saudações blogosáuricas.»
