Jan 122009
 

Cavaco Silva, agora, Miguel Portas há pouco, exortam por um cessar-fogo permanente e uma retirada imediata de Israel da Faixa de Gaza.
Eu também, mas sei que tem sido esta Europa, condescendentemente amorfa quanto ao armamento de terroristas como o Hamas e o Hezbolah, que tem fornecido os motivos para que Israel continue a massacrar palestinianos!
Não me esqueço, também, daqueles que apearam Arafat (ver atrás) e obrigaram à realização de eleições para o futuro Estado Palestiniano, entregando, assim, o poder ao Hamas!
Democracia? Pois claro, mas só existe democracia onde houver democratas! Não são umas eleições que fazem uma democracia. São as pessoas, por incrível que possa parecer!
Retirada de Israel dos territórios ocupados? Cessar-fogo imediato? Não poderia estar mais de acordo, mas já deveriam estar forças da ONU a desarmar, efectiva e permanentemente, todos os que não pretendem a paz!

A vitória do Hamas

 Arafat, Política, Reflexões  Comentários Desligados
Mar 062006
 

e a recente revogação das leis que reforçavam os poderes do moderado Presidente Abbas levam-me a pensar se Arafat estaria assim tão distante da realidade da Palestina. Ou seja, será que Arafat saberia que se, eventualmente, viabilizasse um acordo de paz com Israel, o poder cairia de imediato nas mãos dos integristas do Hamas?
É apenas um “flash”, nunca iremos conhecer a resposta, mas ocorreu-me que a contenção de Arafat em prosseguir com as negociações poderá ter sido fruto de uma estratégia premeditada para travar o integrismo que, ao que vemos, parece não estar pronto para aceitar uma solução pacífica com Israel.

Nov 112004
 

Arafat já defunto terá aguardado que os vivos acordassem um local para acolher seu cadáver, mas o que é facto é que este cumprimento da lei da vida faz com que ele desapareça também da liderança da Palestina ocupada.
Parecendo que não este facto coloca sobre Sharon uma pesada responsabilidade uma vez que este sempre atribuiu à presença dessa personagem o impedimento da paz e a anuência de Israel para a constituição de um Estado Palestiniano.
Politicamente, Sharon deu já muitas voltas desde que é Primeiro-Ministro de Israel, dentro até do seu partido, mas é meu dever acalentar esperança de que seja consequente com o desaparecimento de Arafat e anuncie rapidamente a forma e os passos que Israel dará no sentido de se retirar dos terrotórios ocupados e permitir a constituição do Estado Palestiniano.
A não confirmar-se esta minha esperança será lícito deduzir que poderá ser preferível manter um líder, facínora ditador que seja, como Saddam, do que o substituir pelo caos, como aconteceu no Iraque?
O tempo encarregar-se-á de nos mostrar a resposta.