Cavaco Silva, agora, Miguel Portas há pouco, exortam por um cessar-fogo permanente e uma retirada imediata de Israel da Faixa de Gaza.
Eu também, mas sei que tem sido esta Europa, condescendentemente amorfa quanto ao armamento de terroristas como o Hamas e o Hezbolah, que tem fornecido os motivos para que Israel continue a massacrar palestinianos!
Não me esqueço, também, daqueles que apearam Arafat (ver atrás) e obrigaram à realização de eleições para o futuro Estado Palestiniano, entregando, assim, o poder ao Hamas!
Democracia? Pois claro, mas só existe democracia onde houver democratas! Não são umas eleições que fazem uma democracia. São as pessoas, por incrÃvel que possa parecer!
Retirada de Israel dos territórios ocupados? Cessar-fogo imediato? Não poderia estar mais de acordo, mas já deveriam estar forças da ONU a desarmar, efectiva e permanentemente, todos os que não pretendem a paz!
A propósito do concerto que Murray Perahia deu anteontem na Casa da Música o HVA, no desNorte, escreve um texto que subscrevo na Ãntregra, pelo que escreve diz e pela elegância com que justamente se indigna!
A Casa da Música está a mudar, vai mudando, vai refazendo-se, vai esquecendo o que Alves Monteiro legou! (ver aqui, aqui e aqui)
Deixo um breve excerto do texto do HVA:
Não sei se tem a ver com o regresso do filho pródigo, mas sei que a programação já não tem o fulgor (leia-se qualidade) de tempos não muito distantes. Parece que está mais variada, dizem-me. Naquilo que me diz respeito, quem quiser variedade(s) que vá ao Rivoli.
no Público de hoje utilizando uma estratégia conhecida – um pé dentro e outro fora. (link Abrupto)
Nada de novo, afinal, é a sua estratégia pessoal de sempre, à qual deve o estatuto mediático que alcançou.
A coisa vende, não haja dúvida, foi decalcada da do outro Professor que veio explicar que sim, mas talvez nem por isso em relação ao mesmo assunto. Com uma pequena diferença, contudo, Marcelo Rebelo de Sousa disse o que vai fazer.
é a que faz a Helena Araújo no 2 Dedos de Conversa, sob o tÃtulo Jogar a Feijões.
A AIDS Healthcare Foundation, fundação que luta contra a Sida, anunciou hoje ter apresentado uma queixa contra a farmacêutica Pfizer (…)
por entender que
O marketing enganador e ilegal que é feito para vender o Viagra, provocou um aumento da propagação das doenças sexualmente transmissÃveis, entre as quais a Sida (Jornal de NotÃcias)
Afinal parece que a propagação do HIV, seguindo o raciocÃnio, tem a ver com o tesão. Ora se assim é, e não me custa a acreditar, parece-me muito mais preocupante que a AIDS Healthcare Foundation ainda não tenha apresentado uma queixa contra o Vaticano por continuar a propagandear o não-uso do preservativo!
Das duas, uma, ou um gajo capa-se, e prontos, que se lixe a taça, ou o problema nada tem a ver com o tesão, mas com a falta de protecção!
De fundamentalismo em fundamentalismo não me admiraria nada que as embalagens de viagra passassem a ter obrigatoriamente inscrito: O TESÃO MATA.
À primeira vista, numa lógica de auto-regulação do funcionamento do mercado, a existência de uma tabela que imponha preços máximos e mÃnimos por acto médico pode parecer um absurdo. Em teoria não poderia estar mais de acordo com o Adolfo Mesquita Nunes quando escreve no Arte da Fuga:
«(…) quem impõe coercivamente tabelas de preços escapa à questão da legitimidade, acomodando-se numa alegada e também confortável ideia de justiça social, protegendo o bolso de quem os paga e a qualidade do serviço prestado.»
Não colocando em questão legalidade da decisão da Autoridade da Concorrência, não entendo que a Tabela do Acto Médico seja um atentado contra a liberdade dos médicos, uma vez que ela foi discutida e aprovada pelos seus membros – os médicos.
No entanto, o principal problema reside na totemização da liberdade individual que o pensamento neo-liberal nos condicionou, fazendo-nos esquecer, por vezes, que a liberdade, para ser efectiva, necessita de regras, de comportamentos previsÃveis, para que possa ser fruÃda.
A verdade é que a não existência uma tabela de referência dos actos médicos impede a implementação dos seguros de saúde, uma vez que não haverá actuário capaz de calcular, em função do risco e dos preços praticados, as garantias e sua amplitude, as excepções e o preço do produto a comercializar. Assim sendo, porque a reivindicação de uma tabela de actos médicos foi uma luta de anos por parte das seguradoras, a medida agora tomada só vem beneficiar as seguradoras que possuem instalações e técnicos de saúde próprias e avençados, colocando à Autoridade da Concorrência um outra problema para decidir – poderão as seguradores que vendem seguros de saúde obrigar, coercivamente, sob pena de o seguro ser nulo, os seus clientes a não poderem optar pelos médicos e estabelecimentos que entendem?
A liberdade precisa de regras, precisa acordos, precisa de consensos, para que ela possa ser fruÃda o máximo possÃvel. A sua totemização é o princÃpio da sua ausência ou, se pretendermos, a liberdade de quem tem poder!
a insurgir-se contra a polÃtica exclusivamente fiduciária do BCE. Parece que a futura candidata presidencial do PS em França sabe, concretamente, por onde deve começar!
«Ségolène Royal, s’est exprimée, mercredi 17 janvier à Luxembourg, en faveur d’”un élargissement du statut de la BCE qui intègre très clairement, comme aux Etats-Unis et au Royaume-Uni, non seulement la maîtrise de l’inflation, mais aussi la croissance économique et le progrès social”. “Il ne s’agit pas de remettre en cause son indépendance, mais il s’agit de ne pas la laisser exercer une omnipotence” (…)» (Le Monde)
Ainda sobre o PU (utilizando a sigla da Jacky) há um aspecto que neste post não foquei, mas que não passou despercebido à Susana Serrano num comentário – as ESE’s! Transcrevo parte dele:
«É uma absoluta irresponsabilidade ministerial!
Durante os últimos 20 anos investiram nas ESEs, em cursos semi-especialistas, de má qualidade geral, para cobrir o 2º ciclo essencialmente e dar formação “mais credÃvelâ€? aos professores do 1º ciclo, deixando mais uma vez “as disciplinas artÃsticas, menoresâ€? de fora do currÃculo. É verdade, estas últimas, pagas a recibo verde agora e dadas como actividades extra-curriculares, estão na lei, no currÃculo do 1º ciclo há já muitos anos.Na realidade só o Inglês ainda não fazia parte do currÃculo do 1º ciclo, era só intenção.
Os resultados do investimento nas ESEs são também muito contraditórios e ainda não foram nem analisados, nem investigados e muito menos avaliados seriamente, assim como tudo neste ME que temos; como tal parte-se para outra mudança. Acho que a maioria das pessoas não acredita nisso e os sindicatos mais uma vez vão pegar no assunto pelo único lado que não deviam.» Susana Serrano
Com efeito, num momento em que toda a gente já sabe do logro que as Escolas Superiores de Educação (ESE’s) representaram para a diminuição da qualidade do ensino superior em Portugal (com honrosas excepções, claro), esta medida do Professor Único viria dar um novo fôlego ao incrementar as inscrições nessas instituições em detrimento das universitárias, sabendo nós que elas correm sério risco de desaparecer por falta de alunos, i.e., por desinteresse do mercado! (ver notÃcia do Público 11 de Julho de 2006)
Então, para além da medida ser má para a qualidade do ensino pelas razões adiantadas, ainda se acrescenta esta desconfiança (para não dizer suspeição) de favorecimento encapotado das ESE’s, para mais sabendo que o Secretário de Estado Valter Lemos foi um dos grandes impulsionadores destas instituições, tendo sido Presidente do Instituto Politécnico de Castelo Branco desde 1996 e Presidente da Politécnica – Associação dos Institutos Politécnicos do Centro desde 2003, funções só deixou quando foi convidado para este governo!
«O ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, reiterou hoje a disponibilidade de o Governo português colaborar com a Assembleia da República e o Parlamento Europeu no apuramento sobre voos da CIA com escalas em território nacional.»(Público – 11.01.2007 – 19h27)
«PS, PSD e CDS-PP rejeitaram hoje a constituição de uma comissão de inquérito parlamentar para investigar responsabilidades do actual e anteriores Governos na alegada utilização do espaço aéreo nacional para actividades ilegais da CIA.»(Público 11.01.2007 – 20h44)
Alguém terá dito que era compadrio, mas acho que não, é cinismo, apanágio da polÃtica dos polÃticos. Mais fácil é insistir que Carlos Coelho e Ana Gomes querem protagonismo ou são doidinhos, mas a bem da nação, claro, dos polÃticos.
Tem a Lolita toda a razão, em EquÃvocos e manifestos, quando afirma que o que está em jogo em relação ao aborto é a questão de saúde pública!
No entanto, ao afirmar mais à frente que, sendo uma questão de saúde pública da mulher, o homem não é para o caso chamado, a pergunta a referendar não poderia ser a que é, nem a referendar deveria ir, pois só as mulheres deveriam poder pronunciar-se.





















