IncluÃdo no ‘Jornal das 22′ da RTP N o ‘Noites do Euro‘, conduzido por Carlos Daniel e com o comentador residente LuÃs Freitas Lobo e mais 2 convidados por sessão, é o único programa sobre o Euro 2008 que vou seguindo. O de ontem foi dos mais bem conseguidos devido à presença de Rui Costa, jogador até há bem pouco tempo, pessoa instruÃda, conhecedora do meio, dono de uma honestidade intelectual rara, revelando isenção, assertividade e sabedoria em todas as suas intervenções, contrastando com muitos outros convidados que por lá passaram.
Apostar em convidados deste gabarito é meio caminho para o sucesso do programa e é neste sentido que, se pouco me importa saber o motivo que norteou Scolari a ostracizar VÃtor BaÃa, me questiono que razões haverá para o não convidarem para este programa, uma vez que, tal como Rui Costa, é um dos ex-jogadores da ‘geração de ouro’ que prima pela dignidade, isenção ética e dedicação à selecção nacional? Digo este porque me parece que Carlos Daniel tenta imprimir qualidade e rigor e não compreendo a ausência de BaÃa de todo e qualquer programa sobre o Euro 2008, seja neste canal ou noutro qualquer, muito menos num público, uma vez que, tal como Rui Costa foi, é uma mais-valia evidente.
Haverá algum acordo tácito (coisa que tenho dificuldade em admitir) ou será esquecimento?
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Segundo José Alberto de Carvalho, “sempre que encontrarmos comentadores ao mesmo tempo excelentes comunicadores e com caracterÃsticas semelhantes [a Marcelo Rebelo de Sousa e a António Vitorino], não hesitaremos em propor-lhes programas do mesmo género”. (José Alberto Carvalho na Assembleia da República via Público)
Desculpa esfarrapada? Sim, mas ser o José Alberto Carvalho a proferi-la é que me embrulha o estômago! Habituei-me a gostar dele!
Maria de Lurdes Rodrigues é a convidada de Judite de Sousa para o programa a Grande Entrevista de hoje da RTP1.
Nas vésperas de uma manifestação de professores diria que esta entrevista, neste momento, sem contraditório me parece…, como dizer…, very convinient!
“Câmara Clara” de Paula Moura Pinheiro na RTP2 de ontem foi a propósito de uma petição…, a petição…, a petição…, uma petição…, a petição…, uma petição…, uma repetição de uma petição…
O cidadão pode não saber que existem outras petições nem outras pessoas que pensam, mas um jornalista profissional que prepara um programa pelo vistos também pode não saber, ou…, ou será outra coisa…
Vi ontem a Senhora Ministra da Educação no telejornal da RTP2 falar, em tom muito conciliador embora sem contraditório, sobre a “refundação” que pretende fazer no Ensino ArtÃstico especializado. Ele é alargamento de prazos, fases de transição, o parecer das escolas, mas Senhora Ministra, sobre o fundamento das suas pretensões, nada mudou - insiste em fundar a sua actuação num estudo que carece de validade cientÃfica e que, por tal, não confere o rigor exigÃvel para a tomada de qualquer iniciativa.
Tenho pena, porque nada tenho contra a senhora, mas mantém-se o fundamento da petição.
Já por diversas vezes divulguei o projecto Música nos Hospitais promovido pela Associação Portuguesa de Música nos Hospitais e Instituições de Solidariedade - APMHIS em parceria com a Orquestra Metropolitana de Lisboa (link). Vejam a reacção das crianças nesta reportagem da SIC no Hospital de Santo António e
comprem, vá lá, comprem um cachecol para financiar o projecto.
Transcrevo email da APMHIS:
A Modalfa e a RTP, através do concurso Operação Triunfo, associaram esforços e decidiram apoiar a Associação Portuguesa de Música nos Hospitais e Instituições de Solidariedade - APMHIS, lançando um produto cujas receitas revertem para a Música nos Hospitais, permitindo assim que a sua acção se possa estender a mais instituições
(neste momento estamos no Hospital Garcia de Orta- Almada e no Hospital Geral de Santo António-Porto - serviços de pediatria, na Maternidade Júlio Diniz-Porto - serviços de maternidade e obstetrÃcia, no Hospital Nossa Senhora do Rosário-Barreiro e Hospital de São Bernardo-Setúbal - nos serviços de hospital de dia oncológico adultos, na Santa Casa da Misericórdia de Almada e no Lar Mansão de Marvila-Lisboa - lares de idosos e no Lar de Santa Catarina-Casa Pia-Lisboa - residência de crianças e jovens).
O produto consiste num cachecol (muito giro, com várias combinações de cores), produzido pela Modalfa, que foi lançado pelo programa Operação Triunfo e que tem vindo a ser promovido pelos concorrentes. Pode-se encontrar em várias lojas por todo o paÃs, custa 4,95€ revertendo 2€ por peça para a Música nos Hospitais.
Deixamos aqui o nosso convite para que se associem a esta iniciativa e que, aproveitando o frio que parece ter-se instalado, adquiram o cachecol, para uso próprio para oferta, …, sabendo que estão a unir esforços para que o nosso trabalho possa chegar a mais pessoas.
A Presidência da República enviou ontem uma queixa ao Conselho de Administração da RTP, por considerar “incompreensÃvel que a transmissão daquelas cerimónias haja sido interrompida, contrariando uma prática há muito estabelecida e sem que quaisquer razões de programação o justificassem”. (via Diário de NotÃcias)
Em comunicado divulgado esta quarta-feira, o conselho de administração da RTP afirma ter apresentado «as devidas desculpas» à Casa Civil do Presidente Cavaco Silva, que, adianta, foi «esclarecida sobre o ocorrido» com a transmissão das comemorações oficiais do dia de Portugal, Camões e Comunidades.
A parte não emitida das comemorações, que este ano decorreram em Setúbal, será transmitida no domingo, 17 de Junho, à mesma hora. (via Agência Financeira)
Ainda há pouco tempo o governo foi chamado e acusado de tudo, e bem, por tentar manipular os serviços noticiosos da RTP, e agora, nada? Nadinha mesmo? É natural comó Compal ou será antes comó Melhoral que nem faz bem nem faz mal?
Sobre o Ritornello da Antena 2 escrevi que baste, entre 2002 e 2003, no fórum do antigo site da estação que, de um momento para o outro, entenderem apagar!
Sobre as decisões da RDP devo dizer que tenho nada contra João Almeida, mas terei, ai isso tenho, contra quem o contratou para director da Antena 2, o Rui Pêgo, e também tenho contra quem contratou este último para director da RDP!
Agora contra o João Almeida? O moço até dá ares assim a modos de buliçoso e muito voluntarioso!
É o programa que António Barreto iniciou ontem na RTP1 e a horas de ser visto. Fazia falta e fazem falta mais programas desta qualidade, mas sobre ele nada tenho a acrescentar ao que o Francisco José Viegas já escreveu.
O grupo RTP registou lucros operacionais de 16,4 milhões de euros no ano passado, ultrapassando em quase seis milhões de euros os resultados previstos no Plano de Reestruturação Financeira. (Jornal de NotÃcias)
A taxa denominada de “contribuição para o audiovisual� paga, através da factura da electricidade, pelos particulares e empresas ao Grupo RTP – Rádio e Televisão de Portugal totalizou 100,395,5 milhões de euros em 2006 (Correio da Manhã)
O grupo de rádio e TV, para lá da taxa do audiovisual, recebeu do Estado a indemnização compensatória de 124 milhões de euros no ano passado (Correio da Manhã)
A administração da empresa explicou, em conferência de imprensa que o lucro operacional ficou a dever-se ao crescimento das receitas de distribuição e multimédia e ao aumento da contribuição para o audiovisual, alargado às empresas. (Correio da Manhã)
Estava bom de ver que o problema estava do lado da receita e, vai daÃ, receitaram aos contribuintes uma lerpa, sem ir a jogo, de 224.395.500,00€, só em 2006, ou seja, 22,00€ por cada português, mais coisa menos coisa, mas tudo em nome, claro, do tal de Serviço Público de Audiovisual, serviço esse que, atendendo à qualidade que se ouve e visiona e bem vistas as coisas, até nem deveria ter preço!
Foda-se, mas que grande reestruturação!
Houve uma geração que não quis nem Salazar nem Cunhal e ganhou no PREC, na Constituição e nas urnas. Teve vários protagonistas: Soares e Eanes em representação de todos. Nenhum deles figura na galeria dos escolhidos pela votação electrónica da RTP (…)
J. Medeiros Ferreira no Bicho Carpinteiro
Cartaxo? Não, não é engano!
Já passei sem me fixar por alguns desses programas dos Cartaxo & C.º, Grandes Músicas, e é verdade, Henrique Silveira, ou seja, quase! O cravo não é precursor do piano, mas o que foi dito é que os Prelúdos e Fugas de Back soariam melhor num piano moderno e, zás, lá aparace o cartaxinho!
Não ouso esperar que passasse com Glen Gould, mas tanto bom pianista português e tem de passar o familiar ou o Domingos…
Sobre o Domingos António já disse umas coisitas aqui e aqui, mas espera que ainda vais vê-lo, em calhando, na série de programas que o A. Victorino d’Almeida está a preparar sobre a história do piano! Vai uma apostinha?
Sempre que há merda lá p’r’os lados da RTP vem logo uma chusma de iluminados defender o Serviço Público enquanto outra chusma desmancha-os quando lhes pergunta mas o qué essa coisa de Serviço Público.
Foi assim com o Arons, foi assim quando o Sarmento quis encerrar a 2 e é assim agora quando o Sarmento diz que quer mandar uns bitaites na linha editorial e na programação, só que desta vez o administrador que ele nomeou e que afinal provou que é possÃvel ser bom gestor em empresa pública, lavrou em comunicado que quem manda é ele e, depreende-se, que se assim não for ele dirá ora passem muito bem e lá terá o governo de nomear a excelência do Cardoso e Cunha!
Mas afinal o que é Serviço público? Já ensaiei algumas vezes uma definição, mas fui agora traÃdo pela rapidez e simplicidade do Alvino que, sob outro tÃtulo Cãossiliador (não lhe levem a mal o português qu’o home é maqueiro e à s vezes troca os “c’sâ€? pelos “ssâ€?), ilumina sobre esta matéria, faz sentido embora não tenha digo, assim alto e em tom de quem quer dizer coisas, oiça (antes de dizer coisas, bem entendido)!
Atão, Serviço Público é servir! Servir quem mais precisa, dando sem aguardar retorno financeiro, mas sim retorno em educação e cultura a médio e longo prazo.
E tudo isto, desculpem lá, em tom cãossiliador, pois então!
No próximo Domingo, dia 25 de Abril, na RTP 2, às 22.00 é exibido o documentário:
“António Pinho Vargas – notas de um compositor”
Realizado por Manuel Mozos e montado por LuÃs Correia em 2002
Produção de Culturgest, LxFilmes e RTPcom depoimentos de:
Augusto M. Seabra;
Miguel Henriques;
LuÃs Tinoco;
João Madureira.
participam:
Orquestra Sinfónica Portuguesa;
Coro do Teatro Nacional de São Carlos, dir. João Paulo Santos;
Orquestra Nacional do Porto, Miguel Henriques, Elizabeth Davis dir. Martin André;
Solistas da OrquestrUtópica;
Drumming- Grupo de Percussão;
Solistas das óperas Édipo, tragédia de Saber e Os Dias Levantados,
entre outros.
não julgo ser possÃvel que, daqui por uma ou duas décadas, a vida musical continue organizada como até hoje.
António Pinho Vargas
Serviço Público
Cansei, cansei de pugnar pela necessidade da sua existência durante meses no Fórum da Antena 2 da RDP que entretanto foi desligado, prometeu voltar a ligar-se a 1 de Outubro encontrando-se novamente inacessÃvel após breve instantes “on-lineâ€?, mas o facto do Adufe, do Cidadão Livre, do Bloguitica e do Abrupto o terem feito regressar à actualidade levam-me a não me conter em “dar uma perninhaâ€?.
Fiquei sempre com a ideia que aquando o ministro Morais Sarmento resolveu exigir a definição do que é serviço público ninguém, no meio de tanta berraria e tontice, o conseguiu precisar, dando assim carta aberta ao ministro para fazer com ele o que bem entendesse.
É muito difÃcil atingir, não sendo por mero exercÃcio utópico, uma precisão unânime do conceito mas, sem liberalismos nem anti-liberalismos gratuitos, todos sabemos sem necessidade de recorrer a profunda análise, que a preservação e divulgação da nossa identidade cultural nas suas mais diversas manifestações locais, regionais, nacionais, europeias, africanas, transatlânticas, que são o pômo do que um Serviço Público independente do lucro deverá ser obrigado a prestar, mais a mais sabendo que os valores em que estão a ser formatados os nossos filhos, dependem mais de os ver e ouvir nos audiovisuais do que em casa ou na escola.
É que o poder do audiovisual tem junto das crianças e dos jovens pode e deve ser aproveitado como forma de sedimentação dos valores que os Pais e a Escola tentam transmitir.
Se assim pensarmos, de preposição em preposição, talvez lenta mas de forma segura nos consigamos por de acordo.
Esta discussão, aliás, foi muito intensa no ex-forum da Antena 2 não sendo quiçá alheio o vergonhoso decréscimo da qualidade desta estação inquestionavelmente de serviço público e o encerramento do respectivo Fórum. Mas certamente regressarei a este assunto.








