Ideias Soltas

se aqui não fora em mim só seria

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O líder madeirense defende que para derrotar José Sócrates “é necessário um líder que ganhe o apoio da maioria dos portugueses com sede de esperança, e não apenas se satisfaça em ganhar o PSD, sabendo-se que não ganha as eleições nacionais”. Acrescenta ser também importante “refundar a Aliança Democrática, mobilizando e unindo todos os portugueses que não são militantes socialistas nem comunistas” (Alberto João Jardim via Público)

Ora, que me lembre, Manuela Ferreira Leite já falou em “unir o PSD”, em relembrar os princípios e valores que estão na base da criação do PSD , em escolher um protagonista que ganhe eleições mas…, sendo certa a sua candidatura a presidente do PSD, ainda não a ouvi afirmar, cabalmente, que será candidata a Primeiro-Ministro nas eleições de 2009, para mais sabendo que, tanto ela (ver link) como os seus mais chegados apoiantes, os “barões”, “notáveis” e “opinion makers”, acalentam, há anos, a sebastiânica esperança de ver Rui Rio nessas funções. Parece ser adequado pensar que o presidente da Câmara do Porto reserva-se para depois de 2009, a não ser…, sim, a não ser que o PSD até às vésperas das próximas eleições se aproxime, nas sondagens, do PS.
A rápida desistência de Aguiar Branco e o recente envolvimento recente de Rui Rio na campanha da candidata dá que pensar…, pelo menos para aguardar se Manuela Ferreira Leite define ou não, inequivocamente, os seus propósitos neste domínio.

ps: imagem de Rui Rio retirada do site da Câmara do Porto sem autoria identificada.

Tento não me imiscuir na vida interna dos partidos, mas o que de repente está a acontecer no PSD é demasiadamente grotesco! O que estará a unir Rui Rio, Pacheco Pereira, Manuela Ferreira Leite, Amândio de Azevedo, António Capucho, Manuel Dias Loureiro, José Falcão e Cunha, Eduardo Azevedo Soares, Carlos Horta e Costa, José Luís Arnaut, Miguel Relvas e Miguel Macedo? Será a vergonha do que se passou com os cadernos eleitorais do PSD nas últimas eleições directas enquanto Miguel Relvas, muito chegado a Arnaut, era o secretário-geral? Já se esqueceram da vergonha nacional que isso representou? Que disseram estes senhores na altura sobre o assunto?
E onde estiveram todos estes senhores (exceptuando a Sra. Dra. Manuela Ferreira Leite) nas últimas eleições directas? Não cheirava então que o PSD poderia ganhar em 2009 e agora parece abrir-se uma janela de esperança através das sondagens que retiraram a maioria absoluta ao PS? Agora já querem ir a votos? Rui Rio, o programado promitente D. Sebastião para alguns “notáveis” do PSD, sente que afinal já merece a pena correr o risco? Já dá jeito, agora?
Manuela Ferreira Leite afirmou ontem que o PSD não pode dar-se ao luxo de desrespeitar um militante do nível do Rui Rio (via JN), mas pergunto, será que para a distinta Senhora o PSD se pode dar ao luxo de ter um coro de “notáveis”, ausentes nos momentos que o partido mais deles precisa, a acusar publicamente a actual direcção de que está a abrir as portas à lavagem de dinheiro (via Público) como afirmou Rui Rio?
Fico com a ideia de que a alteração da forma de pagamento das quotas (questionável, é certo) é muito secundária ao objectivo que este conjunto de “notáveis” pretenderá atingir!

O anterior Presidente da Câmara do Porto tinha celebrado um protocolo que previa a cedência de terrenos com a empresa Soares da Costa. Rui Rio baseou a sua campanha eleitoral contra esse protocolo e não o cumpriu.
No site da Câmara do Porto, Rui Rio iliba-se de responsabilidades ao afirmar que não aprovou nem ratificou protocolo, mas não é por isso que os portuenses arcarão com o ónus de 6.000.000,00€, mas sim pelo facto de o actual Presidente não ter, por considerar ilegal, cumprido o estabelecido.
Das duas, uma, Sr. Dr. Rui Rio: ou cumpria o protocolo ou, se estava tão certo da sua ilegalidade, pedia um inspecção ao Tribunal de Contas e colocava o responsável em tribunal. Se assim não procedeu não vejo como poderá subtrair-se à responsabilidade da decisão do Tribunal já que, em nome dos portuenses, rompeu unilateralmente um contrato assinado.
Mas lembro-me, sim, que essa atitude foi mais uma daquelas que tomou em nome da tal promiscuidade entre o futebol e a política, trocado por miúdos, subjugado pelo ódio pessoal ao presidente do F. C. do Porto!
Não faz mal, não se preocupe, a Câmara paga!

Menezes tem contra si ser um homem do Norte - o PSD de Lisboa continua a desconfiar da província (já vem do Eça), esquecendo-se, claro, que Sá Carneiro, seu pai fundador, vinha precisamente daí. Mas tem a seu favor uma carreira plebiscitada pelos votos e ter realizado como autarca uma obra que deixa o Porto (de Rui Rio) na mais completa sombra - e no mais completo ridículo. (excerto de post de Francisco José Viegas)

Nem mais, não conseguiria ser tão assertivo em tão poucas linhas!

Afinal Luís Filipe Meneses avança com candidatura num processo manietado pelo aparelho do PSD, embora os jogos de bastidores de Marques Mendes talvez não sejam o seu principal obstáculo - terá de se defrontar contra uma forte massa acéfala, diluída e partidariamente transversal de todos aqueles que vêem nele um representante do Norte contra o centralismo vigente. O modus operandi é conhecido e está já em marcha - a achincalhação pessoal que tenta ridicularizar todo e qualquer gesto ou mera expressão. Já se lê e até por pessoas que me merecem respeito, que estava com ar de prisão de ventre quando anunciou a candidatura ou que será figurante numa comédia.
Isto é apenas o começo! Quem assistiu ao que fizeram a Narciso Miranda, Fernando Gomes ou Vieira de Carvalho o que se seguirá não constituirá novidade para ninguém!
No entanto, a quem uma vitória de Menezes poderá infligir maior mossa, Rui Rio, não se espera a menor subtileza em jogos de bastidores nem em arranjos pré-eleitorais. Rui Rio quer a presidência do PSD, sim, mas só depois de 2009, e esse é a grande diferença entre quem assume riscos e quem só vai a jogo pela certa.
Ora, que me lembre, as grandes vitórias do PSD foram conseguidas por homens que arriscaram avançar sem esperar por ninguém nem sequer pelo partido (o partido é que não teve outra alternativa se não seguí-los) - Sá Carneiro e Cavaco Silva!
Parece estar tudo em aberto.., excepto a transparência e a democracia no processo eleitoral!

O autarca vincou que só perante “uma situação verdadeiramente excepcional”, pessoal - “uma doença, por exemplo” - ou política, é que poderia abandonar a Câmara do Porto antes do fim do mandato (…) (via Público)

Ora pois, o céu anda ainda muito nublado para a época do ano…! Para já Aguiar Branco e até 2009 a ver vamos se surge ou não um situação verdadeiramente excepcional…, até porque o importante, neste momento, é não ser derrotado por Luís Filipe Menezes!

Em memória da memorável ante-estreia da encenação de La Féria de Jesus Cristo Superstar no Rivoli não queria deixar passar este elevado momento sem ofertar à selecta clientela deste blogue algo de apropriado e inesquecível.
Aqui vos deixo o meu singelo tributo, uma montagenzita com as imagens constantes no sítio da Câmara do Porto com uma música que me pareceu adequada às personagens, à circunstância e ao mui cultural e performativo ambiente.

ps: Como seria devido gostaria de divulgar o(s) autor(es) das fotografias, mas depois de muito procurar no sítio da Câmara do Porto não encontrei as devidas referências.

Lindo, lindo esta coisa da cultura Rio / Féria! Cenas do Rivoli ontem fotografadas por Estela Silva.
As superestares da Caras lá estiveram como figuras incontornáveis do Porto.
Rivoli nSuperstarRivoli Superstar

ps: as fotografias foram sacadas, gentilmente, do Art&manha.

A vontade de Rui Rio concessionar o Rivoli a La Féria, bem como o respectivo inviezado processo, já por aqui foi por demais debatido, neste post e numa série deles ligados à polémica.
Que aconteceu de novo de então para cá? Aconteceu que La Féria entendeu vir para os órgãos de comunicação social dizer que a manifesta onda de má vontade existente quanto ao projecto de concessão de exploração (…) resultaria num “nível de risco superior” ao previsto e que, em calhando, até não aceitaria a concessão, embora aceitasse o convite para apresentar a sua nova produção, Jesus Cristo Superstar, que estreia hoje!
Mais tarde ainda voltou ao palco mediático para dizer que encontrou o espaço tecnicamente obsoleto embora houvesse muitos computadores nos escritórios, tendo sido obrigado a investir um milhão de euros em equipamento de som e luz, importado de Londres! Para quem ainda não aceitou a concessão investir 1.000.000,00€ é coisa de um autêntico mecenas!!! Qual encenador ou criador, o homem é um verdadeiro mecenas da cidade! Medalha de ouro, impõe-se ou cidadão honorário e benemérito!!!
Neste contexto o seu protector Rui Rio, através de uma coisa chamada Comissão Liquidatária de Gestão do Rivoli criou a figura de Criador Convidado, quiçá inspirado, precisamente, no título da encenação.
E assim somos chegados à estreia da peça de Andrew Lloyd Weber e Tim Rice encenada por La Féria que ontem vem avisar que afinal a sua decisão sobre se aceita ou não a concessão do Rivoli dependerá do êxito do espectáculo “Jesus Cristo Superstar”, que estreia amanhã à noite no Porto. “Eu não posso arriscar a ter fiascos. As empresas privadas vivem sempre desta angústia. Tenho 122 salários para pagar no final de cada mês”, sublinhou, ontem, o encenador em conferência de Imprensa. Deixou claro que só assumirá a gestão do teatro municipal, se o público aderir ao musical, que funcionará como um “teste”. (via Jornal de Notícias).
Eu não tenho dúvidas sobre o sucesso desta encenação de La Féria, nem muito menos o Criador Convidado, mas confesso o nojo que me assola quando ouço e vejo estas tricas de marquetingue barato! Não há pachorra!
O Criador Convidado terá sucesso, Rui Rio evitará despesa, o Porto ficará culturalmente mais pobre, não por permitir que La Féria lá apresente as suas produções, mas por o fazer em concessão exclusiva!
Entretanto, via Ana C. tomo conhecimento de que está programado um protesto silencioso junto ao Rivoli, mas para mais pormenores o melhor é ler no Art&manha.
Bon voyage messieurs Rio e La Féria!

Rui Rio já percebeu que a ERC lhe é muito mais favorável a condenar os jornalistas incómodos do que a justiça.
Esta condenação(pdf) do JN até me faz lembrar as daqueles conselhos dos futebóis que estão à margem dos tribunais e acima da lei, motivando o Jornal de Notícias a responder com um texto intitulado Tenham Juízo.
Deve ter sido com receio que estas atitudes viessem a ocorrer que o Dr. Pacheco Pereira se manifestou tão veementemente contra os poderes que o governo conferiu a esta entidade reguladora!

é o que, com elevada qualidade, o site da Câmara do Porto presta aos concidadãos, como neste caso!
Diria mesmo, um serviço público indispensável!

Devia à Cristina Vieira e ao Rui Rebelo uma posição sobre a troca de opiniões que deixaram nesta entrada. A Cristina ia exasperando com a demora, mas entendi esperar pela confirmação oficial(?) da concessão do Rivoli à Bastidores/Produções La Feria.
Confesso que valeu a pena esperar não pelo anúncio público do Presidente da Câmara antes de o apresentar à assembleia municipal, mas pelas reacções. Um espanto!
Uns calaram-se, vergados, talvez por considerarem que, pelo facto de La Feria ser uma garantia de bilheteira, será uma gloriosa vitória política de Rui Rio, enquanto outros, os do regabofe, toca a deitar abaixo La Feria por ser o diabo feito gente.
Rapidamente, porque nisto de posts não convém gastar muita tinta, La Feria merece-me a consideração que devo a quem faz, e com qualidade (não é pouco, não) e adianto que não tenho dúvida de que o produtor/encenador ancalçará êxitos de bilheteira nem dificuldade em admitir uma vitória “política” de Rui Rio.
Certo estou é de que, num momento em que se fala tanto em promiscuidade, em compadrios, em tráfico de influências, abrir um concurso de concessão para o Rivoli onde se exige que o concessionado produza quatro grandes produções anuais para a sala grande e mais quatro para a sala é, no mínimo, muito, mas muitíssimo insuspeito…
Certo estou que uma sala de espectáculos como a do Rivoli apresentar na sala principal 4 espectáculos num ano é ridículo! Imagine-se o que para aí não se diria quanta folha de jornal não se gastaria se a Casa da Música, o CCB, Serralves, S. Luiz, para só citar alguns, fizessem 4 produções/ano! Cairia ao Carmo e a Trindade!
Certo estou de que esta vitória da politiquinha é uma derrota pesada para a cultura e um grave precedente para a gestão das cerca de 70 salas de espectáculo em Portugal, pois permite que as pessoas continuem a não querer saber que a formação de públicos não passa por estes equipamentos, mas pela escola, onde o ensino artístico continua a ser considerado como enriquecimento extra-curricular no 1º ciclo!
O negócio da cultura depende da sua compra, i.e., da vontade de a fruir, e após tantos anos a esbanjar dinheiro na oferta sem qualquer resultado (para mim, peço desculpa se firo alguém, existe um evidente excesso de eventos culturais em Portugal) ainda não aprenderam ou não querem saber que (vou repetir alguém) será através da fruição dos clássicos, da literatura, do teatro, das artes plásticas, da música desde tenra idade, que poderemos almejar a que daqui a uns 20 anos haja público interessado em manifestações culturais, clássicas e experimentais, e que as sustente.
Bem pode argumentar a Cristina que demora e que no entretanto o La Feria chama gente ao teatro. Bem pode ser…, o que não há é dinheiro para tudo nem a “palhaçada” prevista para a sala pequena colmata esta tontice!
4 produções/ano no Rivoli é uma ousadia que só uma pessoa invulgar poderá atingir! Não é o meu caso…, nem me habituo a comer de tudo e a calar, mesmo quando me esfregam nas ventas concursos, como direi, “enfeitiçados”…, talvez!

Primeiro esvaziou-o de verbas, depois de programação, depois da sua directora e agora diz que se gasta muito dinheiro para o manter!
Quem é que pôs este homem à frente da Câmara do Porto sustentado no chavão publicitário - “acabar com a promiscuidade entre a política e o futeboll” - e agora ninguém o ouve falar dele? Ora puxem lá pela memória!
Entretanto, a ler “Rui Rio fecha as portas do Rivoli” pelo Tiago Bartolomeu Costa.

Rui Rio impõe, em cláusula contratual, as instituições subsidiadas pela Câmara do Porto a “absterem-se de, publicamente, expressar críticas que ponham em causa o bom-nome e a imagem do município do Porto, enquanto entidade co-financiadora da actividade da sua representada e lamenta que os juristas, que se pronunciaram sobe a sua inconstitucionalidade ou redundância, se tenham manifestado “sem dominarem completamente a questão.” (no Público)
O que é que isto quer dizer?
A título de exemplo, se esta medida estivesse anteriormente em vigor nunca Alves Monteiro (um gestor competente que em meia-dúzia de meses remendou o passado e gizou o futuro da Casa da Música) poderia ter divulgado as conclusões das inspecções do Tribunal de Contas às administrações que passaram pela Casa da Música antes dele!

Anteontem deixei aqui um link para a extensa entrevista de Susana Ralha, concedida à Cesaltina Pinto e editada na VISAOONLINE, reservando qualquer comentário para mais tarde, de forma a não influenciar, previamente, a sua leitura. É o que farei agora.
Sem relevar a mágoa que se pressente na entrevistada, parece que este folhetim é apenas mais um, englobado no descalabro que se vem assistindo na gestão da Casa da Música após o belíssimo trabalho feito e deixado, em apenas 8 meses, por Alves Monteiro, apesar das demissões de Pedro Burmester e, por lealdade, de Fausto Neves, o motor do Serviço Educativo desde o seu início, que foram perfeitamente extemporâneas.
Após a incompreensível retirada de apoio a Alves Monteiro por parte da ex-Ministra da Cultura de Santana Lopes e de Rui Rio (só entendida pelos relatórios das auditorias de empresas privadas e do Tribunal de Contas que comprometiam todas as administrações anteriores, incluíndo as que Rui Rio apadrinhou), nunca mais a boa gestão regressou à Casa da Música!
O que estamos a assistir desde então é uma corrida para a colocação dos amigos antes desta aprazada administração do Dr. Couto dos Santos sair!
Conhecida a intenção do Estado e dos financiadores privados de demitir todos os membros deste Conselho de Administração ligados a Rui Rio, a ex-Ministra com a conivência de Couto dos Santos, sem rebuço, nomeia e contrata desalmadamente funcionários e directores para que os vindouros sejam confrontados com uma limitação séria à constituição de equipas de confiança, por via de pesadas indemnizações!
Esta gente é séria (embora possa não parecer), entenda-se mas, por grande obséquio, Sra. Ministra da Cultura, trave, o mais breve possível, esta administração a prazo de causar mais danos do que os que já ousou!
Para mim não são os notáveis que estão em causa, sejam eles Pedro Burmester, Fausto Neves ou Susana Ralha, mas a constituição de equipas consistentes enquadradas numa gestão harmoniosa e eficiente de um projecto que não começou bem, que foi reposto na boa gestão e que agora está, novamente, purgado do mínimo bom-senso!
No Público de 13 de Maio, Henrique Ribeiro, porta-voz da administração da Casa da Música, esclarecia que «o Serviço Educativo não foi extinto: houve um reforço (…) ao passar a direcção autónoma com funções na área da educação e da investigação.» e, mais adiante: «Achou-se que uma direcção destas devia ser dirigida por alguém com habilitações literárias ao nível do doutoramento. A Susana Ralha não cumpria esse requisito». Ora aí está, a senhora que lá estava e admitia que não conseguia erguer um projecto é agora a tal, doutorada senhora, a recém-nomeada Directora do Serviço Educativo e de Investigação!!!
Sra. Ministra da Cultura, por favor, tire de lá esta gente antes que nada reste a não ser o recurso a pesadas indemnizações para correr com a bestialidade e, já agora, não são necessárias muitas reflexões, basta ler o que Alves Monteiro deixou pronto e avançar, com honestidade e bom-senso, a bem da Casa da Música!

Via “a Baixa do Porto” tomei conhecimento de que a Ministra da Cultura pediu ao IPPAR para abrir um processo, com carácter de urgência, no sentido de classificar o edifício da Casa da Música como património nacional, uma medida que protege, em certa medida, a área envolvente de construções futuras. (ver DN).
Desconheço o que terá motivado a Ministra a tomar esta medida, mas dá-me prazer ver que, aparentemente, “pequenos nadas” podem fazer alguma coisa, como seja a petição on-line para o efeito, contando neste momento com 879 subscritores, que aqui divulguei a dia 13 de Abril e cuja hipótese aventei aqui, a 18 de Abril, onde se pode ler o incómodo que esta medida provoca ao Dr. Rui Rio.
Enquanto se vai discutindo sobre se o conceito de “sociedade civil” é de direita ou de esquerda, enquanto se vão aquilatando sobre o que serão “causas de fundo” ou “micro causas”, os cidadãos, dentro das suas possibilidades e alheios à estéril verborreia, vão fazendo o que podem!
Quanto ao resto, “palavras, leva-as o vento”!

Deixei passar algum tempo sobre os episódios Santana / Pôncio / Rui Rio com o intuito de tentar perceber as razões que levaram a que Rui Rio saísse dessa palhaçada, mesmo entre os seus adversários de partido, como herói da integridade, do “rigor” e da honestidade intelectual.
Cheguei à conclusão que a falácia da “promiscuidade” dá votos e levanta paixões entre os da “promiscuidade” e os “anti-promiscuidade”.
Que promiscuidade? A que existe entre a política e o futebol e vice-versa? Não me parece, é que a bandeira dessa luta contra a “promiscuidade” mais não foi, nem é, que uma aziaga contra Pinto da Costa e contra o F. C. do Porto! Se assim não fosse como compreender a colagem de Rui Rio a Valentim Loureiro durante a campanha eleitoral, incentivando a candidatura do filho Loureiro à distrital do PSD do Porto (que correu mal, aparecendo um tal de Marco António à pressa), o apoio a Valentim Loureiro à Presidência da Área Metropolitana do Porto e o apoio a Valentim Loureiro para administrador do Metro do Porto, do qual viria a ser o nº 2, do qual agora é o seu directo substituto?
A operação “apito dourado” que juntou no mesmo processo o Major e Pinto da Costa evidencia que a cruzada de Rui Rio não se prende com nenhuma luta contra a promiscuidade, mas sim com um ódio cego ao F. C. do Porto, qualidade que lhe assegura tantos adeptos por este país fora!
Se o afastamento de Pôncio Monteiro na lista do PSD do Porto tivesse sido norteada por critérios de honestidade intelectual então Rui Rio nunca poderia ter aceite José Raul dos Santos em lugar elegível!
Escolher entre um advogado reputado (mesmo portista fanático) e um autarca que tem a sua Câmara em situação de quase falência e uma conduta partidária muito conturbada na distrital de Beja não me parece nada difícil!
Será que alguém se lembraria de falar dessa tal de “promiscuidade” no idêntico caso de Fernando Seara? Não, pois não, seria ridículo!

Vou lendo, lendo, lendo e até a blogosfera parece ter engolido um metrónomo mecânico dos antigos - tric/trac, tric/trac, tric/trac - pelo Pinto/contra o Costa, pelo Pinto/contra o Costa, pelo Pinto/contra o Costa…
Afinal, Pinto da Costa consegue fazer movimentar os partidos que almejam o poder, seus comentadores e analistas de jornal, televisão, de blogues ou radiodifusão e esquecer Rui Rio, o tal que começou a falar de promiscuidade entre futebol e política, que tratou de assegurar então como seu grande aliado nessa hercúlia tarefa da “anti-promiscuidade” o Sr. Major e seu rebento (muito zangados à época com o “belzebu” da Costa), os quais apearam o Meneses para botar o inefável Marco António na respectiva Distrital, isto porque botar o rebento era demais…
Esta “anti-promiscuidade” estratégica, certamente aconselhada ao Presidente da edilidade por seu mandatário de campanha, Pacheco Pereira, parece ser para reactivar, pois para não se falar sobre o que Rui Rio obrou pela Invicta, nada melhor que invectivar o povo contra um “belzebu”!
Nada de mais, ademais já assim o era no tempo das fogueiras…

ps: a este propósito encontrei este texto do Masson que, salvo melhor opinião, põe os nomes aos … , perdão, às individualidades em disputa.

Ele há malta que ainda não encontrou a sua mais profunda vocação! Gente assim é que faz falta ao futebol!
«O presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, acusou hoje o Governo de romper um compromisso político que previa que o Estado assumisse o passivo total da Casa da Música, SA. “O Governo deu um passo atrás”, afirmou o autarca
Então não é que este senhor, agora que tem uma administração à sua medida, está muito preocupado com a Casa da Música?
Vai na volta e o Pinto da Costa ainda o contrata…

ps: sobre a Casa da Música ver nestas ideias “Rui Rio - ou eu ou o caos, ou Casa da Música um nado-morto

ou

Casa da Música um nado-morto

Os folhetins da Casa da Música vão-se sucedendo sem parança desde a chegada de Rui Rio à Câmara Municipal do Porto. Ou antes ainda, aquando da sua campanha eleitoral cujo marketing montado tratou de diarimante denegrir a imagem daquele projecto, per si, ou enquadrado na “Porto 2001″.
Certo é que mal chega ao poder Rui Rio consegue afastar a administração de Pedro Burmester que em muito, tempo e dinheiro, inflaccionou o projectado, nomeando uma administração com 2 comparsas e, claro, Pedro Burmester pois não tinha à época arcaboiço para o afastar definitivamente.
Pouco tempo decorrido Pedro Burmester vem para os jornais dizer que batia com a porta porque aquela administração queria aumentar a volumetria do espaço administrativo em prejuízo dos camarins, esquecendo-se que o inicial projecto, o de sua lavra, se tinha também esquecido de alguns pormenores, como sejam um fosso de orquestra e locais adequados para arrecadação de equipamento cénico.
Rui Rio sai em defesa da sua administração e desanca Pedro Burmester na praça pública, i.e., o ódio contido vem para a praça pública, não o andamento do projecto, as causas dos sucessivos adiamentos, o disparar do investimento, não a falta de profissionalismo de quem projectou, apenas e tão-só o veneno particular e pessoal.
Entra em cena sem por dele se dar conta o tal Ministro do qual se habituaram a dizer mal, por discreto, Pedro Roseta, tomando a decisão mais sensata - nomeia um administrador com experiência mais do que comprovada de seriedade e competência, Manuel Alves Monteiro.
Na “mouche”, nem Rui Rio nem Pedro Burmester puderam inviabilizar o nome, mas Rui Rio consegue ainda impor o seu veto ao nome de Pedro Burmester para o Conselho de Administração.
Alves Monteiro, que só aceitou a incumbência com o pressuposto de não aceitar pressões externas, chama Pedro Burmester para seu assessor directo e pessoal, na sua única dependência e deita mãos ao trabalho:
1 - estudar um modelo de gestão que assegurasse o regular financiamento da Casa da Música;
2 - fazer um ponto de situação sobre o cumprimento do projectado - atraso, desvios e investimento necessário;
3 - anunciar uma data credível para a abertura da Casa da Música;
4 - tratar da programação para os dois primeiros anos de funcionamento
5 - pedir auditorias ao Tribunal de Contas sobre todas as administrações, incluindo a sua, que passaram pela Casa da Música.
Há pessoas, mesmo com cargos de gestão da coisa pública, que não entendem que a melhor forma de gerir é de mão dada com a entidade reguladora e competente que assegure conhecer, por um lado, o ponto de situação de cada momento e, por outro, os desvios de que o próprio possa incorrer sem disso se aperceber.
Foi o caso de Rui Rio que se sentiu despeitado por ser pedida auditoria à administração dos seus meninos.
É curioso que Rui Rio condenou na praça pública a “Porto 2001″ e a administração de Pedro Burmester sem nunca recorrer ou esperar pelos resultados de auditorias do Tribunal de Contas.
Mais curioso foi o inesperado anúncio, após conhecer o pedido das auditorias, de que a Câmara não daria nem mais um tostão para a Casa da Música.concomitantemente Rui Rio sensibiliza o PSD para não viabilizar de imediato as soluções apresentadas na Assembleia da República por Alves Monteiro, levando-o (supomos nós) à sua demissão, soluções que, por acaso, “hélas”, correspondiam na íntegra às exigidas no Relatório Final do Tribunal de Contas e que ainda se mantêm! Ou seja, mantêm-se até ao final do dia de hoje. A partir de hoje, precisamente às 00:00h de amanhã a Casa da Música encontrar-se-á novamente em incumprimento legal sobre o modelo de financiamento e a forma institucional a adoptar!!!

Hilariante, Alves Monteiro em 8 meses reorganizou todo o projecto, calendarizou-o ao mínimo detalhe, apresentou a solução para modelo de gestão institucional mais adequado e agora, a nova administração, novamente composta por meninos de mão do Dr. Rui Rio, nada disse até ao momento nem sequer apresentou o que Alves Monteiro deixou pronto.
É inacreditável que a Sra. Ministra da Cultura tenha adiado para 5 de Novembro pronunciar-se sobre tal assunto! Adiar porquê, se contas rigorosamente feitas, a anterior administração provou serem necessários 12,5 milhões de euros anuais para o orçamento da Casa da Música e no PIDDAC deste ano só lá vemos 4.676 milhões?
Isto é uma vergonha, a Casa da Música é um nado-morto porque o Sr. Presidente da Câmara do Porto assim o quer, ou seja, ou manda directa ou por interposta pessoa, ou boicota sistematicamente o projecto!
É pena, também, que Pedro Burmester não tenha compreendido o alcance das medidas de Alves Monteiro e que o tenha abandonado a meio do percurso só porque não foi o eleito para director-artístico. Pedro Burmester teria um papel muito mais importante a desenvolver se não não se tivesse deixado enredar na teia das politiquices ruianas. Pedro Burmester provou, assim espero, a si próprio, não ter experiência bastante para liderar um projecto desta envergadura e ficou-lhe muito mal vir mais uma vez para os jornais mal-dizer de Alves Monteiro, o único, afinal, que pôs a Casa em ordem e que, por isso mesmo, lhe tiraram o tapete.
É por tudo isto, talvez, que o director artístico da Casa da Música, Withworth-Jones, em entrevista ao Jornal de Notícias de ontem a propósito do aniversário do “Remix Ensemble”:

« (…) Depende. Às vezes pode ser normal. Habitualmente, os programadores são revelados com mais antecedência. Mas Portugal é um país diferente, não é?
(…)

Tenho opinião sobre o modo como devem funcionar - e, concretamente, como funcionam -, as instituições culturais no Reino Unido. Mas não tenho conhecimento suficiente sobre o modo como funcionam aqui. Estou a começar a entender como funcionam as instituições culturais no vosso país (risos)
(…)
De qualquer maneira , o anterior presidente continuava a encorajar-me a programar, programar, programar - coisa que eu fiz. Infelizmente, ele saiu. E agora temos um novo presidente. E temos um novo ministro da cultura. E tudo mudou. E não posso dizer mais nada …
(…)
Obviamente ele é uma figura inspiradora (Pedro Burmester). Sem ele a Casa da Música não estaria a acontecer.
(…)
A programação tem de ser séria - isto é uma instituição nacional, não é uma casa comercial»

Para bom entendor metade destas palavras chegariam. Chegariam para perceber que ou a Casa da Música será totalmente dominada por Rui Rio ou este prefere dar o nado como morto!
E, já agora, qual a razão do silêncio do Mandatário para a eleição de Rui Rio à Câmara do Porto sobre estes sucessivos abusos de poder - José Pacheco Pereira?

E eu?, pergunta recorrentemente o Crítico em legenda a um retrato do Ministro da Cultura! Não terá nada mais para dizer sobre a Metropolitana? Terá receio de se envolver? Não considerará relevante o caos instalado? Nada disto, estou certo. O que acontece é que o que acontece é inverosímil que aconteça num país em que culturalmente pouco acontece e por intestinas vaidades se destrói o que acontece!
O que se permite que aconteça na AMEC é ininteligível, num Estado de Direito!
Tinha prometido a mim mesmo não regressar a este folhetim de faca e alguidar, mas despejam-se, reportagens manipuladoras sem qualquer comentário crítico, dá-se a palavra a estudantes, ex-directores, põe-se no ar reacções fabulosas de Miguel Graça Moura e, tal como o Henrique Silveira, “e eu”??, sim, onde está a pressão dos editores da informação dos canais de televisão junto dos apelidados fundadores e financiadores maioritários que unilateralmente romperam o contrato de fundadores ao negarem os seus financiamentos à AMEC de forma ilegal e desumana ao sonegarem indirectamente as remunerações à totalidade dos músicos, dos funcionários e professores? Ainda não vi nenhum canal de televisão, estranhamente menos ainda os do Estado, tentar ouvir de viva voz Pedro Santana Lopes, Pedro Roseta e David Justino, afinal os primeiros responsáveis pela situação criada? A capital importância da manutenção e prossecução do projecto Metropolitana exige que os responsáveis pelos orgãos de informação para além de mandarem efectuar investigação séria aos seus colaboradores se inibam de, em manipulador mediatismo, passar nos jornais prime time alunos enraivecidos a fechar a cadeados a instituição, a vociferarem, através do presidente da recém formada associação de estudantes que foram 12 anos de prepotência e abusos de poder, músicos e ex-directores a denunciarem hipotéticas ilegalidades como os recibos outrora verdes, os ganhos do maestro e este, em total desnorte, dizendo que agora é que não sai mesmo, e pronto!Fora de horas li um excelente artigo na última (espero não chorar aqui mais esta perda) Grande Reportagem, em Agosto, de onde, entre outras ideias que não partilho, uma subscrevo e transcrevo:

A máquina da democracia resulta da combinação da separação dos poderes, com o primado da lei e os mecanismos de representação, e todos estes mecanismos necessitam de um tempo e de um espaço que a virtualidade do real perturba, primeiro, e depois nega. Precisa de tempo lento e não do falso tempo real dos directos?, precisa de lugares discretos para construir decisões ponderadas, e não da absoluta transparência?, precisa de atenção cívica e não da distração do circo permanente, precisa de escrutínio diferido e não imediato, para poder prosseguir políticas impopulares.

Atrás, no mesmo artigo, tinha escrito:

A demagogia nas sociedades industriais avançadas assenta nos meios de comunicação social de massas modernos. Dentro desses meios ela é tanto mais eficaz (e tanto mais reproduzida) quanto mais esses meios assentem na manipulação dos nossos sentidos “mais convincentes”?: a visão em particular.

Quase me apetece mais nada dizer, calar-me sob a verdade negada e aviltada neste caso Metropolitana. Pacheco Pereira, noutro contexto certamente, escreve sem deixar espaço a interrogações, acrescentos, ou sequer recticências!
Mas gostaria de ilustrar a ponderação, o bom senso e o propósito destas palavras, recordando o caso Pedro Burmester / Rui Rio. De facto, tal como agora Santana Lopes, Rui Rio retira a confiança pessoal a Pedro Burmester e vice-versa. Que aconteceu? Rio e o seu ex-administrador ainda tentam influenciar os órgãos de comunicação social, mas prontamente Pedro Roseta toma as rédeas à crise e remete-se a um prudente silêncio até à sua resolução, e que resolução! À frente da administração da Casa da Música coloca um dos nossos melhores gestores portugueses, com provas indeléveis de competência, este apresenta um enquadramento legal que permita que Pedro Burmester permaneça a prestar bons serviços ao projecto na área da sua competência e Rui Rio ainda pôde regozijar-se pelo pianista não ser mais administrador. Confesso que perante o descalabro gerado na altura tive muitas dúvidas quanto ao futuro da Casa da Música, surpreendendo-me o Ministro da Cultura com a serenidade, ponderação e qualidade da sua acção!
E agora, “e eu”?, como pergunta e bem o Henrique Silveira, onde está este Ministro?

Este arrastado folhetim não é grotesco só pelo que tem sido dito, mas essencialmente pelo que não é dito e pela ausência de quem devia estar e não está, repito, a Câmara de Lisboa na pessoa do seu Presidente, o Ministro da Cultura e o da Educação! Não, não é grotesco, é grosseiro, tosco melhor dizendo, principalmente ininteligível!
Auditorias revelaram comportamentos mais que suspeitos por parte de Graça Moura tendo-se apresentado uma queixa à Procuradoria Geral da República e outra ao Tribunal de contas.
Nestes dias o diz que disse avoluma-se, 70 mil contos por ano, ai que estamos há 12 anos a recibos verdes e os estudantes, coitados, alvos das mais vis prepotências! Mas, só agora é que os músicos deixam de tocar pelo facto de permanecerem ilegalmente como prestadores de serviços? E no futuro, o que será que os principais financiadores prometeram a estas pessoas, integração no quadro? É que não existe em Portugal enquadramento legal na legislação laboral para estes profissionais pois também eles não cuidaram suficientemente de o promover. Em boa verdade uma orquestra para manter os seus níveis de qualidade não deve, à semelhança de congéneres estrangeiras, celebrar contratos sem termo ou no mínimo exigir regularmente provas aos músicos perante reconhecido júri, sendo que um não apto dá direito a despedir com justa causa. Mas, com esta ilegalidade de manutenção de prestadores de serviços bem como com outra também anunciada de que a AMEC só tem contabilidade organizada desde 1998 não pactuaram estes fundadores e financiadores estatais até há muito pouco tempo? Professores também como prestadores de serviços? Como é possível se a concessão e manutenção do paralelismo pedagógico por parte do Ministério da Educação exige professores legalmente contratados sendo as escolas de ensino artístico obrigadas anualmente a depositar na Direcção Regional de Educação a que pertencem os respectivos contratos? Mais uma parceria na ilegalidade? E os estudantes, sim, essas vítimas de abusos como afirmou o representante da associação de estudantes, foram obrigados a permanecer na escola, não puderam optar por outra, não conseguiram avisar os novos colegas para não se inscreverem, já que o número de alunos da AMEC triplicou em quatro anos? O timing destas revelações é muito suspeito e a serem verdade tornam a Câmara de Lisboa e os Ministérios da Educação e o da Cultura coniventes em várias e recorrentes ilegalidades.
Aos órgãos e representantes do Estado eleitos é por maioria de razão exigível decisões ponderadas pautadas pelo primado da lei de que nos fala Pacheco Pereira. Mas não, cometem-se ilegalidades, atropelam-se os inalienáveis direitos de rendimento de vários prestadores de serviços, atira-se tudo para a virtualidade do tempo real da comunicação social, sôfrega de recambolescos escândalos pessoais e particulares, sem nunca colocar acima dos protagonistas, Pedro Santana Lopes e Miguel Graça Moura, a essência, o ímpar projecto da AMEC.
A questão, o verdadeiro problema é de uma simplicidade confrangedora e as soluções aparentes. Apresentadas as queixas a quem de direito, se se instala uma quebra de confiança entre os fundadores e principais financiadores, que até são públicos, das duas uma: ou pareceres jurídicos sustentam o despedimento por justa causa arriscando o despedimento de MGM imediato ou tal não sustentam e, então sim, como parece que o visado não se envergonha e sai, no tal recato necessário, negoceia-se uma saída anunciando-se o mútuo acordo. Por mais voltas que se dê só existem estas duas soluções.
Assim parecendo, porque não foram observadas? Por que razão se aira com tudo para a comunicação social, todo este lavar de roupa suja dos meninos, denegrindo a instituição? Será que os Ministros da Cultura e da Educação se encontram superiormente impedidos de actuar para não prejudicar um putativo candidato a candidato à Presidência da República do PSD? E o silêncio do PS, estará a oposição conivente com o desmoronar da AMEC a reboque destas vendetas pessoais? Do PC sabemos que as suas Câmaras continuam a apoiar MGM…, a vida dá cada volta…!
E os comentaristas, sim, de José Pacheco Pereira, ainda nem uma linha ou palavra, sendo estranho pois é como sabemos um interessado pela coisa da cultura; Pedro Santana Lopes em silêncio, compreensível, é parte principal do problema; Marcelo Rebelo de Sousa é que não se entende não aproveitar este folhetim para alfinetar o candidato a candidato, ou engano-me mesmo e a entrevista concedida ontem a MGM no decorrer do telejornal da TVI era preparatória à intervenção de hoje de MRS. A seguir…
Aguardo, muito sinceramente, que este inusitado processo seja mesmo provocado pela desavença dos meninos e que seja mesmo boato, ruído, que há o propósito de derrubar a AMEC, alienar as suas instalações à Associação Industrial que terá manifestado interesse e constituir uma nova orquestra, esta sim, para executar os famosos concertos para violino…