O Festival Internacional de Música do Algarve (FIMA 2007) elevou o nível organizacional deste tipo de eventos em Portugal. De facto, desde a programação, à conjugação de co-organizadores, apoios, media partners e patrocínios com uma forte aposta da respectiva Região de Turismo, passando pela divulgação, nos media e online, demonstram um profissionalismo difícil de igualar mesmo em regiões mais habituadas a estas andanças.
Destacar algo do programa não é fácil, mas arrisco a chamar a atenção para as presenças de António Rosado, da Orquestra Sinfónica do Conservatório de Viena e dos Virtuosos de São Petersburgo, em especial para a interpretação do Quarteto para Piano em Sol menor, Op. 25 de Brahms, da Suite Italiana de Stravinsky e do Trio para Piano No.2 em Mi menor, Op. 67 de Schostakovitch.
O Algarve está de parabéns e muito bom seria que outras regiões tivessem a humildade de, se é que não sabem, aprender a fazer, porque estas coisas antes de se chegar à fase da programação cultural tem por sustentáculo outro know how, a gestão cultural, imprescindível para que tudo funcione, desde a programação, à gestão de recursos, à formação de equipas, à angariação de patrocínios, ao envolvimento de co-organizadores, à divulgação, à recepção do público, enfim, a tudo o que à administração diz respeito, de modo a que a direcção artística ou programação possa dedicar-se, em plenitude, àquilo que sabe fazer.
Arquivo de: ‘Schostakovitch’
Maria Manuela Araújo proporcionou a 1.ª audição em Portugal desta obra para piano depois de, durante alguns anos, a analisar e trabalhar com a preciosa ajuda de Dimitri Schostakovitch, da qual não restou qualquer das gravações efectuadas. Antes de a apresentar em Portugal, a sua interpretação foi aplaudida pelo público e pela crítica em Moscovo, Berlim, Leningrado (na época), Kiev, Budapeste e Varsóvia entre outras cidades europeias.
Deixo-vos durante uns dias a interpretação de Evgeny Kissin, ao vivo, para ouvir com calma e sem dar tempo ao tempo…
ps: volume baixo pois a gravação tem o audio saturado.
Mozart? Que diacho, já chega!
Sim pois, 250 anos, pois, mas todos os dias … ó pá, nunca é demais, pá, mas chega, basta, já enjoa tanto maneirismo!
E o centanário do nascimento de Schostakovitch? Nada?
E os 150 anos da morte de Schumann?
Ah, meu caro Robert, ainda hoje não te conhecem, mas não te aflijas que isto anda por modas, umas hoje, outras amanhã e com tantos amanhãs e modas para inventar poderá ser que a ti, um dia, te toque!
“Carnaval“, op. 9, 1834/5…, como não te conhecer?
«Si le ciel vous a doué d’une imagination active (…) vous vous sentirez peut-être d’autant plus mystérieusement ravi dans un cercle magique que vous vous conformerez moins aux lois de la construction musicale. (…) Mais ce ne sera cependent qu’en vous appliquant aux signes précis et prononcés de l’écriture que vous obtiendrai la maîtrice de la forme et le pouvoir d’une claire ordenance.»
SCUMANN, Robert, “Conseils aux jeunes musiciens“, trad. para francês de Yves Hucher, Ed. Buchet/Chastel (1ª ed em 1848)
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