Após ter ouvido as opiniões do Primeiro-Ministro sobre a proposta do governo para o ‘PEC – Programa de Estabilidade e Crescimento’ e analisado as diversas reacções de todos partidos assentados, penso que se poderão, sucinta, embora assertivamente, resumir neste vídeo devidamente musicado e legendado:



ps: grato ao Luís Grave Rodrigues por me apresentar tão iluminada resenha.

O Bloco de Esquerda e o PSD negociaram e celebraram um acordo na Assembleia da República para a aprovação da constituição de uma comissão de inquérito com o objectivo de apurar se o Governo, directa ou indirectamente, interveio na operação conducente à compra da TVI e, se o fez, de que modo e com que objectivos e apurar se o Sócrates faltou à verdade. (via Público)
Francisco LouçaManuela Ferreira LeiteFui confirmar se já estamos mesmo na Quaresma pois parece-me, não a iniciativa, mas o processo e o acordo dos intervenientes revestidos da dignidade de desfile carnavalesco de matiz acentuadamente dantesca, muito embora pareça que o Bloco de Esquerda ainda não tenha decidido o seu sentido de voto relativamente às eleições no PSD.
De Manuel Alegre é que não se conhece, até ao momento, reacção, mas fontes muito pouco fidedignas avançam que o pré ou já candidato presidencial terá, em desespero de causa, debandado para Fátima para reflectir se deverá em casos futuros, como medida preventiva, acautelar-se com uma palete de bisnagas de vaselina.

Paulo Rangel afirma, via Expresso, que a candidatura de Fernando Nobre à Presidência da República lhe faz lembrar, “num certo sentido” a de Maria de Lurdes Pintassilgo, há uns anos atrás.
Paulo RangelOra, esses há uns anos atrás era 1986, altura em que não sei se Paulo Rangel já deixara o bibe, mas que, por imperativo legal, ainda não podia votar – era menor.
Quanto ao “num certo sentido” é que não sei, a não ser lembrar que há pessoas que não precisariam de ter já desaparecido para que qualquer um, em todos os sentidos, saiba que deve guardar recatado respeito pelo sentido ético e moral que imprimiram às suas vidas.

Ricardo CostaEntre as decisões da Comissão disciplinar da Liga sobre o Apito Final e castigos aplicados ao S. C. de Braga existe uma semelhança, uma diferença e uma circunstância de realce:
1 – semelhança: o Sr. Dr. Ricardo Costa;
2 – diferença: o Sr. Dr. Ricardo Costa;
3 – circunstância: o Braga vai na frente do campeonato da Liga e o único jogo que perdeu viu ser-lhe anulado um golo limpo!

Mario CrespoMário Crespo, convidado para falar nas jornadas parlamentares do CDS sobre o primeiro ano de presidência de Barack Obama, esgotou quase todo o tempo a falar das referências pouco elogiosas que Sócrates lhe terá feito durante um almoço na terça-feira da semana passada, num restaurante em Lisboa. (via Público)
Ele há vários problemas a solucionar: o que é uma conversa privada a alta voz num local aberto ao público, o que é isenção jornalística e, não com menos pertinência, que interferência poderá ter tido junto das gentes das orlas dos poderes a presença em massa em Lisboa de carrosséis, num primeiro momento e, de seguida, de vendedores de farturas e pipocas.

Nos primeiros 11 meses do ano (de 2009), foram enviados de Portugal para offshores, 11,8 mil milhões de euros. (via DN)

Continuem a proteger os bancos, a saudinha do sistema financeiro, coitadinho, que devido à penúria dos seus dividendos até têm impostos reduzidos.
Tenham vergonha na cara, senhores mandantes, de cá dessa União Europeia afora!

Corre por aí uma petição a pedir um referendo sobre o casamento entre homossexuais, com empenhado rol de subscritores que até irá ser alvo de, pelo que se prevê, aceso debate na Assembleia da República.
Parece-me, em modesta opinião, que será esse referendo e o tal debate, por consequência, demasiadamente prematuro. E prende-se esta minha dúvida, em modesto parecer adiantada, que a montante muita coisa haveria a fazer:
1 – uma petição para um referendo para saber se os homossexuais são ou não cidadãos de pleno direito;
2 – uma seguinte a propor um referendo para se saber se os homossexuais podem ou não votar para eleger os iluminados que debatem as petições;
3 – uma outra para se referendar no sentido de saber a que género pertencem os homossexuais, ou seja, se são homossexuais ou homossexualas;
4 – outra ainda a propor um referendo para se saber se um heterossexual casado tiver um caso com um homossexual casado poderá ou não considerar-se adultério;
5 – por último, mas não de menor pertinência, se os casais homossexuais podem ou não beneficiar das consultas de planeamento familiar disponibilizados pelo Serviço Nacional de Saúde ou se continuarão, também neste capítulo, a ser despudoradamente discriminados.
Depois, então, sim, mas antes não, porque senão o sim correrá sérios riscos de ser interpretado como um sim, ou não.
E ainda assim, esse sim não sei se não ficaria condicionado a uma alteração do Tratado de Lisboa, e antecipadamente, a uma alteração da Constituição da República Portuguesa.

adenda em nota prévia: o assunto constante deste post dá-se por encerrado e sanado pelo facto de o(a) autor(a) ter, finalmente, compreendido e resolvido a situação.

O blogue ‘In Mente’ resolveu, há dias, fazer um plágio, transcrevendo, praticamente na íntegra, o texto que escrevi sob o título ‘Maria João Pires renuncia nacionalidade portuguesa – VERGONHA’. O texto e o título: ‘Maria João Pires renuncia à nacionalidade portuguesa’ (link do ‘Ideias Soltas’)
Não sou muito dado a coisas de direitos de autor colocadas na net, mas os anos disto habituaram-me a colocar, SEMPRE, mesmo em caso de breve excerto, a identificação da fonte e o respectivo link.
Sim, eu sei, que recebemos muita coisa por correio electrónico que editamos, por vezes, sem o cuidado de procurar a origem, mas no caso do autor(a) do ‘In Mente’, tive o cuidado, de colocar na caixa de comentários uma cordial chamada de atenção.
A resposta foi curta e grossa: só se fosse um linkozito para o meu email que foi onde o recebi. Cumprimentos.
Ora, cumprimentos, também, dou o assunto por encerrado. Este género de atitudes fazem hoje parte de normais cenas do quotidiano.

ps: o assunto dá-se por encerrado e sanado pelo facto de o(a) autor(a) ter, finalmente, compreendido e resolvido a situação

José António Pinto Ribeiro, o actual Ministro da Cultura, brindou a cultura, a identidade, das gentes de Miranda do Douro, com especial elevação:

Tal como nas histórias do Astérix, onde “há uns loucos gauleses que viviam numa aldeia” e resistiam à invasão dos romanos cá “também há uns loucos portugueses que vivem em Miranda do Douro e falam outra língua”. (via Expresso)

Tão adequadas e tão cultas e tão distintas palavras foram proferidas na inauguração de dois museus de Arte Sacra em Trás-os-Montes, projecto que não recorreu a qualquer financiamento do Ministério da Cultura nem de qualquer outra instituição estatal.
António Pinto Ribeiro, o nosso José da Cultura, não foi parco ao agradecer às parcerias locais, nomeadamente às Câmaras Municipais, que ergueram o projecto:

A prova de que não precisam de apoio é que aqui estão feitas (via JN)

Entretanto, D. José Saraiva Martins, prefeito emérito da Congregação para as Causas dos Santos, dizia ontem sobre a ‘Crise Económica’:

A crise económica é, acima de tudo, uma crise ética, de valores, que reflecte uma grande injustiça social. (…). As crises da humanidade devem-se à falta de respeito pelos Direitos do Homem. É fundamental acreditar no Homem para haver Paz (via Correio da Manhã)

E assim vai o mundo… Uma crise económica? De ética e valores? De modos, sim, também, de modos de estar e de tratar os outros…

A aprovação na Assembleia da República das alterações à Lei do Financiamento dos Partidos Políticos e das Campanhas Eleitorais ilustra o total desprezo dos políticos pelos cidadãos, por um lado e, por outro, representa a machadada final do já muito perene crédito dos partidos políticos, todos sem excepção, já que o único voto contra foi o de António José Seguro.
Enquanto a abstenção galopa colocando em causa a própria democracia, os partidos políticos, na opinião de João Cravinho, abrem a porta a uma entrada de dinheiro 1.250.000 euros, sem qualquer fiscalização sem qualquer contraprova.
E adianta ainda:

Mais vale dizer que está aberto o leilão à corrupção, porque é isto mesmo que se trata. É uma pouca vergonha. É uma provocação.

Relativamente às campanhas eleitorais internas Cravinho insurge-se:

Se é possível alguém ou um grupo ou vários reunirem-se, ou alguém por si só financiar uma campanha de 1 milhão, ou de 2 milhões, ou de 30 milhões de euros para conquistarem um partido chave, estão a dizer que é o poder a saque e ainda por cima barato.

Falta saber se Cavaco Silva, tão zeloso da transparência e do rigor de contas, fará ou não uso do seu direito de veto diante de semelhante atentado à democracia.
Haja alguém com bom-senso e ética já que a ‘vergonha na cara’ caiu em total desuso!