Dez 232011
 

O Natal foi-se transformando em mais uma freima de prazer obtido através dos excessos de consumo, mas permaneceu a necessidade de reunião, convívio e (re)abraçar laços familiares, mesmo para quem não celebra o nascimento de Jesus. E ficou, sendo até reforçado pelo referido consumismo, uma esbatida noção de solidariedade para com quem mais precisa, símbolo de uma caridade aprazada e perene, é certo, mas inspiradora a recordarmos que a maioria de nós tem, por Natal, o aconchego dos seus sem possibilidade de mais lhes dar que seu amor sem recursos extra para o celebrar.
Desejo a todos um Feliz Natal, juntos dos seus e que o momento sirva não para ser apenas solidário com quem mais precisa nesta quadra, mas para nos recordar de como é importante e necessário sê-lo sempre, porque sem os outros não somos.
Deixo-vos com palavras de José Augusto Mourão:

Jose Augusto MouraoO amor transforma o medo do outro em medo pelo outro, pela segurança a ponto de nos tornarmos inteiramente responsáveis pelo outro. É o amor que sustenta a esperança. O amor é o desejo que nos remete para a fonte de onde os rios correm e, como um corpo a caminho, nos reúne.

José Augusto Mourão, Quem vigia o vento não semeia, 2011, Lx, Pedra Angular

Feliz Natal

Nov 122010
 

EMAÚS - Feira Pavilhão Rosa MotaA “Emaús Caminho e Vida – Porto” centra a sua acção no acolhimento e melhoria das condições de vida dos sem abrigo, desenvolvidas por pessoas que à causa se dedicam em regime de voluntariado.
Com as dádivas granjeadas realizam este fim-de-semana, de 11 a 14 de Novembro, no Pavilhão Rosa Mota uma Grande Feira, aberta ao público entre as 13 e as 20 horas.
Nesta feira, segundo o Emaús, os projectos maiores serão a conclusão da obra da nova comunidade de Emaús na Rua do Bonjardim e o apoio às iniciativas da Emaús Internacional.
Eu irei, e convido-vos a ousarem aparecer, pois encontramos muito coisa que nos faz arranjo, em boas condições, e a preço justo.

Mar 042010
 

Divulgo e sugiro que assinem a Petição contra a Pobreza – Zero Poverty Act Now – lançada pela Caritas em Portugal que propõe que nos empenhemos em pressionar os políticos em 4 pontos:
Zero Poverty1 – Erradicar a Pobreza Infantil na Europa;
2 – Assegurar um Mínimo de Protecção Social para Todos;
3 – Aumentar a Prestação de Serviços Sociais e de Saúde;
4 – Garantir Emprego Digno para Todos.
Recorde que:

30.000 crianças morrem diariamente devido à pobreza
1.300.000.000 vivem com menos de 1$/dia



Para seguir as actualizações da ‘Zero Poverty no Facebook clique aqui.
Semeie para os outros para colher para si.

Jan 192010
 

Incomoda-me, sim, o despudor da exploração mediática do sofrimento humano; da pronta chegada dos abutres da putrefacção humana, enquanto a da ajuda humanitária se preparava. Incomoda-me, sim, o espectáculo da dança do número de vítimas, mas em especial a ausência da necessidade de procurar reportar motivos, mesmo que ténues, de esperança. Incomoda-me, sim…
Mas ontem, no meio desse exultar da morte, comovi-me, não pelo que via, mas por ouvir a quantidade de países onde instituições e voluntários rumaram ao Haiti para ajudar. Vi ontem uma equipa de protecção civil de Miami a resgatar pessoas com vida dos escombros ao fim de 5 dias e rejubilarem por isso, por salvar uma, uma e cada vida, e cada um.
O mundo poderia ser assim. E seria. Seria se os interesses que dominam o mundo não se sobrepusessem à natural fraternidade e solidariedade humana.
E é também no meio deste género de atitudes que me lembro de Maria de Lurdes Pintasilgo! E de Kofi Annan!
Sim, se nós quiséssemos poderíamos ser mais humanos, ser mais daquilo de que a natureza nos fez, mais fraternos. Ser mais como os outros demais bichos, fraternos, afinal.

Out 222008
 

A sociedade foi, paulatinamente, transformando toda a troca em transacção comercial, todas querendo regular, à excepção das que pretende controlar através de uma “mão invisível” que todos vêem e a conhecem. Mas será que pretendemos mesmo continuar a aceitar a abjecta regulação do que nos querem impor como socialmente correcto? Será que queremos continuar a aumentar a distância entre as pessoas enquanto construímos um mundo global? “Free Hugs Campaign”, conhece?