a “Clix” e hoje deixou-nos ficar mal! Às “escuras” toda a tarde!
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mas ando com a sensação de que a governação deste país anda mesmo muito mal! Surgem sempre organismos externos a contradizer o que o governo anuncia e, no caso, um até insuspeito para os partidos no governo, o FMI.
Poderá não ser nada, poderá ser uma mera impressão de um cidadão distante dessas coisas!
1 -Depois de lamentar as mortes de Madrid, Francisco José Viegas manteve, no seu Aviz, um perÃodo de silêncio e só agora, na Grande Reportagem deste Sábado, é que leio as suas impressões, serenas, assertivas e muito distantes do que apelidou de excessos. Permita-se o excerto porque vale a pena ler quem busca, mesmo seguro das incertezas que o todos assolam, a segurança de analisar e caracterizar o que é possÃvel com os dados existentes:
Foi uma lição importante para os governos e para os eleitorados. Aos governos ensinou o valor, ainda que oscilante, da palavra «transparência»; aos eleitorados mostrou a importância da sua força real. Há muito tempo que, na história polÃtica da Europa, a democracia nã dava sinais de uma tal vitalidade. Fiquemo-nos pelas lições acerca da transparência: a sensação de que o Ministério do Interior de Espanha sonegava informações, ou atrasava a sua divulgação, foi fatal. A essa sensação inicial acrescentou-se a confirmação do autismo: quando todos os dados apontavam para a inclusão de um bando terrorista árabe na lista dos possÃveis autores dos atentados de Madrid, o Governo insistia na sua “tese bascaâ€?. Ou seja o PP perdeu as eleições por tentar manipular a informação – coisa que praticava, aliás, com abundante menosprezo pela inteligência dos cidadãos. Essa lição deve ser aprendida em Portugal, onde existe uma tendência semelhante para o autismo por parte de alguns ministérios: durante os incêndios de 2003, com o número das mortes durante a «vaga de calor», a propósito das listas de espera nos hospitais, sobre «a natureza do défice».
(…)
Infelizmente, há outro dado importante a reter das eleições espanholas: o valor do medo. O bando terrorista que matou 200 espanhóis a 11 de Março planeou antecipadamente a matança para a véspera das eleições. De certo modo, a Al-Qaeda, ou alguém por ela, votou antecipadamente em Atocha. O retrato da Europa, visto do céu tem muitas semelhanças com o de há sessenta anos. Com uma diferença: a ameaça, agora, vem de fora.(…)â€?
Estando-se ou não de acordo, a verdade é que, com a serenidade e seriedade com que nos habituou, não encontramos um juÃzo de valor sobre as eleições de 14 de Março que não sejam criteriosamente evidentes: a manipulação da informação por parte do governo espanhol; o poder do atentado em interceder nas intenções de voto; o perigo que ameaça a Europa que FJV vê muitas semelhanças com o terror nazi que conduziu à 2ª Guerra. E ponto.
É evidente que se poderá não estar de acordo, que não há uma só leitura, que nem sequer estamos ao corrente de todos os factos, mas valorizo, acima do mais, a ausência de intenção de querer fazer da sua leitura a única, a iluminada ou mesmo tentar maniquietar leituras diferentes. A isto eu chamo e dou muito valor, honestidade intelectual, um dos princÃpios mais ausentes nos tempos que correm, desde os polÃticos aos jornalistas, dos comentadores aos simples cidadãos, como eu!
2 – Ainda a propósito do massacre de Madrid e do que por aà se vai muito dizendo, permiti-me as seguintes reflexões e perguntas:
2.1 – Terá sido medo colectivo que conduziu os espanhóis a votar como votaram ou, pelo contrário, quiseram penalizar quem nada fez contra o terrorismo islâmico, sendo por isso, exigentes em pretender conhecer atempadamente os autores dos atentados para em massa votarem conscientemente, dando uma lição de democracia ao mundo?
2.2 – Tendo o futuro Primeiro-Ministro espanhol convidado para Ministro dos Negócios estrangeiros o encarregado europeu de acompanhamento da «crise israelo-palestiniana» não será um sinal de que pretenderá efectivamente envolver-se mais com a União Europeia na busca de uma resposta mais abrangente ao combate deste tipo de terrorismo?
2.3 – Tal como atrás felicitei a Grécia por pedir à OTAN que assuma a ajuda da protecção daquela paÃs durante a realização dos Jogos OlÃmpicos, louvo o governo português se levar avante idêntico pedido para o «Euro 2004», pois é a melhor forma de pressionar a Aliança Atlântica a cumprir o objecto para que foi constituÃda – a defesa do Ocidente democrático!
2.4 – Foi com satisfação que ouvi o Primeiro-Ministro pronunciar-se sobre o massacre de Madrid em entrevista à RTP tendo constatado ser sua intenção reenquadrar-se num espÃrito europeu de defesa, com a natural ressalva de que não pode ser feito nem contra nem tão pouco ser a participação dos EEUU;
2.5 – O não cumprimento da promessa do PSOE de retirar as forças espanholas do Iraque caso o controlo não passe para a ONU, a verdadeira causa da sua vitória, seria tão ridÃculo como agora Portugal fazer uma retirada unilateral, tal como a Polónia se prepara para fazer, por dois motivos: não sabemos agora mais do que há já muitos meses – não há armas de destruição massiva; a retirada de paÃses apoiantes da coligação invasora sem a força de um plebiscito seria, isso sem dúvida alguma, uma cedência aos propósitos dos terroristas islâmicos;
2.6 – Sobre a defesa do diálogo do Dr. Mário Soares com os terroristas e as reacções do Dr. Paulo Portas e do Dr. Pacheco Pereira julgo que os discursos têm tanto de antagónicos como próximos – são extremistas, falam do acessório (os meios) e não dos fins a paz e o combate ao terrorismo. Não são assertivos e negam o que de bom já se conseguiu pelo diálogo (Rabin/Perez e Arafat e RU/IRA)) e de mau (Hitler e Estaline). Meios são exactamente e tão só isso, apenas devem servir para atingir fins nobres e humanos sem, evidentemente, colocar em causa questões de princÃpio. Curiosamente, a este propósito e outros vejo o Sr. Dr. Pacheco Pereira cada vez mais próximo do Sr. Dr. Paulo Portas, em especial no extremismo! Estranho, mas contra factos…;
2.7 – Tal como antes, continuo a defender que um eficiente combate ao terrorismo islâmico passa por uma posição concertada da União Europeia e dos EEUU no quadro da OTAN. Colocar de parte alguns paÃses europeus ou os EEUU será um erro gravÃssimo que todos pagaremos elevado preço – nós, a civilização ocidental.
2.8 – Com o Rui Branco do Adufe, desde há muito que considero, tal qual Clinton o tentou, que quando a União Europeia e os Estados Unidos, a uma só voz, obrigarem israelitas e palestinianos a conviver em paz, a desarmarem-se, a respeitarem-se, o combate ao terrorismo islâmico será muito difÃcil. Se conseguirmos, dentro do máximo respeito por ambas as partes, impor a paz naquela região será o mais eficaz «cartão de visita» para demonstrarmos ao mundo que é pela paz que nos batemos, em qualquer ponto do globo.
mas não sabemos sobre quê!
Ora espreitem a 1ª página do Diário do Alentejo, sob o título Associativismo intermunicipal sem consenso em Beja - Área metropolitana no Alentejo “seria disparate absoluto”
Os senhores autarcas optam sem hesitação ou tibiezas, mas os cidadãos não sabem do que falam! Esqueceram-se de os esclarecer ou é assunto que não está ao alcance do comum dos eleitores?
Quem os mandatou para o efeito?
O Anarca tem razão quando diz, neste país é Carnaval todos os dias!
Com efeito devemos ser (eu particularmente) cuidadoso na aplicação de correcto de termos cuja significância poderá adulterar o que, de facto, pretndemos dizer.
Vem isto a propósito deste texto da Rua da Judiaria onde o Nuno Guerreiro define correctamente o significado de Judeus ortodoxos, heterodoxos, ultra-ortodoxos e extremistas religiosos judaicos.
Ora, em consonância, quando falo do terrorismo levado a cabo pelo Estado de Israel, devo precisar extremistas religiosos judaicos para não identificar todo um conjunto de cidadãos que, certamente, na sua maioria, não defende nem pactua com massacres de civis.
Aqui fica a minha correcção e o meu obrigado ao Nuno Guerreiro pelo muito que nos ensina na sua Rua da Judiaria.
Hoje, pelas 21 horas, alguns autarcas e o Governador Civil irão debater o que chamam de “A Nova Organização Administrstiva do Território”, conforme já o Nikonman aqui tinha divulgado.
Lá estarei, se houver lugar, pois prevejo que a sala esteja repleta de claques para cordeiramente aplaudirem os seus notáveis.
Não, não se trata de promover o dabate entre cidadãos ou organizar fóruns de abordagem do tema entre os munícipes do Baixo Alentejo. Será uma “performance” de senhores com assento!
Em todo o caso irei. Sempre ficarei a par do que pegam para se pegarem uns com os outros! Espero, sinceramente, que este meu pessimismo não se confirme!
A questão não é pacífica, envolve os direitos dos autores, sonegando-lhes desta forma rendimentos legítimos e esperados pelo seu trabalho! Mais sensível sou a este respeito porquanto não sou defensor de subsídios à criação literária a não ser em casos muitos especiais e pontuais.
No entanto, e pelo que observo aqui na Biblioteca Municipal José Saramago, esta forma de circulação do livro tem permitido a muitos jovens tomarem o primeiro contacto com a literatura, daqui advindo a formação públicos que mais tarde poderão ser leitores/clientes dos nossos autores.
Neste perspectiva entendi juntar-me a outros que assinaram um manifesto em defesa deste empréstimo. Está, aqui, on-line para quem o pretender fazer.
Se alguma certeza ficou após o 11 de Setembro é que estamos em guerra! Isto é o que o Paulo Querido diz aqui num texto apaixonadamente lúcido!
- É imprescindível saber quem, como, com quem e que razões(?) invoca para aquela matança;
- É absolutamente despropositado para a investigação revelar, ao fim de 24 ou 48 horas, certezas sobre hipotéticas respostas ao ponto anterior (aliás, surge dos serviços de espionagem muita contra-informação com a finalidade de desviar as atenções dos focos de investigação ou obrigar o inimigo a agir para se mostrar);
- O que aconteceu em Madrid, ontem, a tentativa de atribuir à ETA ou à Al-Qaeda, não é mais que o produto do torpor que ainda assola aqueles cidadãos;
- Os comunicados do braço político da ETA e suas manifestações valem o que valem, isto é, nada, não são credíveis.
Diante destas, para mim, evidências restam-me alguns desabafos:
1 - A resposta mais lúcida passou certamente despercebida no meio da turbulência e frenesim jornalístico-político (Francisco José Viegas bem a enunciou) - a atitude da Grécia ao pedir formalmente à OTAN ajuda para a sua defesa durante os Jogos Olímpicos. Às vezes esquecemo-nos dos princípios que erigiram e mantêm esta aliança - a nossa defesa.
2 - Afastando eu, mais uma vez, para que não deixe dúvidas, que o que aconteceu não pode ser catalogado de direita ou esquerda - tratou-se de um massacre levado a cabo por criminosos fanáticos contra o nosso modo institucional de viver - não se pode deixar de catalogar o comportamento do Governo de Madrid e dos orgãos de comunicação social dele seguidistas, em especial a TVE, de muita falta de respeito por quem perdeu a vida e pelos que sem seus concidadãos ficaram , em especial o silêncio, o deixar que o boato se alastre, o não chamar a si a responsabilidade de acalmar o seu povo, tendo em vista um dividendo partidário. É nojento, revoltante, mas nada de diferente ao comportamento que teve no “Prestige”, já nos tinha habituado. Porque não adiou as eleições? É só isto que identifica o seu nojento comportamento, não por não esclarecer o estado da investigação!
3 - Apesar de não ter estado de acordo com a invasão do Iraque nem da do Afeganistão, considero muito ligeiro estarmos, agora, a dizer que os culpados são os apoiantes dessas iniciativas, uma vez que já antes delas se praticavam este tipo de atentados.
4 - Contudo, e lá vou eu aos EEUU, é evidente que ficou agora definitivamente provado, se dúvidas ainda persistissem, é que as investidas no Afeganistão e no Iraque não colheram qualquer fruto no que diz respeito ao seu objecto - o combate ao terrorismo! Repito o que disse atrás, o combate a esta nova forma de guerrilha, sem rosto nem pátria, não se faz através de guerras ou invasões territoriais, faz-se muito mais através de serviços secretos e equipas miltares de intervenção rápida, eficaz e demolidora. Se a OTAN não estiver preparada para responder desta forma ela perde a substância da sua existência.
5 - Se estamos em guerra (e eu não tenho a mínima dúvida) embora não pelas razões que Paulo Querido adianta, não por não estar de acordo, mas por considerar que hoje o comportamento dos nossos inimigos é mesmo a total destruição das nossas instituições e, consequentemente, forma de viver, comportemo-nos como tal! Deixem para os partidos, para o Parlamento, ou para os joguinhos de poder governativos, as questiúnculas politiqueiras e jornalistiqueiras e promovam o livre pensamento de quem o consegue ter para atingirmos, todos em conjunto, uma resposta frontal, mas embuída dos princípios éticos e morais que nos enformam e identificam, contra o nosso inimigo comum - todos aqueles que praticam actos de terrorismo, fundamentalistas islámicos ou separatistas, palestinianos ou israelitas (espero que compreendam que não estou a dizer judeus ou a identificar todos os israelitas como terroristas, mas quem mata nas ruas através de disparos de helicópteros não tem outro nome). Condenemos todo e qualquer acto desta natureza e ergamos a nossa voz para dizer que não há uma razão no mundo que possa justificar estes comportamentos.
Não me parece que seja necessário, como defende Klepsidra, um pedido de desculpas por parte daqueles que se precipitaram, errar é humano, mas muito gostaria que se estabelecesse que a condenação destes actos não é uma atitude de esquerda nem de direita, é antes do mais, uma atitude ética, a de denunciar e não pactuar com criminosos.
O que escrevi foi antes de saber o resultado das eleições em Espanha, mas sempre gostaria que soubessem que se lá fosse eleitor votaria seguindo o conselho de Francisco José Viegas.
Pois, não sabia, mas o Praça da República também mereceu justamente o destaque de entrevista ao Expresso conduzida pelo Paulo Querido. Ora vejam lá aqui.
O blogue do Alandroal, o melhor dos regionais que conheço, está hoje ainda mais em evidência por dois motivos:
1 - Saiu hoje no Expresso uma entrevista que o Paulo Querido, responsável pelo serviço “Weblog.com.pt“, conduziu com os responsáveis do blogue (ver aqui e aqui);
2 - Entre as 16 e as 17 a sua Webcam transmitirá em directo para todo o mundo, aqui.
Parabéns, mais uma vez, ao Alandroal e força para prosseguirem com a vossa sentida missão.
Como comentário ao meu post anterior Nikonman escreve:
“Desculpa Carlos, mas estás a tentar arranjar justificação para os actos de terrorismo? Certamente que não….”
Trago este assunto para aqui por considerar extremamente delicado e, assim…
Nikonman, já nos vamos conhecendo pelo menos pelo que cada um de nós vai escrevendo nos blogs e só o humano torpor que nos assola perante tais actos é que me leva a não relevar como profundamente ofensivo o que me pretendes deduzir.
Para que fique claro, se dúvidas pudessem existir, SOU ABSOLUTAMENTE CONTRA O MASSACRE DE CIVIS, seja sobre que pretexto for.
Dito isto, gostaria que quem me lê saiba que é exactamente por isso que acho absurdo e até patético não pensarmos e abordarmos todos os contornos possíveis que conduzem a esta barbárie. O arremessar de néscios argumentos entre clivagens bons/maus, direita/esquerda, A ETA é melhor ou pior que a Al Qaeda ou, ainda, andar às voltinhas de a quem serviu o massacre de ontem é, no mínimo, caricato e um atentado contra a dignidade dos que perderam a vida!
Sem patrulhas ideológicas, sem precconceitos de pró ou contra americanos, de pró ou contra a puta que os pariu, devemos a todas as vítimas deste mundo tentar perceber o porque e como acontecem estes crescentes ignóbeis actos, para conseguirmos, TODOS NÓS, OCIDENTAIS, defendermo-nos eficazmente que é coisa que não temos feito!
Não o fazer ou escamotear variáveis não deixará de ser um acto de terrorismo intelectual, conducente à inviabilização da constituição de um sistema de prevenção e defesa dos cidadãos.
Espero que, deste modo, nem ao Nikonman nem a mais ninguém que porventura leia o Ideias Soltas, restem dúvidas sobre a minha forma de pensar e sentir sobre este assunto.
a responsável por este horroroso homicídio colectivo de anónimos cidadãos entramos, de facto, numa nova e perigosíssima era, onde as técnicas de guerrilha se sobrepõem a qualquer forma de defesa concebida até ao momento pelas forças armadas dos países ocidentais.
O homicídio de hoje, mais do que o 11 de Setembro (pela sua forma, não pelo do n.º de vítimas), mostra que poderemos regressar à necessidade de sistemas de defesa pessoal - como acto de cidadania - deitando por terra a tese do reforço do armamento convencional.
Se prova ainda necessitávamos, de que a aposta em grupos especializados de acção rápida, de ágil mobilidade, prontidão e armamento ligeiro e eficaz deve ser prioritária em relação ao apetrechamento em armas pesadas e convencionais, julgo que hoje ficamos sem margem para qualquer dúvida.
E ainda estamos a tempo de evitar desperdiçar em 2 submarinos a capacidade de preparar e manter uma boa meia-dúzia deste tipo de forças!
Standing on the corner
suitcase in my hand
Jack is in his corset, Jane is in her vest
and me, I’m in a rock ‘n’ roll band, huh
Ridin’ in a Stutz Bearcat, Jim
you know those were different times
Oh, all the poets they studied rules of verse
and those ladies they rolled their eyes
Sweet Jane, woh
Sweet Jane, oh-oh
Sweet Jane
I’ll tell you somethin’ that Jack, he is a banker
and Jane, she is a clerk
And both of them save their monies
hah, and when, when they come home from work
Ooohhh-wah, sittin’ down by the fire, oh-wah
the radio does play a little classical music there, Jim
“The March Of The Wooden Soldiers”, all you protest kids
you can hear Jack say, get ready, ah
Sweet Jane, ah, come on baby
Sweet Jane, oh-oh-oh-ah
Sweet Jane
Some people they like to go out dancing
and other peoples they have to work, just watch me now
And there’s even some evil mothers, haha
well they’re gonna tell you that everything is just dirt
You know that women never really faint
and that villains always blink their eyes, ooohhh
And that, you know children are the only ones who blush
and that life is just to die
But anyone who ever had a heart
oh, they wouldn’t turn around and break it
And anyone who ever played a part
oh, they wouldn’t turn around and hate it
Sweet Jane, oh, wow-woh
Sweet Jane
Sweet Jane, Sweet Jane
Sweet Jane, Sweet Jane
Sweet Jane, Sweet Jane
Velvet Underground / Lou Reed / 1970
Confesso ainda hoje não ter conseguido optar entre a versão original ou a dos “Cowboy Junkies” na deslumbrada pureza de “Trinity Session” de 1987.
Já sei prefiro as duas, conforme o dia e a hora…
Não me acredito que venha a acontecer, a imposição desta expressão na porta de cadeias de “fast-food”, mas vejam o que se diz:
(…)
Pois é, mais um “Quioto” que não se assina ou um Tribunal Penal Internacional p’ra todos menos p’ra nós!
Vale a pena dar uma espreitadela ao modo como Isidoro, aqui Alentejanando, canta a OviBeja!
Do Fórum Português de Música Clássica transcrevo, daqui, a mensagem de um forense que assina “Pim”:
Caros Forenses:
É verdade que Vasco Pulido Valente chamou de medíocre o Mestre Viana da Mota num artigo publicado netse fim de semana no Diário de Notícias,a propósito dos nomes atribuídos a aviões da TAP!
Trancrevo a parte em causa:
“…infelizmente,pensadores de prestígio não concordam comigo:entre um músico medíocre(Viana da Mota) e um futebolista genial(Eusébio)preferem o músico,porque preferem a cultura ao e,ainda por cima,um espectáculo sobre o primitivo…” e conclui:..”aterrorizada a TAP arranjou logoa Viana da Mota outro avião onde se conclui que o mérito está mais na actividade do que na pessoa,uma ideia arrasadoramente reacionária;não importa:acabaram por ganharem as pretensões de uma classe média ignorante e sem educação.Serve de consolo.”
Assim escreve Vasco P Valente,Investigador Coordenador na Universidade de Lisboa,no Instituto de Ciências Sociais ,designadamente na área de História de Portugal-séculos XIX e XX,exactamente o período em que viveu o Mestre Viana da Mota!
Como esclarecer Vasco Pulido Valente e ajudá-lo a investigar e a expandir os seus comentários correctamente junto da Sociedade Portuguesa e diria mesmo junto da Comunidade Internacional é o desafio que proponho aos estimados Forenses!
Saudações Musicais
Pim
Vianna da Motta um músico medíocre?
Quem assim fala, qual irrepetível luminária, merece ser posta no nariz de um avião da TAP, de preferência com destino Pólo Norte, sem bilhete de regresso!
Ainda havemos de lá chegar, malta, ao palneamento quinquenal do Estaline. Já faltou mais!!!
O da solidariedade, que também se apaga quando se pretende encerrar as maternidades dos hospitais públicos de Trás-os-Montes ou o da Guarda, que hoje o Conselho de Administração mandou encerrar por não ter neo-natologistas 24 sobre 24 horas, despachando o acompanhamento das grávidas para a Covilhã a partir das 21 semanas.
Porra, solidariamente, mandem todas as parturientes para o Ministério da Saúde para ver se percebem, de vez, o grotesco da situação!
Descentralização, meus meninos? Ora bardamerda!
Há dias assim! Estarei mais sensível?
Ora vejam o enunciado, a ponte e a incerteza em meis dúzia de linhas do Bruno Sena Martins.
Não há tempo para passarmos todos os devidos elogios a alguns blogues, mas sempre quero chamar a atenção para este post do Rui MC Branco. Vale a pena!
de instalações. Diariamente, dentro dos espaços de informação faz deste acontecimento publicidade à empresa. Vão para melhores instalaões, acredito! A RTP é um exemplo, finalmente, de boa gestão financeira. Subscrevo.A 2: está melhor do que era. Sem dúvida. A RTP dispôs de 1.000.000,00€ para digitalizar a totalidade do seu acervo que se encontrava ainda em formato película. Aplaudo!
Mas pergunto, para que é que tudo isto servirá?
Com pompa e circunstância anunciam a reposição de excelentes programas na RTP1 sob o título com que Vitorino Nemésio se revestiu, “Se Bem me Lembro”, onde dizem, e passo a transcrever:
“Um espaço para rever alguns programas que contam um pouco a história da época em que foi implantada a TV em Portugal.
Com a RTP, as imagens dos acontecimentos passaram a ser exibidas directamente na casa de cada pessoa, ou seja, a televisão passou a desempenhar um papel de instrumento de informação e lazer.”
Mas, porra, nunca antes das 2 da manhã!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Mas que patacoada é esta? De que serve cultivar a memória de quem ainda a tem? Não seriam estas reposições interessantes para os que não têm idade para ter visto esses programas? Não seria mais adequado colocá-los na 2: a horas decentes?
Desconfio, desconfio que estas estratégias são para a estatística para mais tarde poderem dizer que até passam x horas de…! E mais desconfio pelo facto do “Livro Aberto” parmanecer na NTV, sendo retransmitido na 2: tarde e a más horas!
Desconfio ou se calhar já nem isso, não há que desconfiar, está à vista! Eusébio de dia e Vianna da Motta depois das 2 da madrugada! E assim vamos cuidando da nossa memória colectiva, a diurna e a nocturna, a bem da Nação!
“Está tudo doido?” pergunta o Abrupto a propósito de se safar o nome de Vianna da Motta para inscrever o de Eusébio num avião da TAP.
Não sei, mas esta indignação não me parece que possa colher muitos adeptos!
Não, não se trata de promiscuidade entre política e futebol, não se trata!
Não, não se trata de não ser benfiquista, não se trata!
Não, não se trata de não ter uma grande admiração por Eusébio, não se trata!
Não, não se trata deste pós-modernismo e da sua negação de valores, não se trata!
Trata-se da falta de cultura daqueles que procuram e alcançam posições no poder, por neles não o sentirem!
A imbecilidade quer e preenche arrogantemente os cargos que nos governam. Serão eles culpados da sua bestialidade?
Duvidarão que se um referendo se fizasse para escolher entre Vianna da Motta e Eusébio o primeiro não ultrapassaria 5% dos votos?
Terá sido por acaso que o Governo negociou com Sequeira Costa o regresso do Concurso de Piano Vianna da Motta para Portugal já para este ano?
Insisto, o que me assusta nesta globalização não é sermos já parte integrante dela, antes não cuidarmos da nossa memória colectiva e da nossa identidade que impede que possamos ser actores por não sabermos quem somos nem o que andamos lá a fazer!
Vianna da Motta? Quem foi? Talvez o melhor complemento ao que o Abrupto denunciou seja o de Guilhermina Suggia, transcrito aqui por Virgílio Marques.
Esta em que leio e recomendo dois posts excelentes:
1 - “BlogoAlma” de Aviz, donde retiro este breve excerto:
“Sinceramente, pela parte que me toca (é essa a minha opinião, absolutamente discutível), aprecio nos blogs é o facto de terem mudado a agenda banal das nossas leituras diárias, ou de, pelo menos, lhe terem sonegado o seu ar de totalidade, de absoluto, como se fora dessa agenda não existisse mais nada. Principalmente quando foram os blogs que revelaram que, ao lado do mundo dos bonzos, dos empertigados e dos mandarins (da imprensa e da política, o mais visível), havia portugueses inteligentes, cultos, que sabiam escrever bem, que discutiam com elegância e com liberdade. E que a política – a política propriamente dita – não era apenas coisa de quem quer ser deputado, director-geral, «jota» em promoção, vereador ou candidato a presidente. Sinceramente, se houve algum universo onde a política também se fez de ideias (generosas ou não, sérias ou não), foi nos blogs. E sem repetir piadas estafadas e rápidas (ou alarves) sobre as gaffes da cavalheirada dos conselhos nacionais dos partidos.“;
2 - “Apenas uma nota sobre o aborto” da Voz do Deserto, onde se lê:
” O pecado leva a que não nos possamos entregar à ilusão de uma alva coexistência colectiva.
Mais facilmente aceito que as mulheres sendo criminosas devam ser toleradas, do que o aborto sendo um mal seja relativizado. Não há aqui espaço para a inocência das abortadeiras. Que a sociedade modere os seus vícios, aceito. Que os transforme em virtudes, desprezo. Os homens condescendentes são mais sábios do que os optmistas.”
Crise na blogosfera? Ora bolas!
Leio no Adufe, no Irreflexões, no Terras do Nunca, na Planície Heróica, no Bloguítica, talvez até em Aviz, comentários sobre arrefecimentos, esmorecimentos, quebras de visitas e até quão difícil poderá ser a sobrevivência de alguns Blogs.
Crise na Blogosfera!?
Não percebo! Começo por não perceber como é que alguém poderá exprimir-se em nome de uma blogosfera. Que blogosfera? A sua, certamente!
O que, de facto, diferencia este meio de comunicação dos demais é precisamente a ausência de um código formal de conduta, de um estipulado anterior, de uma chefia de redacção, de uma entidade que regule a liberdade (que contrasenso essencial). Ora, como medir essa hipotética crise, como entendê-la (quebra de visitas?), de que forma a percepcionar?
Isto é uma coisa muito pessoal, mas tenho para mim que “a quebra de vendas” só deve afectar os blogs que sejam um prolongamento não institucional, mas em muitos dos casos institucionalizado, dos orgãos de comunicação social ou de estruturas partidárias. Na verdade são nos que eu mais leio sobre essa hipotética crise blogosférica. Bem pelo contrário, naqueles que são o que são, o que os seus autores deles fazem, das duas uma, ou se ajustam numa ética mais ou menos positivamente identificante ou sofrerão, também eles, descidas de visitas.
O curioso é que ainda noutro dia, em conversa com o Francisco Nunes sobre este coisa do pós-modernismo, dizia eu que este novo e único meio totalmente livre de comunicação é o paradigma de que já vivemos nessa era, que temos receio de nomear, pós-modernista, que Gilles Lipovetsky enunciou já em 1983, em “LÈre du Vide”. Veja-se:
no ‘Pós-modernismo’, “o indivíduo mergulha profundamente em crescente indiferença perante tudo aquilo que o rodeia, especialmente por excesso de estímulos (sexdução geral), que tendem a nulificar a sua personalidade; e como reacção, este indivíduo começa a aderir a processos de personalização e narcisismo, tentando sobreviver com sanidade a um mundo demasiadamente cheio de informação e em que ninguém sabe verdadeiramente de nada (…)“.
O Francisco Nunes arrepiava-se só de pensar na anunciada negação de valores, ausência de ética ou de moral, e com razão! Mas, o que os teorizadores sempre esquecem, quando pretendem ilustrar o futuro, é que todo o homem, por mais livre que seja e se sinta, é sempre um produto de uma identidade geo-social que o aculturou e vai aculturando. O niilismo de que nos fala José Augusto Mourão, é um perigo meramente epistemológico. De facto, esta nova era da personalização (nas palavras de Lipovetsky), onde as pessoas só falam de si mesmas, querem ser ouvidas, mas não querem ouvi,.querem comunicação sem compromisso (talvez a surdez e o mutismo referido por Aviz), esbarra na realidade do código necessário à prossecução dessa mesma liberdade.
Daí as justas palavras de Raúl Kerbs ao afirmar:
“O pós-modernismo não propõe um caos moral, mas redireciona as preocupações éticas mediante um compromisso fraco, efêmero e indolor, com valores que não interferem na liberdade individual: Não é tanto hedonista como neo-hedonista. Essa mistura de dever e negação do dever na ética pós-modernista torna-se necessária porque o individualismo absoluto destruiria as condições necessárias para facilitar a busca de prazer e realização individual“.
Ou seja, crendo que não haja capacidade de teletransporte para a Idade da Pedra Lascada, todos nós, dentro de nós, consubstancial a nós, temos um código ético que nos conduz e que nos sociabiliza! Daí que, se Michel Foucault, Gilles Deleuze e LipovetsKy se foram apercebendo desta mutação libertária do eu, do tal narcisismo vigente, tal qual em laboratório, isolaram o homem do seu habitat, da sua cultura, falseando assim a visão apocalíptica do caos da anti-ética.
Tratar-se-á, com efeito, de uma selecção cultural que inevitavelmente faremos entre nós, ora aproximando, ora afastando-nos dos nossos interlocutores da rua ou da blogosfera.
Se há coisa que permanece neste devir do Homem é a sua inabalável capacidade de se interrelacionar, ora seduzindo ora guerreando, fazendo amigos e inimigos, e de inimigos, amigos e vice-versa, nesta louca incoerência relacional que permanecerá muito para além de nós.
Por isso não percebo isso de crise blogosférica, uns perderão visitas, outros aliar-se-ão e outros desaparecerão enquanto que outros sempre surgirão até que surja outro paradigma!
Ai de nós, no entanto Francisco Nunes, se neste “Mundo das Redes” de J. A. Mourão, não cuidarmos de preservar a nossa memória colectiva para, através dela, passarmos os valores adequados aos vindouros para que estes não se sintam perdidos ou mesmo esmagados pelos falsos profetas do niilismo globalizador!
Ah, e como sempre foi, e será, haverá sempre o bem e o mal explelido por cada um de nós, sendo que o que varia é a forma como o misturamos e exalamos - o mito do céu e do inferno!
Entre as centenas de milhar de emails que recebo oriundos, certamente, das tais duzentas e tal mil visitas que estas Ideias que se soltam recebem, não posso deixar passar em branco o desconforto que alguns estimados leitores manifestaram com sentida tristeza - a de que eu não linko quando falo deles!
Ora, não é verdade, eu seria incapaz de não os mandar pró sítio de cada um que cito. Ora sigam lá:
Gentilmente coloquem a vossa mão no rato, indicador do lado esquerdo, anelar à direita e o médio na proeminência da rolagem (no caso de serem canhotos é favor virarem-se); de seguida, sem receios nem excessivos anseios, arrastem suavemente o rato até ao texto que entendem que deve estar linkado, deslizem a toda a sua largura, para cima, para baixo, agora, ficou azul? Se sim, por favor repitam, para os lados, para cima, para baixo, continua a tingir-se de azul? Então está tudo nos conformes (isto é virtual, as cores são diferentes), cliquem sem rebuço e, se a vossa máquina fôr de adequada potência, de imediato encontrar-se-ão noutro mundo, precisamente no endereço pr’onde vos mandei!
Em caso de dúvida favor contactar asistência técnica mais próxima através do 808 qualquer coisa! Mi liga, vai?
Amanhã no Auditório da Adimistração do Porto de Sines, pelas 21,30 e na 6ª em Almodôvar, no Cine-Teatro, à mesma hora.
Olhem lá prá pose dele no penúltimo CD!
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Quem conhece não perderá, quem não conhecer não deixe fugir a oportunidade! Toca uma guitarradas embora não dê bailes nem se incline pró Fado, mas dá um jeitito!
Cd’s? Tem alguns, o penúltimo de variações sobre a música de Carlos Paredes e o último feito de cumplicidades brasileiras.
Se vem a Beja? Ó malta num sei! Acho que a hipotética futura gestão/direcção artística/gabinete especializado de altas produções da Câmara do prometido renovado Pax Julia analisa já seriamente, a sua programação para 2008! Estar atento à próxima Agenda Cultural onde consta a riquíssima programação cultural desta capital de distrito!
Ontem um amigo jornalista em reputado diário português manifestou-me a sua angústia por não pretender que o que escreve seja lido pelos leitores do jornal, pois deiz que quando escreve se dirige somente à blogosfera.
Como mostrou sentir-se bastante deprimido aconselhei-o a falar com um compadre da blogosfera que parece padecer de problema inversamente idêntico, conforme se pode ler neste Adufe!
No entanto, sempre lhe fui dizendo que poderá ser uma crise transitória embora ataque sobretudo aqueles que abraçam um grupo querendo simultaneamente demonstrar que são “outsiders” do mesmo!
O Crítico abriu-se a uma segunda participação e, curiosamente, a propósito do Concerto Soave na Gulbenkian, abre-se um interessante debate sobre a apreciação do concerto. A seguir!
Fala-nos agora de freiras e de um certo deus. Passou-se!







