No 25 de Abril deste ano já ninguém ousa falar sobre se a revolução foi com ou sem ‘R’. Todas as promessas abertas pela liberdade mostram hoje, a todos, o que poderíamos ter sido e não conseguimos ser. Aqueles que arriscaram a vida pela liberdade que fruímos não mereciam que com essa liberdade apenas betão e alcatrão construíssemos!
Há quem pense que são os governos que fazem e há quem faça!
José Antonio Abreu, o criador e executor do El Sistema, conseguiu o que conseguiu sobrevivendo a duas ditaduras que o deixaram fazer o bem que fez pela Educação Artística de toda a Venezuela.
La cultura para los pobres no puede ser una pobre cultura – José António Abreu
Os resultados estão à vista e enxergá-los é tomar consciência do absurdo que é a discussão dos teóricos entre uma ‘Educação pela Arte’ e uma ‘Educação para a Arte’. Faz-se fazendo e não debitando as mais tolas teses e estudos sobre como se deve fazer, por gente que nunca fez, nem ousou aprender com quem sabe…, porque fez, e bem!
É verdade que tinham razão aqueles que insinuavam que o 25 de Abril era ‘evolução’ e não ‘revolução’, por muito que me custe a admitir. Diria, até, que pouca evolução e muito vandalismo. Vandalismo, sim, contra cultura, a educação, incluindo a artística e contra o culto de mentes sãs!
É neste contexto que o ‘FMI’ de José Mário Branco é mais actual do que nunca, uma vez que a sua mensagem, a dor que o autor sente e expressa, é-lhe infligida pela indiferença do comodismo dos cidadãos que tudo aceitam, com tudo pactuam, em troca da sua vidinha!
Bom 25 de Abril!




Sempre me interroguei por que razão os media gastam dezenas de horas a dar a palavra e a entrevistar políticos a 25 de Abril!