Aguiar-Branco não tomou consciência de que uma pessoa educada é um anacronismo descartável nos meandros políticos da actualidade – sofreu o primeiro abalo com a morte de Sá Carneiro e esvaneceu-se, por completo, com o desaparecimento de Álvaro Cunhal!
Aguiar-BrancoNão ceder à tentação generalizada de jogar suspeições, não ceder em condenar antes de a justiça se pronunciar, nem ceder nos modos que o respeito por outrem exigem pode ser ingenuidade, embora, no caso, creia de que se trata mesmo de acreditar na ‘nobreza’ do político e na urbanidade que, desde novo, aprendeu e faz questão de pautar o seu relacionamento social.

É por isso, Zé Pedro, que mesmo que tenhas menos votos nestas eleições do PSD, ganhaste antes de concorreres – preservas uma atitude cívica sã em detrimento de vitórias que a firam de morte.
Políticos há muitos; doutores, cada vez mais; senhores, estão em vias de extinção.

Estava tudo calmamente engendrado entre os ‘barões do PSD’ no apoio a Aguiar-Branco até que Luís Filipe Meneses, com ar cândido e desinteressado diante de Mário Crespo, louvou o trabalho do pré-candidato como líder da bancada parlamentar!
Sem perceber que há muito que é o ódio, destilado em políticas de intervenção mediáticas de ataque pessoal arruaceiro, que predominam junto do(s) estratega(s) de serviço dos referidos barões, Aguiar-Branco viu o tapete fugir-lhe dos pés para assentar, afinal, Paulo Rangel.
Agarrado à barriga, a contorcer-se de tanto rir, deve mesmo estar Luís Filipe Meneses!
O ódio pode render aderentes, mas não serve a inteligência e muito menos o país!

(…) é necessário partir da «suspensão da avaliação em curso, acabar com a divisão entre o professor titular e não-titular na carreira docente e criar um novo modelo de avaliação» Aguiar Branco à TSF em 12 de Novembro.

Nós não prevemos a suspensão, prevemos a substituição, o que eu diria que ainda é mais e melhor(…)» Pedro Duarte no Público.

Ainda assim Aguiar Branco é peremptório:
- não me sinto um líder parlamentar a prazo.

Mas estes assentos a que acedem mesmo sem votos que plebiscitem passaram a vitalícios?

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