Aguiar-Branco não tomou consciência de que uma pessoa educada é um anacronismo descartável nos meandros políticos da actualidade – sofreu o primeiro abalo com a morte de Sá Carneiro e esvaneceu-se, por completo, com o desaparecimento de Álvaro Cunhal!
Não ceder à tentação generalizada de jogar suspeições, não ceder em condenar antes de a justiça se pronunciar, nem ceder nos modos que o respeito por outrem exigem pode ser ingenuidade, embora, no caso, creia de que se trata mesmo de acreditar na ‘nobreza’ do político e na urbanidade que, desde novo, aprendeu e faz questão de pautar o seu relacionamento social.
É por isso, Zé Pedro, que mesmo que tenhas menos votos nestas eleições do PSD, ganhaste antes de concorreres – preservas uma atitude cívica sã em detrimento de vitórias que a firam de morte.
Políticos há muitos; doutores, cada vez mais; senhores, estão em vias de extinção.






















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