O Museu do Relógio apresenta o PORTO II, relógio de edição limitada a 100 unidades.
Preço: 350;00€;
Edição Numerada;
Mecânico – Corda Manual;
Caixa em Plaqué de Ouro Rosa;
Caixa Canelada 41mm;
Vidros de Safira;
Máquina à Vista.
A atracção para as urbes do litoral e, mais recentemente, para Lisboa, inibe a grata experiência de viver em lugares como Beringel, uma vila de foral, mas com ambiente e vivência de aldeia.
Hoje, apetece-me cantar Beringel e os beringelenses a propósito de uma súbita mudança de casa que tive de fazer. Não encontrava casa alternativa quando alguém da terra, desinteressadamente, me resolveu o problema. Não contratei nenhuma empresa de mudanças, ninguém para carregar (com excepção do Steinway A de 1903), ninguém para preparar a nova casa. Contudo, como que por magia, aparecerem vizinhos, vizinhos que nem bem conhecia e nada me devem, que tudo fizeram para que esta alteração fosse mais amena para a família. Houve quem desse uns arranjos na casa nova, braços para ajudar a carregar, amigos que cederam furgões para transporte, enfim, tudo o que quem vive em desumanizadas metrópoles não lhe ocorre que ainda há quem solidariamente assim viva, possa viver e dê graças por esta dádiva não ser passível de imposto, de ser regulamentada ou regulada. Não é mão invisível – é solidariedade, preocupação com o próximo.
Em Beringel vive-se ainda a vida, a vida de todos, embora poucos e cada vez menos, mas sensibilizado e grato estou por o destino que ter para aqui atraído.
Obrigado beringelenses por me fazerem continuar a acreditar que podemos ainda viver a vida solidariamente sem necessidade de tecnologias e inovações que para nada servem a não ser para estimular o consumismo.
Ora bolas! Eu a escrever que agora os pais davam mais no focinho aos professores devido ao enxovalho social que este Ministério da Educação tem publicamente exposto esta profissão (ele é que os professores não trabalham; ele é que os professores não querem ser avaliados…), a propósito da demissão em bloco do Conselho directivo da Escola de Santa Maria em Beja, eis, senão quando, o Sr. Doutor José Verdasca, director regional de educação do Alentejo, de pronto apontou os responsáveis pelas agressões ocorridas – os jornalistas!
(…) a culpa das agressões e insultos que se têm verificado na Escola EBI de Santa Maria é dos jornalistas, segundo as palavras do director Regional de Educação do Alentejo, no final da reunião que se realizou ontem à tarde no Governo Civil e que juntou para além de Manuel Monge e José Verdasca (…) via Rádio Voz da Planície
Afinal isto é como a crise financeira, um problemazito de regulação empolado pelos media. Assim é que é director Verdasca, preto no branco… sujo!
Ernestina Pinheiro, fundadora da Academia de Música do Centro Cultural de Beja que mais tarde, em 1993, estaria na origem do actual Conservatório Regional do Baixo Alentejo, do qual foi a primeira directora pedagógica, deixou-nos esta madrugada.
Beja, e o Alentejo em geral, ficam devedores à Senhora D. Ernestina e seu marido, Henriques Pinheiro, de um exemplo de vidas dedicadas à cultura e à educação artística em momentos bem mais áridos que os de hoje, à custa de grande labor, tenacidade, seriedade e integridade, sem nunca terem aceitado recorrer a expedientes de tráfico de influências, cujo preço é sempre incalculável, embora de pagamento obrigatório e prolongado.
Fecha-se, definitivamente com o seu desaparecimento, um ciclo para o Ensino da Música, nomeadamente para o Conservatório Regional do Baixo Alentejo, pelo que construiu e pelo que em legado nos deixou.
Bem haja Senhora D. Ernestina.
O Museu do Relógio, em Serpa, coloca hoje à venda a sua 14ª criação em edição limitada e numerada (apenas 143 exemplares) – Guimarães 1143:
- caixa canelada em aço de 41mm;
- Mecânico Corda Manual;
- Mecanismo à vista;
- Vidros de Safira;
- Garantia personalizada.
Veja no site do Museu do Relógio como encomendar por email, pagar por transferência bancária e receber o artefacto em mão.
Via Improvisos ao Sul, tomei conhecimento que, finalmente, o Conservatório Regional do Baixo Alentejo, mais conhecido por Conservatório de Beja, aderiu a alargar o seu projecto educativo à área do Jazz, tendo assegurado António Branco como dinamizador do projecto.
De momento pouco mais sei do que está no Improvisos ao Sul e no site do Conservatório Regional do Baixo Alentejo, ou seja, a abertura de um curso de ‘Iniciação ao Jazz’ já a partir de Outubro.
É uma boa notícia para Beja, aproveitando para endereçar votos de sucesso ao António Branco, assim as condições que lhe proporcionarem permitam desenvolver o projecto que ele terá em mente.
Noto, contudo e com tristeza, que apesar de o Jazz entrar no projecto educativo do CRBA, o Cante Alentejano continua fora da única escola de ensino artístico especializado do Baixo Alentejo.
A Companhia do Chapitô festeja hoje o seu 12.º aniversário comemorando a data com (via Anacruses) uma “versão especial” do seu espectáculo mais internacional – “O Grande Criador”, no Teatro da Trindade, às 22:00 horas, com José Carlos Garcia, Jorge Cruz e Rui Rebelo.
Parabéns por mais um ano de sucesso de bilheteira sem ceder na qualidade das produções nem no facilitismo da ‘cultura light’.
Já anteriormente dei nota de que a ambulância da VMER em Beja está muito bonita, bem equipada, embora nem sempre operacional, não pelo preço dos combustíveis, mas por falta de médicos. (via Público)
Daí que a população esteja, através das várias associações culturais e recreativas representantes do povo e da região, concentrada em empreender (recorrendo aos últimos formados pelo IEFP em ‘empreendedorismo’) uma solução inovadora (recorrendo aos mais recentes especialistas em ‘inovação’ formados pelo IEFP e creditados pela Agência Nacional para a Qualificação) de fazer coincidir as aflições dos doentes com a disponibilidade dos médicos, das ARSses e demais poderes instalados e/ou em vias de instalação.
Caso não seja viável chegar a um entendimento entre as diversas partes diz-se que as autoridades competentes equacionam a instauração da figura de ‘médicos de substituição’ à semelhança do que se faz já com os professores, contando para isso que, rapidamente, a Agência Nacional para a Qualificação credite mais um curso rápido no IEFP para o efeito.
Enquanto as autoridades equacionam, os futuros doentes condescenderam em aguardar mais um mês pela equação, mas prometem uma marcha de luta e de luto caso a equação não se venha a encontrar.
A 4ª edição do ‘INJAZZ – Jazz em Português’, festival de jazz itinerante de projectos originais de músicos portugueses, organizado pela ‘Lado B – Produções Artísticas’, traz Maria João e Bernardo Sassetti ao Pax Julia – Teatro Municipal de Beja no próximo fim-de-semana.
Dos quatro projectos em cartaz no INJAZZ de 2008, ‘Zé Eduardo Unit’, LUME Big Band’, ‘Maria João 4tet’ e ‘Bernardo Sassetti piano solo’ saudamos a escolha destes dois últimos por parte de quem teve de escolher apenas dois para apresentar no Pax Julia.
Assim como na edição do ano passado lamentei não se ter optado por João Paulo Esteves da Silva e pelo Sexteto de Mário Barreiros em vez de Carlos Martins e Marta Hugon, não poderia deixar de manifestar a minha satisfação pela escolha deste ano.
No dia 16, sexta-feira, teremos então Maria João em quarteto, num projecto que será novidade, com uma formação que já há algum tempo não experimentava e.., sim, sem Mário Laginha.
Estou muito curioso.
A 17, Sábado, Bernardo Sassetti apresenta-se a solo com uma projecção multimedia associada de fotografias da autoria do músico.
Sassetti é Sassetti mas, ainda assim, estou com receio do piano que lhe colocarão à disposição numa sala com a volumetria do Pax Julia. Espero que seja um piano de concerto (cauda inteira), que nos ilumine acusticamente a alma sem amplificações absolutamente desnecessárias que desvirtuam, sem remissão, a sonoridade de um piano acústico por melhor que sejam as intenções e a competência de um técnico de som.
A ver vamos.
Em Beja, lentamente, que a coisa não se quer breve nem súbita, o sofrimento, ah, sim, o ir vendo, tudo, lentamente, a desaparecer, até pessoas, sim, uma a uma, mas muitas, estas sim, em debandada, mas lentamente, ou melhor, sem se dar conta de repente…
Desta vez vez foi a Continuar a ler »






















