Estava tudo calmamente engendrado entre os ‘barões do PSD’ no apoio a Aguiar-Branco até que Luís Filipe Meneses, com ar cândido e desinteressado diante de Mário Crespo, louvou o trabalho do pré-candidato como líder da bancada parlamentar!
Sem perceber que há muito que é o ódio, destilado em políticas de intervenção mediáticas de ataque pessoal arruaceiro, que predominam junto do(s) estratega(s) de serviço dos referidos barões, Aguiar-Branco viu o tapete fugir-lhe dos pés para assentar, afinal, Paulo Rangel.
Agarrado à barriga, a contorcer-se de tanto rir, deve mesmo estar Luís Filipe Meneses!
O ódio pode render aderentes, mas não serve a inteligência e muito menos o país!
(…) é necessário partir da «suspensão da avaliação em curso, acabar com a divisão entre o professor titular e não-titular na carreira docente e criar um novo modelo de avaliação» Aguiar Branco à TSF em 12 de Novembro.
“Nós não prevemos a suspensão, prevemos a substituição, o que eu diria que ainda é mais e melhor(…)» Pedro Duarte no Público.
Ainda assim Aguiar Branco é peremptório:
- não me sinto um líder parlamentar a prazo.
Mas estes assentos a que acedem mesmo sem votos que plebiscitem passaram a vitalícios?
Manuela Ferreira Leite, apontada como a grande salvadora do PSD, foi a arma de arremesso nos baixos golpes desferidos contra Luís Filipe Meneses. Hoje, tomados os assentos na Assembleia da República, Manuela Ferreira Leite passa a prescindível e, caso não se importe de ir andando, não se intimide. A senhora, afinal, cumpriu o papel de que alguns senhores, que desprezam o real PSD e vitórias eleitorais, careciam – tomar assento. O próximo líder terá de os aturar, mesmo à revelia do PSD que nas autarquias tem trabalhado para as populações.

Manuela Ferreira Leite, no último Conselho Nacional, garantiu que sozinha não consegue dar a vitória ao PSD nas eleições legislativas de 2009. (via DN)
Sozinha, senhora Doutora, depois de ter vencido as directas com o apoio de tantos notáveis e notáveis barões?
Não será, antes, muito mal acompanhada? Ou será, em calhando, muito condicionada pelo seu líder (espiritual, bem entendido) Cavaco Silva?
Atingimos a fase de já não sermos ouvidos. Significa que as pessoas nos perderam o respeito, afirmou Manuela Ferreira Leite relativamente ao PSD (via Público)
Fala verdade, Manuela Ferreira Leite, de forma clara e inequívoca, embora sem enxergar a causa…
A pouca vergonha do enxovalho pessoal diário, ordinariamente baixo, com que os ‘barões’ e ‘notáveis’ do PSD fustigaram Luís Filipe Menezes desde que anunciou a sua candidatura à liderança, não deixa muita margem para se pedir respeito seja a quem for.
Para se ser respeitado é preciso dar-se ao respeito!
Para mim, é totalmente insatisfatória a situação. É preciso o partido dedicar-se muito mais a pensar, a reflectir e a falar com o País.
(…)
Os meses de Janeiro a Março foram três meses perdidos, com disputas internas por razões menores”. “Espero que retomemos a linha que tinha sido pensada em Outubro e Novembro. (Ângelo Correia via Público)
Todas as sensibilidades do PSD poderão afirmar que as palavras de Ângelo Correia eram dirigidas aos adversários ou até, como Daniel Oliveira, entender que se tratará do primeiro sinal de debandada mas, cá para mim, Ângelo Correia falou na qualidade de presidente da mesa do congresso do PSD, ou seja, falou para todos os que pouco têm feito pelo partido e se têm envolvido em “disputas internas menores”, sendo que se há disputas há contendores de todas as partes envolvidas.
Se assim é, Ângelo Correia falou em nome do PSD para todos, dizendo tão-só, que assim não vale a pena! Enfie a carapuça quem quiser…





















