Ideias Soltas

se aqui não fora em mim só seria

Arquivo de 'Cidadania'

Nao a LisboaNo único país que referendou o Tratado de Lisboa, engendrado pelos elitistas de uma Europa politicamente unida (que não existe como se estamos a assistir nesta sua absoluta incapacidade de responder às indignações de quem sofre na carne a inviabilidade do prover o seu sustento), os cidadãos disseram NÃO, sendo que a maioria nem sequer foi votar, provavelmente, porque não saberia do que trata o Tratado.
Todos os governantes desta União Europeia que se furtaram a ouvir os cidadãos não se envergonham com isto (são superiores a estas minudências), mas ainda assim parece-me que seria curial pedir pedir responsabilidade a quem prejudicou imenso a imagem de de Lisboa e de Portugal - a colagem do nome de Lisboa e de Portugal a este fracasso, onde a palavra ‘NÃO’ esteve sempre ligada a Lisboa e a Portugal, terá gerado, naturalmente, danos incalculáveis na imagem do país.

Schools for Africa - dia mundial da criancaO Dia Mundial da Criança tornou-se, nos países ricos, mais um incentivo do consumismo (mais um dia de prendas para os filhos), desvirtuando a ideia inicial de ajuda aos que nascem sem poder Ser por nada ter.
Lembro, novamente, a necessidade de uma ‘educação de qualidade’ para todos, em especial em África, onde está provado que:
- Se uma rapariga completa a escola primária, a probabilidade de ser contaminada pelo VIH/SIDA desce para metade;
- Se uma criança completa a escola primária, ganhará o dobro quando trabalhar;
- Por cada ano que uma rapariga complete na escola primária, as probabilidades dos seus filhos sobreviverem para além dos 5 anos de idade sobem 12%.
Clique na imagem e conheça o programa. e veja como poderá contribuir.

Ao escolher este dia para promulgar o Tratado de Lisboa (link), Cavaco Silva faz coincidir, para memória futura, a coincidência de duas efemérides relativas à União Europeia a 9 de Maio - o Dia da Europa e o fim da Europa dos cidadãos.
A ausência de plebiscito ao Tratado de Lisboa coloca um ponto final na ideia original de uma Europa dos Cidadãos. Inicia-se um novo ciclo assente no princípio de que há uns iluminados, uma meia-dúzia de elitistas, que impõe aos cidadãos o que considera ser melhor para eles sem os consultar nem sequer querer ouvir.

Uniao Europeia

Volta-se a página, sabendo de antemão uma coisa - a (re)construção da União Europeia passará a ser tarefa dos poderes estabelecidos a cada momento.

A manifestação de professores de Sábado passado mostrou, sem margem para qualquer dúvida, o descontentamento generalizado de quem ensina face à actuação do Ministério da Educação. Ninguém acalentava diversa forma de sentir (talvez só quem pretenderia formatar outras cabeças), assim como só pessoas muito mal intencionadas poderão afirmar, generalizadamente, que os professores não se interessam pela qualidade da aprendizagem dos alunos.
A dimensão desta manifestação mostrou também que o habitual conformismo dos professores às dezenas de mudanças que têm vindo a ser operadas a partir dos vários titulares do Ministério da Educação não resistiu a um incompreensível enxovalho público, sistematicamente reiterado, que a actual equipa dispensa contra esta classe profissional. No entanto, querer ler para além da forte e generalizada indignação contra o tratamento (verbal e legislativo) que este Ministério lhes vem dispensando, será sempre um exercício de retórica que servirá para alimentar fanáticos, seja de sindicatos, de partidos, de líderes de associações de pais ou de outra equivalente índole.
Tenho muito dificuldade em digerir discursos de pessoas que só querem ouvir falar de povo em momentos eleitorais e que o desdenhem em todas as outras ocasiões. Será de bom-senso tirar ilações tanto de resultados eleitorais como de manifestações - são bons momentos para auscultar o voz dos cidadãos, sem a intermediação de comentaristas nem colunistas do género “educadores da classe operária”, vocação que parece pupular um pouco por todo o lado.

Tem José Sócrates razão quando afirma que esta manifestação não pode colocar em causa o Programa do Governo (documento PDF), mas a verdade é que também não foi essa a sua intenção. Contudo, poderá ser um bom momento para fazer um exercício de avaliação interna do seu cumprimento, ver o que já se conseguiu fazer, o que está em vias de prossecução, o que não foi ainda de todo feito e eventuais erros de perspectiva e implementação que o possam colocar em causa.
Bom-senso é preciso e pessoas acostumadas a ele recorrer e é nesse contexto que deixo duas transcrições do Programa do Governo em relação à educação e à cultura:

A opção política do Governo é, tendo plena consciência da educação como factor insubstituível de democracia e desenvolvimento, pôr em prática políticas que consigam obter avanços claros e sustentados, na organização e gestão dos recursos educativos, na qualidade das aprendizagens e na oferta de várias oportunidades a todos os cidadãos para melhorarem os seus níveis e perfis de formação. (pag.42)
(…)
A política cultural para o período 2005-2009 orientar-se-á por três finalidades essenciais. A primeira é retirar o sector da cultura da asfixia financeira em que três anos de governação à direita o colocaram. A segunda é retomar o impulso político para o desenvolvimento do tecido cultural português. A terceira é conseguir um equilíbrio dinâmico entre a defesa e valorização do património cultural, o apoio à criação artística, a estruturação do território com equipamentos e redes culturais, a aposta na educação artística e na formação dos públicos e a promoção internacional da cultura portuguesa. (pag. 54)

Foi ontem entregue a Sua Excelência o Senhor Presidente da República Portuguesa e a Sua Excelência o Senhor Primeiro-Ministro de Portugal a petição “Defesa do Ensino Artístico em Portugal” (colocada neste endereço), a quem estava dirigida, elaborada em acto de cidadania por um cidadão que não é músico nem professor, mas gestor e investigador em política de gestão cultural, que vem há anos desenvolvendo parte do seu pensamento neste blogue. Na entrega estiveram presentes, por ordem alfabéctica: Alice Valente, Dina Resende, Eurico Carrapatoso, Filipa Taipina e Jaime Branco.

Alguns reflexos do acto de entrega da petição nos media:

- SIC Notícias “Jornal das 2″ de 20 de Fevereiro - procurar o sítio e ver

- Expresso de 19 de Fevereiro - seguir link

- Jornal de Notícias de 20 de Fevereiro - seguir link

- Público de 21 de Fevereiro - edição impressa (seguir link e procurar canto superior direito da pag. 11)

- Jornal de Notícias de 21 de Fevereiro - seguir link

Esta última é a notícia mais fiel ao texto da petição, juntamente com a peça da SIC, pretendendo transmitir que existe em Portugal um SISTEMA de Ensino Artístico Especializado com 101 escolas que leccionam música, dança, teatro, artes visuais e audiovisuais, públicas (apenas 6), particulares e cooperativas, que cobrem Portugal de Norte a Sul, e do litoral ao interior e regiões autónomas, tuteladas e supervisionadas pelo Ministério da Educação e, por consequência, afectadas de igual forma por qualquer alteração que o Ministério da Educação promova nesse sistema.

A petição entregue recolheu 4.600 subscrições em 17 dias e baseia-se no facto de denunciar a falta de validade científica do “Estudo de Avaliação do Ensino Artístico” no qual o Ministério da Educação diz fundamentar-se, por não ter integrado no grupo de estudo nenhum especialista das áreas de ensino artístico em análise - música, dança, teatro, artes visuais e audiovisuais - e, por outro lado, pelo facto de se ter fundado numa amostra muito reduzida, apenas 6 escolas, as públicas, num universo de 101 tuteladas pelo Ministério da Educação.

Atendendo a que, empiricamente, constatamos que nunca houve tantos bons músicos em Portugal como hoje, os subscritores da petição “Defesa do Ensino Artístico em Portugal” pedem ao Senhor Primeiro-Ministro e ao Senhor Presidente da República que nada seja feito de (des)estruturante no Sistema de Ensino Artístico em Portugal sem antes se apurar, com rigor, através de um estudo a fazer que inclua especialistas do ensino artístico, as boas práticas existentes, o que não está bem, pode e deve ser melhorado, para depois se poder estabelecer uma política de rigor que reduza o risco de destruir o Sistema existente, por falta de conhecimento.

Entregue ontem a petição aos seus destinatários com as subscrições constantes às 24:00 horas de 15 de Fevereiro, conforme anunciado, purgada daquelas que demonstravam óbvia irregularidade, tomei a iniciativa de juntar uma carta pessoal de apresentação onde aduzia as razões que me orientaram na elaboração do texto da referida petição.

Neste contexto, entregue a petição aos seus destinatários, anuncio que as subscrições serão encerradas amanhã, dia 22 de Fevereiro, às 24 horas, por deixar de fazer sentido prolongar um acto de cidadania que se encontra agora em fase de apreciação junto de Sua Excelência o Senhor Primeiro-Ministro de Portugal e de Sua Excelência o Senhor Presidente da República Portuguesa, respeitando, assim, de forma ascendente a hierarquia do Estado Português.

Beringel, 21 de Fevereiro de 2008

Carlos Araújo Alves

ps: neste percurso cabem muitos agradecimentos que, muito em breve, não me escusarei a referir.

A vida assim é outra coisa! Saber que há gente que sabe quais são os meus interesses, os dos outros e os de todos em conjunto dá-me uma segurança…, uma tranquilidade…uma paz de espírito…

Para mim, o importante é o interesse nacional e interesse nacional aconselha a que o Tratado de Lisboa seja aprovado por 27 Estados membros (Cavaco Silva no Público)

Adoro a Europa que não conheço!

Os países ocidentais rapidamente etiquetaram Hugo Chávez de populista, comunista, ditador e pelo mesmo caminho, embora com a ‘nuance? de democracia autoritária ou ditadura light se vai catalogando Putin. No entanto, não se livrando Hugo Chávez da tentativa de, através do seu grupo parlamentar, tentar alterar a Constituição da Venezuela para uma versão programática, a verdade é que não teve medo de levar essa alteração a sufrágio popular e, apesar de sair derrotado, assume cumprir o resultado da vontade expressa.
Na Rússia o partido que apoia Putin obtém uma esmagadora maioria nas eleições livres de ontem para a Duma (câmara baixa), sabendo (para já) que não poderá voltar a concorrer por limite de mandatos.
Por cá, pela União Europeia, nós, os que pomposamente assumimos e reclamamos a supremacia da nossa democracia em contraponto com o resto do mundo, não somos capazes de levar a sufrágio o Tratado Reformador, ou de Lisboa, assim como travámos o processo de referendo da Constituição Europeia de Giscard d’Estaing, assim como Maastricht não foi sufragado.
Democratas? Democracia? Tenham vergonha! Tenhamos vergonha dos nossos dirigentes e bem-pensantes que se sentem superiores à vontade popular, pois é nela, e só nela, que reside a substância da democracia e não em gabinetes de um escol de iluminados!
Chávez é populista e demagogo. Será! Putin é um homem que não abdica de uma Rússia forte a seu modo. Será! Mas nenhum deles se absteve de sufragar as suas vontades junto da população, escudando-se de que o povo não entende o que eles querem, e respeitar o seu veredicto!
A Democracia alicerça-se, constrói-se e sedimenta-se na participação activa dos cidadãos, i.e., próximo deles, e não em exercícios palacianos que deles se afasta, promovendo o alheamento e o desinteresse que culminam, como é óbvio, em abstenções penalizadoras da própria democracia, regime que tanto apregoamos e, em muitos casos, pelas armas, aos outros exigimos.

Vital Moreira criticou sexta-feira à noite o antigo Presidente da República, Jorge Sampaio, por defender que o novo tratado europeu devia ser ratificado através de uma «consulta popular», considerando que isso «não tem sentido democrático» (via Diário Digital)

Acho naturalíssimo que para Vital Moreira uma consulta popular não faça sentido democrático. Afinal, o que separa Jorge Sampaio de Vital Moreita é toda uma vida, uma vida inteira dedicada à luta por uma vivência democrática e participada.

Na sequência do post anterior o Ideias Soltas disponibiliza a todos que não tenham um espaço ou não possam de todo sair do anonimato uma secção - CNEA - contributos - onde podem colocar textos sobre Educação Artística, em geral, e Ensino Artístico Especializado, em particular, bastando enviá-los para o email: ideiassoltas@gmail.com
Caso seja pedido, o anonimato será absolutamente respeitado, devendo os autores escolher um pseudónimo. Como é evidente os textos só serão publicados se respeitarem o assunto em causa e se não contiverem nem ofensas pessoais nem usarem de calão.

Eu não sei há quantos anos o Virgílio Marques, do Guilhermina Suggia, alerta para a degradação do salão do Conservatório Nacional (agora diz escola de música não sei quantas, mas eu já não tenho idade para fixar essas modernices), até que agora corre mesmo uma petição online para ver se é desta que conseguimos que o Ministério da Educação ou o IPPAR (também não sei se ainda se chama assim…) mandam proceder ao seu restauro.
Toca a assinar a Petição, se não vos for politicamente penoso, porque se trata de uma das mais belas e acusticamente adequadas salas para recitais ou música de câmara do país, conforme já há mais de 3 anos aqui alertei para um texto também do Virgílio Marques que reponho:

Note-se que SUGGIA, toca pela primeira vez em Lisboa, no Salão Nobre do Conservatório Nacional, uma das salas com melhor acústica, com os tectos pintados por José Malhoa, e que desde, creio os anos 20 ou 30 do sec XX, não tem qualquer reparação. Chove lá dentro. As paredes estão a cair, o balcão está já escorado há anos para evitar a sua queda. Há neste momento uma campanha de sensibilização para que o Ministério da Educação proceda ao restauro duma das salas mais próprias para música de câmara.
Virgílio Marques

Free BurmaIncentivado pelo Luís Novaes Tito (link) e pegando numa imagem sacada no Contra Capa (link) da Cristina Vieira associo-me à corrente Free Burma, colocando um post neste dia dedicado ao pedido de libertação de Burna (Birmânia) da cruel violência que ditadura militar, com o silêncio da China, impõe aos cidadãos.

A facilidade com que os profissionais da política e os media associados insistem em escamotear a abstenção é hoje patético. Vital Moreira, em jeito de quem terá sido apanhado desprevenido, pede ajuda para explicar o fenómeno, enquanto Medeiros Ferreira afirma que A abstenção é uma vergonha para os lisboetas e seus candidatos.
Uma vergonha para os lisboetas?
Despudor é continuar a purgar os resultados eleitorais do valor da abstenção, isso sim!
Dizer que António Costa ganhou com 29,6% quando, na verdade, vai ser Presidente da Câmara da Lisboa através da vontade expressa de apenas 11% dos eleitores de Lisboa, mais concretamente, 57907 votos em 524248 possíveis, é anedótico, embora o mesmo suceda com os outros candidatos e em outras quaisquer eleições!
Para cúmulo desta legal vergonha os candidatos das listas vão assumir mandatos para os quais ninguém os mandatou! Se em questão estavam 17 mandatos e se 64% dos eleitores não mostraram vontade de eleger qualquer um deles (uns abstiveram-se, outros votaram em branco e outros nulamente), apenas 6 candidatos foram mandatados e apenas esses deveriam exercê-los.
É esta verdade que se quer escamotear, seja nestas eleições seja noutras e de outra carácter, seja neste país e por essa Europa fora, que desprestigia cada vez mais os políticos e a política, uma vez que, das duas uma, ou os candidatos não serviam ou os eleitores não quiseram cuidar da democracia representativa. Ora em qualquer destes casos convém que os eleitores e os políticos tenham consciência clara de que a sua atitude poderá muito bem representar, a curto prazo, o fim da democracia representativa, o menos mau dos sistemas, como sói dizer-se!
Manter a camuflagem da abstenção, dos votos brancos e nulos é a mesma coisa que dizer a um moribundo que ele está a melhorar…

Mais grave ainda do que este despudor foram as declarações da generalidade dos candidatos que, ao saudarem apenas os que foram votar, tentaram colocar-se (ou sentem-se mesmo) numa posição de superioridade moral sobre quem não foi e, por outro lado, alguns ainda assumiram entusiasticamente vitórias, quando, de facto, todos perderam, uma vez que juntos (nem sei ao certo quantos eram) somaram apenas 36% de votos expressos. Isto é de uma arrogância anti-democrática inconcebível!

ps: ver arquivo ABSTENÇÃO.

Adenda: O CAP fez as contas certas seguindo o método d’Hont e dá 4 mandatos sufragados.

25 de Abril - menino e cravo Dia do trabalhador, sim, eu sei mas, preciso, o 1 de Maio de 1974 em Portugal.
Depois do 25 de Abril anterior, aquando do golpe militar para acabar com a guerra ultramarina e derrubar a ditadura, seguiu-se uma semana que muito poucos terão o privilégio de viver - a ingenuidade de um punhado de militares vitoriosos e a espontânea adesão popular de norte a sul do país.
Nessa semana o povo e os militares desmantelaram, sem sangue, a estrutura policial da ditadura, resgatando os presos políticos, acolhendo os exilados, destruindo os edifícios da Pide/DGS, perseguindo e denunciando (por vezes injustamente) os seus funcionários e informadores, desenvolvendo e consolidando uma livre aliança que culminou com a presença de milhões de pessoas na celebração do 1 de Maio.
A beleza de Abril, consubstanciada na espontaneidade do Povo e do MFA, durou uma semana, cujo auge se atingiu no 1 de Maio. A partir daqui as estruturas partidárias já montadas e outras que se foram formando, arregimentaram militares e pessoas que se deixaram, mais uma vez ingenuamente, acantonar sob a égide de ideologias paradisíacas e de religiões tuteladas e tutelares, que estavam ao serviço de interesses internacionais poderosos e bem prosaicos.
Foi uma semana, uma semana em que houve Povo, onde este livremente se exprimiu e os militares acolheram - uma semana que, apesar de irrepetível, recordo com alegria e sonho, também na minha própria e muda ingenuidade, que um dia, talvez, até poderia ser possível!

A Associação para a Defesa do Património de Beja organiza um ciclo de workshops subordinados ao tema Percursos no Desenvolvimento, a ocorrerem na Pousada de S. Francisco, em Beja, entre Março e Julho.
A ADPB exorta os baixo-alentejanos a inscreverem-se para o email abaixo e participarem activamente neste ciclo. De todas as conferências que abaixo divulgo destaco a de Augusto Mateus, pessoa, geralmente, atenta, isenta da pressão de aparelhos partidários e incisiva na observação e reflexão.

Baixo Alentejo - percursos no desenvolvimento

Isso seria ouro sobre azul, Tiago A. Fernandes, embora duvide que ele aceitasse!
Basta recuarmos um pouco para vermos que de há uns anos a esta parte Artur Santos Silva evita, por uma questão de dedicar-se mais à vida pessoal, suponho, assumir funções de elevada responsabilidade executiva. Não obstante, não tem deixado enquanto cidadão de indicar as pessoas certas para os lugares certos, podendo talvez tentar formar-se um movimento encabeçado por ele, onde se possam incluir as pessoas que considera mais adequadas para levar a cabo a revitalização do Porto e da região que representa.

A votação do pedido do BE foi adiada ontem para data a definir, com os votos do PSD e do CDS/PP e a abstenção do PS
(…)
O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, mostrou-se hoje disponível para ir ao Parlamento prestar esclarecimentos sobre os voos da CIA. (Público)
Ana Gomes é tratada quase como tolinha, conforme escrevi, mas quem dá cambalhotas atrás de cambalhotas são o PS, o PSD, o CDS e Luís Amado! Luís Amado…?

é o que conclui Francisco José Viegas sobre as trapalhadas do Ministério da Educação desde que o assunto chegou à A.R. forçado pelo sucesso da petição. Nada tenho a acrescentar!

A petição contra a aplicação da nova Terminologia Linguística para o Ensino Básico e Secundário (TLEBS), que reuniu mais de oito mil assinaturas, vai ser entregue hoje na Assembleia da República, onde deverá ser discutida em plenário. (Público)
Vamos ver o que é que os assentados na A.R., eleitos e não eleitos, irão fazer!

Abbé Pierre

«On ne possède vraiment que ce que l’on est capable de donner. Autrement on n’est pas le possesseur, on est le possédé.»

«Ce qu’il faut revendiquer, ce n’est pas l’égalité qui est illusoire. De la naissance à la mort il y a inégalité : quand l’enfant naît, le père et la mère sont forts et il est faible ; et quand il sera devenu fort, ses parents seront devenus faibles. Ce qui est nécessaire à la vie même, c’est la solidarité.»

«L’école n’est pas faite seulement pour enseigner ce que sont les choses mais pour ouvrir les esprits à la connaissance de ce qui est notre être commun d’hommes. Elle doit ouvrir les coeurs aux faims et aux soifs de justice, à la volonté de servir premiers les plus souffrants, à ce qu’il faut appeler les colères de l’amour.»

Abbé Pierre na wikipédia
Emaús na wikipedia
Emaús.org

Este fim de semana, de hoje a Domingo, no Mercado Ferreira Borges, no Porto, o EMAÚS efectua a venda anual das doações que recebeu durante o ano cujo produto reverte, na totalidade, para ajuda aos sem-abrigo.
Há de tudo e com boas escolhas: velharias, móveis, candeeiros, louças, brinquedos, biblôs e bijuterias, rendas e bordados, e petiscos, claro, enfim, uma boa “brocante” por uma boa causa.
O EMAÚS tem no Porto um espaço de acolhimento de dádivas e venda na Rua do Almada nº. 136 e, se alguém precisar de mais informações, pode ligar para 919 829 496 ou 936 509 280.
Apareça, quanto mais não seja para ver o que a solidariedade consegue fazer e, acredite, há sempre uma ou outra coisa que nos desperta o interesse e compramos a preço de pechincha!

1 - na Europa, a “democracia representativa? está entregue a um sistema partidário onde tudo se decide em nome de todos;
2 - Sondados 50.000 cidadãos em 68 países, apenas 13% (6.500) acredita no sistema vigente, enquanto 65% (32.500) não acredita de todo (ver notícia);
3 – em Portugal, apenas 1,82% dos cidadãos têm filiação partidária.

Vamos, vamos lá a votar para continuar a entregar os nossos destinos à pandilha dos aparelhinhos que condicionam o nosso pensamento, acção, enfim, o exercício da nossa cidadania!
Bora lá, pessoal, coitaditos, eles precisam!