Ideias Soltas

se aqui não fora em mim só seria

Arquivo de 'Conferência Nacional de Educação Artística'

Com os últimos desenvolvimentos em que assistimos a sucessivos atropelos à inteligência e a má-criações televisivas em jeito de intimidação pessoal, impõe-se um ponto de situação no que ao trabalho que venho desenvolvendo diz respeito.
Assim, de repente, surgem dois documentos que revelam um confrangedor desconhecimento e, por outro lado, uma intenção deliberada de destruição do Sistema de Ensino Artístico Especializado que estará muito próxima de uma doentia obstinação.
Um aparece meio escondido no site do Instituto de Emprego e Formação Profissional que diz o seguinte sobre o Ensino Artístico Especializado:
A educação artística vocacional destina-se a alunos com aptidões ou talentos específicos (…)

Para quem apregoa que pretende democratizar o ensino artístico especializado é das mais cruéis discriminações que se poderia ousar fazer no que à educação diz respeito - reservar o direito de livre acesso a quem tem “aptidão” ou “talento”! Por outro lado, ninguém sabe o que é Ensino Artístico Vocacional? Não existe em Portugal. O que existe é um Sistema de Ensino Artístico Especializado de qualidade, financiado publicamente e aberto a quem o pretender frequentar. Sabemos bem qual a intenção deste novo termo - vocacional - já tentado, aliás, na Conferência Nacional de Educação Artística levada a cabo pelo Ministério da Educação em Outubro passado, embora sem êxito. O Ministério da Educação pagou centenas de milhares de euros numa Conferência Nacional de Educação Artística sem que da organização fizesse parte qualquer especialista de Ensino Artístico; nem como convidado. As acções denunciam muito melhor as intenções do que o discurso verbal mediático.

O outro documento é da própria Agência Nacional para a Qualificação onde, logo na página 2, lemos estupefactos:
O processo, e curso, de reestruturação configura-se a partir da necessidade de dar resposta a dois desafios:
(…)
substituir a actual responsabilidade das famílias na orientação da procura pela responsabilidade do Estado na garantia e universalização do acesso ao estudo da música e da dança.

Leram bem? O Estado substituir-se às famílas? O que é isto? Nunca os pais deram procuração ao Estado para os substituir na obrigação de educar os filhos! Onde viverá quem escreveu semelhante barbaridade? Os cidadãos pagam impostos para que o Estado lhes preste serviços e não para que os substitua em qualquer decisão que às famílias, e só a elas, diz respeito!

De facto, quem está por detrás desta monstruosidade, para além de desconhecer sobre o que está a trabalhar, revela agora intenções, sem qualquer vegonha, que denunciam ou má-intenção pura insanidade mental!

Os caminhos que têm norteado determinados “lobbbies” a destruir o Sistema de Ensino Artístico Especializado em Portugal apontam sempre no mesmo sentido - beneficiar cursos que não têm ninguém das Escolas Superiores de Educação, não sendo de todo despiciendo questionar donde partirá este poderoso “lobbie” que se funda numa insana caminhada iniciada com o Professor Único no Ensino Básico, passa pelo Estudo de Avaliação do Ensino Artístico, pela Conferência Nacional da Educação Artística e que culmina agora com a destruição do Sistema de Ensino Artístico Especializado. Não me compete a mim apontar nomes, mas seria de todo conveniente que, quem de direito, investigasse esta matéria que indicia, no mínimo, uma ambígua promiscuidade entre alguns sectores das Academias, o poder e sectores privados da educação.

No entanto, estes desenvolvimentos estalinistas não beliscam minimamente o que venho defendendo e que está espelhado na petição Em Defesa do Ensino Artístico em Portugal que será entregue esta semana a Sua Excelência o Senhor Presidente da República e Sua Excelência o Senhor Primeiro-Ministro, a saber:

1 - O Sistema de Ensino Artístico Especializado português é composto por cerca de 100 escolas públicas, particulares e cooperativas que, sob a tutela do Ministério da Educação e por ele financiadas, prestam serviço público de Norte a Sul do país nas áreas da música, da dança, das artes visuais, audiovisuais, do teatro e design. Qualquer alteração que seja feita envolve-as todas de igual maneira;

2 - Nunca como hoje o Sistema de Ensino Artístico Especializado de música formou tantos e tão bons músicos como nas últimas duas décadas;

3 - o Estudo de Avaliação da Educação Artística carece de validade científica seja por não ter incluído no seu grupo de trabalho um único especialista da área, seja pela dimensão da amostra (limitado às escolas públicas);

4 - não existe, no seio da comunidade investigativa europeia, unanimidade acerca do melhor regime de frequência do Ensino Artístico Especializado, aconselhando mesmo, a maioria dos autores, a estudar caso a caso as melhores práticas e, por outro lado, a permitir a concorrência de vários com o intuito de abranger as mais diversas necessidades das famílias;

5 - Não havendo, com rigor científico, nada que substancie as intenções anunciadas pelo Ministério da Educação e pela Agência Nacional para a Qualificação, é urgente que se forme um grupo de estudo formado maioritariamente por profissionais de comprovada experiência nas diversas áreas do ensino artístico especializado, que produza um quadro que identifique as boas práticas existentes e que aponte caminhos de rigor.

Será exactamente isto que será entregue esta semana ao Senhor Primeiro-Ministro e ao Senhor Presidente da República, porque continuo a pensar que os mais elevados representantes de Portugal não se aperceberam ainda da dimensão monstruosa que subjaz às pretensões de quem pretende destruir o Sistema de Ensino Artístico Especializado.


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ps: ler “Psico- Ensino” em Ali_se.

O Ministério da Educação ultima uma Portaria para destruir a Educação Artística em Portugal, a única que funciona, a única que já produziu e produz resultados - as Escolas de Ensino Artístico Especializado, segundo informou o Prof. Wagner Diniz após reunião no Ministério da Educação!
Já o tentaram no ano transacto o que me motivou a escrever sobre: Relatório de Avaliação do Ensino Artístico Especializado (estudo encomendado a um Professor Doutor com Agregação em Ciências da Educação de seu nome Domingues Fernandes que fez o frete de obrar um estudo sem qualquer fundamento científico, uma vez que da sua equipa não constava ninguém ligado às artes e sua educação, nem trabalho de campo relevante efectuou); sobre o perigo de entender que se tratava de um ataque ao Conservatório Nacional quando há perto de 100 escolas de ensino especializado, englobando cerca de 30.000 alunos; o despautério que foi a realização da Conferência Nacional de Educação Artíistica, encenação para o que aí viria; coloquei à disposição de quem quisesse (ou queira) escrever, mesmo sob pseudónimo, sobre o que se adivinhava, o Educação Artística FORUM!

Basta! Não me atafulhem a caixa de correio! Não sou artista nem arte para professor tenho! Estou cansado de estar só, da cobardia de esperarem pelo incêndio em vez de o prevenirem! E estou incomodado … (desculpem o tom deste post).

Peço que se impliquem, todos em uníssono, no combate contra a destruição da Educação Artística de qualidade em Portugal pelo Ministério da Educação - música, dança e teatro. Se cada um de nós conseguir ver que afinal é disso que se trata e não do encerramento do Conservatório Nacional, poderá ser que ainda vamos a tempo.


LEIAM e se estiverem de acordo ASSINEM e DIVULGUEM!

INQUALIFICÁVEL EXCLUSÃO SOCIAL e PROFISSIONAL de ARTISTAS e PROFESSORES

Conclui-se hoje, penosamente, o último dia da Conferência Nacional de Educação Artística (link) que decorre desde 2ª feira na Casa da Música no Porto.
Impõe-se-me, antes do mais, repudiar veementemente o despautério (aguardado e denunciado, diga-se) de marginalizar generalizadamente os artistas e professores desta (dita) conferência nacional, organizada pelos Ministérios da Cultura, da Educação e dos Negócios Estrangeiros (conforme Despacho n.o 23 572/2006), sob a égide da UNESCO.
Uma conferência nacional de educação artística que exclui artistas, pedagogos experientes e escolas de ensino artístico especializado é algo que nem um país no Terceiro Mundo ousaria!

Os responsáveis por este evento têm de ser responsabilizados por esta conduta, no mínimo, insultuosa, de total menosprezo, diria, até de exclusão social e profissional, de todos os que há anos vêm desenvolvendo actividade de reconhecido mérito nas artes e na sua educação.
Esta abjecta ostracização dos artistas, pedagogos e escolas de educação artística não é inocente nem virgem: precedentes deste teor já se vislumbravam no Roteiro para a Educação Artística (link) e no estudo encomendado pelo Ministério da Educação do Prof.º Doutor Domingos Fernandes que culminou no Relatório de Avaliação do Ensino Artístico (link).
O comportamento, continuado e cada vez mais assumido, das senhoras Ministras da Educação e da Cultura de absoluto menosprezo, senão desdém, pelos professores e pelas escolas de educação artística é demasiadamente grave para continuarmos como pacientes observadores, na esperança de que se trate de um equívoco!

Não é um equívoco nem é inocente - trata-se de um assumido despautério!!!

Duas Ministras, a da Educação e da Cultura que, sucessivamente, vêm ostracizando, pública e socialmente, os seus agentes educativos, das duas uma: ou todos os artistas e professores não servem, ou serão as senhoras ministras que não servirão para cumprir a prima missão que lhes é exigida - SERVIR a EDUCAÇÃO E A CULTURA!

ps: breve lista de artistas e professores (por ordem alfabéctica) de que me lembrei de repente, que não estiveram presentes neste Conferência Nacional de Educação Artística, nem tão pouco foram solicitados a prestar colaboração, pedindo, desde já perdão, pelas centenas ou milhares que me esquecerei com toda a certeza:

Música:

Adriano Aguiar, Alexandre Delgado, Álvaro Cassuto, Álvaro Salazar, Amílcar Vasques Dias, Ana Cancela, Ana Ester Neves, Ana Mafalda Castro, Ana Maria Valente, Ana Paula Russo, Ana Bela Chaves, Aníbal Lima, António Augusto de Aguiar, António Carrilho, António Chagas Rosa, António de Sousa Dias, António Pinho Vargas, António Rosado, António Saiote, António Victorino d’ Almeida, António Wagner Diniz, Antóno Toscano, Armando Possante, Artur Pizarro, Bernardo Sassetti, Cândido Lima, Carla Seixas, Carlos Alves, Carlos Azevedo, Carlos Barreto, Carlos Bica, Carlos Caíres, Carlos Fragateiro, Carlos Semedo, Carlos Voss, Carlos Zíngaro, Carmélia Âmbar, Cecília Fontes, César de Oliveira, César Viana, Cesário Costa, Christopher Bochman, Cláudia Nelson, Daniel Oliveira, Dina Resende, Elisabete Matos, Elsa Saque, Emmanuel Nunes, Eurico Carrapatoso, Eurico Rosado, Fátima Travanca, Fausto Neves, Fernanda Correia, Fernanda Wandschneider, Fernando Lapa, Filipa Taipina, Filipe Pinto-Ribeiro, Filipe Pires, Gerardo Ribeiro, Gisela Neves, Helena Lima, Helena Marinho, Inês Saraiva, Irene Lima, Isabel Delerue, Isabel Soveral, Jaime Branco, Jean-Marc Burfin, Joana Carneiro, João Madureira, João Pedro Oliveira, João Rafael, Joaquim Fernandes, Jorge Correia, Jorge Lima Barreto, Jorge Machado, Jorge Moyano, Jorge Sá Machado, José Atalaya, José Massarrão, José Pina, Luís Tinoco, Madalena Soveral, Magda Ferreira, Manuel Ivo Cruz, Manuel Morais, Manuela Gouveia, Marco Pereira, Maria Helena Pires de Matos, Maria João Pires, Maria João Serrão, Maria José Souza Guedes, Mário Laginha, Mário Mateus, Mário Santos, Mários Barreiros, Miguel Azguime, Miguel Borges Coelho, Miguel Henriques, Miguel Ivo Cruz, Miguel Rocha, Nancy Lee Harper, Nelson Cascais, Nuno Ivo Cruz, Nuno Pinto, Olavo Barros, Olga Prats, Palmira Troufa, Paulo Bastos, Paulo Ferreira de Castro, Paulo Gaio Lima, Paulo Gomes, Pedro Amaral, Pedro Burmester, Pedro Caldeira Cabral, Pedro Carneiro, Pedro Couro Soares, Pedro Guedes, Peter Rundel, Piñeiro Nagy, Roberto Perez, Rui Gama, Rui Pinheiro, Sara Carvalho, Sequeira Costa, Sérgio Azevedo, Sofia Lourenço, Tânia Achot, Teresa Cascudo, Tomás Henriques, Vasco Pearce de Azevedo, Virgílio Melo;

Teatro:

Ana Tamen, António Reis, Armando Nascimento Rosa, Carlos Avilez, Carlos J. Pessoa, Cristina Homem de Mello, David Antunes, Diogo Dória, Diogo Infante, Emmanuel-Démarcy Mota, Estrela Novais, Filipe La Féria, Gisela Cañamero, Isabel Alves Costa, João Lagarto, João Brites, Jorge Listopad, José Wallenstein, Júlio Cardoso, Lia Gama, Luca Aprea, Luís Lima Barreto, Luís Miguel Cintra, Márcia Breia, Ricardo Pais, Rui Pina Coelho, São José Lapa, Teresa Ricou, Vera San Payo de Lemos;

Dança:

Alexandre Fernandes, Ana Lacerda, Ana Sendas, Benvindo da Fonseca, Carlos Prado, Cecília Graço Moura, César Augusto Moniz, Clara Andernatt, Cláudia Nóvoa, Fátima Brito, Filipa Castro, Gil Mendo, Graça Bessa, Inês Amaral, Iolanda Ruas, Isabel Barros, João Costa, Jorge Salavisa, Maria Ruas, Mariana Paz, Olga Roriz, Paula Pinto, Romeu Runa, Rui Horta, Rui Lopes-Graça, Rui Pinto, Sílvia Real, Sofia Belchior, Susana Cecílio, Teresa Alves da Silva, Teresa Simas, Vasco Macide, Vasco Wellenkamp, Vera Mantero;

Cinema:

Ana Luísa Guimarães, António Pedro Vasconcelos, Fernando Fraga, Inês de Medeiros, Jacinto Lucas Pires, João Canijo, João Mário Grilo, João Milagre, Joaquim de Almeida, Joaquim Leitão, José Bogalheiro, José Fonseca e Costa, Lauro António, Manoel de Oliveira, Maria de Medeiros, Paulo Branco, Paulo Pires, Pedro Sena Nunes, Teresa Madruga, Teresa Villaverde;

Belas Artes:

Ângelo de Sousa, Graça Morais, Joana Vasconcelos, João Carqueijeiro, João Cutileiro, José de Guimarães, José Rodrigues, Júlio Pomar, Júlio Resende, Luísa Gonçalves, Manuel Cargaleiro, Paula Rego;

Arquitectura:

Aires Mateus, Alcino Soutinho, Alexandre Burmester, Eduardo Souto Moura, Filipe Oliveira Dias, João Mendes Ribeiro, Pedro Campos Costa, Pedro Ramalho, Raimundo Gomes, Rui Miguel Cruz, Sérgio Secca, Siza Vieira;

Fotografia:

Eduardo Gageiro, Fernando Guerra, Gérard Castello-Lopes, Mário Cabrita Gil, Sérgio Freitas.

Conferência Nacional de Educação Artística - o absoluto despautério!

Após um período de testes, inaugura-se hoje o Educação Artística FORUM no Ideias Soltas.
Trata-se de uma iniciativa que procura estimular, em livre exercício de cidadania, um debate aberto e público sobre a Educação Artística, num momento em que se aproxima um conclave denominado Conferência Nacional de Educação Artística (link).

Educação Artistica FORUM - registo

REGISTE-SE para PARTICIPAR
(ver instruções no final)

Todos são convidados a participar activamente com textos próprios, com respostas a outros que já lá estejam, procurando incentivar o contraditório, com o único objectivo de, ouvindo as mais variadas opiniões, encontrar afinidades de pensamento que conduzam a acções o mais consentâneas e consequentes que for possível.

A premência deste debate livre, o qual, se as participações justificarem, poderá ser um preâmbulo para um encontro nacional sério, prende-se com uma série de sinais preocupantes lançados pelo Roteiro para a Educação Artística (link para PDF), pelo Relatório de Avaliação do Ensino Artístico (link para PDF), pelo modo apressado, inesperado, confuso e fechado que se prepara a Conferência Nacional de Educação Artística, pelas posições já assumidas pelo Ministério da Educação (link), onde a presença e o parecer dos nossos experientes pedagogos e dos pais de filhos que beneficiam de educação artística foi escassa ou inexistente, em detrimento de especialistas em ciências da educação, de directores de direcções-gerais, de museus, de etc…, estatais, de produtores de espectáculos, de programadores culturais, ou seja, de especialistas dos mais diversos misteres excepto da área específica da educação artística.
Este desnorte (ou desnorteante conjunto de processos) motivou-me à abertura do Educação Artísitica FORUM que gostaria que servisse para dar voz aos pedagogos, aos artistas, aos pais, aos gestores de escolas de educação artística, enfim, aos que estão, há anos, envolvidos na educação artística em Portugal, os quais, seguramente, conhecerão como ninguém a realidade, estando assim muito mais avalisados a emitir opiniões, fundamentadas na sua experiência e pensamento, sobre os caminhos que a educação artística poderá e deverá trilhar no seio da educação em geral.

O Educação Artística FORUM abre com 6 temas de debate cujos subtítulos indicam os assuntos que gostaria de ver abordados em cada um estando, sempre, aberto a todos as sugestões que me façam chegar por email: Educação Artistica FORUM ideiassoltas@gmail.com

TEMAS em DEBATE

Conferência Nacional de Educação Artística
Educação Artística em Portugal, Conceitos e Terminologia, Redes e Parcerias, Agentes: perfis e formação

Missão da Educação Artística no Sistema Educativo
Papel da Educação Artística no quadro geral da Educação

Objectivos para alunos dos ensinos pré-escolar e 1º Ciclo
Objectivos, Currículo (curricular ou extra curricular) e Didáctica, Perfil do(s) Professor(s) e Avaliação

Ensino Artístico Especializado
Missão, Objectivos, Regimes de Frequência, Avaliação, Gestão Escolar (responsabilidades da administração e da direcção pedagógica)

Papel do Estado
Gestão Inter-ministerial Integrada, Financiamentos (objectivos, tipologia, métodos e fiscalização), Avaliação

Artistas e Espectáculos no seio da aprendizagem
Contacto dos alunos com os Artistas e fruição de espectáculos – tipologia e caracterização

Conto com todos, em especial com os que não estão de acordo com o que venho defendendo no blogue, convidando-os a registarem-se, fazendo notar que o podem fazer sob pseudónimo se entenderem que se sentem mais protegidos contra eventuais incorrectos procedimentos laborais. No entanto, o Educação Artística FORUM tem moderação a posteriori avisando, desde já, que serão apagados todos os textos que contiverem ofensas pessoais ou usem de calão.

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Na sequência do post anterior o Ideias Soltas disponibiliza a todos que não tenham um espaço ou não possam de todo sair do anonimato uma secção - CNEA - contributos - onde podem colocar textos sobre Educação Artística, em geral, e Ensino Artístico Especializado, em particular, bastando enviá-los para o email: ideiassoltas@gmail.com
Caso seja pedido, o anonimato será absolutamente respeitado, devendo os autores escolher um pseudónimo. Como é evidente os textos só serão publicados se respeitarem o assunto em causa e se não contiverem nem ofensas pessoais nem usarem de calão.

Está marcada para os próximos dias 29, 30 e 31 de Outubro a Conferência Nacional de Educação Artística (link) a ocorrer na Casa da Música, no Porto.
Não se percebe bem quais os intentos desta adiada, mas agora muito repentinamente agendada, conferência, mas sabemos que da Conferência Mundial da Educação Artística (link) saiu um Relatório elaborado por Lupwishi Mbuyamba (link), donde evidencio as seguintes conclusões:

É necessário definir prioridades de acção imediata. Em termos de continuação deste grande
evento, foram suscitadas algumas questões fundamentais, que apontam para a necessidade
de prosseguir a investigação e aprofundar as análises. Este trabalho fará certamente parte
do Roteiro para a Educação Artística.
Nomeadamente:
· O papel da Arte na sociedade
· Criatividade e Imaginação
· Definição da Educação Artística abrangendo o Património Cultural
· Coexistência de arte viva tradicional e contemporânea.

Ainda o ano passado, foi editado o denominado Roteiro para a Educação Artística com o subtítulo Desenvolver as Capacidades Criativas para o Século XXI que podem ver no (link).

No entretanto, em Março deste ano, O Ministério da Educação recebe um Relatório de Avaliação do Ensino Artístico (link) que tinha, anos antes, encomendado ao Prof.º Domingos Fernandes, o qual se rodeou de uma equipa de cientistas em educação e nenhum artista ou pedagogo em qualquer ramo das artes, para zurzir no estado do ensino ministrado pelas Escolas de Ensino Especializado públicas, sem nenhum trabalho de campo relevante e esquecendo que existem mais 90 escolas de ensino especializado com paralelismo pedagógico, reconhecidas pelo próprio Ministério da Educação.
Na posse deste relambório relatório, o Ministério da Educação tratou logo de tirar as conclusões que lhe convinham: refundar o ensino artístico especializado, ou melhor, reduzi-lo ao regime integrado. Poupar dinheiro, pois é claro, mas a verdade é que não haveria, cientificamente, muito mais a retirar do trabalho apresentado pelo Prof.º Domingos Fernandes.

É no meio de toda esta confusão que fomos dando conta aqui, aqui e aqui, que chegamos à preparação, muito discreta e em pleno período de férias, desta Conferência Nacional de Educação Artística que reuniu cerca de 300 iluminados, bem decerto convidados e motivados pelas Direcções Regionais de Educação e/ou Cultura que atrás dei conta, entre os quais, mais uma vez, poucos artistas se contam.
É neste contexto que chagamos à Conferência Nacional de Educação Artística, engatada, é certo, já muito dirigida e melhor controlada, para concluirem o que muito bem lhes aprouver ou que mais jeito a alguns der!

Nesta conformidade o Ideias Soltas disponibiliza uma secção - CNEA - contributos - para todos aqueles que pretendam participar no debate sobre a Educação Artística em geral e Ensino Especializado em particular, mas não tenham espaço ou sejam obrigados a manter o anonimato, anonimato esse que me comprometo a manter sigilo, assunto a que dedicarei o post seguinte.