Anunciada a interrupção da edição durante o mês de Agosto para remodelação, comprarei hoje aquele que sinto ser o último número de “O Primeiro de Janeiro”, o jornal lá de casa, a de meus pais, aquele que, desde que de mim memória tenho, sempre era colocado na soleira da porta pelo jornaleiro, antes da leiteira e depois da padeira.
Nada é eterno, mas nada morre enquanto a nossa memória vida der. A morte não está ligada apenas ao desaparecimento físico, mas ao apagamento da memória individual e colectiva. Assim é para mim, com as pessoas e com as coisas, sem necessidade de me socorrer de qualquer aculturação religiosa. Tudo está vivo desde que os vivos guardem memória, ou seja, atribuam relevante significância para a sua existência.
O Primeiro de Janeiro está ligado, sem dúvida alguma, à história da cidade do Porto, sendo importante, independentemente do que vier a acontecer, que as entidades competentes zelem pela conservação do seu acervo.
Arquivo de 'Cultura'
Ernestina Pinheiro
Ernestina Pinheiro, fundadora da Academia de Música do Centro Cultural de Beja que mais tarde, em 1993, estaria na origem do actual Conservatório Regional do Baixo Alentejo, do qual foi a primeira directora pedagógica, deixou-nos esta madrugada.
Beja, e o Alentejo em geral, ficam devedores à Senhora D. Ernestina e seu marido, Henriques Pinheiro, de um exemplo de vidas dedicadas à cultura e à educação artística em momentos bem mais áridos que os de hoje, à custa de grande labor, tenacidade, seriedade e integridade, sem nunca terem aceitado recorrer a expedientes de tráfico de influências, cujo preço é sempre incalculável, embora de pagamento obrigatório e prolongado.
Fecha-se, definitivamente com o seu desaparecimento, um ciclo para o Ensino da Música, nomeadamente para o Conservatório Regional do Baixo Alentejo, pelo que construiu e pelo que em legado nos deixou.
Bem haja Senhora D. Ernestina.
A Companhia do Chapitô festeja hoje o seu 12.º aniversário comemorando a data com (via Anacruses) uma “versão especial” do seu espectáculo mais internacional - “O Grande Criador”, no Teatro da Trindade, às 22:00 horas, com José Carlos Garcia, Jorge Cruz e Rui Rebelo.
Parabéns por mais um ano de sucesso de bilheteira sem ceder na qualidade das produções nem no facilitismo da ‘cultura light’.
Sobre o Acordo Ortográfico, Isabel Pires de Lima afirma que
(…) se imporia “uma revisão do Acordo que atentasse à urgente necessidade de uma descrição linguística das variantes africanas do Português”, em particular nos casos de Angola e Moçambique. Deste modo, frisa, o Acordo não se limitaria a ser “o que, na prática, é, um acordo entre o Brasil e Portugal”, transformando-se num “efectivo ‘acordo’ entre pares”.
(…)
“a expansão internacional de uma língua não se faz nem por facilitações ortográficas bebidas em critérios fonéticos em detrimento de critérios etimológicos nem por unificações ortográficas estabelecidas por decreto (…), mas sim pelos conteúdos que for capaz de veicular (através da literatura, da música,enfim, da cultura). (Público)
Não sendo especialista sinto uma lógica irrefutável nestes argumentos de Isabel Pires de Lima em relação ao Acordo Ortográfico…, mas também ao ambiente que se está a instalar no PS.
Arranca hoje, no Porto, e durará até 8 de Junho a XXXI edição do ‘FITEI - Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica‘.
Nascido em 1977 pela mão da ‘Companhia Seiva Trupe’, o FITEI tornou-se um festival de referência mundial do teatro de língua portuguesa e castelhana.
Este ano haverá 24 espectáculos produzidos por 15 companhias em vários espaços da cidade, desde o Teatro Nacional de São João, a Serralves, passando pela Casa da Música e pela Avenida dos Aliados, incluindo ao ar livre, com grupos oriundos de Portugal, Espanha e Brasil. (ver programa)
Saliente-se que a ‘Xunta de Galicia -Consellaría de Cultura e Deporte’ e o ‘Instituto Galego das Artes Escênicas e Musicais’, escolheram o FITEI para a apresentação em Portugal do Plano Galego das Artes Cénicas, um documento que visa promover a difusão social, reforçar a estabilidade das empresas, fomentar a criatividade e promover a protecção exterior do sector cultural na Galiza, cruzando as dimensões social, artística e económica das artes do espectáculo.
É já no próximo dia 19 de Março que se inaugura a exposição «CORPOtraçoCORPO - a pintura e a poesia» de Alice Valente (blogue Ali_se) na galeria AMIArte no Porto, sob o patrocínio do Centro Nacional de Cultura, do e-cultura e da AMI, que decorrerá até 19 de Abril.
A inauguração ocorrerá às 18:00h com a presença de Fernando Nobre, presidente da Fundação AMI, e Guilherme d’Oliveira Martins, presidente do Centro Nacional de Cultura, contando com intervenções de José Pedro Fernandes, Alberto Augusto Miranda e Dina Resende. (ver programa completo)
Esta exposição contará com 18 das 54 obras em díptico dos 6 traços (cores) do projecto “CORPOtraçoCORPO - a poesia e a pintura” anteriormente apresentadas.
Sobre a exposição e o projecto «CORPOtraçoCORPO - pintura e poesia», endereço para um texto da própria Alice Valente e um outro de Alberto Pimenta, embora sinta necessidade de transcrever o “resumo” de uma conferência proferida pela Alice por ocasião da 9ª Mesa-redonda da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, A CONSCIENTE NEGLIGÊNCIA DO CORPO (ver em formato PDF), cuja leitura integral recomendo vivamente:
É o corpo com o pensamento e a alma que define a representação da nossa existência sem qualquer oposição na incontestável interpretação do incorpóreo e que racionalmente não podemos reconhecer nem testemunhar. O corpo define-se pela sua fisiologia, que o mantém vivo e activo, no entanto o corpo está dependente da anima.
Um corpo é efémero e de vida passageira, ainda assim, podendo-se projectar em outras realidades, uma vez que o que fica de nós ou do nosso corpo é tão-somente o resultado do pensamento…
De certa forma deveríamos admitir que o Homem em seu aperfeiçoamento civilizacional se tornaria mais cerebral e menos substrato físico, mais pensamento do que corpóreo, mais inteligência do que esperteza, mais intelectual do que simples dependência da sua fisiologia… Pois mas não está a acontecer esta evolução na maior parte da Humanidade, está assim com uma maior tendência para um aproveitamento fugaz do dia a dia do que para a evolução das ideias, está assim, a abandonar o pensamento numa consciente negligência do corpo.
A manifestação de professores de Sábado passado mostrou, sem margem para qualquer dúvida, o descontentamento generalizado de quem ensina face à actuação do Ministério da Educação. Ninguém acalentava diversa forma de sentir (talvez só quem pretenderia formatar outras cabeças), assim como só pessoas muito mal intencionadas poderão afirmar, generalizadamente, que os professores não se interessam pela qualidade da aprendizagem dos alunos.
A dimensão desta manifestação mostrou também que o habitual conformismo dos professores às dezenas de mudanças que têm vindo a ser operadas a partir dos vários titulares do Ministério da Educação não resistiu a um incompreensível enxovalho público, sistematicamente reiterado, que a actual equipa dispensa contra esta classe profissional. No entanto, querer ler para além da forte e generalizada indignação contra o tratamento (verbal e legislativo) que este Ministério lhes vem dispensando, será sempre um exercício de retórica que servirá para alimentar fanáticos, seja de sindicatos, de partidos, de líderes de associações de pais ou de outra equivalente índole.
Tenho muito dificuldade em digerir discursos de pessoas que só querem ouvir falar de povo em momentos eleitorais e que o desdenhem em todas as outras ocasiões. Será de bom-senso tirar ilações tanto de resultados eleitorais como de manifestações - são bons momentos para auscultar o voz dos cidadãos, sem a intermediação de comentaristas nem colunistas do género “educadores da classe operária”, vocação que parece pupular um pouco por todo o lado.
Tem José Sócrates razão quando afirma que esta manifestação não pode colocar em causa o Programa do Governo (documento PDF), mas a verdade é que também não foi essa a sua intenção. Contudo, poderá ser um bom momento para fazer um exercício de avaliação interna do seu cumprimento, ver o que já se conseguiu fazer, o que está em vias de prossecução, o que não foi ainda de todo feito e eventuais erros de perspectiva e implementação que o possam colocar em causa.
Bom-senso é preciso e pessoas acostumadas a ele recorrer e é nesse contexto que deixo duas transcrições do Programa do Governo em relação à educação e à cultura:
A opção política do Governo é, tendo plena consciência da educação como factor insubstituível de democracia e desenvolvimento, pôr em prática políticas que consigam obter avanços claros e sustentados, na organização e gestão dos recursos educativos, na qualidade das aprendizagens e na oferta de várias oportunidades a todos os cidadãos para melhorarem os seus níveis e perfis de formação. (pag.42)
(…)
A política cultural para o período 2005-2009 orientar-se-á por três finalidades essenciais. A primeira é retirar o sector da cultura da asfixia financeira em que três anos de governação à direita o colocaram. A segunda é retomar o impulso político para o desenvolvimento do tecido cultural português. A terceira é conseguir um equilíbrio dinâmico entre a defesa e valorização do património cultural, o apoio à criação artística, a estruturação do território com equipamentos e redes culturais, a aposta na educação artística e na formação dos públicos e a promoção internacional da cultura portuguesa. (pag. 54)
Lisonjeias-me, Henrique Silveira, eu não mereço tal atenção! Longe de mim pensar que seria capaz de te estimular a escrever o que talvez pudesses ter escrito antes. Cuida, no entanto que o que escrevi, não te era dirigido particularmente, mas a um uníssono rol de dizer mal do qual ressalta uma constante - desacreditar não Das Märchen, mas o próprio Emmanuel Nunes, para relembrar o Sr. Pinamonti.
Não leves a mal este “gonzo” tecer algumas considerações sobre o que agora escreves, e sabes porquê? Por ser bem mais interessante para análise, por teres tocado onde se pode tocar, ou seja, estás certo de que eu disse que não se pode criticar uma obra de arte musical como Das Märchen? Mesmo seguro?
Não me lembro de ter escrito isso! Lembro-me, isso sim, de falar do tempo necessário para se reflectir sobre a arte moderna! Sabes porquê? Porque nem sequer estou certo de que se possa considerar Das Märchen um obra de arte? Tens já tu essa certeza? Eu não, de momento ainda é um muito elaborado artefacto proposto para obra de arte.
A obra de arte impõe-se-nos esteticamente ou por deslumbramento sensitivo-emocional (que tal como em ti Das Märchen em mim não despoletou) ou pela abordagem criteriosa de um produto de matiz eminentemente racional e logicamente reflexivo. Neste contexto (se não estiveres de acordo diz) se o artefacto não te tocou emocionalmente, dever-se-ia ou não dar-nos algum tempo? No teu caso, pelo que escreves, fico com a ideia (corrige-me se estiver enganado) de que poderias ter escrito porque descreves sensações que viveste durante a sua estreia e cito-te: Já senti, à náusea, a repetição exaustiva do mesmo material, manipulado computacionalmente, repetido friamente e sem emoção. Sinto o corte e costura marcado nos ouvidos e ressoando no cérebro. Sinto a artificialidade sem vontade, sem nada para dizer, criando efeitos e mais efeitos, fazendo chocar permutações.
Tens toda a legitimidade em exprimir o que sentiste, mas constituir a partir desta premissa toda uma retórica crítico-reflexiva parece-me pulo inverosímil!
Para além disto, Henrique, sobre o que escreves? Sobre IRCAM, o Boulez, o Stockhausen e sobre Nunes? Que tem a ver esta amálgama que te atiça? Pego nas tuas palavras exactas sobre o IRCAM aplicadas a outro contexto e vê se não se encaixam mesmamente:
Infelizmente muitas das criações saídas de Mozart (substituí IRCAM por Mozart), apesar destes rótulos geniais (substituí intelectuais por geniais), acabam por ser Intestinais. Pode ou não aplicar-se?
Outro exemplo a propósito de Bach? Não vale a pena, pois não, são suficientes os quase 100 anos que decorreram após a sua morte para descobrirem que existiu o génio criador que hoje reconhecemos.
Há um acordo entre nós (não sei se te passou despercebido) em relação ao modernismo se atentares na citação de Lipovetsky, a qual repito por em parte me identificar:
O dispositivo modernista que se incarnou de modo exemplar nas vanguardas encontra-se hoje exausto, tal é a sua condição desde há meio século. As vanguardas não param de girar no vazio, incapazes de inovação artística maior. A negação perdeu o seu valor criador, os artistas mais não fazem do que reproduzir e plagiar as grandes descobertas do primeiro terço do século (XX).
A obra de Emmanuel Nunes é ainda um produto deste modernismo que quis rasgar com o passado (com a tradição) e embuído de uma, digo eu, quase paranóica tentativa de invovação, a qual, muitas vezes, não passou disso mesmo, de uma coisa nova! Ainda com Lipovetsky:
O impasse da vanguarda liga-se ao modernismo, a uma cultura radicalmente individualista e extremista, no fundo suicidária, que afirma a inovação como único valor.
(…)
A inovação modernista tem de particular o facto de se aliar ao escândalo e à ruptura: surgem obras em contradição com a harmonia e o sentimento, divorciadas da nossa experiência familiar do espaço e da linguagem. Numa sociedade assente no valor do insubstituível, último, de cada unidade humana, a arte organiza figuras deslocadas, abstractas, herméticas; surge como inumana.
No entanto, e apesar disto, se incorporasse este conceito de forma fundamentalista, equivaleria a fechar-me a qualquer manifestação de natureza artística, correndo sério risco de me tornar mesmo no tal gonzo, “luxo” que eu, arrogantemente, recuso !
Conhecemo-nos há tempo suficiente, Henrique, para saberes que a música para mim ou me toca emocionalmente ou desinteressa-me, mas precisamente por isso me obriguei, não a uma exegese ou hermenêutica do texto musical (deixo esse empreendimento para os analistas), mas a repetidas audições do período moderno, ou se preferires, a partir de Schöenberg e esta experiência ensinou-me que esta exposição aberta a estéticas para mim até então estranhas, modificou o meu sentir em relação a muitas obras, por exemplo e sucintamente: Le Marteau sans Maître, Répons (sublime) de Boulez, Concerto de câmara para 13 instrumentos de Ligeti, Il Ritorno degli Snovidenia de Berio, Al gran sole Carico d’Amore de Nono…
Estou (…), fora do meio musical e dou-me ao luxo de dizer o que penso (não é só citação, estou mesmo fora), mas dizendo o que penso não digo tudo. E tal como tu, um dia voltarei a ler estes textos e vou divertir-me com aquilo que pensava há uns anos atrás. Talvez até mude de opinião, o que será normal, em nítida atitude pós-modernista, o da incerteza, da perenidade e da pequenez do conhecimento racional no contexto de constructo da compreensão cosmológica humana.

A propósito desta imagem que recebi por email lembrei-me do ‘Fan Ike’ da Sandra Vanessa!
Ler na íntegra o desgosto ou a mui justa indignação do Henrique Silveira face ao alheamento ou desprezo da nossa suposta “intelligentia” face aos eventos musicais e, acrescento eu, à educação artística, onde a musical se inclui.
Deixo um excerto:
Portugal é um país onde a cultura musical é miserável e onde os tais opinion makers não dedicam o menor interesse à música. É natural assim que um recital de Schubert com dois dos mais excelsos intérpretes fique às moscas enquanto numa recôndita aldeia da Aústria (1800 habitantes) encha sistematicamente uma sala (Angelika Kauffmann Hall) com mais de seiscentos lugares, que se situa a mais de três horas de carro de Viena e de Salzburg, para a Schubertiade.
Maurice Béjart - Bolero
intérpretes: Jorge Donn solista e The Art Of The 20th Century Ballet
Maurice Béjart - Adagietto
(…) il exige de ses interprètes une parfaite maîtrise de la danse académique et une grande faculté d’adaptation aux courants néoclassiques. (via Wikipédia)
Educação Artística - FORUM
Após um período de testes, inaugura-se hoje o Educação Artística FORUM no Ideias Soltas.
Trata-se de uma iniciativa que procura estimular, em livre exercício de cidadania, um debate aberto e público sobre a Educação Artística, num momento em que se aproxima um conclave denominado Conferência Nacional de Educação Artística (link).
(ver instruções no final)
Todos são convidados a participar activamente com textos próprios, com respostas a outros que já lá estejam, procurando incentivar o contraditório, com o único objectivo de, ouvindo as mais variadas opiniões, encontrar afinidades de pensamento que conduzam a acções o mais consentâneas e consequentes que for possível.
A premência deste debate livre, o qual, se as participações justificarem, poderá ser um preâmbulo para um encontro nacional sério, prende-se com uma série de sinais preocupantes lançados pelo Roteiro para a Educação Artística (link para PDF), pelo Relatório de Avaliação do Ensino Artístico (link para PDF), pelo modo apressado, inesperado, confuso e fechado que se prepara a Conferência Nacional de Educação Artística, pelas posições já assumidas pelo Ministério da Educação (link), onde a presença e o parecer dos nossos experientes pedagogos e dos pais de filhos que beneficiam de educação artística foi escassa ou inexistente, em detrimento de especialistas em ciências da educação, de directores de direcções-gerais, de museus, de etc…, estatais, de produtores de espectáculos, de programadores culturais, ou seja, de especialistas dos mais diversos misteres excepto da área específica da educação artística.
Este desnorte (ou desnorteante conjunto de processos) motivou-me à abertura do Educação Artísitica FORUM que gostaria que servisse para dar voz aos pedagogos, aos artistas, aos pais, aos gestores de escolas de educação artística, enfim, aos que estão, há anos, envolvidos na educação artística em Portugal, os quais, seguramente, conhecerão como ninguém a realidade, estando assim muito mais avalisados a emitir opiniões, fundamentadas na sua experiência e pensamento, sobre os caminhos que a educação artística poderá e deverá trilhar no seio da educação em geral.
O Educação Artística FORUM abre com 6 temas de debate cujos subtítulos indicam os assuntos que gostaria de ver abordados em cada um estando, sempre, aberto a todos as sugestões que me façam chegar por email:
ideiassoltas@gmail.com
Conferência Nacional de Educação Artística
Educação Artística em Portugal, Conceitos e Terminologia, Redes e Parcerias, Agentes: perfis e formação
Missão da Educação Artística no Sistema Educativo
Papel da Educação Artística no quadro geral da Educação
Objectivos para alunos dos ensinos pré-escolar e 1º Ciclo
Objectivos, Currículo (curricular ou extra curricular) e Didáctica, Perfil do(s) Professor(s) e Avaliação
Ensino Artístico Especializado
Missão, Objectivos, Regimes de Frequência, Avaliação, Gestão Escolar (responsabilidades da administração e da direcção pedagógica)
Papel do Estado
Gestão Inter-ministerial Integrada, Financiamentos (objectivos, tipologia, métodos e fiscalização), Avaliação
Artistas e Espectáculos no seio da aprendizagem
Contacto dos alunos com os Artistas e fruição de espectáculos – tipologia e caracterização
Conto com todos, em especial com os que não estão de acordo com o que venho defendendo no blogue, convidando-os a registarem-se, fazendo notar que o podem fazer sob pseudónimo se entenderem que se sentem mais protegidos contra eventuais incorrectos procedimentos laborais. No entanto, o Educação Artística FORUM tem moderação a posteriori avisando, desde já, que serão apagados todos os textos que contiverem ofensas pessoais ou usem de calão.
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A Associação Guilhermina Suggia e a Escola de Música do Conservatório Nacional convidam para assistir/participar na conferência com música Gaudí, Suggia e a Música, amanhã, dia 11, pelas 19:00h, no salão nobre do Conservatório Nacional.
Serão conferencistas Teresa Cascudo e Ana Maria Férrin e os momentos musicais serão assegurados pelo organista José Carlos Araújo, por Paulo Gaio Lima em violoncelo e Paulo Pacheco no piano.
Eu não sei há quantos anos o Virgílio Marques, do Guilhermina Suggia, alerta para a degradação do salão do Conservatório Nacional (agora diz escola de música não sei quantas, mas eu já não tenho idade para fixar essas modernices), até que agora corre mesmo uma petição online para ver se é desta que conseguimos que o Ministério da Educação ou o IPPAR (também não sei se ainda se chama assim…) mandam proceder ao seu restauro.
Toca a assinar a Petição, se não vos for politicamente penoso, porque se trata de uma das mais belas e acusticamente adequadas salas para recitais ou música de câmara do país, conforme já há mais de 3 anos aqui alertei para um texto também do Virgílio Marques que reponho:
Note-se que SUGGIA, toca pela primeira vez em Lisboa, no Salão Nobre do Conservatório Nacional, uma das salas com melhor acústica, com os tectos pintados por José Malhoa, e que desde, creio os anos 20 ou 30 do sec XX, não tem qualquer reparação. Chove lá dentro. As paredes estão a cair, o balcão está já escorado há anos para evitar a sua queda. Há neste momento uma campanha de sensibilização para que o Ministério da Educação proceda ao restauro duma das salas mais próprias para música de câmara.
Virgílio Marques
Assombrado post da Alice Valente (mais um…), no Ali_se, sob o título A inteligência e a “indústria cultural” onde aborda, com uma lógica irrepreensível, a redução da arte e da cultura ao entretenimento operada pelas indústrias culturais. Um dos melhores textos sobre o assunto que alguma vez li! Sem mais!
Excerto:
E sem mais contrários e já por tão doentiamente deformados, a ter sempre de cumprir-se deveres em que dever e até quando, aqui estamos nós, prontos para as tais de ditas «lutas» no «salve-se quem puder», só, obstinada e unicamente pelas vias de uma vontade cega de se esganarmos uns aos outros, já sem desejos, sem valores e sem aspirações futuras, por cada vez mais caoticamente apartados do que é a verdadeira Cultura.
Começa amanhã a exposição 200 anos dos Melhores Relógios do Mundo, em Évora, levada a cabo pelo Museu do Relógio.
Estarão expostas algumas das mais belas e raras peças do museu como um Vacheron Constantin de 1755, um Baume & Mercier de 1830, um Jaeger le Coultre de 1833 e um Patek Philippe de 1839.
O Museu do Relógio é único do seu género em toda a Península Ibérica (cinco em todo o Mundo!) contando já com mais de 300.000 visitantes.
A exposição estará patente na Igreja de S. Vicente entre os dias 26 e 30 de Setembro das 10:30h às 12:30h e das 14:00h às 18:00.
ad majoorem Dei gloriam, exposição de Ecoarte de Paulo Fontes, decorre na Livraria Vício das Letras, na Feira, mais concretamente no n.º 59 da Rua Dr. José Correia de Sá.
Segundo o autor trata-se de uma exposição de Ecoarte, já que todas as obras expostas foram construídas aproveitando materiais que poderiam ir parar ao lixo ou à reciclagem.
Para mais informações vejam, por favor o sítio de Paulo Fontes, deixando aqui um poema seu que ilustra o que sente e motiva para o acto criativo.
Para a humanidade cega que caminha em direcção ao precipício…
Recolham lixo ou arte, a minha arte é feita de lixo,
Do nosso lixo faço a minha arte…
A luz que atravessa telas, objectos, tinta….
Flúi da natureza que há em mim, selvagem…
Da selva que criámos e que devora a natureza e os seus recursos.
A IX edição de Palavras Andarilhas promovido pela Biblioteca Municipal de Beja e pela Associação de Defesa do Património de Beja arranca já no próximo dia 17 e decorrerá até 22 de Setembro.
O Palavras Andarilhas é um Encontro/Festival de Contadores de histórias ou, como a organização gosta de designar, um Encontro de Aprendizes do Contar.
Este ano abrem-se outras portas de Beja - a Praça da República, a Igreja da Misericórdia e A Casa - e mais eventos:
- Festival da Narração Oral;
- Estafeta de Contos;
- Feira do Livro e da Leitura;
- Oficinas (oficinas de narração e oficinas sobre mediação leitora);
- Momentos Musicais.
O programa completo pode ser descarregado a partir do sítio da Câmara de Beja (LINK directo).
O Museu do Relógio em Serpa acaba de lançar o Museu Azul, mais um modelo de edição limitada de 50 relógios pelo preço de 295,00€. Trata-se de um relógio mecânico, seguindo a tradição da casa, de corda manual, seguindo a tradição da casa, caixa de aço de 42 mm, mecanismo à vista na face posterior e pulseira em pele genuína.
O Museu do Relógio tem uma colecção única em Portugal, tendo patentes 1.700 peças, todas mecânicas, datadas a partir do séc. XVII, contando com vários exemplares de bolso, pulso, sala, entre outros. Uma das salas de exibição é dedicada ao relógio de origem nacional, onde temporariamente decorrem exposições temáticas.
Ah sim, não esquecer que o Museu tem uma Oficina de Restauro de relógios mecânicos contando com vários Mestres-Relojoeiros e hoje…, lá vou buscar o meu Omega Speedmaster que deixar para limpar e afinar.
Quase diria que, apesar de muitos outros interesses turísticos, o Museu do Relógio, per si, é um belíssimo motivo para visitar Serpa, mas se não o puder nos tempos mais próximos, vale a pena tornar-se amigo do Museu bastando inscrever-se no seu site para receber a sua newsletter.
Num texto deslumbrado a Alice Valente insurge-se, e bem, contra esta moda de que a educação cultural deve ser uma actividade lúdica, de lazer, extra-curricular pois ora que não, embutida num qualquer boião de enriquecimento, que se para enriquecer fosse, não seria nem lúdica, nem de lazer nem extra-curricular. É que esta moda do entretenimento pelo entretenimento ainda levará a que a Vida e a Pessoa sejam elas próprias extra-qualquer coisa, ou ainda, talvez, mais do tipo supranumerário ou descartável!
Deixo um excerto:
Têm razão estes distraídos institucionalistas, que ousam usar indiscriminadamente o nosso país e pessoas em repugnáveis metodologias de um exemplo num uso fruto de estares indesejáveis a serem seguidos e a contribuírem para que a EDUCAÇÃO e a CULTURA sejam tidas, como apêndices e apartes num descambar de uma não dignificação e num total empobrecimento do Ser. E nestes poderes de autoritárias e ousadas modas levianas, pretendem comodamente isentarem-se de culpa em suas tão ignóbeis e enriquecidas vias e formas de vidas, em que para alguns é possível esta diversão a matar talentos e capacidades de um país ocupado por estes legados em seus respectivos lugares hierarquizáveis sem quererem ainda assim, carregar suas devidas responsabilidades.
O líder do CDS-PP, Paulo Portas, anunciou hoje que o partido vai apresentar quarta-feira na Assembleia da República um projecto de resolução que pretende instituir exames nacionais nos 4º, 6º e 9º anos. (via Público)
Pois, eu também não sou fã de Paulo Portas, mas por isso mesmo é que mais incomodado fico quando constato que, em todo o espectro partidário, é o único a ter algum discernimento. Sobre este assunto já em Outubro passado escrevi, indo até mais longe do que o CDS agora propõe.
O Plano de Negócios é o título que José Manuel Fonseca escolheu para ilustrar, com o seu humor tão corrosivo quão assertivo no A Infelicidade ao Alcance de Todos, em que é que o Ministério da Educação está a transformar o Ensino.
Um texto para ler (na íntegra), reflectir e agir. Ganda texto, meu!!!
Deixo alguns excertos:
Parece que nos encaminhamos para a “empresarialização? das escolas públicas.(…)
Supõe-se que, apesar desta descoberta sociológica do fascinante mundo empresarial, os professores, quem sabe alguns deles ao menos, continuem a ter como missão ensinar os alunos.(…)
Tudo isto me parece bastante legítimo e lógico. Pelo menos numa sociedade em que a preparação das crianças para a vida passe a enquadrar a preparação para os actos de consumo. Poderemos finalmente reduzirmo-nos ao momento de consumo. Sem passado e sem futuro.
Citando o cineasta alemão Wim Wenders, numa sua recente declaração, a realidade é que ninguém ama um país pela sua economia, por mais forte e estável que ela seja, mas pela sua Cultura! Isabel Pires de Lima no discurso de inauguração do Museu Colecção Berardo (lido no ALI_SE entre outros excertos)
Pois é, senhora Ministra, mas os contabilistas e os agiotas que mandam na economia não querem saber disso para nada e, enquanto os empresários não virem que a cultura como um investimento de futuro, pouco ou nada poderemos almejar para lá dos gritos que de nossa alma conseguirmos fazer rugir!
O presidente do conselho de administração da Fundação de Serralves, António Gomes Pinho, defendeu hoje a extinção do Ministério da Cultura e a sua substituição por uma secretaria de Estado, autonomizando as instituições actualmente dependentes da tutela.
(…)
“Teria outro significado: iria promover a libertação de um conjunto vastíssimo de instituições da tutela do Estado”, acrescentou.
(…)
Com “as poupanças resultantes da extinção do Ministério da Cultura”, o administrador de Serralves defende a constituição de um fundo — gerido profissionalmente — e que contratualizaria as funções culturais definidas como prioritárias, a longo prazo, com as várias instituições. (via Público)
De repente, como que por artes mágicas, apareceu primeiro o Dr. Rui Rio e agora o Dr. António Gomes de Pinho a defender que o mal da cultura é a existência de Ministério dedicado e que a sua passagem a Secretaria de Estado tudo resolveria!
É muito mau que pessoas com tanta responsabilidade saiam a terreiro a defender que uma mera cosmética administrativa - a passagem de Ministério a Secretaria de Estado - resolve os problemas de que padece a cultura em Portugal! Dá a ideia de que ouviram umas coisas aqui e outras ali e colam-nas sem nexo!
Por outro lado, pasme-se, não advoga e muito menos reivindica que o Estado deva, antes de mais, estabelecer uma política e modelos de gestão cultural assumidos, transversais e transparentes.
Inusitado é, para mais, não apelar ao investimento privado e sustentar que o importante é que o Estado constitua um fundo para financiar várias instituições, prioritárias no seu entender, e no entender de cada governo que em sorte nos calhe, ou seja, continuar com a subsídio-dependência, mas só para alguns, os eleitos de cada governo! Nada há de mais perigoso neste momento do que deixar ao critério dos aparelhos partidários a distribuição de fundos sejam eles para a cultura, educação ou outra qualquer área!
Estimado Dr. A. Gomes de Pinho, o que o senhor defendeu só viria favorecer o que neste momento é o cancro do sistema - o financiamento do Estado ser feito a bel-prazer dos governantes, sem uma missão, objectivos nem modelos de gestão e de controlo definidos e transparentes!
Volto ao que venho defendendo na tese Educação em Cultura, o estabelecimento de uma política cultural do Estado orientada para as escolas, que terá de ser, forçosamente, transversal a várias tutelas dispersas por vários Ministérios, i.e., uma Gestão Global e Integrada da Cultura, onde as tutelas da cultura, da educação e do audiovisual tenham uma única missão, objectivos complementares e articulados entre si, obrigando a uma reformulação profunda na constituição dos governos para que tal seja possível.
Passo a citar (link):
Sem esquecer a essência da escola – ensinar – o que está hoje em causa, em especial nos primeiros anos de escolaridade, diria até aos 16 anos, é dotar as crianças e adolescentes de uma vivência multidisciplinar integrada o mais abrangente possível, onde o habitat digital seja natural, permitindo-lhes adquirir uma consciência crítica que propicie a construção de identidades, com fundamentos éticos e morais, capazes de participar e interagir criativamente na construção deste novo mundo – a passividade na sociedade digital conduz, inevitavelmente, a fracturas na coesão social.
Neste contexto, as soluções não poderão continuar a ser um exclusivo do Ministério da Educação! A questão é educativa, é certo, mas antes do mais, é cultural, de gestão cultural, mais precisamente (política cultural se se preferir), onde a interdisciplinaridade será obrigatória, envolvendo, profissionais de educação, sim, mas sociólogos, antropólogos, psicólogos, artistas, especialistas de audiovisual e media digital e, necessariamente, de gestores capazes de traçar objectivos precisos e objectivamente quantificáveis e avaliáveis.
O Tratado de Tordesilhas, assinado em 1494 entre as coroas de Portugal e de Castela, e que definia a partilha do Novo Mundo entre os dois reinos, e cujo original português se encontra no Arquivo Geral das ?ndias, em Sevilha, estando o castelhano na Torre do Tombo, foi um dos inscritos no registo Memória do Mundo da Unesco, representando Portugal e Espanha.
Portugal está ainda representado com o Corpo Cronológico – uma colecção que reúne mais de 80 mil documentos em papel e pergaminho datados dos séculos XV e XVI, existente na Torre do Tombo, em Lisboa. (título e notícia do Público)
Porra, tivemos sorte pelo facto da UNESCo não colocar estas maravilhas a votos!
A vontade de Rui Rio concessionar o Rivoli a La Féria, bem como o respectivo inviezado processo, já por aqui foi por demais debatido, neste post e numa série deles ligados à polémica.
Que aconteceu de novo de então para cá? Aconteceu que La Féria entendeu vir para os órgãos de comunicação social dizer que a manifesta onda de má vontade existente quanto ao projecto de concessão de exploração (…) resultaria num “nível de risco superior” ao previsto e que, em calhando, até não aceitaria a concessão, embora aceitasse o convite para apresentar a sua nova produção, Jesus Cristo Superstar, que estreia hoje!
Mais tarde ainda voltou ao palco mediático para dizer que encontrou o espaço tecnicamente obsoleto embora houvesse muitos computadores nos escritórios, tendo sido obrigado a investir um milhão de euros em equipamento de som e luz, importado de Londres! Para quem ainda não aceitou a concessão investir 1.000.000,00€ é coisa de um autêntico mecenas!!! Qual encenador ou criador, o homem é um verdadeiro mecenas da cidade! Medalha de ouro, impõe-se ou cidadão honorário e benemérito!!!
Neste contexto o seu protector Rui Rio, através de uma coisa chamada Comissão Liquidatária de Gestão do Rivoli criou a figura de Criador Convidado, quiçá inspirado, precisamente, no título da encenação.
E assim somos chegados à estreia da peça de Andrew Lloyd Weber e Tim Rice encenada por La Féria que ontem vem avisar que afinal a sua decisão sobre se aceita ou não a concessão do Rivoli dependerá do êxito do espectáculo “Jesus Cristo Superstar”, que estreia amanhã à noite no Porto. “Eu não posso arriscar a ter fiascos. As empresas privadas vivem sempre desta angústia. Tenho 122 salários para pagar no final de cada mês”, sublinhou, ontem, o encenador em conferência de Imprensa. Deixou claro que só assumirá a gestão do teatro municipal, se o público aderir ao musical, que funcionará como um “teste”. (via Jornal de Notícias).
Eu não tenho dúvidas sobre o sucesso desta encenação de La Féria, nem muito menos o Criador Convidado, mas confesso o nojo que me assola quando ouço e vejo estas tricas de marquetingue barato! Não há pachorra!
O Criador Convidado terá sucesso, Rui Rio evitará despesa, o Porto ficará culturalmente mais pobre, não por permitir que La Féria lá apresente as suas produções, mas por o fazer em concessão exclusiva!
Entretanto, via Ana C. tomo conhecimento de que está programado um protesto silencioso junto ao Rivoli, mas para mais pormenores o melhor é ler no Art&manha.
Bon voyage messieurs Rio e La Féria!
O prémio, que tem o nome do ensaísta Eduardo Lourenço - mentor e presidente honorário do Centro de Estudos Ibéricos (CEI) - destina-se a distinguir personalidades ou instituições de língua portuguesa ou espanhola “que tenham sido protagonistas de uma intervenção relevante e inovadora no âmbito da cooperação e no domínio das identidades, das culturas e das comunidades ibéricas”.
António Avelãs Nunes anunciou que o júri atribuiu a distinção a Maria João Pires, por unanimidade, “pela personalidade de humanista que a pianista tem sabido imprimir à sua obra”, contribuindo para “a difusão da cultura musical”.
António Avelãs Nunes considerou também a pianista uma “grande personalidade da cultura ibérica e mundial”.
Maria João Pires teve “a preocupação em inserir nesta zona raiana uma das apostas
fortes da vida dela”, afirmou Avelãs Nunes, referindo-se ao Centro para o Estudo das Artes de Belgais (Castelo Branco), um projecto fundado pela pianista. (retirado do Público)
Eu gostaria de acrescentar que este merecidíssima distinção premeia também, ou particularmente, o trabalho, empenho e amor que Maria João Pires dedicou a Belgais.
Ler e reler o texto do Dragão sobre o “progresso” e a “modernização”. Deixo um pequeno excerto:
(…) em que consiste realmente essa tal “modernização que canta”? Bem, tudo indica que consiste, fisicamente, em acantonar a população num imenso subúrbio (excepto, naturalmente, a nomenklatura jet-seita reinante, mais a sua insaciável corte de serviçais e bobos de serviço); e, psicologicamente, em terraplenar toda a cultura, justiça ou tradição (ou mera hipótese de qualquer uma delas) a uma pardacenta - e sórdida - mentalidade suburbana.
Ainda a propósito do concerto de Lang Lang escreve a Teresa Cascudo assim:
A diversão é uma das marcas da cultura do nosso tempo, tal como a mistura de nobreza e vulgaridade e a incapacidade de seguir uma ideia (musical) durante mais de, digamos, 5 segundos…
Desenquadrei o texto do contexto, mas mesmo noutro contexto, que enorme texto, Teresa!

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