Economia | Ideias Soltas

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Liberalismo radical sempre desaparece em tempos de crise


Os arautos do absolutamente livre funcionamento dos mercados, os neo-liberiais de hoje, que não liberais à moda antiga como gosta, justamente, Francisco José Viegas de se demarcar, uma vez que estes aprenderam com Keynes após a depressão de 29, desaparecem sempre em momentos de crise económica e/ou financeira, ousando mesmo demandar dos Estados obrigações que em tempos de abastança recusam, chegando mesmo ao ponto de quase defenderem a abolição do seu papel de regulador. (ver notícia do Público que anuncia que o FMI pede intervenção pública mais radical no mercado)
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Portugal e Espanha apostam em inovação e ciência


A primeira medida no campo da inovação não tardou:

Entre os países da zona euro, nenhum, excepto Portugal, arrisca inscrever uma taxa de crescimento do PIB em 2008 superior à de 2007. (via Público)

Ora nem mais. Prontidão na acção é o que distingue!

Desemprego - também estou muito preocupado


O desemprego continua a ser a maior preocupação que devemos ter e que deve merecer a nossa mais cuidada atenção
(…)
O desemprego deve ser um objectivo nacional
(…)
tentar minorá-la o mais depressa possível
Teixeira dos Santos ao Público

Também estou muito preocupado e solidário com a pungente preocupação de Teixeira dos Santos - olha-se para o Orçamento de Estado para 2008 e logo ao mais leigo à vista ressalta essa preocupação, esse objectivo nacional, a tentativa de minorar o mais depressa possível…

Medina Carreira no NERBE - falta de empresários ou de negócios?


A convite do NERBE/AEBAL Medina Carreira esteve em Beja a dissertar sobre «Perspectivas de Desenvolvimento para Portugal na Próxima Década» tendo, a propósito focado vários aspectos das teses que vem defendendo sobre as razões do nosso atraso.
«o Estado não existe “para dar respostas aos empresários, mas sim, para lhes dar condições de trabalho” e que devem ser “os empresários a traçar o seu próprio caminho“. Considerou ainda que “a saída para Portugal está no aumento da competitividade e na produção para exportação“» (Rádio Voz da Planície)
Medina Carreira, diga-se, nunca nos atirou com o chavão do “menos Estado” porque sabe e defende a necessidade de um Estado forte a proporcionar oportunidades, a regular o mercado e fiscalizá-lo. Medina Carreira sabe que o nosso hipotético futuro passa necessariamente pelo empreendimento e trabalho de todos, nomeadamente, do empresário e acrescenta, desta vez (ou pelo menos eu não conhecia a sua posição sobre o assunto) que «o país deve apostar na educação pois “não podemos continuar a permitir a rotativa produção da ignorância“»! (Rádio Voz da Planície)
Sábias palavras, em especial o impacto da frase - “não podemos continuar a permitir a rotativa produção da ignorância“!
Diagnóstico perfeito e assertivo! Que falta então se conhecemos os obstáculos e como os ultrapassar?
Francamente acho que não falta, há até excesso! Excesso de Professores Doutores embutidos nas Universidades a debitar uma ou duas teses por ano publicadas nas mais prestigiadas publicações de cada área, economistas especialistas em Finanças Públicas e gestores de nomeação pública que, para além de nunca terem posto o pé numa empresa privada nem fazerem a mínima ideia de como é que o mercado, de facto, funciona, nunca empresários ousaram ser!
Porquê? Ora, exactamente porque sabem que, apesar de os diagnósticos e as soluções serem fruto de demorada e difícil investigação, não é o dinheiro deles que corre nem têm o gume da banca encostado ao pescoço.
Ser empresário, como defende o Prof. Medina Carreira e muitos outros especialistas nesta matéria, implica não ter nenhum ordenado, uma pensão ou várias acumuladas, subsídio ou probenda do Estado e arriscar o que é seu! E quem arrisca a sua vida e da família pretende assegurar o menor risco possível - seja em termos de retorno seja na rapidez do “break even point”!
Assim sendo, volto à vaca fria, a de saber qual será o louco que hipotecará o seu capital em Portugal ou na União Europeia sabendo que noutras paragens terá uma moeda muito mais barata, uma mão-de-obra incomparavelmente mais mais em conta e que não coloca problemas laborais e, para mais, um “know how” bem superior?
Por muitas voltas que os Senhores Professores dêem, ser empresário, como os senhores muito bem ensinam nos muitos assentos das muitas universidades, é estar no local e momento certos para agarrar as oportunidades e estas, definitivamente, enquanto os tecnocratas do Banco Central Europeu teimarem em manter o preço do euro disparatadamente elevado, não estão na União Europeia!
Daí que os empresários há muito que já traçaram o seu caminho! Os empresário, repito, não os investidores à conta dom Estado!
O problema poderá parecer que será de falta de empresários mas, a montante, temos causa bem mais profunda e condicionante - a falta de oportunidades de negócio!
Aparecem elas e, estimados Senhores Professores, empresários não faltarão, como nunca faltaram onde há negócio!