Sobre a campanha para as eleições europeias o presidente da Associação Empresarial de Portugal (AEP) denuncia a irresponsabilidade dos partidos políticos, sem excepção.
Neste momento a preocupação de qualquer político honesto e consciente deveria ser olhar para o país e todos os partidos políticos tinham uma responsabilidade social muito grande de concertar esforços para resolver o problema nacional.
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nem se tem discutido a Europa, nem o país. O que se tem discutido são casos e não se resolve o país com casos (…). É uma vergonha que se tragam casos para a cena política e pública quanto há problemas tão graves para resolver.
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Os vários líderes políticos estão é interessados em agitar bandeiras sobre coisas que não têm a menor relevância para o que é fundamental. As acusações, os argumentos mais estapafúrdios que estão a ser usados de um lado e de outro não têm nada a ver com a situação do país. (via Expresso)
Assino por baixo! O que menos parece interessar os políticos envolvidos neste espectáculo travestido de campanha eleitoral são os cidadãos. O silêncio sobre o futuro do Tratado de Lisboa no seio da União Europeia é ensurdecedor!
Não espanta a votação quase unânime das alterações à Lei do Financiamento dos Partidário!
Os tratados internacionais nunca deveriam ser objecto de referendo e tivemos agora a prova disso. Cavaco Silva em Portugal Diário.
Serão precisos comentários? Definitivamente a construção da União Europeia (que não existe a não ser para defender os interesses do capital sem rosto) caminha, já não sem ter em conta a opinião dos cidadãos, mas tratando-os como despidos de inteligência e, se possível, descartáveis.
Os cidadãos, para esta Europa dos elitistas, são extra-numerários – se não existissem, melhor.
Falta só o Sr. Mugabe ou o Sr. Musharraf tomar conta disto. Pelos menos esses não enganam a não ser quem quiser ser enganado!
É aviltante. Ética, honradez e democracia são conceitos com conotação negativa para quem pretender uma carreira política. Mais grave, talvez, será ninguém se indignar quando ouve estas coisas!
No único país que referendou o Tratado de Lisboa, engendrado pelos elitistas de uma Europa politicamente unida (que não existe como se estamos a assistir nesta sua absoluta incapacidade de responder às indignações de quem sofre na carne a inviabilidade do prover o seu sustento), os cidadãos disseram NÃO, sendo que a maioria nem sequer foi votar, provavelmente, porque não saberia do que trata o Tratado.
Todos os governantes desta União Europeia que se furtaram a ouvir os cidadãos não se envergonham com isto (são superiores a estas minudências), mas ainda assim parece-me que seria curial pedir pedir responsabilidade a quem prejudicou imenso a imagem de de Lisboa e de Portugal – a colagem do nome de Lisboa e de Portugal a este fracasso, onde a palavra ‘NÃO’ esteve sempre ligada a Lisboa e a Portugal, terá gerado, naturalmente, danos incalculáveis na imagem do país.
Ao escolher este dia para promulgar o Tratado de Lisboa (link), Cavaco Silva faz coincidir, para memória futura, a coincidência de duas efemérides relativas à União Europeia a 9 de Maio – o Dia da Europa e o fim da Europa dos cidadãos.
A ausência de plebiscito ao Tratado de Lisboa coloca um ponto final na ideia original de uma Europa dos Cidadãos. Inicia-se um novo ciclo assente no princípio de que há uns iluminados, uma meia-dúzia de elitistas, que impõe aos cidadãos o que considera ser melhor para eles sem os consultar nem sequer querer ouvir.

Volta-se a página, sabendo de antemão uma coisa – a (re)construção da União Europeia passará a ser tarefa dos poderes estabelecidos a cada momento.





















