Arranca hoje, no Porto, e durará até 8 de Junho a XXXI edição do ‘FITEI – Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica‘.
Nascido em 1977 pela mão da ‘Companhia Seiva Trupe’, o FITEI tornou-se um festival de referência mundial do teatro de língua portuguesa e castelhana.
Este ano haverá 24 espectáculos produzidos por 15 companhias em vários espaços da cidade, desde o Teatro Nacional de São João, a Serralves, passando pela Casa da Música e pela Avenida dos Aliados, incluindo ao ar livre, com grupos oriundos de Portugal, Espanha e Brasil. (ver programa)
Saliente-se que a ‘Xunta de Galicia -Consellaría de Cultura e Deporte’ e o ‘Instituto Galego das Artes Escênicas e Musicais’, escolheram o FITEI para a apresentação em Portugal do Plano Galego das Artes Cénicas, um documento que visa promover a difusão social, reforçar a estabilidade das empresas, fomentar a criatividade e promover a protecção exterior do sector cultural na Galiza, cruzando as dimensões social, artística e económica das artes do espectáculo.
O Primavera Musical deste ano (link), o 14.º Festival Internacional de Música de Castelo Branco, produzido pela APSARA (link), com a direcção artística de Carlos Semedo e Guenrikh Elessine, inicia no próximo dia 29 de Abril e prolonga-se até 5 de Junho.
Carlos Semedo habituou-nos em edições anteriores a um assinalável registo de qualidade na programação e produção, traduzido este ano não só na programação (link), como na forma como se encontra harmoniosamente integrada. Sobre o mote Do Místico ao Mestiço poder-se-á assistir a 14 concertos, 5 sessões de cinema, um ensaio aberto e a uma Oficina de Construção de Instrumentos Musicais.
Não é fácil destacar nomes ou momentos mas, ainda assim, não resisto a chamar a atenção, por ordem cronológica, para o recital de Miguel Borges Coelho a inaugurar o festival, a 29 deste mês, o filme “O Grande Silêncio” de Phillip Gröning a 6 de Maio, o Mediae Vox Ensemble (link) a 7 do mesmo mês, ao Takács Quartet (link) a 14 e a Maria João, em quarteto, a 5 de Junho.
Parabéns à organização e a Castelo Branco que muito beneficiará, atendendo à qualidade do programação, pela promoção da cidade e da região.
Via JPT do Ma-schamba tomo conhecimento da programação do IV Festival Internacional de Música de Maputo. Mais um festival, dir-se-á, mas atentem na riqueza da programação lá consta.
Começo a crer, cada vez com mais convicção, que dos países ditos em desenvolvimento, nomeadamente dos lusófonos, poderão advir iniciativas que nos mostrem que a inovação, hoje tão, mas tão politicamente correcta, poderá estar, e bem, aliada à tradição, à cultura e à identidade.
Estou ansioso por deitar a mão ao CD dos A Imagem da Melancolia, com o título A Arte da Usurpação, com o seguinte alinhamento:
La Ragione (pavana e saltarello) P. Hessen
La Morte della Ragione Anon
Batalha P. Arauxo
Tiento A. Cabezon
Canção A. Carreira
Daphne Anon
Almaine A. Holborne
The Fairie Round A. Holborne
Pavane, Galliarde, Basse Dance, Branle Simple, Branle Double, Branle Gay, Tourdion P. Attaignant
Fantasia Super Io Son Ferito Lasso S. Sheidt
Paduana, Allemade, Courante, Balletto, Sarabande J. Rosenmüller
Canzona Sopra la Bassa Fiaminga G. Frescobaldi
Sonatella A. Bertali
Os A Imagem da Melancolia é um “consort de flautas” que se dedica à música antiga, composto por: Inês Moz Caldas, Marco Magalhães, Paulo Gonzales, Pedro Castro e Pedro Sousa Silva. Lembrem-me hoje deles por estarem, neste momento, a actuar na Casa da Música, em concerto inserido no festival “À Volta do Barroco”.
Bom, há que aguardar…





















