Arquivo de: Francisco José Viegas
Arquivo de: Francisco José Viegas.
Arquivo de: Francisco José Viegas.
Dei hoje com um texto de Francisco José Viegas, de Outubro de 2007 publicado no JN, que me fez pensar que haverá mais pessoas (não muitas, um punhado, acredito) que, como eu, têm pena de não ter nascido e vivido em oitocentos - beber lá e viver num ambiente social onde tudo vale desde que, é deveras confrangedor.
Cheguei ao texto, do qual deixo um excerto, via A Origem das Espécies, através de um link neste post.
A direita e o centro-direita precisam de livrar-se desse empecilho para recuperarem a credibilidade que saiu beliscada do confronto com os velhos fantasmas do anti-americanismo, o único pilar que sobrou à esquerda tradicional depois da queda do império soviético. Precisam, também, de se livrar dos neo-conservadores e da sua tralha religiosa para regressarem ao cânone do liberalismo tradicional e do conservadorismo europeu; e precisam de livrar-se da tralha neo-liberal para voltarem a ser liberais, intensamente liberais, livremente liberais.
Francisco José Viegas
Este ano, no Dia Mundial do Livro, limito-me a transmitir-vos a minha alegria por voltar a ter para ler a LER, a revista, novamente dirigida por Francisco José Viegas (link), que quando vivi por outras paragens me confortou e ligou a esta terra, que parece ser cada vez mais só de terra e da língua.
Amanhã irei correr as bancas a ver se já a encontro.
ps: imagem retirado do blogue “LER Blogue“
Até pode ser que Francisco José Viegas tenha razão sobre as consequências do Director Executivo da Escola quando diz que
Daqui a alguns anos as escolas estarão excelentemente geridas (até coloco essa hipótese), mas sem nada para ensinar.
mas, apesar disso poder vir a acontecer, sinto-me obrigado a tirar o chapéu a Sócrates por esta medida, já que sem ela, isso sim, mesmo que as escolas tenham muito para ensinar não o conseguiriam fazer por total ausência de métodos de colocação de objectivos, de acompanhamento de resultados e avaliação de professores e alunos.
O que me parece essencial é que esta medida seja acompanhada pela colocação de objectivos precisos e mensuráveis a nível de resultados a cada Director Executivo e que este os distribua professor a professor, classe a classe, aluno a aluno e aí, sim, aí não haverá mais escusas possíveis para o incumprimento e incompetência no ensino e na aprendizagem, sem prejuízo do que atrás já referi, nomeadamente sobre os exames nacionais e as provas globais.
Esta mudança, aliás, só faz sentido se a gestão incidir, precisamente, sobre a gestão de recursos humanos para que as avaliações não continuem a ser feitas com base na produção de papelada para não sei quantos gabinetes e grupos de estudos apensos ao Ministério da Educação, mas sim na progressão dos níveis de assimilação dos alunos e, consequentemente, na competência de cada professor e de cada escola.